Vulnerabilidade

CISA alerta sobre vulnerabilidade zero-day no Google Chrome

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta urgente sobre uma vulnerabilidade zero-day no Google Chrome, identificada como CVE-2025-10585. Essa falha, localizada no motor V8 do JavaScript e WebAssembly, representa um risco significativo para usuários em todo o mundo, pois permite que atacantes manipulem estruturas de memória e executem código arbitrário ao visitar páginas da web maliciosas. A CISA incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Explotadas, exigindo que agências federais apliquem correções ou suspendam o uso das versões afetadas até 14 de outubro de 2025. Embora a Google tenha lançado patches para resolver o problema, a CISA recomenda que usuários e administradores verifiquem manualmente a instalação das atualizações. A natureza crítica da falha, que pode ser explorada sem interação adicional do usuário, torna essencial que organizações, tanto públicas quanto privadas, adotem medidas de mitigação, como a aplicação de atualizações e o monitoramento de tráfego de rede para sinais de comprometimento.

Atualização de segurança da Libraesva corrige vulnerabilidade em ESG

A Libraesva, empresa italiana de segurança de e-mails, lançou uma atualização crítica para seu Email Security Gateway (ESG) após identificar uma vulnerabilidade, classificada como CVE-2025-59689, que pode ser explorada por agentes de ameaças patrocinados por estados. A falha, que possui uma pontuação CVSS de 6.1, é um erro de injeção de comando que pode ser ativado por e-mails maliciosos contendo anexos comprimidos especialmente elaborados. Essa vulnerabilidade permite a execução de comandos arbitrários por usuários não privilegiados devido à sanitização inadequada durante a remoção de códigos ativos de arquivos em certos formatos de arquivo comprimido. A Libraesva confirmou um incidente de abuso relacionado a essa falha, atribuído a um ator de estado hostil estrangeiro, e destacou a importância de uma rápida implementação de patches, tendo corrigido a falha em menos de 17 horas após a detecção do problema. As versões afetadas vão da 4.5 até a 5.5.x antes da 5.5.7, e os usuários são aconselhados a atualizar suas instâncias imediatamente para mitigar riscos potenciais.

Exploração de vulnerabilidade no Pandoc ameaça serviços da AWS

A empresa de segurança em nuvem Wiz revelou a exploração ativa de uma vulnerabilidade no utilitário Linux Pandoc, que pode comprometer o Amazon Web Services (AWS) Instance Metadata Service (IMDS). A falha, identificada como CVE-2025-51591, possui uma pontuação CVSS de 6.5 e se refere a um caso de Server-Side Request Forgery (SSRF). Essa vulnerabilidade permite que atacantes injetem elementos HTML iframe, possibilitando o acesso a credenciais temporárias do IAM associadas a instâncias EC2. O IMDS é crucial para fornecer informações sobre instâncias em execução e credenciais temporárias, que podem ser usadas para interagir com outros serviços da AWS. A Wiz observou tentativas de exploração desde agosto de 2025, embora os ataques tenham sido mitigados pela implementação do IMDSv2, que requer um token para acessar o IMDS. Para mitigar os riscos associados à CVE-2025-51591, recomenda-se o uso de opções específicas no Pandoc para evitar a inclusão de iframes. A Mandiant também alertou que instâncias EC2 que utilizam IMDSv1 e software de terceiros vulnerável estão em risco. A adoção do IMDSv2 e a aplicação do princípio do menor privilégio são essenciais para proteger as infraestruturas na nuvem.

SolarWinds corrige falha crítica em software Web Help Desk

A SolarWinds lançou correções para uma vulnerabilidade crítica em seu software Web Help Desk, identificada como CVE-2025-26399, com uma pontuação CVSS de 9.8. Essa falha permite que atacantes executem comandos arbitrários em sistemas vulneráveis, sem necessidade de autenticação. A vulnerabilidade foi descoberta por um pesquisador anônimo da Trend Micro Zero Day Initiative e é uma continuação de problemas anteriores, incluindo CVE-2024-28988 e CVE-2024-28986, que também apresentavam falhas de deserialização de dados não confiáveis. Embora não haja evidências de exploração ativa dessa nova vulnerabilidade, a SolarWinds recomenda que os usuários atualizem para a versão 12.8.7 HF1 para garantir a proteção adequada. A situação é alarmante, considerando o histórico da SolarWinds com ataques, como o incidente de cadeia de suprimentos de 2020, que teve impactos significativos em várias agências governamentais ocidentais. A vulnerabilidade atual destaca a necessidade de vigilância constante e atualização de sistemas, especialmente em um cenário onde a exploração de falhas pode ocorrer rapidamente.

Lectora Desktop e Online Vulneráveis a XSS Refletido via Parâmetros de URL

Um novo problema de segurança foi identificado na plataforma de autoria de cursos Lectora, da ELB Learning, que permite a injeção de JavaScript malicioso através de parâmetros de URL manipulados. Essa vulnerabilidade afeta as versões 21.0 a 21.3 do Lectora Desktop e versões 7.1.6 e anteriores do Lectora Online, expondo usuários a riscos como sequestro de sessão e redirecionamento para sites maliciosos. O CERT Coordination Center (CERT/CC) emitiu uma nota de vulnerabilidade (VU#780141) para alertar sobre a situação e as etapas necessárias para remediação. Embora a falha tenha sido corrigida na versão 21.4 do Lectora Desktop, muitos cursos permanecem vulneráveis, pois a republicação não foi explicitamente exigida nas notas de lançamento. Para mitigar a vulnerabilidade, a ELB Learning recomenda que os usuários do Lectora Desktop atualizem para a versão 21.4 ou posterior e republicem seus cursos. Administradores do Lectora Online devem garantir que o conteúdo publicado antes da atualização automática de 20 de julho de 2025 seja republicado. A ativação das opções de Acessibilidade Web também é aconselhada para reduzir a exposição a essa vulnerabilidade.

Ataques Usam Oracle Database Scheduler para Infiltrar Empresas

Recentemente, um novo vetor de ataque tem sido explorado por cibercriminosos, que abusam do Oracle Database Scheduler, um serviço que executa tarefas programadas em servidores de banco de dados Oracle. Os atacantes conseguiram obter acesso remoto ao sistema ao tentar logins repetidamente até conseguir autenticar-se com privilégios SYSDBA, permitindo controle total sobre as operações do banco de dados. Após a infiltração, utilizaram a capacidade do scheduler para executar trabalhos externos, como o processo extjobo.exe, que permite a execução remota de comandos com privilégios elevados. Isso possibilitou a execução de scripts de reconhecimento e o download de cargas úteis de sua infraestrutura de comando e controle (C2). Além disso, os atacantes implementaram túneis criptografados usando Ngrok para manter o acesso sem serem detectados, criando arquivos de configuração que expunham portas de desktop remoto. Durante o movimento lateral, eles escalaram privilégios e implantaram ransomware, que criptografou dados da empresa e deixou notas de resgate. Este incidente destaca a vulnerabilidade crítica do Oracle DBS Job Scheduler, especialmente quando combinado com separação de privilégios fraca e monitoramento insuficiente das atividades agendadas. Para mitigar esses riscos, é essencial que as empresas priorizem a segmentação de rede e monitorem atividades suspeitas no scheduler.

