Vulnerabilidade

Detalhes sobre como atacantes drenaram 128M de pools da Balancer

Em um ataque significativo ao ecossistema DeFi, a Check Point Research revelou que contratos do ComposableStablePool da Balancer V2 foram explorados em 3 de novembro de 2025, resultando no roubo de $128,64 milhões em menos de 30 minutos. Os atacantes aproveitaram uma falha sutil de precisão aritmética na lógica de invariantes da pool da Balancer, transformando um erro de arredondamento em uma cadeia de exploração catastrófica que contornou mecanismos de segurança padrão. A vulnerabilidade originou-se na função _upscaleArray, que escalava saldos de tokens durante o cálculo de invariantes. Ao manipular os saldos para a faixa microscópica de 8-9 wei, a lógica de divisão inteira do Solidity causou discrepâncias de arredondamento que poderiam chegar a dez por cento por operação. O ataque foi realizado em uma sequência de 65 operações de batchSwap, amplificando perdas de precisão em uma distorção total do valor D da pool. A análise on-chain vinculou a exploração a um contrato específico, e os atacantes conseguiram acumular ativos roubados dentro da camada de contabilidade do Vault da Balancer. Apesar de múltiplas auditorias, a falha sobreviveu devido ao foco da análise em transações únicas, em vez de desvios aritméticos cumulativos. Este evento destaca a importância da modelagem adversarial e do monitoramento contínuo de invariantes nas bibliotecas matemáticas do DeFi.

Falhas Críticas de Execução Remota de Código na Aplicação Claude Desktop

Recentemente, foram descobertas falhas críticas de execução remota de código na aplicação Claude Desktop, desenvolvida pela Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial. Três extensões oficiais da plataforma, que somam mais de 350.000 downloads, apresentavam vulnerabilidades que permitiam ataques de injeção de comandos. Essas falhas poderiam ser exploradas durante interações normais com o Claude, permitindo que um simples questionamento do usuário resultasse em comprometimento total do sistema. A vulnerabilidade, classificada com um CVSS de 8.9, se origina de comandos não sanitizados, um erro de segurança conhecido há décadas. As extensões afetadas, que operam com permissões completas do sistema, não validavam a entrada do usuário, permitindo que códigos maliciosos fossem injetados. Embora a Anthropic tenha lançado patches para corrigir as falhas, a situação levanta preocupações sobre a segurança do ecossistema de extensões MCP, que está em rápida expansão. A falta de revisão de segurança em extensões criadas por desenvolvedores independentes, muitas vezes utilizando codificação assistida por IA, aumenta a superfície de ataque, tornando essencial que os usuários e administradores de sistemas compreendam as diferenças entre essas extensões e os complementos tradicionais de navegadores.

Grupo de Ransomware Clop Explora Novas Vulnerabilidades Zero-Day

O grupo de ransomware Clop está em atividade com uma nova campanha de exploração, utilizando uma vulnerabilidade zero-day identificada no Oracle E-Business Suite (CVE-2025-61882). Essa falha, detectada em junho de 2025 e confirmada pela Oracle em outubro, permite que atacantes remotos acessem funções críticas de ERP, como compras e logística, sem autorização. Durante a investigação, foram identificados dois IPs de comando e controle, além de mais de 90 servidores ativos em diversos países, com a Alemanha apresentando o maior número de servidores. O Brasil, junto com Panamá e Hong Kong, também está entre os países afetados. A infraestrutura utilizada pelo Clop mostra uma continuidade operacional com campanhas anteriores, indicando uma estratégia de reutilização de infraestrutura para evitar bloqueios geopolíticos. Especialistas em segurança alertam que organizações que utilizam sistemas ERP, como o Oracle EBS, devem implementar monitoramento em nível de rede para essas sub-redes, já que a exploração de software empresarial não corrigido continua a ser uma prioridade para o grupo. A situação é crítica, e ações imediatas são recomendadas para mitigar riscos.

AMD confirma nova falha de segurança grave em CPUs Zen 5

A AMD confirmou uma nova vulnerabilidade de segurança em suas CPUs baseadas na arquitetura Zen 5, classificada como de alta severidade. A falha, identificada como AMD-SB-7055, afeta o gerador de números aleatórios RDSEED, que é crucial para a geração de chaves de criptografia. O problema ocorre nas instruções de 16 e 32 bits, que podem retornar o valor ‘0’ sem sinalizar erro, enganando aplicações que dependem dessa funcionalidade para garantir a segurança dos dados. A AMD já está distribuindo atualizações de firmware (AGESA) para corrigir a vulnerabilidade, com prioridade para servidores EPYC 9005, devido ao processamento de dados sensíveis em data centers. Para usuários de desktop e notebooks, as atualizações devem ser disponibilizadas até o final de novembro de 2025. Enquanto isso, a empresa recomenda que desenvolvedores utilizem a versão de 64 bits do RDSEED ou tratem retornos de ‘0’ como falhas. Essa situação levanta preocupações sobre a confidencialidade e integridade dos dados, especialmente em ambientes que utilizam criptografia para proteger informações sensíveis.

Vulnerabilidade de 10 anos no Linux é usada em ataques de ransomware

A CISA (Agência de Cibersegurança e Infraestrutura de Segurança dos EUA) emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade no kernel do Linux, identificada como CVE-2024-1086, que foi introduzida em 2014 e corrigida em 2024. Apesar da correção, a brecha continua a ser explorada em ataques de ransomware, permitindo a escalada de privilégios em sistemas que não foram atualizados. A vulnerabilidade, classificada com um grau de severidade de 7,8/10, afeta distribuições populares do Linux, como Debian, Ubuntu, Fedora e Red Hat. A CISA já havia alertado as agências federais para que atualizassem seus sistemas até junho de 2024, mas a exploração ativa da falha por grupos de ransomware demonstra que muitos usuários ainda não implementaram as correções necessárias. Para mitigar os riscos, recomenda-se atualizar o sistema operacional ou aplicar medidas de segurança, como bloquear o componente nf_tables ou usar o Linux Kernel Runtime Guard (LKRG), embora essas ações possam desestabilizar o sistema. A situação destaca a importância de manter sistemas atualizados para evitar a exploração de vulnerabilidades conhecidas.

