Wi-Fi

Seu roteador Wi-Fi pode identificar você sem permissão, alertam pesquisadores

Um estudo realizado por pesquisadores do KASTEL, Instituto de Segurança da Informação e Confiabilidade do KIT, revelou que redes Wi-Fi comuns podem identificar indivíduos sem a necessidade de câmeras ou consentimento. Testando 197 voluntários em condições controladas, o sistema alcançou uma precisão de identificação de quase 100%, independentemente do ângulo de visão ou do modo de caminhar das pessoas. A técnica utiliza informações de feedback de beamforming, um tipo de sinal que dispositivos conectados enviam ao roteador, que é transmitido sem criptografia, permitindo que qualquer um dentro do alcance da rede possa interceptá-lo. Ao analisar esses sinais de rádio ao longo do tempo, o sistema consegue criar imagens das pessoas a partir de múltiplos pontos de vista. Os pesquisadores alertam que essa tecnologia pode levantar sérias preocupações de privacidade, pois as redes sem fio estão presentes em lares, escritórios e locais públicos. A invisibilidade dessa forma de vigilância a torna ainda mais preocupante, especialmente em regimes autoritários. Os pesquisadores pedem que salvaguardas de privacidade sejam incorporadas ao padrão IEEE 802.11bf, atualmente em desenvolvimento, antes que essa capacidade se torne amplamente explorável.

Delta Air Lines investiga rede Wi-Fi não autorizada em voo

A Delta Air Lines está investigando um incidente de segurança cibernética que ocorreu no voo 591 de Las Vegas para Atlanta, onde uma rede Wi-Fi não autorizada foi detectada. O evento, que aconteceu durante o retorno de passageiros da conferência DEF CON 34, não comprometeu a segurança dos passageiros ou dos sistemas operacionais da aeronave, segundo a companhia. A equipe de cabine desativou a funcionalidade de Wi-Fi por cerca de 30 minutos após a descoberta da rede. Relatos indicam que alguns passageiros realizaram um ataque de desautenticação Wi-Fi, desconectando outros usuários da rede legítima da Delta. Esse tipo de ataque envolve o envio de pacotes forjados que fazem com que dispositivos conectados se desconectem da rede original, podendo redirecioná-los para uma rede maliciosa. A rede não autorizada, nomeada ‘Delta WiFi Fast’, supostamente exibia uma página de phishing para coletar dados pessoais dos usuários. Após o pouso, autoridades federais e policiais do aeroporto interrogaram os suspeitos e apreenderam o hardware de Wi-Fi utilizado. O incidente levanta preocupações sobre a segurança em voos comerciais e a necessidade de medidas preventivas mais rigorosas.

Atualização falsa de navegador entrega malware via Wi-Fi de hotéis

Um novo relatório da Microsoft revela que uma atualização falsa de navegador, distribuída por meio de redes Wi-Fi de hotéis comprometidas, tem sido utilizada para entregar o CornFlake, um trojan de acesso remoto (RAT). Este malware é capaz de capturar imagens da webcam, áudio do microfone e registrar teclas digitadas. A operação, chamada de CaptiveCrunch, é atribuída ao grupo Storm-2945, que faz parte da APT29, também conhecido como Cozy Bear, vinculado ao Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR). Os pesquisadores observaram que o gateway do portal cativo, que controla a conexão dos usuários, permitiu que os atacantes manipulassem respostas do Sistema de Nomes de Domínio (DNS) e redirecionassem o tráfego para uma atualização falsa. Embora a infecção não ocorra automaticamente, os usuários precisam baixar ou executar o payload. A Microsoft recomenda o uso de VPNs para proteger as conexões e alerta os viajantes a rejeitar atualizações de software oferecidas por portais cativos. O CornFlake, que se instala como um serviço disfarçado, pode roubar dados sensíveis, incluindo senhas e tokens de autenticação. A análise ainda investiga como ocorreu a primeira violação, mas acredita-se que interfaces de gerenciamento expostas e credenciais fracas possam ter facilitado o acesso.

Hackers redirecionam Wi-Fi em hotéis para páginas falsas do Microsoft 365

Uma nova campanha de cibersegurança está em andamento, onde hackers alteram as configurações de DNS em dispositivos Wi-Fi de hotéis e centros de conferências para redirecionar usuários a páginas falsas de login do Microsoft 365. Identificada pela empresa de cibersegurança ReliaQuest, essa atividade afeta organizações de diversos setores, como serviços financeiros, saúde e varejo, e já foi observada em várias cidades dos EUA, além de regiões como Índia e Arábia Saudita. Os atacantes podem obter acesso a informações sensíveis ao comprometer contas do Microsoft 365, especialmente em eventos corporativos. A técnica utilizada envolve a exploração de interfaces de gerenciamento mal protegidas, permitindo que os hackers modifiquem as configurações de DNS dos gateways Wi-Fi. Os usuários que tentam acessar os portais legítimos do Microsoft são redirecionados para páginas de phishing, onde suas credenciais podem ser capturadas. Além disso, os pesquisadores notaram tentativas de abuso do Web Proxy Auto-Discovery (WPAD) para redirecionar o tráfego através de proxies controlados pelos atacantes. Para mitigar esses riscos, a ReliaQuest recomenda o uso de VPNs e DNS criptografado, além de desativar o WPAD e revisar logs de atividades suspeitas.