Ameaça de LNK Stomping contorna segurança do Windows

Hackers estão utilizando uma nova técnica chamada LNK Stomping para contornar a funcionalidade de segurança Mark of the Web (MoTW) do Windows. Essa técnica explora arquivos de atalho (LNKs), que, embora tenham sido criados para facilitar a vida do usuário, agora são usados para implantar cargas maliciosas disfarçadas de processos legítimos. Apesar das melhorias na política de bloqueio de macros da Microsoft em 2022, os atacantes continuam a explorar LNKs, frequentemente enviados como anexos de e-mail ou dentro de arquivos compactados. A estrutura dos arquivos LNK contém metadados que, quando manipulados, podem remover a etiqueta MoTW, permitindo que o código malicioso seja executado sem alertar o usuário. A pesquisa da Elastic Security Labs revelou que a normalização de caminhos no Windows pode ser manipulada para eliminar esses metadados de segurança. As organizações devem atualizar suas regras de detecção de endpoint para monitorar eventos de canonização de arquivos LNK e educar os usuários sobre os riscos de executar atalhos não solicitados. A evolução dos ataques exige uma pesquisa contínua sobre as fraquezas dos formatos de arquivo e ajustes proativos nas regras de segurança.

Vulnerabilidade Crítica God Mode Permite Acesso Irrestrito a Tenants da Microsoft

Uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-55241, foi revelada pelo pesquisador de segurança Dirk-Jan Mollema, permitindo que um único token de acesso obtido de qualquer tenant de teste concedesse controle administrativo total sobre todos os tenants do Microsoft Entra ID (anteriormente Azure AD) globalmente. Essa falha na validação de tokens ‘Actor’ da Microsoft expõe um risco significativo associado à autoridade centralizada em plataformas de nuvem modernas. Um atacante com acesso a uma conta de laboratório poderia se passar por qualquer usuário ou serviço, acessar dados sensíveis, criar novas contas de administrador global e permanecer indetectável, já que todas as ações pareciam legítimas. Embora a Microsoft tenha corrigido a vulnerabilidade, a falha arquitetônica subjacente persiste, destacando a necessidade urgente de arquiteturas de segurança sem autoridade central. A situação ressalta que, apesar dos investimentos significativos em cibersegurança, as brechas podem resultar em danos financeiros imensos, exigindo uma mudança estrutural na forma como a segurança é abordada nas plataformas de nuvem.

Falha crítica de validação de token no Microsoft Entra ID

Uma falha crítica de validação de token no Microsoft Entra ID (anteriormente Azure Active Directory) pode ter permitido que atacantes se passassem por qualquer usuário, incluindo Administradores Globais, em qualquer inquilino. A vulnerabilidade, rastreada como CVE-2025-55241, recebeu a pontuação máxima de 10.0 no CVSS e foi classificada pela Microsoft como uma falha de escalonamento de privilégios. Embora não haja indícios de que a falha tenha sido explorada ativamente, ela foi corrigida em 17 de julho de 2025, sem necessidade de ação por parte dos clientes. O problema surgiu da combinação de tokens de ator emitidos pelo Serviço de Controle de Acesso e uma falha na API Graph do Azure AD, que não validava adequadamente o inquilino de origem, permitindo acesso não autorizado entre inquilinos. Isso poderia permitir que um atacante se passasse por um Administrador Global, criando novas contas ou exfiltrando dados sensíveis. A Microsoft já descontinuou a API Graph do Azure AD, recomendando a migração para o Microsoft Graph. A empresa Mitiga alertou que a exploração dessa vulnerabilidade poderia contornar autenticações multifator e deixar poucas evidências do ataque.

Google corrige falha crítica no Chrome pela 6ª vez em 2025

Em 2025, a Google lançou sua sexta atualização de segurança para o Chrome, corrigindo uma vulnerabilidade zero-day identificada como CVE-2025-10585. Essa falha, considerada severa, é resultado de uma confusão na tipagem do motor JavaScript V8 do navegador. Embora a empresa não tenha confirmado que a falha esteja sendo ativamente explorada, a existência de uma vulnerabilidade pública sugere que hackers podem estar tentando aproveitá-la. As atualizações anteriores, lançadas entre março e julho, abordaram diversas falhas, incluindo problemas de segurança na proteção sandbox e vulnerabilidades que permitiam o roubo de contas. Uma das falhas corrigidas em março foi utilizada em ataques de espionagem contra jornalistas e organizações na Rússia. A nova versão do Chrome, que inclui a correção, já está disponível para Windows, Mac e Linux, e a Google mantém detalhes sobre os bugs em sigilo até que a maioria dos usuários tenha aplicado a atualização. A situação destaca a importância de manter o navegador atualizado para garantir a segurança dos usuários.

Falha crítica no motor Jinjava da HubSpot permite execução remota de código

Uma falha crítica foi identificada no motor de templates Jinjava, mantido pela HubSpot, que permite a execução remota de código (RCE) em milhares de sites. A vulnerabilidade explora a integração do ObjectMapper do Jinjava, possibilitando a desserialização de entradas controladas por atacantes em classes Java arbitrárias, apesar das salvaguardas existentes. Pesquisadores alertam que, sem correções imediatas, milhões de páginas que dependem do Jinjava para conteúdo dinâmico estão em risco de comprometimento total do sistema.

Falha crítica no software GoAnywhere MFT pode permitir execução de comandos

A Fortra divulgou uma vulnerabilidade crítica no software GoAnywhere Managed File Transfer (MFT), identificada como CVE-2025-10035, que possui uma pontuação CVSS de 10.0, indicando sua gravidade máxima. Essa falha de deserialização no License Servlet permite que um ator malicioso, com uma assinatura de resposta de licença forjada, deserialize um objeto controlado por ele, potencialmente levando à injeção de comandos. A exploração bem-sucedida dessa vulnerabilidade depende do sistema estar acessível publicamente pela internet. A Fortra recomenda que os usuários atualizem para a versão corrigida 7.8.4 ou a Sustained Release 7.6.3 para se proteger contra ameaças potenciais. Caso a atualização imediata não seja viável, é aconselhável restringir o acesso ao GoAnywhere Admin Console. Embora a Fortra não tenha relatado exploração ativa da falha, vulnerabilidades anteriores no mesmo produto foram utilizadas por grupos de ransomware, como o LockBit, para roubar dados sensíveis. A exposição de milhares de instâncias do GoAnywhere MFT à internet torna a situação crítica, e as organizações devem aplicar os patches oficiais imediatamente e restringir o acesso externo ao console administrativo.

Vulnerabilidade 0-Click do ChatGPT Permite Exfiltração de Dados do Gmail

Pesquisadores descobriram uma vulnerabilidade crítica de zero-click no agente Deep Research do ChatGPT, que permite a atacantes exfiltrar dados sensíveis do Gmail sem qualquer interação do usuário. Essa falha, que opera inteiramente nos servidores da OpenAI, contorna as defesas de segurança tradicionais ao utilizar técnicas de exfiltração do lado do serviço. O mecanismo de roubo de dados ocorre quando um e-mail aparentemente inocente, contendo instruções HTML ocultas, é enviado para a caixa de entrada da vítima. Quando o agente processa os e-mails, ele executa esses comandos invisíveis, coletando dados pessoais e transmitindo-os para servidores controlados pelos atacantes. Essa vulnerabilidade representa uma evolução perigosa de ataques, passando de métodos do lado do cliente para ataques do lado do serviço, criando uma lacuna de segurança para organizações que utilizam agentes de IA. As empresas que integram o Deep Research com serviços de e-mail devem reavaliar as permissões do agente e implementar monitoramento adicional das solicitações de saída. Até que um patch seja lançado, restringir o acesso do agente a caixas de entrada sensíveis pode ajudar a mitigar os riscos.

