Zero-Day

Microsoft confirma vulnerabilidade zero-day no Defender chamada ShieldBreak

Na última sexta-feira, a Microsoft anunciou que está trabalhando em um patch para uma vulnerabilidade zero-day no Microsoft Defender, identificada como ‘ShieldBreak’. Essa falha, divulgada pelo pesquisador de segurança conhecido como ‘Nightmare Eclipse’, permite que atacantes locais com permissões limitadas escalem seus privilégios para o nível de SYSTEM em sistemas Windows 10, Windows 11 e Windows Server. A vulnerabilidade foi classificada como CVE-2026-69414 e é considerada uma continuação de uma falha anterior chamada RoguePlanet, que não foi devidamente corrigida. Nightmare Eclipse apresentou uma prova de conceito (PoC) que demonstra a eficácia do exploit, que foi testado com uma taxa de sucesso de 100% nas versões mais recentes do Windows. A Microsoft, por sua vez, confirmou que está ciente da vulnerabilidade e se comprometeu a fornecer uma atualização de segurança de alta qualidade. A divulgação pública da vulnerabilidade ocorreu em meio a uma disputa entre o pesquisador e a Microsoft sobre práticas de divulgação de falhas e recompensas por bugs. A situação levanta preocupações sobre a segurança dos sistemas que utilizam o Defender, especialmente considerando que a proteção pode ser comprometida após a obtenção de credenciais válidas pelos atacantes.

Retorno do Nightmare Eclipse nova vulnerabilidade zero-day afeta Windows

O pesquisador de segurança conhecido como Nightmare Eclipse revelou uma nova vulnerabilidade zero-day chamada ShieldBreak, que permite a escalada de privilégios em sistemas Windows, incluindo todas as versões do Windows 11, mesmo aquelas com as últimas atualizações de segurança. A falha, que contorna um patch anterior da Microsoft, foi divulgada logo após a atualização de segurança de agosto da empresa, aumentando a preocupação entre os usuários. A vulnerabilidade permite que atacantes obtenham privilégios de nível SYSTEM, o que pode comprometer a segurança de sistemas vulneráveis. Nightmare Eclipse já havia revelado outras falhas, totalizando dez vulnerabilidades desde abril de 2026, e a Microsoft está ciente da situação, mas ainda investiga a validade das alegações. A empresa declarou que apoia a divulgação coordenada de vulnerabilidades, mas a situação levanta questões sobre a eficácia de suas atualizações de segurança e a proteção dos usuários. A vulnerabilidade ShieldBreak, assim como outras divulgadas anteriormente, ainda não possui um patch disponível, o que representa um risco significativo para os usuários do Windows.

Pesquisador revela exploit zero-day do Microsoft Defender chamado ShieldBreak

O pesquisador de segurança conhecido como Nightmare Eclipse divulgou um novo exploit zero-day do Microsoft Defender, denominado ‘ShieldBreak’, após a liberação das atualizações de segurança de agosto de 2026 pela Microsoft. Esta vulnerabilidade é considerada um bypass da falha RoguePlanet, que foi corrigida em julho de 2026. O exploit permite que atacantes obtenham privilégios de SYSTEM em sistemas Windows 10, Windows 11 e Windows Server totalmente atualizados. Nightmare Eclipse afirmou que a falha RoguePlanet (CVE-2026-50656) não foi adequadamente corrigida, e o PoC (Proof of Concept) demonstrou uma taxa de sucesso de 100% em testes realizados nas versões mais recentes do Windows 11 e Windows Server 2025. A Microsoft respondeu com advertências legais contra atividades maliciosas, levando especialistas em cibersegurança a acreditar que a empresa estava ameaçando o pesquisador. Desde abril de 2026, Nightmare Eclipse já divulgou várias outras falhas zero-day relacionadas ao Microsoft Defender e componentes do Windows, algumas das quais ainda aguardam correções oficiais. A situação destaca a necessidade urgente de atenção à segurança cibernética, especialmente para organizações que utilizam as tecnologias da Microsoft.

Pesquisador revela vulnerabilidade zero-day no Microsoft Defender

O pesquisador de segurança conhecido como Chaotic Eclipse divulgou uma prova de conceito (PoC) para uma nova vulnerabilidade zero-day chamada ShieldBreak, que afeta o Microsoft Defender para Windows. Esta falha é um bypass de patch para a vulnerabilidade CVE-2026-50656, também conhecida como RoguePlanet, que permite a um atacante obter privilégios de nível SYSTEM, possibilitando a execução de código arbitrário. A vulnerabilidade foi inicialmente divulgada em junho de 2026, mas a Microsoft só lançou um patch quase um mês depois. Chaotic Eclipse afirmou que as atualizações de defesa implementadas pela Microsoft não corrigiram adequadamente a falha, resultando em vazamento de dados em determinadas situações no Windows 11 e Windows Server 2025. A PoC foi testada com uma taxa de sucesso de 100%. Além disso, a Microsoft lançou patches para 421 falhas de segurança, incluindo outras vulnerabilidades críticas. A CISA dos EUA adicionou uma das vulnerabilidades a seu catálogo de vulnerabilidades exploradas conhecidas, exigindo que agências federais apliquem as correções até 25 de agosto de 2026.

Vulnerabilidade crítica no Metabase permite acesso não autorizado

A Metabase alertou sobre uma vulnerabilidade de alta severidade em seu software de inteligência de negócios e visualização de dados, que está sendo explorada ativamente como um zero-day. Com uma pontuação CVSS de 10.0, a falha permite que atacantes remotos não autenticados injetem SQL arbitrário no banco de dados da aplicação, possibilitando acesso administrativo. A Metabase confirmou que a Metabase Cloud foi atacada através dessa vulnerabilidade em versões 1.58 e superiores. As instâncias da Metabase Cloud já foram atualizadas, enquanto os usuários de versões auto-hospedadas devem aplicar os patches de segurança imediatamente. As versões afetadas incluem aquelas entre x.58.0 e x.63.0, com correções disponíveis nas versões subsequentes. Como medida temporária, recomenda-se bloquear o endpoint ‘/api/session/reset_password’. A empresa também forneceu indicadores de comprometimento, como chamadas específicas de API que podem indicar uma violação. A Framework, uma das empresas afetadas, informou que dados de clientes, como nomes e endereços, foram acessados, embora informações de pagamento não tenham sido comprometidas.

