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Vulnerabilidade XSS expõe operadores do malware StealC

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma vulnerabilidade de cross-site scripting (XSS) no painel de controle web utilizado pelos operadores do malware StealC, um ladrão de informações que surgiu em janeiro de 2023. Essa falha permitiu a coleta de dados críticos sobre os usuários do malware, incluindo impressões digitais do sistema e cookies de sessão. O StealC opera sob um modelo de malware como serviço (MaaS), utilizando plataformas como o YouTube para distribuir o software malicioso disfarçado de cracks de programas populares. O painel atualizado, conhecido como StealC V2, foi comprometido após o vazamento do código-fonte, permitindo que pesquisadores identificassem detalhes sobre os computadores dos operadores, como localização e hardware. A vulnerabilidade XSS é uma injeção de código JavaScript malicioso que pode ser explorada para roubar cookies e acessar informações sensíveis. O caso destaca a ironia de um grupo especializado em roubo de cookies não ter implementado medidas básicas de segurança. Além disso, um cliente do StealC, identificado como YouTubeTA, utilizou a plataforma para distribuir o malware, acumulando um grande número de credenciais roubadas. A pesquisa também revelou falhas na segurança operacional do ator, que expôs sua localização ao não usar uma VPN. Isso evidencia os riscos que os operadores de malware enfrentam, mesmo em suas próprias infraestruturas.

Disney pagará US 10 milhões por violar privacidade infantil

A Disney foi condenada a pagar uma multa de US$ 10 milhões por violar a Children’s Online Privacy Protection Act (COPPA), uma legislação dos Estados Unidos que protege a privacidade de crianças na internet. O caso surgiu a partir de alegações de que a empresa não rotulou corretamente vídeos infantis no YouTube, permitindo a coleta de dados pessoais de menores de 13 anos para publicidade direcionada. O Departamento de Justiça dos EUA informou que a Disney falhou em sinalizar conteúdos como ‘Feito para Crianças’, o que é crucial para garantir um ambiente seguro e controlado para os pequenos. Desde 2019, o YouTube exige essa rotulagem, e a Disney já havia sido alertada sobre a irregularidade em seus vídeos. A Comissão Federal do Comércio dos EUA destacou que essa falha permitiu que a Disney coletasse dados pessoais sem o consentimento adequado, resultando em uma violação significativa da norma. Além da multa, a Disney terá que implementar medidas para garantir que os pais sejam informados antes da coleta de dados de crianças e que os conteúdos sejam devidamente rotulados. Este caso levanta questões importantes sobre a conformidade com a legislação de proteção de dados, especialmente em um cenário onde a privacidade infantil é cada vez mais debatida.

Software pirata e vídeos do YouTube espalham malware que engana antivírus

Recentemente, duas campanhas de malware têm se destacado por enganar usuários e comprometer dispositivos. A primeira, identificada pela Cyderes, envolve a distribuição de software pirata, especificamente um loader chamado CountLoader. Este malware é instalado quando a vítima tenta baixar versões crackeadas de programas legítimos, como o Microsoft Word, através de links em sites falsos. O arquivo ZIP corrompido contém um documento que, ao ser aberto, executa comandos maliciosos, criando uma tarefa agendada que permite ao malware coletar dados sensíveis do usuário, burlando até mesmo a detecção de antivírus.

Deepfake da Nvidia engana 100 mil espectadores enquanto YouTube promove golpe

Um evento falso de keynote da Nvidia, utilizando uma versão deepfake do CEO Jensen Huang, atraiu quase 100 mil espectadores no YouTube, que acreditavam que se tratava de uma transmissão oficial. O evento fraudulento, transmitido por um canal chamado Offxbeatz sob o título ‘Nvidia Live’, promovia um suposto ’evento de adoção em massa de criptomoedas’ e convidava os espectadores a escanear um QR code para participar de um esquema de distribuição de criptomoedas. Enquanto isso, a transmissão legítima da Nvidia contava com apenas 12 mil espectadores no mesmo momento. Apesar de alguns sinais de que a apresentação era falsa, como padrões de fala estranhos e alegações exageradas sobre criptomoedas, muitos usuários foram enganados. O YouTube removeu a transmissão após a descoberta, mas o incidente destaca como a manipulação digital pode se espalhar rapidamente e como as plataformas precisam melhorar seus métodos de verificação de identidade. A situação também serve como um alerta para os usuários, que devem ser mais céticos ao participar de eventos online, especialmente aqueles relacionados a transações financeiras. Até o momento, não há evidências de que alguém tenha perdido dinheiro com o golpe.