Vulnerabilidade de Escalação de Privilégios em Plugin WordPress Atinge 100 mil Sites

Uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-11749, foi descoberta no plugin AI Engine do WordPress, que está ativo em mais de 100 mil sites. Com uma pontuação CVSS de 9.8, a falha permite que atacantes não autenticados recuperem um token de acesso exposto da API REST MCP, concedendo-lhes privilégios administrativos completos nos sites afetados. O problema foi relatado por Emiliano Versini através do programa de recompensas da Wordfence em 4 de outubro de 2025 e corrigido pelo desenvolvedor Jordy Meow na versão 3.1.4, lançada em 19 de outubro de 2025. A vulnerabilidade reside na integração do plugin com o Modelo de Contexto de Protocolo (MCP), que permite que sistemas de IA interajam com o WordPress. As versões até 3.1.3 não incluíram o parâmetro “show_in_index => false” durante o registro da rota REST, expondo endpoints visíveis publicamente. Os proprietários de sites afetados devem atualizar para a versão 3.1.4 ou superior e rotacionar imediatamente o token de acesso MCP para evitar acessos não autorizados.

Falha no Driver Mini Filter do Windows Cloud Files é Explorável para Escalação de Privilégios

Uma vulnerabilidade crítica de escalonamento de privilégios foi identificada no Windows Cloud Files Mini Filter Driver, classificada como CVE-2025-55680. Essa falha explora uma vulnerabilidade do tipo time-of-check to time-of-use (TOCTOU), permitindo que atacantes locais contornem restrições de gravação de arquivos e obtenham acesso não autorizado a nível de sistema. A origem da vulnerabilidade remonta a uma divulgação do Project Zero em 2020, que visava prevenir ataques de links simbólicos. No entanto, a validação de strings de caminho ocorre no espaço do usuário antes do processamento em modo kernel, criando uma janela crítica para exploração. Um atacante pode modificar a memória entre a verificação de segurança e a operação real do arquivo, contornando todas as proteções. O processo de exploração envolve a função HsmFltProcessHSMControl da API do Cloud Files, que, ao chamar HsmFltProcessCreatePlaceholders, pode criar arquivos em diretórios protegidos com privilégios de modo kernel. A Microsoft já disponibilizou patches para corrigir essa vulnerabilidade, e as organizações devem priorizar sua aplicação, uma vez que o ataque requer apenas acesso local ao sistema e não necessita de interação do usuário.

Ataque Crítico de DLL Sideloading Usa OneDrive.exe para Executar Código Malicioso

Pesquisadores de segurança revelaram uma técnica de ataque sofisticada que utiliza o Microsoft OneDrive para executar código malicioso, contornando defesas de segurança tradicionais. O método, conhecido como DLL sideloading, explora a ordem previsível de busca de bibliotecas dinâmicas do Windows. Quando o OneDrive.exe é iniciado, o sistema operacional procura arquivos necessários, como version.dll, em várias localizações, começando pelo diretório do aplicativo. Os atacantes aproveitam esse comportamento ao inserir uma versão maliciosa do arquivo version.dll no diretório do OneDrive, fazendo com que o aplicativo carregue código controlado pelo invasor em vez das bibliotecas legítimas da Microsoft.

Vulnerabilidade de Configuração do Jupyter Permite Acesso Root

Um recente teste de penetração revelou uma vulnerabilidade crítica de escalonamento de privilégios nas instalações do Jupyter Notebook, uma plataforma amplamente utilizada para ciência de dados. A falha não é decorrente de um erro de código, mas sim de uma combinação perigosa de configurações padrão e padrões de implantação que muitas equipes de segurança frequentemente ignoram. Quando o Jupyter é executado com privilégios de root e a autenticação está desativada, o recurso de API de terminal se torna um acesso direto ao sistema. Os pesquisadores descobriram que, ao acessar o endpoint da API REST /api/terminals, um invasor pode criar sessões de terminal sem autenticação. Utilizando ferramentas compatíveis com WebSocket, como websocat, os atacantes podem interagir com a interface do terminal e obter acesso root sem a necessidade de técnicas tradicionais de escalonamento de privilégios. Uma vez que o acesso root é alcançado, os invasores podem acessar arquivos de configuração do Jupyter, permitindo a criação de shells reversos persistentes e backdoors. Para mitigar essa vulnerabilidade, é crucial que o Jupyter não seja executado como root em ambientes de produção e que medidas de segurança, como autenticação obrigatória e desativação da API de terminal, sejam implementadas.

Setor elétrico brasileiro enfrenta 535 mil tentativas de ataque em 6 meses

O setor elétrico brasileiro está sob crescente ameaça de ciberataques, com 535 mil tentativas registradas apenas no primeiro semestre de 2025, conforme divulgado pela ANEEL durante um painel sobre segurança online. Apesar de todas as tentativas terem sido bloqueadas, a superintendente de Gestão Técnica da Informação da ANEEL, Adriana Drummond Vivan, alertou para a vulnerabilidade dos sistemas de segurança do setor. Ela destacou a importância de uma regulamentação que, embora sirva como diretriz, não deve limitar a atuação dos profissionais da área. Vivan enfatizou que a regulação deve ser constantemente atualizada para acompanhar as rápidas mudanças no ambiente digital. Além disso, ela mencionou que um ataque cibernético ao setor elétrico pode ter um efeito dominó, afetando outras áreas, como telecomunicações, o que poderia resultar em sérios problemas de segurança de dados. Para mitigar esses riscos, a cooperação entre diferentes setores é essencial, permitindo um compartilhamento eficaz de informações e estratégias de defesa.

Vulnerabilidade crítica do Android permite execução remota de código

Em 3 de novembro de 2025, o Google divulgou seu Boletim de Segurança Android, revelando uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (CVE-2025-48593) que afeta dispositivos Android em todo o mundo. Essa falha, que não requer interação do usuário para ser explorada, representa um risco severo, pois permite que atacantes executem código arbitrário em dispositivos vulneráveis. A vulnerabilidade impacta as versões Android 13, 14, 15 e 16, e a sua gravidade é acentuada pelo fato de que os usuários não podem mitigar o problema através de mudanças de comportamento ou práticas de segurança. O Google recomenda que todos os dispositivos com nível de patch de segurança de 2025-11-01 ou posterior sejam atualizados imediatamente para se proteger contra essa e outras ameaças. Além disso, uma outra vulnerabilidade de elevação de privilégios (CVE-2025-48581) foi identificada, afetando exclusivamente o Android 16. O Google também enfatiza a importância de atualizações regulares e o uso do Google Play Protect para aumentar a segurança dos dispositivos.