Falha zero-day do Windows permite elevação de privilégios

Uma nova vulnerabilidade zero-day, chamada LegacyHive, foi descoberta no Windows, permitindo que atacantes elevem privilégios em sistemas atualizados. A falha, que ainda não possui um ID CVE, foi identificada por um pesquisador de segurança conhecido como Nightmare Eclipse e divulgada no mesmo dia em que a Microsoft lançou suas atualizações de segurança de julho de 2026. O exploit permite que usuários não administradores modifiquem o registro de classes, possibilitando a execução de código automaticamente quando uma conta de administrador faz login em um dispositivo comprometido. Embora a Microsoft esteja ciente da vulnerabilidade e esteja investigando, patches não oficiais já estão disponíveis através da ACROS Security, que oferece micropatches para versões do Windows 10 a partir da 2004 e Windows Server 2022. Esses micropatches visam mitigar a exploração da falha, que não afeta versões anteriores do Windows. A situação é crítica, pois a vulnerabilidade pode ser explorada por atacantes para acessar informações sensíveis de outros usuários. A ACROS Security também alerta que, sem a aplicação do micropatch, a exploração ainda é possível, mas com limitações. A Microsoft já corrigiu outras falhas divulgadas por Nightmare Eclipse, mas a LegacyHive ainda aguarda uma solução oficial.

Vulnerabilidades do SonicWall SMA1000 exploradas em ataques zero-day

Recentemente, a SonicWall revelou que duas vulnerabilidades críticas em seus dispositivos SMA1000 foram exploradas em ataques zero-day por várias semanas. As falhas, identificadas como CVE-2026-15409 e CVE-2026-15410, afetam modelos específicos do SMA1000 e permitem que atacantes instalem malware personalizado. A CVE-2026-15409 é uma vulnerabilidade de falsificação de solicitação do lado do servidor (SSRF), enquanto a CVE-2026-15410 é uma falha de injeção de comando. A SonicWall lançou patches urgentes e recomendou que os clientes atualizassem seus sistemas imediatamente. A empresa de resposta a incidentes Volexity, que ajudou na investigação, identificou um ator de ameaça, denominado UTA0533, que começou a explorar essas vulnerabilidades em 22 de junho de 2026, antes da divulgação pública. Os atacantes conseguiram estabelecer túneis WebSocket não autenticados e executar comandos como root, instalando um malware chamado KNUCKLEBALL, que permite acesso remoto e controle sobre os dispositivos comprometidos. Apesar da sofisticação técnica, a propagação para redes internas dos alvos foi limitada. A situação destaca a importância de monitorar e atualizar sistemas de segurança para evitar compromissos semelhantes.

Grupo UTA0533 explora vulnerabilidades do SonicWall SMA 1000

Um novo ator de ameaças, identificado como UTA0533, tem explorado vulnerabilidades zero-day em dispositivos VPN SonicWall Secure Mobile Access (SMA) 1000 desde 22 de junho de 2026. A empresa de cibersegurança Volexity rastreou essa atividade após uma investigação de resposta a incidentes. As vulnerabilidades CVE-2026-15409 e CVE-2026-15410, com pontuações CVSS de 10.0 e 7.2, respectivamente, permitem a execução de comandos arbitrários e a tomada de controle dos dispositivos vulneráveis. Os pesquisadores observaram que o ator utilizou malware específico para os dispositivos SonicWall, além de técnicas de ataque sofisticadas.

Atualizações de Segurança da Microsoft em Julho de 2026

Em julho de 2026, a Microsoft lançou um Patch Tuesday histórico, abordando 570 vulnerabilidades, incluindo duas falhas zero-day ativamente exploradas e uma divulgada publicamente. Dentre as 59 vulnerabilidades classificadas como ‘Críticas’, destacam-se 48 relacionadas à execução remota de código e 9 de elevação de privilégios. As falhas zero-day corrigidas incluem uma vulnerabilidade no Active Directory Federation Services, que permite a elevação de privilégios, e uma no SharePoint Server, que possibilita que atacantes remotos ganhem privilégios elevados. A vulnerabilidade divulgada publicamente refere-se ao BitLocker, que pode permitir o acesso a dados criptografados. A Microsoft também anunciou um aumento nas atualizações de segurança, impulsionado por um sistema de descoberta de vulnerabilidades baseado em IA. É importante que as organizações atualizem seus sistemas imediatamente para mitigar os riscos associados a essas falhas, especialmente considerando o impacto potencial em conformidade com a LGPD.

Microsoft lança patch para vulnerabilidade zero-day do Defender

A Microsoft lançou um patch para corrigir uma vulnerabilidade zero-day no Microsoft Defender, conhecida como ‘RoguePlanet’, que foi divulgada após o Patch Tuesday de junho de 2026. A falha, identificada como CVE-2026-50656, permite que atacantes obtenham privilégios de SYSTEM em dispositivos Windows 10 e 11 totalmente atualizados, explorando uma condição de corrida no Defender. O pesquisador de segurança que revelou a vulnerabilidade, sob o pseudônimo ‘Nightmare Eclipse’, também compartilhou um exploit de prova de conceito em um repositório Git auto-hospedado, alegando que a Microsoft removeu suas postagens anteriores em plataformas como GitHub e GitLab. A empresa confirmou que estava trabalhando em um patch em 16 de junho, mas não reconheceu publicamente o pesquisador. O patch foi disponibilizado através de uma atualização do Microsoft Malware Protection Engine. Nos últimos meses, Nightmare Eclipse divulgou outras vulnerabilidades zero-day relacionadas ao Windows, levando a Microsoft a considerar ações legais contra ele. A situação destaca a importância de monitorar e corrigir vulnerabilidades em sistemas amplamente utilizados, especialmente em um cenário de crescente exploração de falhas de segurança.

Microsoft trabalha em patch para vulnerabilidade zero-day do Defender

A Microsoft confirmou que está desenvolvendo um patch para uma vulnerabilidade zero-day no Microsoft Defender, conhecida como ‘RoguePlanet’, que foi divulgada recentemente. O pesquisador de segurança que revelou a falha, identificado como Nightmare Eclipse, afirmou que a vulnerabilidade afeta dispositivos com Windows 10 e Windows 11 totalmente atualizados, permitindo que atacantes executem comandos com privilégios de SYSTEM por meio de uma condição de corrida. O exploit, que pode ser encontrado em um repositório Git auto-hospedado, funciona independentemente da proteção em tempo real estar ativada ou não. A Microsoft designou a falha com o ID CVE-2026-50656 e está investigando a situação. A empresa já havia enfrentado um conflito com Nightmare Eclipse sobre suas práticas de divulgação de vulnerabilidades e recompensas por bugs. Recentemente, a Microsoft também corrigiu outras falhas críticas em seu sistema. A situação destaca a importância de monitorar e atualizar constantemente as soluções de segurança para proteger os usuários contra ameaças emergentes.