Novas regras da FCC podem deixar milhões com roteadores obsoletos

As novas regras da FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) visam aumentar a segurança das redes ao exigir que todos os novos roteadores não fabricados nos EUA obtenham uma autorização antes de serem vendidos. Essa medida surge em resposta a vulnerabilidades de segurança em roteadores estrangeiros, que têm sido alvo de ciberataques recentes. No entanto, 71% dos lares americanos utilizam roteadores fornecidos por provedores de internet (ISPs), que geralmente não atualizam o hardware a menos que seja estritamente necessário. Isso significa que muitos consumidores não têm a opção de adquirir roteadores mais seguros, pois dependem do equipamento fornecido pelos ISPs. A falta de uma cadeia de suprimentos para roteadores fabricados nos EUA complica ainda mais a situação, pois os ISPs não têm incentivos para substituir equipamentos antigos e vulneráveis. Além disso, a nova regra pode atrasar a adoção de tecnologias mais recentes, como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, uma vez que os provedores enfrentam dificuldades para cumprir as novas exigências. Assim, a intenção da FCC de melhorar a segurança pode, paradoxalmente, resultar em um aumento do uso de roteadores obsoletos e inseguros.

Agências dos EUA e Europa recomendam desligar Wi-Fi ao sair de casa

Diversas agências de segurança, como a CERT-FR da França, a NCSC do Reino Unido e a CISA dos Estados Unidos, emitiram alertas sobre os riscos associados ao uso de redes Wi-Fi públicas em dispositivos móveis, tanto Android quanto iOS. A principal recomendação é desativar o Wi-Fi quando não estiver em uso, uma vez que as redes públicas são alvos frequentes de ataques, como o ‘adversary-in-the-middle’ (AITM). Esses ataques podem ocorrer através de pontos de acesso falsos, conhecidos como ‘Evil Twin’, que interceptam dados e injetam malwares. Além disso, a conexão a pontos de carregamento USB comprometidos também representa um risco, podendo permitir a invasão de celulares. A vulnerabilidade da rede 2G, que possui algoritmos de criptografia quebrados, também foi destacada, assim como falhas em tecnologias como Bluetooth e NFC. Para se proteger, é aconselhável desativar Wi-Fi e Bluetooth quando não estiver conectado a redes confiáveis, usar bloqueadores de dados USB e limitar a instalação de aplicativos a lojas oficiais. O uso de VPNs em redes públicas e a reinicialização frequente do dispositivo também são práticas recomendadas para aumentar a segurança.

Microsoft Teams detectará localização de trabalho via redes Wi-Fi

A Microsoft está prestes a lançar uma nova funcionalidade no Teams, que permitirá a detecção automática da localização de trabalho dos usuários por meio das redes Wi-Fi de suas organizações. Essa atualização, prevista para dezembro de 2025, visa facilitar a colaboração em ambientes híbridos, eliminando a necessidade de atualizações manuais de status. Ao conectar-se à rede corporativa, o Teams ajustará automaticamente o status do usuário para refletir sua localização física, ajudando na coordenação de interações presenciais. A funcionalidade respeitará os horários de trabalho definidos no calendário do Outlook, garantindo que as atualizações de localização ocorram apenas durante o expediente e sejam limpas automaticamente ao final do dia, abordando preocupações de privacidade. Embora a funcionalidade seja desativada por padrão, os administradores de TI poderão ativá-la, e os usuários terão a opção de compartilhar sua localização com colegas. A Microsoft enfatiza que essa ferramenta não se trata de vigilância, mas sim de promover conexões reais e reduzir confusões sobre a disponibilidade para colaborações presenciais.

Dispositivo Wi-Fi revolucionário arrecada 600 mil no Kickstarter

A GL.iNet lançou o Comet Pro Remote KVM, um dispositivo que permite o controle total de computadores, estações de trabalho ou servidores via Wi-Fi. Com uma campanha de crowdfunding no Kickstarter, o projeto já arrecadou mais de $600 mil, superando em muito a meta inicial de $10 mil. O Comet Pro oferece desempenho de ultra-baixa latência e suporte para vídeo 4K a 30 quadros por segundo, utilizando codificação H.264 para manter a latência entre 30 e 60 milissegundos. O dispositivo é compatível com as bandas Wi-Fi 6 de 2.4GHz e 5GHz, eliminando a necessidade de cabos LAN. Além disso, possui um mecanismo de failover que combina Wi-Fi e Ethernet para maior estabilidade. O Comet Pro também permite comunicação de áudio bidirecional e conta com uma interface de controle touchscreen. Em termos de segurança, oferece autenticação de dois fatores, bloqueio de tela por hardware e suporte integrado para VPN WireGuard. Para usuários que preferem não depender de serviços operados por fornecedores, há a opção de auto-hospedagem do controle em nuvem. O dispositivo é especialmente útil para administradores de TI e operadores industriais que precisam reiniciar sistemas críticos remotamente.

Falha crítica em extensor Wi-Fi da TP-Link é adicionada ao catálogo da CISA

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma falha de segurança de alta severidade, identificada como CVE-2020-24363, no catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas (KEV). Essa vulnerabilidade afeta produtos extensor de Wi-Fi TP-Link TL-WA855RE e permite que atacantes não autenticados na mesma rede realizem um reset de fábrica e obtenham acesso administrativo ao dispositivo. A CISA alerta que essa falha já está sendo explorada ativamente. Embora a vulnerabilidade tenha sido corrigida na versão de firmware TL-WA855RE(EU)_V5_200731, o produto atingiu o status de fim de vida (EoL), o que significa que não receberá mais atualizações ou patches. Os usuários são aconselhados a substituir seus dispositivos por modelos mais novos para garantir uma proteção adequada. Além disso, a CISA também adicionou uma falha no WhatsApp, que está sendo explorada em uma campanha de spyware direcionada. As agências do governo federal dos EUA têm até 23 de setembro de 2025 para aplicar as mitig ações necessárias para ambas as vulnerabilidades.