Vulnerabilidade crítica no pacote npm do React Native expõe riscos

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada e corrigida no pacote npm ‘@react-native-community/cli’, utilizado por desenvolvedores para construir aplicações móveis em React Native. A falha, classificada como CVE-2025-11953, possui um score CVSS de 9.8, indicando sua gravidade. Essa vulnerabilidade permite que atacantes remotos não autenticados executem comandos arbitrários no sistema operacional da máquina que roda o servidor de desenvolvimento do React Native, o que representa um risco significativo para os desenvolvedores. O problema surge porque o servidor de desenvolvimento Metro, por padrão, se conecta a interfaces externas e expõe um endpoint ‘/open-url’ vulnerável a injeções de comandos do sistema. Com isso, um atacante pode enviar uma solicitação POST maliciosa para o servidor e executar comandos indesejados. Embora a falha já tenha sido corrigida na versão 20.0.0 do pacote, desenvolvedores que utilizam frameworks que não dependem do Metro não são afetados. Essa situação destaca a importância de uma análise de segurança automatizada e abrangente em toda a cadeia de suprimentos de software para evitar que falhas facilmente exploráveis impactem as organizações.

Vulnerabilidade em Claude permite exfiltração de dados por hackers

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade crítica no sistema de IA Claude, da Anthropic, que permite a atacantes explorar prompts indiretos para roubar dados sensíveis dos usuários através da API de Arquivos da plataforma. A falha foi documentada publicamente em 28 de outubro de 2025 e revela como os criminosos podem manipular o interpretador de código e as funcionalidades da API do Claude para extrair informações confidenciais diretamente dos ambientes de trabalho das vítimas.

Falha pode travar o Chrome de 3 bilhões de usuários em poucos segundos

Uma grave vulnerabilidade de segurança, identificada como Brash, foi descoberta no mecanismo de renderização Blink, utilizado por navegadores baseados no Chromium, como Google Chrome e Microsoft Edge. Essa falha permite que um cibercriminoso provoque travamentos em qualquer navegador Chromium em um intervalo de 15 a 60 segundos, explorando a falta de limitação de taxa na API document.title do JavaScript. Com isso, é possível gerar milhões de mutações no DOM por segundo, saturando o sistema e levando ao colapso do navegador. A gravidade da situação é acentuada pelo fato de que o Google Chrome possui cerca de três bilhões de usuários ativos globalmente. O pesquisador Jose Pino, que descobriu a falha, alertou que ela pode ser programada para ser ativada em um momento específico, aumentando ainda mais o risco. O Google e outras empresas de navegadores já foram notificados e estão trabalhando em soluções. Durante os testes, navegadores como Mozilla Firefox e Safari não foram afetados pela vulnerabilidade.

Hackers chineses atacam diplomatas europeus com falha zero-day do Windows

Pesquisadores de segurança da Arctic Wolf Labs alertaram sobre um ataque cibernético direcionado a diplomatas europeus, realizado por um grupo de hackers conhecido como Mustang Panda, vinculado ao governo chinês. O ataque utiliza uma vulnerabilidade zero-day no Windows, identificada como CVE-2025-9491, que permite a exploração de arquivos .LNK maliciosos. Esses arquivos foram enviados em e-mails de phishing, disfarçados como convites para eventos diplomáticos, como workshops de defesa da OTAN. Ao serem abertos, os arquivos executam um Trojan de Acesso Remoto (RAT) chamado PlugX, que concede acesso persistente ao sistema comprometido, permitindo a espionagem e a exfiltração de dados. A vulnerabilidade, que é considerada de alta severidade, foi associada a campanhas de espionagem que datam de 2017. A exploração requer interação do usuário, o que a torna menos crítica, mas ainda assim representa um risco significativo para a segurança de informações sensíveis. O ataque destaca a necessidade de vigilância constante e medidas de segurança robustas para proteger dados diplomáticos e governamentais.

Vulnerabilidade crítica no UniFi OS permite execução remota de código

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) foi descoberta no UniFi OS da Ubiquiti, afetando a infraestrutura da API de backup em dispositivos UniFi. Identificada como CVE-2025-52665, a falha resulta de uma validação inadequada de entrada no endpoint de exportação de backup, permitindo que atacantes executem comandos arbitrários com privilégios elevados. A vulnerabilidade foi identificada durante uma avaliação de segurança rotineira e está relacionada a múltiplas APIs não autenticadas no ecossistema do UniFi OS. O endpoint vulnerável aceita um parâmetro de diretório sem a devida sanitização, possibilitando a injeção de comandos maliciosos. Além disso, a configuração incorreta expôs o endpoint a acessos não autenticados, permitindo que atacantes realizem operações sensíveis. Organizações que utilizam o UniFi OS devem priorizar a aplicação de patches e revisar os controles de acesso à rede para restringir a exposição dos endpoints da API. A gravidade da vulnerabilidade é evidenciada pelo CVSS Score de 9.8, classificada como crítica, e a recompensa de $25.000 oferecida pela descoberta.

Processadores AMD Zen 5 Afetados por Vulnerabilidade RDSEED

A AMD revelou uma vulnerabilidade crítica em seus processadores Zen 5, identificada como CVE-2025-62626, que compromete a integridade da geração de números aleatórios. A falha afeta a instrução RDSEED, essencial para a geração de números aleatórios criptográficos, e pode resultar na devolução de valores zero enquanto sinaliza erroneamente sucesso. Isso pode levar a operações criptográficas comprometidas, pois aplicações podem utilizar valores previsíveis, tornando-as vulneráveis a ataques de predição. A vulnerabilidade impacta as implementações de 16 e 32 bits da instrução, enquanto a versão de 64 bits permanece segura. A AMD recomenda que as organizações adotem medidas imediatas, como a utilização da versão de 64 bits ou a ocultação da capacidade RDSEED até que patches de microcódigo sejam disponibilizados. Atualizações estão programadas para os processadores EPYC 9005 e Ryzen 9000 até novembro de 2025. A descoberta inicial da vulnerabilidade no mailing list do kernel Linux ressalta a importância da divulgação coordenada de falhas na comunidade de segurança.