Novo exploit zero-day do Microsoft Defender afeta Windows 10 e 11

Um pesquisador de segurança, conhecido como Nightmare Eclipse, divulgou um novo exploit zero-day chamado ‘RoguePlanet’, que afeta dispositivos Windows 10 e Windows 11 totalmente atualizados. O exploit permite que atacantes abram um prompt de comando com privilégios de SYSTEM por meio de uma vulnerabilidade de condição de corrida no Microsoft Defender. O pesquisador publicou um proof-of-concept em um repositório auto-hospedado após ter suas postagens removidas de plataformas como GitHub e GitLab. O exploit foi testado em versões oficiais e Canary do Windows 11, bem como em sistemas Windows 10 com as atualizações de segurança de junho de 2026 instaladas. A empresa de cibersegurança ThreatLocker confirmou a viabilidade do exploit em seus testes, destacando que organizações que utilizam listas de permissões de aplicativos podem prevenir a execução do exploit. O pesquisador também mencionou que a vulnerabilidade foi inicialmente desenvolvida para execução remota de código, mas que mudanças silenciosas na proteção do Defender limitaram essa capacidade. A disputa entre Nightmare Eclipse e a Microsoft sobre práticas de divulgação de vulnerabilidades continua, com o pesquisador tendo liberado outros exploits zero-day nos últimos meses.

Pesquisador revela exploit zero-day no Microsoft Defender

Um pesquisador de segurança, conhecido como Chaotic Eclipse, divulgou um exploit de prova de conceito (PoC) para uma vulnerabilidade zero-day no Microsoft Defender, chamada RoguePlanet. O exploit é uma condição de corrida, resultando em acesso com privilégios de sistema, permitindo que atacantes executem código arbitrário. Testado em máquinas com Windows 10 e 11, o exploit mostrou uma taxa de sucesso de 100% em alguns dispositivos, mas não funciona em instâncias do Windows Server. O pesquisador expressou frustração com a forma como a Microsoft lidou com a divulgação de vulnerabilidades, alegando falta de comunicação e revogação de acesso ao Microsoft Security Response Center (MSRC). A Microsoft, por sua vez, condenou as divulgações públicas, afirmando que colocam os clientes em risco. Este exploit é parte de uma série de falhas descobertas por Chaotic Eclipse, que incluem BlueHammer e UnDefend. A situação gerou um conflito público entre o pesquisador e a Microsoft, levando à remoção de suas contas no GitHub e GitLab. A vulnerabilidade representa um risco significativo, especialmente considerando que já foi explorada ativamente.

Google corrige vulnerabilidade crítica do Chrome explorada na web

O Google lançou atualizações de emergência para corrigir uma vulnerabilidade zero-day no Chrome, identificada como CVE-2026-11645, que estava sendo explorada ativamente. Essa é a quinta falha desse tipo corrigida pela empresa em 2023. A vulnerabilidade, que afeta o motor JavaScript V8 do Chrome, permite que atacantes remotos executem código arbitrário através de páginas HTML manipuladas, comprometendo a segurança do navegador. A atualização já está disponível para usuários de Windows, Mac e Linux, embora o Google tenha alertado que a distribuição completa pode levar dias ou semanas. Além disso, a empresa está ciente de outras vulnerabilidades zero-day, como a CVE-2024-0519, mas não forneceu detalhes adicionais sobre ataques relacionados. Desde o início do ano, o Google já corrigiu outras quatro falhas críticas, destacando a necessidade de vigilância constante em relação à segurança do navegador. Os usuários são incentivados a atualizar manualmente ou confiar na atualização automática do Chrome para garantir a proteção contra essas ameaças.

Vulnerabilidade zero-day no VS Code permite roubo de tokens do GitHub

Um pesquisador de segurança divulgou um código de exploração para uma vulnerabilidade zero-day no Visual Studio Code (VS Code), que permite que atacantes roubem tokens de autenticação do GitHub ao induzir usuários a clicarem em links maliciosos. Essa falha, que ainda não possui um patch oficial, permite que extensões maliciosas sejam instaladas, explorando o sistema de mensagens do webview do VS Code. O pesquisador Ammar Askar explicou que, ao interagir com github.dev, um token OAuth é enviado, permitindo acesso total a todos os repositórios privados do usuário. Para se proteger, os usuários devem limpar cookies e dados do site para github.dev em seus navegadores, o que gerará um aviso ao tentar acessar links potencialmente perigosos. Askar optou pela divulgação pública imediata após experiências negativas com o processo de resposta de segurança da Microsoft, que não reconheceu falhas anteriores. Essa vulnerabilidade se junta a uma série de zero-days divulgados por outro pesquisador anônimo, conhecido como Nightmare Eclipse, que criticou a forma como a Microsoft lida com a divulgação de falhas. A Microsoft ainda não comentou sobre a vulnerabilidade do VS Code.

Vulnerabilidade crítica no Gogs permite execução remota de código

Uma vulnerabilidade zero-day não corrigida no serviço de Git auto-hospedado Gogs pode permitir que atacantes realizem execução remota de código (RCE) em instâncias expostas à Internet. O Gogs, que é uma alternativa ao GitHub Enterprise e GitLab, é frequentemente utilizado para colaboração remota e, por padrão, permite registro aberto e criação ilimitada de repositórios. Isso significa que um atacante não autenticado pode facilmente criar uma conta e um repositório em uma instância configurada com as definições padrão. Uma vez registrado, o usuário pode habilitar a mesclagem rebase, permitindo que o atacante injete comandos maliciosos durante operações de mesclagem, comprometendo assim o servidor. A falha afeta as versões mais recentes do Gogs (0.14.2 e 0.15.0+dev) e ainda não recebeu um ID CVE. O pesquisador Jonah Burges, que descobriu a vulnerabilidade, alertou que ela permite que atacantes leiam repositórios privados, capturem credenciais e comprometam outros sistemas acessíveis na rede. A Gogs ainda não lançou um patch, apesar de ter reconhecido o problema. A situação é preocupante, especialmente considerando que mais de 2.400 servidores Gogs estão expostos online, com a maioria localizada na Ásia e Europa.

Microsoft defende divulgação coordenada de vulnerabilidades após incidentes

A Microsoft reafirmou seu apoio à Divulgação Coordenada de Vulnerabilidades (CVD) após uma série de vulnerabilidades zero-day serem divulgadas sem aviso prévio, colocando em risco a segurança de seus usuários. O pesquisador conhecido como Chaotic Eclipse revelou falhas críticas em componentes do Windows, como o Defender e o BitLocker, resultando em exploração ativa das vulnerabilidades BlueHammer (CVE-2026-33825), RedSun (CVE-2026-41091) e UnDefend (CVE-2026-45498). A empresa expressou preocupação com o impacto dessas divulgações não coordenadas, que dificultam a proteção de seus clientes e podem ser exploradas por agentes maliciosos. A Microsoft também destacou a importância do diálogo com a comunidade de pesquisa em segurança, embora tenha enfrentado críticas por sua abordagem ao processo de divulgação. O incidente levou à suspensão da conta do pesquisador no GitHub, que se manifestou publicamente contra a empresa, prometendo novas divulgações em julho de 2026. A situação ressalta a necessidade de um processo mais colaborativo e seguro para a comunicação de vulnerabilidades entre pesquisadores e fornecedores.