Falha grave em celulares Samsung permite controle remoto por hackers

A Samsung lançou um patch para corrigir uma vulnerabilidade zero-day, identificada como CVE-2025-21043, que afeta celulares Android da marca rodando Android 13 ou superior. A falha foi reportada pelas equipes da Meta e do WhatsApp em 13 de agosto de 2025 e permite que hackers executem código malicioso remotamente em dispositivos vulneráveis. A vulnerabilidade está relacionada a uma biblioteca de análise de imagens desenvolvida pela Quramsoft, que é utilizada em diversos aplicativos, incluindo o WhatsApp. Embora a Samsung não tenha especificado se os ataques afetaram apenas usuários do WhatsApp, a possibilidade de outros aplicativos de mensagem serem vulneráveis também foi levantada. A empresa recomendou que os usuários atualizem seus dispositivos e realizem uma reinicialização para as configurações de fábrica. Além disso, pesquisadores notaram que hackers começaram a explorar uma vulnerabilidade semelhante em servidores MagicINFO 9 da Samsung, utilizados em ambientes como aeroportos e hospitais. A correção da falha é crucial para proteger os usuários contra potenciais ataques que podem comprometer a segurança de seus dados e dispositivos.

Exploração Ativa de Vulnerabilidade 0-Day do Google Chrome Atualize Já

O Google lançou uma atualização de segurança emergencial para o Chrome após a descoberta de uma vulnerabilidade crítica de zero-day, que está sendo ativamente explorada por atacantes. A versão 140.0.7339.185/.186 para Windows e Mac, e 140.0.7339.185 para Linux, foi disponibilizada em 17 de setembro de 2025, corrigindo quatro falhas de segurança de alta gravidade, incluindo a CVE-2025-10585. Essa vulnerabilidade, classificada como um erro de confusão de tipo no motor JavaScript V8 do Chrome, permite que atacantes corrompam a memória e executem código remotamente. O Google confirmou que um exploit para essa vulnerabilidade já está em uso, o que representa um risco significativo para os usuários. Além da CVE-2025-10585, a atualização também corrige outras falhas críticas, como CVE-2025-10500, CVE-2025-10501 e CVE-2025-10502, que envolvem vulnerabilidades de uso após liberação de memória e estouro de buffer. Os usuários do Chrome devem atualizar imediatamente seus navegadores para mitigar esses riscos, e as organizações devem implementar monitoramento de rede para detectar tentativas de exploração.

Google corrige vulnerabilidade crítica no Chrome explorada ativamente

No dia 18 de setembro de 2025, o Google lançou atualizações de segurança para o navegador Chrome, abordando quatro vulnerabilidades, incluindo uma que está sendo explorada ativamente. A vulnerabilidade zero-day identificada como CVE-2025-10585 é um problema de confusão de tipos no motor V8 do JavaScript e WebAssembly. Esse tipo de vulnerabilidade pode permitir que atacantes executem código arbitrário e causem falhas no software. A equipe de Análise de Ameaças do Google (TAG) descobriu e relatou a falha em 16 de setembro. Embora o Google tenha confirmado a exploração da vulnerabilidade, não forneceu detalhes sobre os atacantes ou a escala dos ataques para evitar que outros exploradores a utilizem antes que os usuários possam aplicar a correção. Esta é a sexta vulnerabilidade zero-day no Chrome desde o início do ano. Para se proteger, os usuários devem atualizar para as versões 140.0.7339.185/.186 para Windows e macOS, e 140.0.7339.185 para Linux. Navegadores baseados em Chromium, como Microsoft Edge e Brave, também devem ser atualizados assim que as correções estiverem disponíveis.

Vulnerabilidade no OneDrive expõe segredos empresariais no SharePoint Online

Uma nova pesquisa da Entro Labs revelou uma vulnerabilidade crítica na funcionalidade de auto-sincronização do OneDrive da Microsoft, que está expondo segredos empresariais em larga escala. O estudo indica que um em cada cinco segredos expostos em ambientes corporativos provém do SharePoint, não por meio de ataques sofisticados, mas devido a uma configuração padrão do OneDrive que move automaticamente arquivos locais contendo credenciais sensíveis para repositórios na nuvem. A falha de segurança está relacionada ao recurso Known Folder Move (KFM), que sincroniza pastas críticas do usuário, como Desktop e Documentos, para o OneDrive. Isso resulta em uma exposição inadvertida de arquivos que deveriam ser mantidos localmente, tornando-os acessíveis a administradores e contas potencialmente comprometidas. A pesquisa também destaca que a maioria dos arquivos expostos são planilhas, representando mais de 50% dos segredos, seguidas por arquivos de texto e scripts. A situação é agravada pela ativação padrão do OneDrive em sistemas Windows 10/11, que pode levar usuários a fazer backup de arquivos sensíveis sem perceber. Para mitigar esses riscos, as equipes de segurança devem aumentar a conscientização sobre o comportamento de auto-sincronização e considerar desativar o KFM onde não for necessário.

Vulnerabilidade no Cliente C do Kubernetes Expõe Comunicações a Ataques MiTM

Uma vulnerabilidade de alta severidade foi descoberta na biblioteca cliente C# do Kubernetes, comprometendo a integridade das comunicações com o servidor API e abrindo espaço para ataques do tipo man-in-the-middle (MiTM). Identificada como CVE-2025-9708, a falha resulta de uma validação inadequada de certificados no modo de Autoridade Certificadora (CA) personalizada. O cliente aceita qualquer certificado assinado pela CA fornecida, sem verificar a cadeia de confiança completa. Isso permite que atacantes apresentem certificados falsificados e interceptem ou manipulem o tráfego sensível do plano de controle. A vulnerabilidade afeta todas as versões do cliente C# do Kubernetes até a versão 17.0.13, especialmente em ambientes que utilizam certificados CA personalizados. Embora a falha tenha um escore CVSS de 6.8, indicando uma severidade média, ela representa um risco significativo em ambientes de desenvolvimento e produção. O projeto Kubernetes já lançou uma correção na versão 17.0.14, e recomenda-se que os usuários atualizem imediatamente. Enquanto isso, uma solução temporária é mover os certificados CA personalizados para o armazenamento de confiança do sistema, embora isso amplie a confiança para todos os processos no host. As equipes devem auditar arquivos kubeconfig e monitorar logs para detectar possíveis explorações.