Hackers Escaneiam Portas TCP 85308531 por Vulnerabilidade do WSUS

Recentemente, sensores de segurança na internet detectaram um aumento significativo em varreduras de rede direcionadas às portas TCP 8530 e 8531, indicando esforços de reconhecimento ativo por parte de hackers que buscam explorar a vulnerabilidade CVE-2025-59287, que afeta os Serviços de Atualização do Servidor Windows (WSUS). Essa vulnerabilidade permite que atacantes se conectem a servidores WSUS vulneráveis e executem scripts arbitrários, obtendo controle sobre o sistema comprometido. A atividade de escaneamento é proveniente de diversas fontes globais, incluindo IPs que não estão associados a iniciativas de pesquisa legítimas, sugerindo que os atacantes estão ativamente caçando servidores WSUS expostos na internet. A combinação de detalhes de exploração amplamente disponíveis e a exposição direta à internet torna as organizações que utilizam WSUS um alvo fácil. Especialistas recomendam que as empresas apliquem patches de segurança imediatamente e implementem restrições de rede para proteger sua infraestrutura de atualização. Além disso, é crucial que as organizações investiguem sinais de comprometimento em seus sistemas, considerando-os potencialmente violados até que se prove o contrário.

Ataques cibernéticos visam dispositivos Cisco IOS XE na Austrália

O Australian Signals Directorate (ASD) emitiu um alerta sobre ataques cibernéticos direcionados a dispositivos Cisco IOS XE não corrigidos, utilizando um implante desconhecido chamado BADCANDY. A vulnerabilidade explorada, CVE-2023-20198, possui uma pontuação CVSS de 10.0, permitindo que atacantes remotos e não autenticados criem contas com privilégios elevados, comprometendo o controle dos sistemas afetados. Desde 2023, essa falha tem sido ativamente explorada, especialmente por grupos de ameaças vinculados à China, como o Salt Typhoon, que visam prestadoras de telecomunicações. O ASD identificou que cerca de 400 dispositivos na Austrália foram comprometidos desde julho de 2025, com 150 infecções ocorrendo apenas em outubro. O BADCANDY é descrito como um shell web baseado em Lua, que não possui um mecanismo de persistência, mas pode ser reintroduzido se os dispositivos permanecerem expostos e não corrigidos. O ASD recomenda que operadores de sistemas apliquem patches, limitem a exposição pública das interfaces web e sigam diretrizes de segurança da Cisco para evitar novas tentativas de exploração. Medidas adicionais incluem a revisão de configurações de contas e interfaces de túnel desconhecidas.

Ameaça de Cibersegurança Exploração de Vulnerabilidade no Cisco IOS XE

Autoridades de cibersegurança alertam sobre campanhas de exploração direcionadas a dispositivos Cisco IOS XE, utilizando uma vulnerabilidade crítica identificada como CVE-2023-20198. Essa falha permite que atacantes remotos e não autenticados criem contas altamente privilegiadas, comprometendo o controle total dos dispositivos. Desde outubro de 2023, um shell web sofisticado chamado BADCANDY tem sido implantado, afetando mais de 150 dispositivos na Austrália, mesmo após esforços de remediação. O BADCANDY é caracterizado como um implante de baixa complexidade técnica, o que facilita sua adoção por diversos grupos de ameaças, incluindo atores patrocinados por estados. A vulnerabilidade é particularmente preocupante, pois permite que os atacantes apliquem patches não persistentes, dificultando a detecção por administradores de rede. Para mitigar essa ameaça, é essencial que as organizações apliquem os patches oficiais da Cisco e sigam as diretrizes de segurança recomendadas, especialmente desabilitando a interface HTTP, a menos que seja absolutamente necessário. A situação atual exige vigilância contínua e ações rápidas para proteger a infraestrutura crítica das redes.

CISA emite alerta hackers exploram vulnerabilidade do Linux para ransomware

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta urgente sobre uma vulnerabilidade crítica no kernel do Linux, identificada como CVE-2024-1086. Essa falha, que se localiza no componente netfilter, permite que atacantes que já tenham acesso inicial a um sistema Linux elevem seus privilégios a nível root, concedendo controle total sobre a máquina comprometida. A vulnerabilidade é classificada como ‘use-after-free’, uma condição que ocorre quando um programa continua a usar um ponteiro de memória após a memória ter sido liberada, possibilitando a execução de código arbitrário. A exploração dessa falha tem sido utilizada em campanhas de ransomware, permitindo que operadores de ransomware criptografem arquivos em sistemas inteiros e realizem operações de exfiltração de dados. A CISA recomenda que todas as organizações realizem um inventário de seus sistemas Linux, priorizem a aplicação de patches e implementem controles compensatórios onde a correção imediata não for viável. A gravidade da situação exige atenção imediata de administradores de rede e defensores de sistemas, especialmente em ambientes empresariais e de infraestrutura crítica que dependem de sistemas baseados em Linux.

Vulnerabilidade Zero Day do LANSCOPE Endpoint Manager é Exploradas para Roubo de Dados

Uma campanha sofisticada atribuída ao grupo de ameaças patrocinado pelo Estado chinês, conhecido como BRONZE BUTLER, está explorando uma vulnerabilidade crítica zero-day no Motex LANSCOPE Endpoint Manager para comprometer organizações japonesas e roubar informações sensíveis. A falha, identificada como CVE-2025-61932, possui um escore CVSS 3.0 de 9.8, permitindo que atacantes remotos executem código arbitrário com privilégios de sistema. A vulnerabilidade afeta versões 9.4.7.1 e anteriores do LANSCOPE Endpoint Manager, visando especificamente os componentes do programa cliente e do agente de detecção. As tentativas de exploração começaram em abril de 2025, com a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) adicionando a CVE-2025-61932 ao seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas em 22 de outubro de 2025. Os pesquisadores identificaram que o grupo BRONZE BUTLER utilizou um malware sofisticado chamado Gokcpdoor como infraestrutura de comando e controle, além de técnicas de exfiltração de dados que incluíam ferramentas legítimas e serviços de armazenamento em nuvem. Organizações que utilizam o LANSCOPE devem revisar imediatamente a justificativa para a exposição pública e aplicar atualizações de segurança disponíveis.