Vulnerabilidade MiniPlasma permite elevação de privilégios no Windows

O pesquisador de segurança Chaotic Eclipse divulgou uma prova de conceito (PoC) para uma vulnerabilidade zero-day no Windows, chamada MiniPlasma, que permite a elevação de privilégios para SYSTEM em sistemas Windows totalmente atualizados. A falha, que afeta o driver ‘cldflt.sys’ (Windows Cloud Files Mini Filter Driver), foi inicialmente reportada ao Microsoft por James Forshaw, do Google Project Zero, em setembro de 2020. Embora a Microsoft tenha supostamente corrigido a vulnerabilidade em dezembro de 2020, Chaotic Eclipse descobriu que o problema persiste sem correção. A PoC original funcionou sem alterações, e o pesquisador conseguiu criar uma versão armada que abre um shell SYSTEM. A vulnerabilidade parece afetar todas as versões do Windows, com testes indicando que funciona de forma confiável em sistemas Windows 11 com as atualizações mais recentes. A Microsoft já havia abordado outra falha de elevação de privilégios no mesmo componente em dezembro de 2025, mas a MiniPlasma continua sem solução. A situação é preocupante, pois a exploração dessa vulnerabilidade pode permitir que atacantes obtenham controle total sobre sistemas vulneráveis.

Concurso Pwn2Own Berlin 2026 R 1,3 milhão em recompensas por falhas

O concurso de hacking Pwn2Own Berlin 2026, realizado entre 14 e 16 de maio na OffensiveCon, resultou em prêmios totais de $1,298,250, após a exploração de 47 falhas zero-day. Os pesquisadores de segurança focaram em tecnologias empresariais e inteligência artificial, atacando produtos totalmente atualizados, incluindo navegadores, aplicações empresariais e ambientes de virtualização. No primeiro dia, foram exploradas 24 falhas, gerando $523,000 em recompensas. No segundo, 15 falhas renderam $385,750, e no terceiro, 8 falhas resultaram em $389,500. A equipe DEVCORE se destacou, acumulando 50.5 pontos e $505,000 em prêmios, após comprometer produtos da Microsoft como SharePoint e Exchange. A maior recompensa, de $200,000, foi concedida a Cheng-Da Tsai por uma cadeia de bugs que permitiu execução remota de código no Microsoft Exchange. Após o evento, os fornecedores têm 90 dias para lançar patches de segurança antes que as falhas sejam divulgadas publicamente pela TrendMicro’s Zero Day Initiative.

Pwn2Own Berlin 2026 R 2,6 milhões em prêmios por zero-days explorados

No primeiro dia do Pwn2Own Berlin 2026, pesquisadores de segurança arrecadaram impressionantes $523,000 em prêmios ao explorar 24 vulnerabilidades zero-day. O destaque do dia foi a apresentação de Orange Tsai, que recebeu $175,000 por escapar de um sandbox no Microsoft Edge ao combinar quatro falhas lógicas. Além disso, o Windows 11 foi comprometido três vezes, com pesquisadores como Angelboy e TwinkleStar03, Marcin Wiązowski e Kentaro Kawane, cada um recebendo $30,000 por novas falhas de escalonamento de privilégios. Valentina Palmiotti, da IBM X-Force, também se destacou, arrecadando $70,000 por explorar vulnerabilidades no Red Hat Linux e no NVIDIA Container Toolkit. O evento, que ocorre entre 14 e 16 de maio, foca em tecnologias empresariais e inteligência artificial, e os participantes têm a chance de ganhar mais de $1,000,000 em prêmios ao explorar produtos amplamente utilizados, como Microsoft SharePoint e Apple Safari. Após a competição, os fornecedores têm 90 dias para corrigir as falhas descobertas. O evento ressalta a importância da segurança cibernética em um cenário onde novas vulnerabilidades são constantemente descobertas e exploradas.

Exploração de zero-day com uso de IA em ferramenta de administração web

Pesquisadores do Google Threat Intelligence Group (GTIG) relataram que um exploit de zero-day, que visa uma popular ferramenta de administração web de código aberto, foi provavelmente gerado com o auxílio de inteligência artificial (IA). Este exploit poderia contornar a proteção de autenticação de dois fatores (2FA) do sistema, que não foi nomeado. Embora o ataque tenha sido frustrado antes de uma exploração em massa, o incidente destaca a crescente dependência de atores maliciosos em ferramentas de IA para descobrir e explorar vulnerabilidades. A análise do código do exploit, escrito em Python, sugere que um modelo de linguagem de grande porte (LLM) foi utilizado, evidenciado pela presença de docstrings educacionais e um formato estruturado típico de dados de treinamento de LLMs. Além disso, o tipo de falha explorada é uma lógica semântica de alto nível, que sistemas de IA são particularmente bons em identificar. O Google também observou que grupos de hackers da China e da Coreia do Norte têm utilizado modelos de IA para desenvolvimento de exploits, enquanto atores ligados à Rússia têm empregado código gerado por IA para ofuscar malware. O relatório alerta que os atores de ameaças estão industrializando o acesso a modelos de IA premium, utilizando infraestrutura automatizada para criação de contas e proxies.

Pesquisador revela exploit zero-day do Microsoft Defender chamado RedSun

Recentemente, o pesquisador conhecido como ‘Chaotic Eclipse’ divulgou um exploit de prova de conceito para uma falha zero-day no Microsoft Defender, chamada ‘RedSun’. Essa vulnerabilidade permite a escalada de privilégios locais (LPE), concedendo privilégios de SYSTEM em sistemas operacionais Windows 10, Windows 11 e Windows Server, especialmente nas atualizações mais recentes do Patch Tuesday de abril. O exploit explora um comportamento peculiar do Windows Defender, que reescreve arquivos maliciosos com uma etiqueta de nuvem, permitindo que arquivos de sistema sejam sobrescritos e, assim, concedendo privilégios administrativos ao atacante. Will Dormann, analista de vulnerabilidades, confirmou que o exploit funciona em sistemas totalmente atualizados. O pesquisador também lançou um exploit anterior, chamado ‘BlueHammer’, em protesto contra a forma como a Microsoft lida com a divulgação de vulnerabilidades. A Microsoft, em resposta, afirmou que investiga questões de segurança relatadas e apoia a divulgação coordenada de vulnerabilidades. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança de sistemas amplamente utilizados e a necessidade de uma resposta rápida por parte das empresas que utilizam essas tecnologias.

Google corrige 21 vulnerabilidades no Chrome, incluindo zero-day

Na última quinta-feira, o Google lançou atualizações de segurança para o navegador Chrome, abordando 21 vulnerabilidades, entre elas uma falha zero-day que já está sendo explorada ativamente. A vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2026-5281, refere-se a um erro do tipo use-after-free na implementação do padrão WebGPU chamada Dawn. Esse tipo de falha permite que um atacante remoto, que tenha comprometido o processo de renderização, execute código arbitrário através de uma página HTML manipulada. O Google não forneceu detalhes sobre como a falha está sendo explorada ou quem está por trás dos ataques, visando proteger a maioria dos usuários até que as atualizações sejam aplicadas. Desde o início do ano, a empresa já corrigiu quatro zero-days no Chrome, reforçando a importância de manter o navegador atualizado. Para garantir a proteção ideal, os usuários devem atualizar para as versões 146.0.7680.177/178 no Windows e macOS, e 146.0.7680.177 no Linux. Além disso, usuários de navegadores baseados em Chromium, como Microsoft Edge e Brave, também são aconselhados a aplicar as correções assim que disponíveis.