Rede fantasma do YouTube espalha vírus com mais de 3.000 vídeos

Um estudo da Check Point Research revelou a existência de uma rede maliciosa no YouTube, chamada de ‘YouTube Ghost Network’, que tem como objetivo disseminar malwares através de vídeos. Desde 2021, mais de 3.000 vídeos foram publicados, e a atividade aumentou significativamente em 2025, com um volume de publicações que triplicou desde o início do ano. Os hackers utilizam contas legítimas invadidas ou criam novas para publicar vídeos que, à primeira vista, parecem tutoriais, mas que na verdade direcionam os usuários para sites de download de malwares. Os vídeos incluem links que levam a plataformas como Mediafire e Dropbox, onde os usuários podem inadvertidamente baixar softwares maliciosos como Lumma Stealer e Rhadamanthys. A operação é complexa, com diferentes tipos de contas que desempenham papéis variados, como a publicação de vídeos e a interação com comentários e likes, para dar legitimidade ao conteúdo. Apesar da remoção de muitos vídeos pela Google, a rede continua ativa e em evolução, evidenciando a exploração das táticas de engajamento da plataforma para enganar os usuários.

Rede fantasma no YouTube distribui malware através de vídeos maliciosos

Uma rede maliciosa de contas do YouTube, chamada de YouTube Ghost Network, tem sido utilizada para publicar e promover vídeos que levam a downloads de malware. Desde 2021, essa rede já publicou mais de 3.000 vídeos maliciosos, com um aumento significativo no número de publicações desde o início de 2025. Os vídeos, que frequentemente abordam softwares pirateados e cheats de jogos como Roblox, são projetados para infectar usuários desavisados com malware do tipo stealer. A operação se aproveita da confiança dos usuários em plataformas populares, utilizando métricas como visualizações e comentários para dar uma falsa sensação de segurança. A maioria das contas comprometidas é utilizada para carregar vídeos de phishing, enquanto outras promovem mensagens que direcionam para links maliciosos. O Google já removeu uma parte significativa desses conteúdos, mas a estrutura modular da rede permite que novas contas sejam rapidamente criadas para substituir as banidas, mantendo a operação ativa. Entre os malwares distribuídos estão variantes como Lumma Stealer e Rhadamanthys Stealer, que têm como alvo informações sensíveis dos usuários. Essa situação destaca a crescente sofisticação das táticas de distribuição de malware, que agora utilizam plataformas legítimas para enganar os usuários.

Mais de 3.000 vídeos maliciosos no YouTube ligados a rede de malware Ghost

A Check Point Research revelou a existência da YouTube Ghost Network, uma campanha sofisticada de distribuição de malware que explora os mecanismos de confiança da plataforma. Desde 2021, mais de 3.000 vídeos maliciosos foram identificados, com um aumento significativo em 2025, triplicando o número de uploads maliciosos em comparação aos anos anteriores. A operação utiliza contas comprometidas divididas em três papéis principais: uploaders de vídeo, publicadores de postagens e impulsionadores de interação. Os vídeos frequentemente promovem softwares piratas e instruem os usuários a desativar o Windows Defender antes da instalação. Após a interrupção do infostealer Lumma, os operadores rapidamente migraram para o Rhadamanthys, utilizando servidores de comando e controle rotativos para evitar detecções. A análise dos vídeos revelou um padrão de ataque focado em categorias de alto tráfego, como ‘Game Hacks/Cheats’ e ‘Software Cracks/Piracy’. Embora a Check Point tenha conseguido derrubar muitos desses vídeos, a necessidade de uma colaboração coordenada entre operadores de plataformas, fornecedores de segurança e autoridades é crucial para combater futuras operações da Ghost Network.

Hackers usam canal verificado no YouTube para espalhar malware

Pesquisadores da Bitdefender identificaram uma campanha de hackers que, desde 2024, utiliza canais verificados no YouTube para disseminar malware. Inicialmente, o golpe começou com anúncios no Facebook, prometendo acesso gratuito à versão premium da plataforma de trading TradingView. Recentemente, os criminosos invadiram a conta de um anunciante de uma agência de design na Noruega, substituindo o conteúdo do canal por uma identidade visual que imitava a TradingView, o que conferiu legitimidade ao golpe.

Disney pagará R 54 milhões por coleta indevida de dados de crianças

A Walt Disney Company concordou em pagar US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 54 milhões) à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) devido à coleta indevida de dados pessoais de crianças no YouTube, sem o consentimento dos pais. A questão gira em torno da falha da Disney em marcar corretamente o conteúdo infantil na plataforma, o que levou à coleta de informações de crianças abaixo de 13 anos, em violação à Regra de Proteção de Privacidade Online Infantil (COPPA). A Disney havia marcado seus vídeos como ‘Feito Para Crianças’ (FPC) a nível de canal, mas muitos vídeos individuais foram erroneamente classificados como ‘Não Feito Para Crianças’ (NFPC). Isso resultou na exibição de publicidade direcionada a crianças, o que é proibido pela COPPA. Além da multa, a Disney terá que implementar um novo programa para garantir a correta classificação de seus vídeos e notificar os pais antes de coletar dados pessoais. Este caso destaca a importância da conformidade com as regulamentações de privacidade, especialmente em plataformas que atendem a um público jovem.