Vulnerabilidade na LG webOS TV Permite Bypass de Autenticação e Controle Total

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada nos sistemas LG WebOS TV, permitindo que atacantes não autorizados contornem a autenticação e assumam o controle administrativo completo do dispositivo. A falha, revelada durante a competição TyphoonPWN 2025, afeta modelos como o LG WebOS 43UT8050 e possivelmente outras versões do WebOS. O problema reside no daemon do serviço de navegador, que escuta automaticamente na porta TCP 18888 quando um dispositivo USB é conectado. Isso expõe um endpoint de API HTTP que, devido à falta de validação adequada do parâmetro de caminho, permite ataques de travessia de diretório. Um invasor pode acessar arquivos arbitrários no sistema de arquivos sem autenticação, transformando a interface de compartilhamento de arquivos da TV em uma porta dos fundos. A coleta de chaves de autenticação armazenadas pode permitir que atacantes se façam passar por dispositivos legítimos, ativando o modo de desenvolvedor e instalando aplicativos maliciosos. A LG já reconheceu a falha e lançou uma atualização de firmware para corrigir a vulnerabilidade. Os usuários são aconselhados a verificar e instalar a atualização imediatamente, além de evitar conectar dispositivos USB não confiáveis até que a atualização seja aplicada.

Apple corrige falha crítica que pode ter sido explorada em ataques direcionados

A Apple anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica (CVE-2025-43300) em seu componente ImageIO, que permite a corrupção de memória ao processar arquivos de imagem maliciosos. Com uma pontuação CVSS de 8.8, essa falha foi identificada como parte de ataques sofisticados direcionados a menos de 200 indivíduos. Além disso, a WhatsApp confirmou que uma vulnerabilidade em seus aplicativos para iOS e macOS (CVE-2025-55177, CVSS 5.4) foi encadeada com a falha da Apple, potencializando os riscos de espionagem. As atualizações de segurança foram disponibilizadas para várias versões do iOS e macOS, incluindo versões mais antigas, visando proteger dispositivos como iPhone 8, iPhone 6s e iPad Air 2. Embora não haja evidências de que as falhas tenham sido amplamente exploradas, a Apple recomenda que os usuários mantenham seus sistemas atualizados para garantir a proteção. Além da correção das vulnerabilidades mencionadas, a atualização também aborda outras falhas de segurança em componentes como Safari e WebKit, que poderiam permitir acesso não autorizado a dados sensíveis e causar falhas inesperadas no sistema.

Execução Remota de Código sem Clique em KSMBD do Linux

Uma vulnerabilidade recentemente divulgada no módulo KSMBD do Kernel Linux permite a execução remota de código (RCE) não autenticada em sistemas que utilizam a versão 6.1.45 do Linux com KSMBD ativado. O KSMBD, que serve como um servidor SMB3 em espaço de kernel para compartilhamento de arquivos em rede, foi considerado mais eficiente em comparação com alternativas em espaço de usuário. No entanto, pesquisadores de segurança demonstraram um exploit estável que não requer interação do usuário, explorando duas vulnerabilidades conhecidas (CVE-2023-52440 e CVE-2023-4130) que foram corrigidas pela Zero Day Initiative no final de 2023 e início de 2024. O ataque começa com um estouro de heap não autenticado durante a autenticação NTLM, permitindo que um invasor manipule a memória do kernel. A exploração é facilitada por uma série de técnicas que burlam a aleatorização do espaço de endereçamento do kernel (KASLR), culminando na execução de um shell reverso em modo usuário, mantendo a estabilidade do kernel. Apesar de o KSMBD ser frequentemente desativado em ambientes de produção, sistemas que operam com o kernel 6.1.x não corrigido e expostos a redes não confiáveis permanecem vulneráveis. Administradores são aconselhados a atualizar para a versão 6.1.46 ou posterior, onde as vulnerabilidades foram corrigidas.

Nova variante de ataque RowHammer afeta memória DDR5 da SK Hynix

Uma equipe de acadêmicos da ETH Zürich e do Google descobriu uma nova variante do ataque RowHammer, chamada Phoenix (CVE-2025-6202, CVSS 7.1), que atinge chips de memória DDR5 da SK Hynix. O ataque é capaz de contornar mecanismos de proteção avançados, demonstrando que a correção de erros em chip (ECC) não é suficiente para impedir a exploração. O RowHammer é uma vulnerabilidade de hardware que provoca alterações indesejadas em bits adjacentes em chips DRAM devido ao acesso repetido a uma linha de memória. Essa nova variante permite a escalada de privilégios em sistemas desktop padrão equipados com memória DDR5, podendo comprometer chaves RSA-2048 e permitir acesso root em menos de 109 segundos. Os pesquisadores recomendam aumentar a taxa de atualização da memória para três vezes, o que impede a ativação do ataque. As descobertas ressaltam que, como os dispositivos DRAM não podem ser atualizados, a vulnerabilidade permanecerá por muitos anos, exigindo atenção contínua dos profissionais de segurança da informação.

Vulnerabilidade no IBM QRadar SIEM Permite Ações Não Autorizadas

Uma nova vulnerabilidade no IBM QRadar Security Information and Event Management (SIEM), identificada como CVE-2025-0164, permite que usuários locais privilegiados manipulem arquivos de configuração críticos, comprometendo a segurança das implementações afetadas. O problema decorre de uma atribuição inadequada de permissões e possui uma pontuação base CVSS 3.1 de 2.3. A falha permite que atacantes com privilégios elevados, como contas administrativas comprometidas ou insiders com acesso ao QRadar, possam sobrescrever ou alterar arquivos que controlam regras de detecção, políticas ou configurações de auditoria. Embora a vulnerabilidade não permita execução remota de código ou escalonamento de privilégios, ela enfraquece o modelo de defesa em profundidade, concedendo controle indevido sobre ativos sensíveis do sistema. A IBM lançou o Interim Fix 02 para a versão 7.5.0 UP13 do QRadar e recomenda que os clientes apliquem a atualização imediatamente. Além disso, é aconselhável que as organizações realizem auditorias nas contas de usuários locais e implementem autenticação multifatorial para consoles administrativos, a fim de minimizar o risco de comprometimento de credenciais.

Vulnerabilidade crítica no software DELMIA Apriso da Dassault Systèmes

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma vulnerabilidade crítica no software DELMIA Apriso da Dassault Systèmes em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A falha, identificada como CVE-2025-5086, possui uma pontuação CVSS de 9.0, indicando um alto nível de risco. O problema afeta versões do software desde 2020 até 2025 e pode permitir a execução remota de código, resultando em sérios riscos de segurança. A CISA alertou que tentativas de exploração estão ativas, com ataques originando-se de um endereço IP localizado no México. Os ataques envolvem o envio de uma solicitação HTTP a um endpoint específico, utilizando um payload codificado em Base64 que se decodifica para um executável malicioso. O malware identificado como ‘Trojan.MSIL.Zapchast.gen’ é projetado para espionar atividades do usuário, coletando informações sensíveis. Diante da exploração ativa, as agências do governo dos EUA foram orientadas a aplicar atualizações até 2 de outubro de 2025 para proteger suas redes.

Samsung corrige vulnerabilidade crítica em atualizações de segurança do Android

A Samsung lançou suas atualizações mensais de segurança para o Android, incluindo um patch para uma vulnerabilidade crítica identificada como CVE-2025-21043, que possui uma pontuação CVSS de 8.8. Essa falha, relacionada a uma escrita fora dos limites no arquivo libimagecodec.quram.so, permite que atacantes remotos executem código arbitrário em dispositivos afetados. A vulnerabilidade impacta as versões 13, 14, 15 e 16 do Android e foi divulgada à Samsung em 13 de agosto de 2025. Embora a empresa não tenha fornecido detalhes sobre como a vulnerabilidade está sendo explorada, reconheceu que um exploit já está em circulação. Essa situação surge após a Google ter resolvido duas falhas de segurança em Android que também estavam sendo exploradas em ataques direcionados. A correção é essencial para proteger os usuários de dispositivos Samsung contra possíveis ataques que possam comprometer a segurança de seus dados.