Google corrige vulnerabilidade zero-day no Chrome em atualização emergencial

O Google lançou atualizações de emergência para corrigir uma vulnerabilidade zero-day no Chrome, identificada como CVE-2026-5281, que está sendo explorada ativamente em ataques. Esta é a quarta falha de segurança desse tipo corrigida desde o início do ano. A vulnerabilidade é originada de uma fraqueza do tipo use-after-free no Dawn, a implementação multiplataforma do padrão WebGPU utilizada pelo projeto Chromium. Os atacantes podem explorar essa falha para causar travamentos no navegador, corrupção de dados e outros comportamentos anormais. O Google confirmou que há evidências de que essa vulnerabilidade está sendo utilizada em ataques, mas não divulgou detalhes específicos sobre os incidentes. A correção já está disponível para usuários do canal Estável do Chrome em versões para Windows, macOS e Linux. Embora a atualização possa levar dias ou semanas para alcançar todos os usuários, ela já estava acessível no momento da verificação. Este incidente ressalta a importância de manter os navegadores atualizados para evitar riscos de segurança.

Aumento de Exploração de Vulnerabilidades Zero-Day em 2025

O Google Threat Intelligence Group (GTIG) identificou 90 vulnerabilidades zero-day ativamente exploradas em 2025, um aumento de 15% em relação a 2024, mas abaixo do recorde de 100 em 2023. Quase metade dessas falhas afetou software e dispositivos empresariais. As vulnerabilidades zero-day são falhas de segurança em produtos de software que são exploradas por atacantes antes que o fornecedor tome conhecimento e desenvolva um patch. Em 2025, 47 zero-days visaram plataformas de usuários finais e 43, produtos empresariais. Os tipos de falhas exploradas incluem execução remota de código, escalonamento de privilégios e corrupção de memória, com problemas de segurança de memória representando 35% das vulnerabilidades exploradas. O relatório destaca que a Microsoft foi o fornecedor mais visado, com 25 zero-days explorados. Além disso, pela primeira vez, fornecedores de spyware comerciais superaram grupos de espionagem patrocinados pelo estado em termos de uso de falhas não documentadas. O uso de ferramentas de IA para automatizar a descoberta de vulnerabilidades pode manter a exploração de zero-days alta em 2026. O GTIG recomenda a redução da superfície de ataque e a monitorização contínua para detectar e conter essas explorações.

Ex-chefe de contratante de defesa dos EUA é condenado por roubo de exploits

Peter Williams, ex-gerente da Trenchant, uma unidade de cibersegurança da L3Harris, foi condenado a mais de sete anos de prisão federal por roubar e vender exploits de zero-day a um corretor russo, cujos clientes incluem o governo da Rússia. Entre 2022 e 2025, Williams furtou pelo menos oito componentes de exploits protegidos, destinados ao uso exclusivo do governo dos EUA e seus aliados, e os vendeu ao corretor Matrix, que se apresenta como revendedor de ferramentas de hacking para compradores não pertencentes à OTAN. O roubo causou perdas de aproximadamente 35 milhões de dólares à L3Harris, e as ferramentas roubadas poderiam ter possibilitado o acesso a milhões de dispositivos em todo o mundo. Williams se declarou culpado em outubro, recebendo 1,3 milhão de dólares em criptomoeda pela venda dos exploits. O juiz Loren AliKhan o sentenciou a 87 meses de prisão e à devolução de 1,3 milhão de dólares, além de bens de luxo. O Departamento do Tesouro dos EUA também impôs sanções ao corretor russo. Este caso destaca a gravidade da violação de segredos comerciais e suas implicações para a segurança nacional.

Ex-funcionário da L3Harris é condenado por venda de exploits a russos

Peter Williams, um australiano de 39 anos e ex-funcionário da L3Harris, um contratante de defesa dos EUA, foi condenado a mais de sete anos de prisão por vender oito exploits de zero-day para a corretora russa Operation Zero, recebendo milhões de dólares em criptomoedas. Williams se declarou culpado de roubo de segredos comerciais em outubro de 2025. Além da pena de prisão, ele terá três anos de liberdade supervisionada e deverá devolver os lucros ilícitos, que incluem propriedades e itens de luxo adquiridos com o dinheiro das vendas. Os exploits vendidos poderiam ser usados para atacar alvos civis e militares globalmente, resultando em perdas financeiras de aproximadamente 35 milhões de dólares para a L3Harris. O Departamento de Estado dos EUA sancionou a Operation Zero e seu diretor, Sergey Zelenyuk, por suas atividades de espionagem cibernética. A operação é conhecida por oferecer recompensas significativas por exploits e tem vínculos com agências de inteligência estrangeiras. O FBI alertou que a venda de tecnologia sensível a adversários estrangeiros representa uma grave ameaça à segurança nacional.

Vulnerabilidade crítica no Dell RecoverPoint explorada por grupo ligado à China

Uma vulnerabilidade de segurança de severidade máxima no Dell RecoverPoint for Virtual Machines, identificada como CVE-2026-22769, está sendo explorada como um zero-day por um grupo de ameaças suspeito de estar ligado à China, denominado UNC6201. Essa falha, que afeta versões anteriores à 6.0.3.1 HF1, envolve credenciais hard-coded que permitem a um atacante remoto não autenticado acessar o sistema operacional subjacente e obter persistência em nível root. A Dell recomenda que o RecoverPoint seja utilizado em redes internas confiáveis e controladas, uma vez que não é adequado para redes não confiáveis ou públicas. O grupo UNC6201 tem como alvo organizações na América do Norte e utiliza um backdoor chamado GRIMBOLT, que é mais difícil de detectar. Além disso, a atividade do grupo está relacionada a outras campanhas de espionagem, destacando a importância de monitorar e proteger sistemas que não suportam soluções tradicionais de detecção e resposta a endpoints (EDR).

Google corrige vulnerabilidade crítica do Chrome explorada em ataques

O Google lançou atualizações de emergência para corrigir uma vulnerabilidade de alta severidade no Chrome, identificada como CVE-2026-2441, que está sendo explorada em ataques zero-day. Essa falha, relatada pelo pesquisador de segurança Shaheen Fazim, é uma vulnerabilidade do tipo use-after-free, resultante de um erro de invalidação de iterador no CSSFontFeatureValuesMap, que pode causar falhas no navegador, problemas de renderização, corrupção de dados e comportamentos indefinidos. O patch foi considerado urgente, sendo implementado em versões estáveis do Chrome para Windows, macOS e Linux, com a atualização sendo disponibilizada globalmente nos próximos dias. Embora o Google tenha confirmado a exploração ativa dessa vulnerabilidade, não foram divulgados detalhes adicionais sobre os ataques. A empresa também indicou que o problema imediato foi resolvido, mas que ainda há trabalho a ser feito, sugerindo que a solução pode ser temporária. Essa é a primeira vulnerabilidade do Chrome explorada ativamente a ser corrigida em 2026, após um ano em que o Google tratou de oito zero-days, muitos deles relacionados a ataques de spyware contra indivíduos de alto risco.