CISA alerta sobre falha de injeção no XWiki que permite execução remota de código

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu a vulnerabilidade CVE-2025-24893 em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploited, destacando um grave problema de injeção de código na plataforma XWiki. Essa falha permite que qualquer usuário convidado execute código remoto arbitrário sem autenticação, representando um risco significativo para organizações que utilizam essa plataforma de wiki de código aberto. A vulnerabilidade está relacionada ao componente SolrSearch do XWiki, que não trata adequadamente as funções de avaliação de código, permitindo que atacantes não autenticados injetem código malicioso. A CISA estabeleceu o dia 20 de novembro de 2025 como prazo crítico para que as organizações implementem correções de segurança fornecidas pela equipe de desenvolvimento do XWiki. Para organizações que não conseguem aplicar as correções imediatamente, a CISA recomenda a suspensão do uso da plataforma até que a remediação completa seja possível. Embora não haja evidências de exploração ativa, a gravidade da vulnerabilidade sugere que os atacantes podem rapidamente desenvolver códigos de exploração contra sistemas não corrigidos. As equipes de segurança devem realizar um inventário de todas as implementações do XWiki e estabelecer procedimentos de teste de patches antes da implementação em larga escala.

Hackers exploram vulnerabilidade do WSUS para roubar dados sensíveis

Pesquisadores de segurança da Sophos identificaram a exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica nos Serviços de Atualização do Windows Server (WSUS), que permite a atores maliciosos coletar dados sensíveis de organizações sem necessidade de autenticação. A falha, classificada como CVE-2025-59287, foi amplamente explorada após a divulgação de detalhes técnicos e a liberação de patches pela Microsoft em 14 de outubro de 2025. A situação se agravou com a publicação de um código de prova de conceito no GitHub, resultando em uma onda de ataques coordenados contra servidores WSUS expostos à internet. Os ataques, que começaram em 24 de outubro de 2025, afetaram principalmente organizações nos setores de tecnologia, saúde, manufatura e educação, com pelo menos seis incidentes confirmados. Os atacantes utilizam um bug de desserialização para executar comandos PowerShell maliciosos, extraindo informações críticas como endereços IP externos e configurações de rede, que são então exfiltradas para URLs controladas pelos atacantes. Especialistas em segurança estão alertando as organizações para que apliquem imediatamente os patches disponíveis e restrinjam o acesso aos servidores WSUS expostos.

Grupo de ciberespionagem Tick explora falha crítica no Motex Lanscope

Um grupo de ciberespionagem conhecido como Tick, também chamado de Bronze Butler, tem explorado uma vulnerabilidade crítica no Motex Lanscope Endpoint Manager, identificada como CVE-2025-61932, com uma pontuação CVSS de 9.3. Essa falha permite que atacantes remotos executem comandos arbitrários com privilégios de sistema em versões locais do software. O JPCERT/CC confirmou que a vulnerabilidade está sendo ativamente utilizada para instalar um backdoor em sistemas comprometidos. A campanha sofisticada, observada pela Sophos, utiliza um backdoor chamado Gokcpdoor, que estabelece uma conexão proxy com um servidor remoto e permite a execução de comandos maliciosos. Além disso, o ataque envolve o uso do framework Havoc para pós-exploração e ferramentas como goddi e Remote Desktop para movimentação lateral e exfiltração de dados. O Tick já havia sido observado explorando falhas zero-day em campanhas anteriores, como em 2017, quando comprometeu o SKYSEA Client View. A Sophos recomenda que as organizações atualizem seus servidores Lanscope vulneráveis e revisem a necessidade de expô-los publicamente na internet.

Grupo de ameaças da China explora vulnerabilidade do Windows em ataques a diplomatas

O grupo de ameaças conhecido como UNC6384, associado à China, está vinculado a uma nova onda de ataques que exploram uma vulnerabilidade não corrigida em atalhos do Windows, visando entidades diplomáticas e governamentais na Europa entre setembro e outubro de 2025. Os ataques foram direcionados a organizações diplomáticas na Hungria, Bélgica, Itália e Países Baixos, além de agências governamentais na Sérvia. A cadeia de ataque começa com e-mails de spear-phishing que contêm URLs maliciosas, levando à entrega de arquivos LNK que exploram a vulnerabilidade ZDI-CAN-25373, identificada como CVE-2025-9491. Esses arquivos são projetados para desencadear uma sequência de ataques que culminam na implantação do malware PlugX, um trojan de acesso remoto. O PlugX é conhecido por suas capacidades de acesso remoto, incluindo execução de comandos, registro de teclas e upload/download de arquivos. A evolução do malware foi observada, com a redução do tamanho dos artefatos de 700 KB para 4 KB, indicando um desenvolvimento ativo. A campanha se alinha com os interesses estratégicos da China em relação à coesão das alianças europeias e iniciativas de defesa.

CISA alerta sobre vulnerabilidades 0-Day ativamente exploradas na VMware

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica de escalonamento de privilégios, identificada como CVE-2025-41244, que afeta o VMware Tools e o VMware Aria Operations. Essa falha permite que atacantes com acesso de usuário padrão a uma máquina virtual elevem seus privilégios a nível root, comprometendo a segurança de sistemas virtualizados. A vulnerabilidade é particularmente preocupante devido à sua baixa complexidade de ataque e aos requisitos mínimos para exploração, tornando-a acessível em ambientes multi-inquilinos e de hospedagem compartilhada. A CISA estabeleceu um prazo obrigatório até 20 de novembro de 2025 para que as organizações apliquem patches ou implementem medidas de segurança alternativas. A Broadcom, responsável pelo VMware, já disponibilizou orientações de segurança e patches para mitigar a falha. Enquanto isso, as organizações devem considerar restrições de acesso local e desativação de funcionalidades não essenciais como medidas temporárias. A urgência é reforçada pela natureza pública da vulnerabilidade e pela janela de exploração ativa, exigindo uma resposta rápida das equipes de segurança.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica em VMware Tools e Aria Operations