Ataque VMScape Spectre-BTI Explora Falhas de Isolamento em CPUs AMD e Intel

Um novo exploit, denominado VMScape, foi revelado, demonstrando que os processadores AMD Zen e Intel Coffee Lake ainda são vulneráveis a ataques de execução especulativa de guest para host, apesar das mitig ações de hardware implementadas. Ao contrário de técnicas anteriores que exigiam modificações no código do hipervisor, o VMScape opera em implementações KVM baseadas em QEMU não modificadas, permitindo que um VM (máquina virtual) controlado por um atacante vaze memória do host a uma taxa de 32 bytes por janela de especulação.

Vulnerabilidade no Daikin Security Gateway Permite Acesso Não Autorizado

Uma vulnerabilidade crítica foi descoberta nos sistemas Daikin Security Gateway, permitindo que atacantes contornem todos os controles de autenticação e acessem sistemas de controle industrial sem autorização. Identificada como CVE-2025-10127, essa falha representa um risco significativo para organizações que dependem da infraestrutura de segurança da Daikin, especialmente no setor de energia. A vulnerabilidade se origina de um mecanismo fraco de recuperação de senha, que não verifica adequadamente a identidade do usuário, permitindo que um invasor redefina credenciais administrativas ou acesse o sistema diretamente. Pesquisadores da CISA alertaram que a exploração bem-sucedida pode comprometer a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos sistemas afetados. A Daikin não planeja emitir um patch formal, deixando a responsabilidade de proteção nas mãos das organizações. Recomendações incluem isolar dispositivos de controle de sistemas da internet e implementar medidas de segurança adicionais, como autenticação em múltiplas camadas e monitoramento contínuo de logs de acesso.

VirtualBox 7.2.2 é lançado com correções críticas para falhas na GUI

A Oracle lançou a versão 7.2.2 do VirtualBox, uma atualização crítica que visa resolver falhas na interface gráfica do usuário (GUI) que afetavam máquinas virtuais (VMs) em plataformas Windows, Linux e macOS. Publicada em 10 de setembro de 2025, essa atualização traz melhorias significativas na confiabilidade dos fluxos de trabalho de virtualização, proporcionando uma experiência de usuário mais estável. Entre as correções, destaca-se a solução para travamentos frequentes na interface do VirtualBox Manager, especialmente ao gerenciar VMs com múltiplos snapshots. Além disso, foram abordados problemas de congelamento no Linux durante a inicialização e ao adicionar novas VMs. A atualização também melhora o suporte a hosts ARM, reduzindo o uso excessivo de CPU em VMs ociosas e garantindo um desempenho mais confiável. Outras melhorias incluem suporte para novos adaptadores de rede e correções na manipulação de DNS, aumentando a estabilidade da rede. A Oracle recomenda que todos os usuários do VirtualBox atualizem imediatamente para evitar interrupções nas operações diárias das VMs.

Vulnerabilidade no editor de código Cursor pode permitir execução de código

Uma vulnerabilidade de segurança foi identificada no editor de código Cursor, que utiliza inteligência artificial. O problema ocorre porque a configuração de segurança chamada ‘Workspace Trust’ está desativada por padrão, permitindo que atacantes executem código arbitrário nos computadores dos usuários ao abrir repositórios maliciosos. A análise da Oasis Security destaca que, com essa configuração desativada, um arquivo malicioso ‘.vscode/tasks.json’ pode transformar a simples ação de abrir uma pasta em uma execução silenciosa de código malicioso. Isso pode resultar em vazamento de credenciais sensíveis ou comprometer todo o sistema do usuário. Para mitigar esse risco, os usuários devem ativar o ‘Workspace Trust’, abrir repositórios não confiáveis em editores de código alternativos e realizar auditorias antes de usar o Cursor. Além disso, a pesquisa aponta que a segurança em ferramentas de desenvolvimento baseadas em IA enfrenta desafios adicionais, como injeções de prompt e vulnerabilidades clássicas, que ampliam a superfície de ataque. A situação é preocupante, pois a segurança deve ser uma prioridade em um ambiente de desenvolvimento cada vez mais dependente de IA.

Falha antiga da SonicWall é explorada por ransomware Akira - atualize já

Pesquisadores de segurança alertam que o ransomware Akira está explorando uma vulnerabilidade antiga no SSLVPN da SonicWall, afetando firewalls das gerações Gen5, Gen6 e Gen7 que ainda não foram atualizados. Essa falha de controle de acesso inadequado foi descoberta e corrigida há mais de um ano, mas muitas organizações ainda não aplicaram o patch necessário. Além de atacar firewalls desatualizados, o Akira também se aproveita de configurações padrão do grupo LDAP e do acesso público ao Virtual Office Portal da SonicWall. Isso permite que usuários sem as permissões adequadas acessem o SSLVPN. Os especialistas da Rapid7 recomendam que as empresas troquem senhas de todas as contas SonicWall, configurem corretamente as políticas de autenticação multifator (MFA) e restrinjam o acesso ao Virtual Office Portal apenas a redes internas confiáveis. O Akira tem se mostrado ativo nos últimos dois anos, com um foco agressivo em dispositivos de borda, o que representa um risco significativo para as organizações que não tomarem medidas imediatas.

Vulnerabilidade do User-ID da Palo Alto vaza senhas em texto claro

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no User-ID Credential Agent da Palo Alto Networks, afetando versões anteriores à 11.0.3 no Windows. Essa falha permite que senhas de contas de serviço sejam expostas em texto claro, especialmente quando configuradas com permissões elevadas, como as de Server Operator ou Domain Join. Um usuário de domínio não privilegiado pode explorar mecanismos de leitura de arquivos ou despejo de memória para obter essas senhas. O impacto varia conforme o nível de privilégio da conta de serviço: contas minimamente privilegiadas podem resultar em interrupções nas operações do User-ID, enquanto contas com privilégios elevados podem permitir controle total do servidor, incluindo manipulação de domínio e comprometimento da rede. A Palo Alto Networks já lançou um patch para corrigir a vulnerabilidade, e recomenda que administradores atualizem suas versões para 11.0.3 ou superiores. Enquanto isso, é aconselhável que as organizações verifiquem as permissões de logon local concedidas a usuários de domínio nos Controladores de Domínio e adotem práticas recomendadas para a criação de contas de serviço dedicadas e minimamente privilegiadas.