Apple corrige falha crítica em atualizações de iOS e macOS

A Apple lançou atualizações para iOS, iPadOS, macOS Tahoe, tvOS, watchOS e visionOS para corrigir uma vulnerabilidade zero-day, identificada como CVE-2026-20700, que está sendo explorada em ataques cibernéticos sofisticados. Essa falha, relacionada à corrupção de memória no dyld, o editor de links dinâmicos da Apple, permite que atacantes executem código arbitrário em dispositivos vulneráveis. O Google Threat Analysis Group (TAG) descobriu e reportou a vulnerabilidade. A Apple também emitiu correções para outras falhas, como CVE-2025-14174 e CVE-2025-43529, que foram abordadas em dezembro de 2025. As atualizações estão disponíveis para uma variedade de dispositivos, incluindo iPhones a partir do modelo 11 e Macs rodando macOS Tahoe. A empresa já havia corrigido nove vulnerabilidades zero-day em 2025, e essa nova atualização marca a primeira falha zero-day ativamente explorada em 2026. É crucial que os usuários atualizem seus dispositivos para evitar possíveis explorações.

Atualizações de Segurança da Microsoft em Fevereiro de 2026

Em fevereiro de 2026, a Microsoft lançou atualizações de segurança para 58 vulnerabilidades, incluindo 6 que estão sendo ativamente exploradas e 3 vulnerabilidades zero-day publicamente divulgadas. Dentre as falhas corrigidas, 5 são classificadas como ‘Críticas’, sendo 3 relacionadas a elevação de privilégios e 2 a divulgação de informações. As vulnerabilidades incluem 25 falhas de elevação de privilégios, 12 de execução remota de código e 6 de divulgação de informações. A Microsoft também começou a implementar novos certificados de Secure Boot, substituindo os certificados de 2011 que expirarão em junho de 2026. Entre as vulnerabilidades ativamente exploradas, destacam-se falhas no Windows Shell e no Microsoft Word, que permitem que atacantes contornem mecanismos de segurança e executem código malicioso. A correção dessas falhas é crucial, pois pode prevenir ataques que visam comprometer sistemas e dados sensíveis. A atualização é especialmente relevante para empresas que utilizam produtos Microsoft em suas operações diárias.

Pwn2Own Automotive 2026 R 1 milhão em vulnerabilidades exploradas

O concurso Pwn2Own Automotive 2026, realizado entre 21 e 23 de janeiro em Tóquio, Japão, resultou na exploração de 76 vulnerabilidades zero-day, gerando prêmios totais de $1.047.000 para os pesquisadores de segurança. O evento, que ocorreu durante a Automotive World, focou em tecnologias automotivas, incluindo sistemas de infotainment (IVI) e carregadores de veículos elétricos (EV). A equipe Fuzzware.io destacou-se, arrecadando $215.000, ao explorar falhas em estações de carregamento e sistemas de navegação. A competição permitiu que os fornecedores tivessem um prazo de 90 dias para corrigir as vulnerabilidades antes de sua divulgação pública. O evento anterior, Pwn2Own Automotive 2024, já havia visto hackers arrecadarem $1.323.750, evidenciando a crescente preocupação com a segurança em tecnologias automotivas. A exploração de zero-days em sistemas críticos, como o infotainment da Tesla, ressalta a necessidade urgente de medidas de segurança robustas na indústria automotiva.

Pwn2Own Automotive 2026 R 2,3 milhões em prêmios após 29 zero-days

Durante o segundo dia do Pwn2Own Automotive 2026, realizado em Tóquio, pesquisadores de segurança arrecadaram US$ 439.250 (cerca de R$ 2,3 milhões) ao explorar 29 vulnerabilidades zero-day. O evento, que ocorre de 21 a 23 de janeiro, foca em tecnologias automotivas, incluindo sistemas de infotainment e carregadores de veículos elétricos. A equipe Fuzzware.io lidera a competição com US$ 213.000 em prêmios, destacando-se ao hackear o controlador de carregamento Phoenix Contact CHARX SEC-3150 e o carregador ChargePoint Home Flex. Outros participantes, como Sina Kheirkhah e Rob Blakely, também conseguiram exploits significativos, totalizando até agora US$ 955.750 em prêmios após dois dias. O evento é uma plataforma importante para a identificação de falhas de segurança, com um prazo de 90 dias para que os fornecedores lancem correções para as vulnerabilidades exploradas. O Pwn2Own Automotive de 2026 já demonstrou um aumento no número de zero-days em comparação aos anos anteriores, o que levanta preocupações sobre a segurança das tecnologias automotivas em um mercado em rápida evolução.

Microsoft corrige 100 vulnerabilidades no Windows, incluindo 3 zero-day

No dia 13 de janeiro de 2026, a Microsoft lançou uma atualização de segurança que corrigiu mais de 100 vulnerabilidades no Windows, incluindo três falhas zero-day. A CVE-2026-20805, uma das falhas zero-day, permite que hackers acessem informações sensíveis através de vazamentos de memória, facilitando ataques subsequentes. Outra vulnerabilidade, CVE-2026-21265, está relacionada à expiração de certificados do secure boot, afetando computadores adquiridos entre 2012 e 2025. Para mitigar essa falha, é necessário auditar o hardware e atualizar o firmware. A terceira falha, CVE-2023-31096, está ligada à elevação de privilégios em drivers de modem que têm sido parte do Windows por décadas. Das 114 vulnerabilidades corrigidas, 57 são de elevação de privilégios, 22 de execução remota de código e 22 de vazamento de informações. Embora apenas 8 sejam categorizadas como críticas, é essencial que usuários e empresas avaliem o impacto dessas falhas em seus sistemas.

Google lança correção de emergência para mais um zero-day

O Google lançou uma atualização urgente para o navegador Chrome, corrigindo uma vulnerabilidade de alta severidade que estava sendo explorada ativamente como um zero-day. Além dessa falha crítica, a atualização também abrange duas outras vulnerabilidades de severidade média. A vulnerabilidade de alta severidade está relacionada a um estouro de buffer na biblioteca LibANGLE, que pode permitir a corrupção de memória e a execução remota de código. O Google não divulgou detalhes específicos sobre a falha para proteger os usuários, mas confirmou que um exploit já estava em uso. Esta é a oitava correção de zero-day do Chrome em 2023, evidenciando a crescente frequência de ataques direcionados a navegadores. A atualização já está sendo distribuída para a maioria dos usuários, embora a data exata de implementação não tenha sido especificada. A LibANGLE é uma camada de tradução que permite que aplicativos executem conteúdo WebGL e OpenGL ES, mesmo em sistemas que não suportam essas APIs nativamente. A falha pode ter sérias implicações, como a possibilidade de vazamento de dados sensíveis e a interrupção do funcionamento do navegador.