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma vulnerabilidade de alta severidade no catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), afetando o Broadcom VMware Tools e o VMware Aria Operations. Identificada como CVE-2025-41244, essa falha possui uma pontuação CVSS de 7.8 e permite que atacantes locais com privilégios não administrativos escalem suas permissões para nível root em sistemas vulneráveis. A CISA destacou que a exploração dessa vulnerabilidade pode ocorrer em máquinas virtuais (VMs) com VMware Tools instalados e geridos pelo Aria Operations, especialmente com o SDMP habilitado. A falha foi descoberta pela NVISO Labs e já estava sendo explorada como um zero-day desde outubro de 2024 por um ator de ameaça vinculado à China, identificado como UNC5174. Além disso, a CISA também listou uma vulnerabilidade crítica de injeção eval no XWiki, que permite a execução remota de código por usuários convidados. As agências do Federal Civilian Executive Branch (FCEB) devem implementar as mitig ações necessárias até 20 de novembro de 2025 para proteger suas redes contra essas ameaças.

CISA e NSA alertam sobre vulnerabilidades no Microsoft Exchange Server

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA), em colaboração com parceiros internacionais, emitiram orientações para proteger instâncias locais do Microsoft Exchange Server contra possíveis explorações. As recomendações incluem restringir o acesso administrativo, implementar autenticação multifatorial e adotar princípios do modelo de segurança de confiança zero. As agências alertam que a atividade maliciosa direcionada ao Exchange Server continua a aumentar, especialmente em instâncias desprotegidas ou mal configuradas. Organizações são aconselhadas a descontinuar servidores Exchange obsoletos e migrar para o Microsoft 365. Além disso, a CISA atualizou o alerta sobre a vulnerabilidade CVE-2025-59287, que pode permitir a execução remota de código, recomendando que as organizações apliquem atualizações de segurança e monitorem atividades suspeitas em suas redes. A exploração dessa vulnerabilidade já foi identificada em diversas indústrias, incluindo tecnologia e saúde, destacando a urgência de ações corretivas para mitigar riscos.

Vulnerabilidade crítica em CPUs AMD e Intel expõe dados sensíveis

Pesquisadores das universidades Georgia Tech e Purdue University descobriram uma falha grave em CPUs modernas da AMD e Intel, que permite o acesso a informações sensíveis armazenadas no Ambiente de Execução Confiável (TEE). O ataque, denominado TEE.Fail, explora vulnerabilidades nas tecnologias Intel SGX/TDX e AMD SEV-SNP, especialmente em sistemas que utilizam memórias DDR5. Embora o método de ataque exija acesso físico à máquina e uma modificação invasiva, ele pode ser realizado com um custo inferior a 1.000 euros, tornando-o acessível até mesmo para entusiastas de hardware. Durante os testes, os pesquisadores conseguiram extrair chaves de assinatura do OpenSSL em máquinas virtuais protegidas pela tecnologia SEV-SNP da AMD, mesmo com a segurança adicional ativada. Apesar da gravidade da vulnerabilidade, o ataque não representa uma ameaça imediata para o usuário comum, pois requer privilégios de administrador e acesso físico. A AMD, única entre as fabricantes a responder, afirmou que não planeja correções, uma vez que a solução exigiria alterações de hardware. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança de dados sensíveis em ambientes corporativos que utilizam essas tecnologias.

Vulnerabilidade crítica no Chromium pode causar falhas em navegadores

Uma vulnerabilidade severa foi descoberta no motor de renderização Blink do Chromium, permitindo que navegadores baseados em Chromium, como Google Chrome e Microsoft Edge, sejam explorados para falhar em questão de segundos. O pesquisador de segurança Jose Pino, que revelou a falha, a nomeou de Brash. Essa vulnerabilidade se origina da falta de limitação de taxa nas atualizações da API ‘document.title’, permitindo que milhões de mutações do modelo de objeto do documento (DOM) sejam enviadas por segundo, levando o navegador a travar e degradar o desempenho do sistema. O ataque ocorre em três etapas: geração de hash, injeção em rajadas de atualizações e saturação da thread da interface do usuário, resultando em um navegador não responsivo. Além disso, Brash pode ser programada para ser ativada em momentos específicos, funcionando como uma bomba lógica. A falha afeta todos os navegadores baseados em Chromium, enquanto o Mozilla Firefox e o Apple Safari estão imunes. A equipe do Hacker News entrou em contato com o Google para obter mais informações sobre a correção.

Vulnerabilidade Crítica no Blink Permite Que Ataques Derrubem Navegadores

Pesquisadores de segurança identificaram uma falha crítica na arquitetura do motor de renderização Blink, que afeta navegadores baseados em Chromium, como Chrome, Edge, Brave e Opera, colocando mais de 3 bilhões de usuários em risco de ataques de negação de serviço (DoS). Denominada Brash, a vulnerabilidade permite que atacantes incapacitem completamente esses navegadores em apenas 15 a 60 segundos, utilizando técnicas simples de injeção de código. O ataque explora a ausência de limitação de taxa na API document.title, inundando o navegador com milhões de solicitações de atualização de título por segundo, o que sobrecarrega o thread principal do navegador e provoca um colapso do sistema. Testes mostraram que todos os navegadores baseados em Chromium são vulneráveis, enquanto Firefox e Safari permanecem imunes devido a arquiteturas de renderização diferentes. As consequências vão além da simples inconveniência, afetando o desempenho do sistema e podendo interromper operações críticas em setores como saúde e finanças. A vulnerabilidade ainda não foi corrigida, e patches estão em desenvolvimento, o que exige atenção imediata dos usuários e administradores de sistemas.

Falha em Plugin do WordPress Permite Leitura de Arquivos do Servidor

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no plugin Anti-Malware Security e Brute-Force Firewall do WordPress, afetando mais de 100 mil sites globalmente. A falha, registrada como CVE-2025-11705, permite que atacantes autenticados com acesso básico leiam arquivos arbitrários nos servidores afetados, expondo dados sensíveis como configurações e credenciais de banco de dados. O problema decorre da ausência de uma verificação de autorização na função GOTMLS_ajax_scan(), que exibe resultados de varredura de malware. Apesar de mecanismos de proteção, a implementação falhou em validar corretamente as capacidades dos usuários, permitindo que contas de baixo privilégio contornassem essas salvaguardas. A vulnerabilidade foi descoberta pelo pesquisador Dmitrii Ignatyev e divulgada através do programa de recompensas da Wordfence, resultando em um patch liberado em 15 de outubro de 2025. Administradores de sites devem atualizar imediatamente para a versão 4.23.83 ou posterior para mitigar os riscos. Este incidente destaca a importância de manter versões de plugins atualizadas e monitorar avisos de segurança.