Exploração de DNS do Kubernetes permite roubo de credenciais do Git

Um novo ataque cibernético descoberto permite que usuários autenticados do ArgoCD, uma ferramenta popular de entrega contínua para Kubernetes, roubem credenciais do GitHub. O ataque explora a resolução de DNS do Kubernetes, enganando o servidor de repositório do ArgoCD a se conectar a um serviço controlado pelo atacante em vez do verdadeiro GitHub. Ao implantar um serviço malicioso, o atacante cria um registro DNS que redireciona o domínio github.com para um IP interno do cluster. Quando o ArgoCD busca manifestos via HTTPS, o atacante utiliza um certificado personalizado para inspecionar o cabeçalho de autorização e exfiltrar credenciais, incluindo tokens de autenticação e JWTs do GitHub. Para que o ataque seja bem-sucedido, a conta do ArgoCD comprometida deve ter permissões adequadas. O artigo também sugere medidas de mitigação, como aplicar princípios de menor privilégio e monitorar o tráfego interno. Essa vulnerabilidade é uma preocupação crescente, especialmente em um cenário onde a exfiltração de informações é um tema recorrente na cibersegurança.

Vulnerabilidade no CoreDNS permite ataque ao cache DNS

Uma vulnerabilidade crítica no plugin etcd do CoreDNS foi revelada, permitindo que atacantes com acesso de escrita a daemons etcd fixem entradas de cache DNS indefinidamente, interrompendo atualizações de serviço. A falha, identificada como GHSA-93mf-426m-g6x9, resulta de um uso inadequado de identificadores de lease do etcd como valores de tempo de vida (TTL), levando a durações de cache extremas que podem durar anos. Usuários do CoreDNS versão 1.2.0 e superiores devem atualizar para a versão 1.12.4 imediatamente para mitigar esse problema de alta severidade. O erro ocorre na função TTL() do arquivo plugin/etcd/etcd.go, onde um ID de lease de 64 bits é tratado como um inteiro sem sinal de 32 bits, resultando em valores de TTL extremamente altos. Isso faz com que resolvers e clientes armazenem respostas DNS por períodos muito além do esperado, ignorando mudanças legítimas de serviço. Para explorar a vulnerabilidade, um atacante precisa apenas de privilégios de escrita no etcd, que podem ser obtidos por meio de contas de serviço comprometidas ou configurações inadequadas. A atualização do CoreDNS corrige o cálculo do TTL e introduz limites configuráveis para evitar durações de cache excessivas. É recomendado que operadores de instâncias vulneráveis apliquem o patch imediatamente e revisem os controles de acesso do etcd.

Vulnerabilidade do Angular SSR expõe dados sensíveis a atacantes

Uma nova vulnerabilidade de alta severidade (CVE-2025-59052) foi descoberta na funcionalidade de renderização do lado do servidor (SSR) do Angular, colocando em risco dados de usuários. Essa falha permite que atacantes acessem informações de outras sessões durante operações de alta concorrência. O problema se origina de uma condição de corrida global no injetor da plataforma SSR do Angular, que armazena dados específicos de cada requisição durante a renderização. Quando múltiplas requisições são processadas simultaneamente, o estado do injetor global pode ser compartilhado ou sobrescrito, resultando em vazamento de dados entre requisições. Isso significa que dados sensíveis, como tokens de autenticação e configurações de usuários, podem ser inadvertidamente retornados a usuários não autorizados. A exploração da falha não requer privilégios especiais ou interação do usuário, tornando-a um risco significativo para aplicações web de alto tráfego. O Angular já lançou correções automáticas para as versões 18, 19 e 20, e recomenda que as equipes desativem o SSR ou removam lógica assíncrona de funções de bootstrap personalizadas até que as atualizações sejam implementadas.

Grupo de ransomware Akira ataca dispositivos SonicWall com vulnerabilidades

O grupo de ransomware Akira tem intensificado seus ataques a dispositivos SonicWall, especialmente aqueles que utilizam a SSL VPN. A empresa de cibersegurança Rapid7 relatou um aumento nas intrusões envolvendo esses aparelhos, que se intensificaram após a reativação das atividades do grupo em julho de 2025. A SonicWall identificou que os ataques exploram uma vulnerabilidade de um ano (CVE-2024-40766, com pontuação CVSS de 9.3), onde senhas de usuários locais não foram redefinidas durante uma migração. A empresa recomenda que os clientes ativem o filtro de botnets e as políticas de bloqueio de contas para mitigar os riscos. Além disso, a SonicWall alertou sobre a configuração inadequada dos grupos de usuários padrão do LDAP, que pode permitir que contas comprometidas herdem permissões indevidas. O grupo Akira, que já afetou 967 vítimas desde sua criação em março de 2023, utiliza técnicas sofisticadas, como phishing e SEO, para disseminar malware e realizar operações de ransomware. As organizações são aconselhadas a rotacionar senhas, remover contas inativas e restringir o acesso ao portal Virtual Office. O Australian Cyber Security Centre também confirmou que o grupo está atacando organizações australianas vulneráveis através de dispositivos SonicWall.

Falha RCE no Cursor AI Code Editor Permite Execução Automática de Malware

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) foi identificada no Cursor AI Code Editor, permitindo que atacantes executem comandos arbitrários na máquina de um desenvolvedor assim que uma pasta de projeto é aberta. Descoberta pela equipe de pesquisa da Oasis Security, a falha explora uma configuração padrão do Cursor que desativa o recurso ‘Workspace Trust’, semelhante ao do Visual Studio Code, mas que não solicita consentimento do usuário. Com isso, um invasor pode criar um repositório malicioso contendo um arquivo .vscode/tasks.json configurado para executar comandos automaticamente ao abrir a pasta comprometida. Isso pode resultar na instalação de backdoors, exfiltração de arquivos ou modificação de configurações do sistema, colocando em risco credenciais de alto privilégio armazenadas nas estações de trabalho dos desenvolvedores. A vulnerabilidade pode ser um ponto de partida para ataques em cadeia, comprometendo pipelines de CI/CD e infraestrutura em nuvem. A Cursor reconheceu o problema e planeja publicar orientações de segurança atualizadas, enquanto recomenda-se que equipes de desenvolvimento ativem manualmente o ‘Workspace Trust’ e evitem abrir repositórios não confiáveis em ambientes isolados.

Hackers acessam ambiente Salesforce da HackerOne sem autorização

A HackerOne confirmou que seu ambiente Salesforce foi comprometido após hackers explorarem uma vulnerabilidade no aplicativo Drift, fornecido pela Salesloft. O incidente foi inicialmente sinalizado pela Salesforce em 22 de agosto e confirmado pela Salesloft no dia seguinte, afetando um subconjunto de registros dentro do ambiente da HackerOne. A empresa assegurou que controles rigorosos de segmentação impediram a exposição de dados sensíveis de vulnerabilidades dos clientes. A equipe de segurança da HackerOne ativou imediatamente os protocolos de resposta a incidentes, colaborando com a Salesforce e a Salesloft para conter a intrusão e isolar a integração comprometida. A investigação preliminar revelou que os atacantes exploraram uma falha desconhecida no mecanismo de autenticação do Drift, permitindo o sequestro de sessões e acesso a dados adjacentes no CRM. Embora registros básicos de conta e informações de contato tenham sido expostos, dados críticos como códigos proprietários e relatórios de vulnerabilidade não foram afetados. A HackerOne está auditando todas as integrações existentes e implementou verificações adicionais para mitigar riscos futuros. Clientes afetados serão notificados diretamente, e um relatório detalhado do incidente será publicado após a conclusão da investigação.