Google lança atualizações de segurança para o Chrome devido a vulnerabilidades

No dia 11 de dezembro de 2025, o Google lançou atualizações de segurança para o navegador Chrome, abordando três falhas de segurança, sendo uma delas considerada de alta severidade e já em exploração ativa. A vulnerabilidade, identificada pelo ID do rastreador de problemas do Chromium ‘466192044’, não teve detalhes divulgados sobre seu identificador CVE, componente afetado ou natureza da falha, a fim de proteger os usuários e evitar que atacantes desenvolvam suas próprias explorações. Desde o início do ano, o Google já corrigiu oito falhas zero-day no Chrome, que foram exploradas ou demonstradas como prova de conceito. Além disso, duas outras vulnerabilidades de severidade média foram abordadas. Os usuários são aconselhados a atualizar seus navegadores para as versões mais recentes para garantir a segurança. A atualização é especialmente relevante para usuários de navegadores baseados em Chromium, como Microsoft Edge e Brave, que também devem aplicar as correções assim que disponíveis.

Vulnerabilidade zero-day no iOS 26 pode dar controle total do iPhone a hackers

Um cibercriminoso conhecido como ResearcherX divulgou uma suposta vulnerabilidade zero-day no iOS 26, da Apple, em um marketplace da dark web. Essa falha permitiria a corrupção da memória e o controle total de dispositivos que utilizam esse sistema operacional. A vulnerabilidade estaria relacionada ao parser do iOS Message, permitindo acesso root sem interação do usuário, apenas ao receber um pacote de dados malicioso. Classificada como uma ‘solução full chain’, a brecha poderia contornar as defesas de segurança do iOS, incluindo a ‘Proteção Multi Camadas’, que abrange o kernel e as defesas de espaço de usuário. Caso confirmada, a falha poderia expor dados sensíveis dos usuários, como mensagens, fotos encriptadas e informações de localização. A venda do exploit é alarmante, com preços que variam entre US$ 2 milhões e US$ 5 milhões, refletindo a gravidade da situação. Essa vulnerabilidade surge após a Apple ter lançado uma atualização significativa em setembro, que visava melhorar a segurança do sistema, mas que aparentemente não foi suficiente para impedir a exploração por hackers.

Google corrige sétima falha zero-day do ano no Chrome atualize já

A Google lançou uma correção de emergência para a sétima vulnerabilidade zero-day no Chrome em 2025, identificada como CVE-2025-13223. Essa falha, considerada de alta severidade, foi causada por uma confusão tipográfica no motor JavaScript V8 do navegador. A vulnerabilidade foi relatada por Clement Lecigne, do Grupo de Análise de Ameaças da Google, e já foi utilizada em ataques direcionados, especialmente contra indivíduos de alto risco, como jornalistas e políticos de oposição. As atualizações necessárias foram disponibilizadas para Windows, Mac e Linux, e a empresa recomenda que todos os usuários atualizem seus navegadores o mais rápido possível. A Google não divulgou detalhes sobre a exploração da falha até que a maioria dos usuários esteja atualizada, seguindo uma prática comum para evitar que informações sobre a vulnerabilidade sejam utilizadas por agentes maliciosos. Este ano, a Google já lançou seis patches para outras falhas zero-day, refletindo um aumento na atividade de exploração de vulnerabilidades em navegadores. A atualização pode ser verificada no menu do Chrome, e a empresa enfatiza a importância de manter o navegador sempre atualizado para garantir a segurança dos usuários.

Vulnerabilidade Zero-Day da Fortinet FortiWeb é Explorável para Sequestro de Contas Admin

Uma grave vulnerabilidade zero-day no Fortinet FortiWeb está sendo ativamente explorada por cibercriminosos, permitindo acesso total a contas de administrador do firewall de aplicações web sem necessidade de autenticação. Essa falha de segurança afeta organizações globalmente que utilizam o FortiWeb para proteger suas aplicações web contra tráfego malicioso. A vulnerabilidade foi divulgada em 6 de outubro de 2025, após ser descoberta por pesquisadores da empresa Defused, que a identificaram em sua infraestrutura de honeypots. Testes realizados pela Rapid7 confirmaram a eficácia do exploit contra a versão 8.0.1 do FortiWeb, lançada em agosto de 2025, permitindo a criação de contas de administrador maliciosas. Embora a versão mais recente, 8.0.2, tenha mostrado respostas de ‘403 Forbidden’ durante tentativas de exploração, organizações que ainda operam versões anteriores enfrentam riscos significativos. A Fortinet ainda não forneceu orientações oficiais ou um identificador CVE para essa vulnerabilidade, o que levanta preocupações sobre sua abrangência. As organizações são aconselhadas a atualizar imediatamente para a versão 8.0.2 ou a remover interfaces de gerenciamento da exposição pública na internet.

Amazon revela ataques a falhas zero-day em software da Cisco e Citrix

A equipe de inteligência da Amazon anunciou a descoberta de ataques cibernéticos que exploram vulnerabilidades zero-day em softwares da Cisco e Citrix. As falhas identificadas são a CVE-2025-5777, conhecida como Citrix Bleed 2, e a CVE-2025-20337, que afeta o Mecanismo de Identidade da Cisco. A primeira permite burlar autenticações no NetScaler ADC da Citrix, enquanto a segunda possibilita a execução remota de códigos sem autenticação, comprometendo o sistema operacional. Ambas as vulnerabilidades foram corrigidas em julho de 2025, mas a Amazon identificou que hackers estavam ativamente explorando essas falhas, utilizando um web shell customizado para se infiltrar em sistemas. Este backdoor, disfarçado como um componente legítimo, consegue operar na memória e monitorar requisições HTTP, utilizando técnicas de encriptação para evitar detecção. O Diretor de Segurança da Informação da Amazon, CJ Moses, destacou a necessidade de estratégias de defesa robustas para proteger a infraestrutura crítica de identidade e controle de acesso às redes, evidenciando o alto nível de sofisticação dos atacantes.