CISA alerta sobre exploração ativa de vulnerabilidade do WSUS da Microsoft

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica no Windows Server Update Service (WSUS), identificada como CVE-2025-59287. Essa falha permite que atacantes não autenticados executem código remotamente com privilégios de sistema, comprometendo a infraestrutura de milhões de servidores. A CISA atualizou suas diretrizes em 29 de outubro de 2025, recomendando que as organizações identifiquem servidores vulneráveis e apliquem imediatamente a atualização de segurança emergencial da Microsoft, lançada em 23 de outubro de 2025. Para aqueles que não conseguem aplicar os patches rapidamente, a CISA sugere desabilitar temporariamente o WSUS ou bloquear o tráfego para as portas padrão do WSUS. Além disso, as equipes de segurança devem monitorar tentativas de exploração e movimentos laterais dentro da rede, prestando atenção a processos suspeitos que possam indicar uma violação. A vulnerabilidade foi adicionada ao catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas da CISA, confirmando a exploração ativa desde pelo menos 24 de outubro de 2025. A situação exige atenção imediata das organizações para evitar compromissos severos em suas operações.

Falha de Escalação de Privilégios no Windows Cloud Files em Exploração Ativa

A Microsoft corrigiu uma vulnerabilidade crítica no driver Windows Cloud Files Minifilter, identificada como CVE-2025-55680, que permite a atacantes locais escalar privilégios e criar arquivos arbitrários no sistema. Descoberta por pesquisadores da Exodus Intelligence em março de 2024, a falha foi incluída nas atualizações de segurança de outubro de 2025, recebendo uma pontuação CVSS de 7.8 devido à sua capacidade de conceder acesso em nível SYSTEM por meio de técnicas de side-loading de DLLs.

Nova vulnerabilidade em navegadores expõe modelos de IA a ataques

Pesquisadores em cibersegurança identificaram uma nova vulnerabilidade em navegadores web que utilizam inteligência artificial, como o OpenAI ChatGPT Atlas. O problema, denominado ‘cloaking direcionado a IA’, permite que atacantes manipulem o conteúdo exibido para crawlers de IA, expondo-os a ataques de envenenamento de contexto. A técnica, semelhante ao cloaking de motores de busca, utiliza uma verificação simples do agente do usuário para entregar conteúdo diferente para humanos e sistemas de IA. Isso pode distorcer a percepção de autoridade e verdade, afetando milhões de usuários. A empresa SPLX, que divulgou a vulnerabilidade, alerta que essa manipulação pode ser uma arma poderosa de desinformação, comprometendo a confiança nas ferramentas de IA. Além disso, um estudo da hCaptcha Threat Analysis Group revelou que muitos navegadores tentaram executar ações maliciosas sem necessidade de jailbreak, indicando uma falta de salvaguardas adequadas. Isso levanta preocupações sobre a segurança de sistemas que dependem de IA, especialmente em um cenário onde a otimização para IA se torna cada vez mais comum.

Ataques exploram vulnerabilidade RCE do XWiki para minerar criptomoedas

Uma vulnerabilidade de execução remota de código (RCE) não autenticada no XWiki, identificada como CVE-2025-24893, está sendo ativamente explorada por atacantes para implantar malware de mineração de criptomoedas. Essa falha, que permite a injeção de templates, possibilita a execução de código arbitrário em sistemas vulneráveis sem necessidade de autenticação, representando uma ameaça significativa para organizações que utilizam versões não corrigidas do XWiki.

A análise da VulnCheck revelou uma cadeia de ataque sofisticada em duas etapas, onde os atacantes inicialmente enviam uma solicitação GET maliciosa para um endpoint específico, que baixa um arquivo malicioso para o diretório /tmp do sistema alvo. O primeiro estágio do downloader, denominado x640, puxa scripts adicionais que estabelecem operações de mineração de criptomoedas. O segundo estágio prepara o ambiente do sistema e inicia um minerador de Monero, demonstrando práticas avançadas de segurança operacional para evitar detecções.

Hackers exploram vulnerabilidade do navegador Atlas para injetar código malicioso no ChatGPT

Pesquisadores de cibersegurança da LayerX identificaram uma vulnerabilidade crítica no navegador Atlas da OpenAI, que permite a injeção de instruções maliciosas no sistema de memória do ChatGPT por meio de ataques de Cross-Site Request Forgery (CSRF). Essa falha, divulgada de forma responsável à OpenAI em 27 de outubro de 2025, representa um risco significativo para usuários que dependem da IA para codificação e gerenciamento de sistemas. O ataque se aproveita de uma fraqueza na forma como o Atlas lida com sessões autenticadas, permitindo que atacantes utilizem credenciais de autenticação de vítimas para injetar instruções ocultas na memória do ChatGPT. Uma vez comprometida, essa memória contaminada pode executar código remoto e potencialmente conceder controle sobre contas de usuários e sistemas conectados. Além disso, o navegador Atlas demonstrou deficiências alarmantes em detectar e bloquear ataques de phishing, aumentando ainda mais a vulnerabilidade dos usuários. A pesquisa revelou que apenas 6 de 103 páginas maliciosas foram bloqueadas, resultando em uma taxa de falha de 94,2%. Essa situação é particularmente preocupante, pois a memória contaminada persiste em todos os dispositivos onde o usuário acessa sua conta, dificultando a detecção e remediação do ataque.