Vulnerabilidade crítica no Amped RF BT-AP 111 permite acesso total de administradores

Uma falha de segurança crítica foi identificada no ponto de acesso Bluetooth Amp’ed RF BT-AP 111, que expõe sua interface administrativa baseada em HTTP sem controles de autenticação. O dispositivo, que suporta até sete conexões Bluetooth simultâneas e oferece Universal Plug and Play (UPnP) em sua porta Ethernet, permite que qualquer dispositivo na mesma rede solicite o endpoint HTTP e visualize ou modifique configurações críticas. Essa vulnerabilidade, rastreada como CVE-2025-9994, permite que atacantes não autenticados alterem modos de emparelhamento Bluetooth, ajustem parâmetros de rede e até mesmo façam upload de firmware malicioso, comprometendo completamente o dispositivo. A ausência de autenticação contraria as diretrizes do NIST, que exigem controles de segurança para dispositivos Bluetooth. A situação é especialmente preocupante para organizações que utilizam o BT-AP 111 em ambientes mistos ou não confiáveis, pois isso pode permitir que atacantes estabeleçam pontos de acesso persistentes em redes corporativas. Até o momento, não há orientações de remediação ou atualizações de firmware disponíveis, e a recomendação é isolar os dispositivos em redes seguras e monitorar acessos HTTP.

Vulnerabilidade do Apple CarPlay Explorável para Acesso Root

Uma nova vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-24132, foi revelada, permitindo que atacantes explorem os protocolos sem fio do Apple CarPlay para obter privilégios de root em sistemas multimídia de veículos. Apresentada na conferência DefCon, a falha é um estouro de buffer na SDK do AirPlay, destacando os riscos críticos que veículos conectados enfrentam e a necessidade urgente de uma implementação coordenada de patches na indústria automotiva. O ataque se aproveita do emparelhamento Bluetooth padrão ‘Just Works’, permitindo que um invasor se passe por um iPhone e solicite credenciais de Wi-Fi sem interação do usuário. Uma vez conectado, o atacante pode obter informações de configuração da rede e explorar a vulnerabilidade do AirPlay. Apesar de a Apple ter lançado versões corrigidas do SDK, a adoção dessas correções por montadoras é lenta, o que deixa milhões de veículos vulneráveis. A colaboração proativa entre fabricantes de equipamentos originais (OEMs) e fornecedores de software é essencial para mitigar esses riscos e garantir que todos os veículos com CarPlay recebam proteção em tempo hábil.

GitLab corrige vulnerabilidades que permitem DoS e SSRF

O GitLab lançou atualizações de patch (18.3.2, 18.2.6 e 18.1.6) para suas edições Community e Enterprise, abordando vulnerabilidades críticas que podem resultar em negação de serviço (DoS) e ataques de Server-Side Request Forgery (SSRF). As instalações autogeridas devem atualizar imediatamente, pois a versão do GitLab.com já está corrigida. A vulnerabilidade mais grave (CVE-2025-6454) permite que usuários autenticados injetem sequências maliciosas em cabeçalhos personalizados de Webhook, potencialmente desencadeando requisições internas indesejadas. Com um CVSS de 8.5, essa falha representa um risco significativo à confidencialidade e integridade dos dados. Além disso, duas falhas de DoS de alta severidade (CVE-2025-2256 e CVE-2025-1250) podem permitir que atacantes esgotem recursos do sistema. O GitLab recomenda que os administradores atualizem suas instalações sem demora, garantindo a segurança contra esses riscos. As versões afetadas vão da 7.8 até antes das versões de patch mencionadas, e a atualização é essencial para evitar a exploração dessas vulnerabilidades.

Vulnerabilidade em Pontos de Acesso Sem Fio da Sophos Permite Bypass de Autenticação

A Sophos divulgou uma vulnerabilidade crítica de bypass de autenticação que afeta sua série de Pontos de Acesso Sem Fio AP6, permitindo que atacantes não autorizados obtenham privilégios administrativos. A falha, identificada como CVE-2025-10159, foi descoberta durante testes internos de segurança e já foi corrigida na versão mais recente do firmware. A vulnerabilidade impacta dispositivos que executam versões de firmware anteriores à 1.7.2563 (MR7). Atacantes que conseguem acessar o endereço IP de gerenciamento do ponto de acesso podem explorar essa falha para contornar os mecanismos de autenticação, comprometendo a segurança da rede. Uma vez que um invasor obtém privilégios administrativos, ele pode alterar configurações de rede, interceptar comunicações sem fio e implantar firmware malicioso. A Sophos implementou atualizações automáticas para a maioria dos clientes, mas aqueles que optaram por não usar essa configuração devem atualizar manualmente o firmware para se proteger contra essa vulnerabilidade. Administradores de rede são aconselhados a verificar suas versões de firmware e aplicar o patch imediatamente para evitar possíveis brechas de segurança.

Adobe alerta sobre falha crítica em plataformas de Comércio e Magento

A Adobe emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-54236, que afeta suas plataformas Adobe Commerce e Magento Open Source. Com uma pontuação CVSS de 9.1, a falha é classificada como um problema de validação inadequada de entrada, permitindo que atacantes possam assumir o controle de contas de clientes através da API REST do Commerce. A vulnerabilidade impacta diversas versões do Adobe Commerce e Magento, incluindo versões anteriores a 2.4.9-alpha2 e 2.4.8-p2, entre outras. Embora a Adobe não tenha conhecimento de explorações ativas, a empresa lançou um hotfix e implementou regras de firewall de aplicação web (WAF) para proteger os ambientes contra tentativas de exploração. A empresa de segurança Sansec comparou essa vulnerabilidade a outras falhas significativas na história do Magento, como o Shoplift e o CosmicSting. Além disso, a Adobe também corrigiu uma vulnerabilidade crítica no ColdFusion, que poderia permitir gravações arbitrárias no sistema de arquivos. É essencial que os comerciantes que utilizam essas plataformas tomem medidas imediatas para mitigar os riscos associados a essa vulnerabilidade.

Falha no SessionReaper do Magento e Adobe coloca lojas online em risco

Uma vulnerabilidade crítica, identificada como SessionReaper (CVE-2025-54236), foi descoberta no Magento, levando a Adobe a interromper seu ciclo regular de atualizações para lançar um patch de emergência. Essa falha é considerada uma das mais severas na história do Magento, comparável a incidentes anteriores como Shoplift e TrojanOrder. A vulnerabilidade permite que atacantes, com acesso autenticado, manipulem configurações administrativas e injetem códigos maliciosos através da API do Magento. A exploração dessa falha pode ocorrer rapidamente, uma vez que ferramentas automatizadas de escaneamento devem ser utilizadas para identificar instâncias não corrigidas logo após a publicação do patch. A Adobe notificou seus clientes do Commerce Cloud em 4 de setembro, mas os usuários de Magento open source só foram informados em 9 de setembro, levantando preocupações sobre a transparência na distribuição de atualizações de segurança. Para mitigar os riscos, os comerciantes devem aplicar o patch imediatamente, revisar credenciais de administrador e implementar autenticação multifatorial. O cenário destaca a necessidade urgente de vigilância e defesa em camadas para proteger as lojas Magento contra essa vulnerabilidade crítica.