Exploração de vulnerabilidade zero-day do Chrome em ataques do grupo Mem3nt0 mori

Pesquisadores da Kaspersky revelaram uma campanha de ciberespionagem sofisticada, chamada Operação ForumTroll, que utilizou uma vulnerabilidade zero-day do Chrome, identificada como CVE-2025-2783. Essa vulnerabilidade permitiu que atacantes contornassem as proteções de segurança do navegador ao explorar uma falha no sistema operacional Windows. A campanha visou instituições russas, incluindo meios de comunicação, universidades e organizações governamentais, através de e-mails de phishing disfarçados de convites para um fórum científico. O ataque foi acionado simplesmente ao clicar em um link malicioso, sem necessidade de interação adicional do usuário. A Kaspersky notificou o Google, que lançou patches para corrigir a falha. Além disso, a investigação revelou conexões com o spyware comercial Dante, desenvolvido pela Memento Labs, que possui capacidades avançadas de espionagem, como keylogging e execução remota de comandos. Essa situação destaca a importância de monitorar e corrigir vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados, especialmente em um cenário de crescente ciberespionagem.

Hackers exploram 34 falhas zero-day e ganham 522.500 no Pwn2Own 2025

O primeiro dia do Pwn2Own Ireland 2025 foi marcado por um sucesso notável, com pesquisadores de segurança demonstrando 34 vulnerabilidades zero-day em dispositivos de consumo, totalizando ganhos de $522.500. A competição, que visa identificar falhas de segurança em produtos reais, teve uma taxa de sucesso de 100%, sem tentativas falhas. As equipes focaram em dispositivos como impressoras, dispositivos de casa inteligente e sistemas de armazenamento conectados à rede. A equipe DDOS se destacou ao explorar oito vulnerabilidades em um roteador e um dispositivo de armazenamento QNAP, arrecadando $100.000. Outras equipes também conseguiram explorar dispositivos populares, como o Philips Hue Bridge e impressoras da Canon e HP. As metodologias de ataque incluíram estouros de buffer, injeções de comando e bypass de autenticação. Com mais dois dias de competição pela frente, espera-se que o total de prêmios aumente significativamente. As vulnerabilidades descobertas serão divulgadas de forma responsável aos fabricantes para correção, melhorando a segurança de milhões de usuários de dispositivos de consumo em todo o mundo.

Microsoft corrige 4 falhas zero-day e 172 vulnerabilidades em outubro de 2025

Em 15 de outubro de 2025, a Microsoft lançou sua atualização mensal de segurança, conhecida como Patch Tuesday, corrigindo um total de 172 vulnerabilidades em seu ecossistema de produtos. Dentre essas, destacam-se quatro falhas zero-day, sendo que duas delas estão ativamente sendo exploradas por atacantes. A vulnerabilidade CVE-2025-59230, por exemplo, permite que atacantes locais elevem seus privilégios no Windows Remote Access Connection Manager. Além disso, foram corrigidas falhas críticas de execução remota de código (RCE) em aplicativos como Microsoft Office e Excel, que podem conceder controle total do sistema ao abrir arquivos maliciosos. A atualização também abrange 80 vulnerabilidades de elevação de privilégio, que permitem que atacantes já dentro do sistema aumentem suas permissões, e uma variedade de outras falhas, incluindo problemas de divulgação de informações e bypass de recursos de segurança. A amplitude das correções enfatiza a necessidade urgente de que as organizações apliquem essas atualizações para se protegerem contra ameaças cibernéticas emergentes.

Exploração ativa de vulnerabilidade zero-day em produtos Gladinet e TrioFox

A empresa de cibersegurança Huntress identificou a exploração ativa de uma vulnerabilidade zero-day nos produtos Gladinet CentreStack e TrioFox. A falha, classificada como CVE-2025-11371, possui um CVSS de 6.1 e permite a inclusão local de arquivos não autenticados, resultando na divulgação não intencional de arquivos do sistema. Todas as versões do software anteriores e incluindo a 16.7.10368.56560 estão afetadas. A Huntress detectou a atividade pela primeira vez em 27 de setembro de 2025, com três clientes impactados até o momento. Essa vulnerabilidade se conecta a uma falha anterior, CVE-2025-30406, que permitia a execução remota de código. A recomendação imediata para os usuários é desabilitar o manipulador “temp” no arquivo Web.config, embora isso possa afetar algumas funcionalidades da plataforma. A Huntress está retendo detalhes adicionais da falha devido à exploração ativa e à falta de um patch disponível.

O que é uma vulnerabilidade de dia zero?

Uma vulnerabilidade de dia zero, ou zero-day, refere-se a uma falha de segurança recém-descoberta que ainda não foi corrigida pelos desenvolvedores. O termo ‘dia zero’ indica que não há tempo para uma correção antes que a vulnerabilidade possa ser explorada por hackers. Esses cibercriminosos podem criar malwares para explorar essas falhas, comprometendo dados de usuários e sistemas. A exploração geralmente ocorre através de engenharia social, como e-mails de phishing, e pode resultar em invasões prolongadas, já que muitos usuários não atualizam seus sistemas rapidamente após a liberação de patches. A Kaspersky identifica diversos atores que exploram essas vulnerabilidades, incluindo cibercriminosos, hacktivistas e espiões corporativos. Exemplos notáveis incluem falhas no navegador Chrome e na plataforma Zoom, além do famoso worm Stuxnet, que afetou o programa nuclear do Irã. Para mitigar riscos, é crucial que os usuários mantenham seus sistemas atualizados e adotem práticas de segurança, como o uso de firewalls e antivírus.

Vulnerabilidade zero-day no FreePBX expõe sistemas a ataques

A equipe de segurança do FreePBX, uma plataforma de troca privada de ramais amplamente utilizada, emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade zero-day que está sendo ativamente explorada. Identificada como CVE-2025-57819, a falha afeta versões do FreePBX 15, 16 e 17, permitindo acesso não autenticado ao painel de administração, o que pode resultar em manipulação arbitrária de banco de dados e execução remota de código. A exploração começou em 21 de agosto de 2025, afetando sistemas com controle de acesso inadequado. Os usuários são aconselhados a atualizar para as versões mais recentes e restringir o acesso público ao painel de administração. Indicadores de comprometimento incluem arquivos modificados ou ausentes, solicitações POST suspeitas e usuários desconhecidos no banco de dados. A situação é crítica, com a possibilidade de acesso root aos sistemas comprometidos, o que torna a resposta imediata essencial para mitigar riscos.

Apple corrige vulnerabilidade zero-day em iOS, iPadOS e macOS

A Apple lançou atualizações de segurança para corrigir uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-43300, que afeta iOS, iPadOS e macOS. Essa falha, que permite a escrita fora dos limites no framework ImageIO, pode resultar em corrupção de memória ao processar imagens maliciosas. A empresa informou que a vulnerabilidade está sendo ativamente explorada em ataques sofisticados direcionados a indivíduos específicos. As versões afetadas incluem iOS 18.6.2, iPadOS 18.6.2, macOS Ventura 13.7.8, entre outras. A Apple já corrigiu um total de sete zero-days em 2025, evidenciando a gravidade da situação. Embora não se saiba quem está por trás dos ataques, a vulnerabilidade foi considerada uma ferramenta em ataques altamente direcionados. A empresa recomenda que todos os usuários atualizem seus dispositivos imediatamente para mitigar os riscos associados a essa falha.