Nova técnica de exploração para vulnerabilidade do kernel Linux

Uma nova técnica de exploração foi desenvolvida para a vulnerabilidade crítica do kernel Linux, identificada como CVE-2024-50264, que afeta o subsistema AF_VSOCK em versões do kernel a partir da 4.8. Essa vulnerabilidade permite que atacantes não privilegiados provoquem uma condição de uso após a liberação (UAF) no objeto virtio_vsock_sock durante operações de conexão de socket. Embora defesas anteriores, como a aleatorização de caches e o endurecimento de buckets SLAB, tenham dificultado a exploração, pesquisadores demonstraram que uma combinação de novos métodos e temporização precisa pode contornar essas mitigativas. Utilizando o framework de teste open-source kernel-hack-drill, os pesquisadores criaram uma cadeia de exploração que interrompe a chamada de sistema connect() com um sinal POSIX ‘imortal’, permitindo a exploração sem encerrar o processo. Após a liberação do objeto vulnerável, o ataque utiliza uma abordagem de alocação cruzada para recuperar o objeto e corromper estruturas críticas do kernel, permitindo a elevação de privilégios. Com a CVE-2024-50264 agora considerada explorável em kernels endurecidos, é crucial que as equipes de segurança priorizem a implementação de patches e reavaliem as estratégias de endurecimento de objetos do kernel.

Ransomware LunaLock Ataca Artistas e Rouba Dados

O ransomware LunaLock emergiu como uma nova ameaça, atacando artistas independentes e clientes de arte digital ao comprometer a plataforma Artists & Clients, um mercado popular para obras encomendadas. Em 8 de setembro de 2025, os operadores do LunaLock anunciaram que conseguiram invadir a infraestrutura da plataforma, exfiltrando arquivos sensíveis e criptografando bancos de dados críticos, exigindo um resgate substancial em criptomoeda. A análise forense preliminar revelou que os atacantes exploraram uma vulnerabilidade zero-day no módulo de autenticação da aplicação web, utilizando uma injeção SQL para contornar a autenticação multifatorial e obter privilégios administrativos. Uma vez dentro, eles implantaram um carregador personalizado que desativou a proteção em tempo real do Windows Defender e um módulo de exfiltração que buscou arquivos de arte e dados pessoais dos clientes, criptografando-os com AES-256-GCM. O ransomware, por sua vez, utilizou RSA-4096 para criptografar os arquivos, adicionando a extensão .luna. Os atacantes ameaçaram publicar os dados roubados em sites de vazamento caso o resgate não fosse pago em até 72 horas. A equipe de segurança da Artists & Clients já tomou medidas, como a desativação dos servidores afetados e a implementação de agentes de detecção e resposta em endpoints para mitigar a situação. Especialistas em cibersegurança recomendam que organizações do setor criativo adotem controles de acesso de menor privilégio e mantenham backups offline para se protegerem contra tais ataques.

Falha no Windows permite acesso de hackers com qualquer rosto

Pesquisadores da empresa ERNW descobriram uma vulnerabilidade crítica no Windows Hello, sistema de login que utiliza reconhecimento facial, permitindo que hackers acessem computadores usando o rosto de outra pessoa. Denominado Faceplant, o ataque foi apresentado na conferência Black Hat 2025. O método envolve o cadastro do rosto do hacker em um computador que gera um modelo biométrico. Após isso, os criminosos extraem e injetam esse modelo na base de dados biométrica da vítima, permitindo que se passem pelo usuário legítimo. Essa técnica é mais sofisticada que o ataque anterior, conhecido como Face Swap, que trocava identificadores entre contas já cadastradas. Para realizar o ataque, o hacker precisa de permissões de administrador, que podem ser obtidas através de malwares ou phishing. Para se proteger, recomenda-se desconfiar de mensagens suspeitas e utilizar autenticação em dois fatores.

Falha crítica na API do Argo CD expõe credenciais de repositórios

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada na plataforma Argo CD, amplamente utilizada para entrega contínua em ambientes Kubernetes. Essa falha permite que tokens de API com permissões básicas de projeto acessem credenciais sensíveis de repositórios, incluindo nomes de usuário e senhas. A vulnerabilidade, designada como GHSA-786q-9hcg-v9ff, foi revelada pelo pesquisador de segurança Michael Crenshaw e afeta todas as versões do Argo CD a partir da 2.2.0-rc1.

O problema ocorre no endpoint da API de detalhes do projeto (/api/v1/projects/{project}/detailed), onde tokens com permissões padrão podem recuperar credenciais sem a necessidade de acesso explícito a segredos. Isso representa uma séria escalada de privilégios, pois tokens destinados a operações rotineiras de aplicação obtêm acesso não autorizado a dados de autenticação sensíveis. A falha não se limita apenas a permissões de nível de projeto, mas também se estende a qualquer token com permissões de obtenção de projeto, aumentando o impacto potencial em implementações empresariais do Argo CD.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica no WhatsApp

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica no WhatsApp, identificada como CVE-2025-55177, que já está sendo explorada por cibercriminosos em campanhas de ataque. Essa falha de zero-day afeta a funcionalidade de sincronização de dispositivos do aplicativo, permitindo que atacantes manipulem mensagens de sincronização e forcem dispositivos a processar conteúdo malicioso. O problema reside em uma verificação de autorização incorreta no framework de sincronização entre dispositivos, classificada como CWE-863. A CISA estabeleceu um prazo até 23 de setembro para que agências federais e organizações de infraestrutura crítica implementem correções. A exploração dessa vulnerabilidade pode levar a acessos não autorizados, exfiltração de dados e instalação de malware, ampliando significativamente o risco para os usuários do WhatsApp. A natureza silenciosa do ataque, que não requer interação do usuário, torna a conscientização tradicional ineficaz contra essa ameaça.

Falha no Apache Jackrabbit expõe sistemas a ataques de execução de código

Uma falha crítica de segurança foi identificada no Apache Jackrabbit, um sistema de repositório de conteúdo baseado em Java, que pode colocar milhares de aplicações empresariais em risco de execução remota de código (RCE). A vulnerabilidade, rastreada como CVE-2025-58782, afeta os componentes Apache Jackrabbit Core e JCR Commons, sendo classificada como importante. O problema decorre da desserialização insegura de dados não confiáveis por meio de buscas de repositório baseadas em JNDI, permitindo que atacantes executem código arbitrário em sistemas vulneráveis.

Vulnerabilidade em roteadores TP-Link ameaça usuários globalmente

Recentemente, a TP-Link confirmou uma vulnerabilidade crítica em vários modelos de roteadores, que ainda não possui correção. A falha, identificada pelo pesquisador Mehrun da ByteRay, é uma vulnerabilidade de zero-day relacionada à sobrecarga de buffer no Protocolo de Gerenciamento CPE WAN (CWMP). Essa falha permite a execução remota de códigos maliciosos, especialmente quando o tamanho dos buffers ultrapassa 3072 bytes. Os atacantes podem explorar essa vulnerabilidade através de um servidor CWMP malicioso, comprometendo roteadores que utilizam credenciais padrão ou firmwares desatualizados. Modelos como Archer AX10 e AX1500 já foram confirmados como vulneráveis, e a TP-Link está desenvolvendo um patch para modelos fora da Europa. Enquanto isso, recomenda-se que os usuários alterem as senhas padrão, desativem o CWMP se não for necessário e atualizem seus dispositivos para a versão mais recente do firmware. A situação é preocupante, especialmente considerando que botnets têm explorado falhas em roteadores para disseminar malware e roubar credenciais, como observado em ataques recentes.