Windows desabilita pré-visualização de arquivos para proteger senhas

A Microsoft implementou uma mudança significativa em suas versões do Windows 10 e 11, desabilitando a função de pré-visualização de arquivos baixados da internet. Essa decisão visa proteger os usuários de um vetor de ataque que permite o roubo de credenciais sem a necessidade de abrir um arquivo malicioso. A vulnerabilidade estava relacionada ao ‘Mark of the Web’ (MotW), que identifica arquivos baixados da internet. Ao tentar gerar uma prévia, o Windows se conectava automaticamente a servidores maliciosos, enviando hashes NTLM do usuário, que podem ser usados para autenticação em outros serviços da rede. Embora a pré-visualização possa ser reativada, a Microsoft alerta que essa ação deve ser feita com cautela, pois transfere a responsabilidade de segurança para o usuário. Essa mudança é especialmente relevante para ambientes corporativos, onde a segurança das credenciais é crucial. A nova configuração reflete uma prioridade pela segurança em detrimento da conveniência, destacando a necessidade de conscientização sobre os riscos associados a arquivos baixados.

Windows 11 ganha nova funcionalidade e corrige falha de segurança

O Windows 11 recebeu uma nova atualização no canal Dev, introduzindo a funcionalidade Proactive Memory Diagnostics, que visa aumentar a confiabilidade do sistema. Essa ferramenta notifica o usuário para realizar um diagnóstico de memória após uma falha crítica, como um bugcheck, que pode resultar em uma tela preta. O diagnóstico é realizado no próximo reinício do PC e, caso sejam encontrados problemas, o sistema tentará corrigi-los. Além disso, a atualização trouxe uma nova funcionalidade de ‘copiar e pesquisar’, que facilita a busca de textos copiados.

Exploração de vulnerabilidade zero-day do Chrome em ataques do grupo Mem3nt0 mori

Pesquisadores da Kaspersky revelaram uma campanha de ciberespionagem sofisticada, chamada Operação ForumTroll, que utilizou uma vulnerabilidade zero-day do Chrome, identificada como CVE-2025-2783. Essa vulnerabilidade permitiu que atacantes contornassem as proteções de segurança do navegador ao explorar uma falha no sistema operacional Windows. A campanha visou instituições russas, incluindo meios de comunicação, universidades e organizações governamentais, através de e-mails de phishing disfarçados de convites para um fórum científico. O ataque foi acionado simplesmente ao clicar em um link malicioso, sem necessidade de interação adicional do usuário. A Kaspersky notificou o Google, que lançou patches para corrigir a falha. Além disso, a investigação revelou conexões com o spyware comercial Dante, desenvolvido pela Memento Labs, que possui capacidades avançadas de espionagem, como keylogging e execução remota de comandos. Essa situação destaca a importância de monitorar e corrigir vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados, especialmente em um cenário de crescente ciberespionagem.

Navegador Atlas da OpenAI é Jailbroken para Ocultar Prompts Maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança da NeuralTrust descobriram uma vulnerabilidade crítica no navegador Atlas da OpenAI, que permite a atacantes disfarçar instruções maliciosas como URLs legítimas, burlando os controles de segurança do sistema. A falha explora a omnibox, a barra de endereço e pesquisa combinada, manipulando a forma como o Atlas distingue entre solicitações de navegação e comandos em linguagem natural.

Os atacantes criam strings que parecem URLs válidas, mas que contêm erros sutis de formatação. Quando um usuário insere essas strings na omnibox, o Atlas não valida corretamente a URL e trata o conteúdo como um comando confiável, permitindo que instruções maliciosas sejam executadas com privilégios elevados.

Nova ferramenta EDR-Redir contorna EDRs via drivers de filtro

Um pesquisador de cibersegurança apresentou a ferramenta EDR-Redir, que explora drivers de filtro de vinculação e de nuvem do Windows para comprometer sistemas de Detecção e Resposta de Endpoint (EDR). A técnica redireciona pastas executáveis do EDR para locais controlados por atacantes, permitindo injeção de código ou interrupção total do serviço sem a necessidade de privilégios de nível de kernel. O ataque utiliza o recurso de vinculação do Windows, introduzido no Windows 11 versão 24H2, que permite redirecionamento de namespace de sistema de arquivos através de caminhos virtuais. Diferente dos links simbólicos tradicionais, que os EDRs monitoram ativamente, os links de vinculação operam em nível de driver de minifiltro, permitindo redirecionamento transparente que parece legítimo para softwares de segurança. A ferramenta foi testada com sucesso contra Elastic Defend e Sophos Intercept X, redirecionando suas pastas executáveis. Quando a redireção falhou contra o Windows Defender, o pesquisador utilizou a API de Filtro de Nuvem do Windows para corromper a pasta alvo, bloqueando o acesso do Defender. A EDR-Redir está disponível no GitHub, levantando preocupações sobre sua exploração generalizada. A detecção desse tipo de ataque é extremamente desafiadora, pois opera em nível de driver, gerando poucos eventos de segurança. Para mitigar essa ameaça, os EDRs precisam aprimorar os mecanismos de proteção de pastas e implementar monitoramento para atividades de drivers de filtro.

Vulnerabilidades no HashiCorp Vault Permitem Ataques de DoS

A HashiCorp revelou uma vulnerabilidade crítica no Vault e no Vault Enterprise, que permite a atacantes contornar a autenticação e realizar ataques de negação de serviço (DoS). Identificada como CVE-2025-12044, essa falha resulta de um erro na ordem de operações durante a correção de uma vulnerabilidade anterior, permitindo que a limitação de taxa ocorra após o processamento de payloads JSON. Isso significa que um atacante pode enviar repetidamente payloads JSON maliciosos, consumindo recursos do sistema sem necessidade de autenticação. O impacto pode ser severo, levando à degradação do desempenho ou até mesmo à queda total do serviço, tornando segredos inacessíveis para aplicações legítimas. A vulnerabilidade afeta versões do Vault Community Edition de 1.20.3 a 1.20.4 e do Vault Enterprise em várias versões, exigindo atualizações urgentes para versões corrigidas. A HashiCorp recomenda que as organizações avaliem sua exposição e realizem as atualizações necessárias para evitar incidentes de DoS. A descoberta foi feita por Toni Tauro da Adfinis AG, que coordenou a divulgação responsável da falha.

Vulnerabilidade no ChatGPT Atlas permite injeção de código malicioso

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova vulnerabilidade no navegador ChatGPT Atlas da OpenAI, que pode permitir que agentes maliciosos injetem instruções prejudiciais na memória do assistente de inteligência artificial. Essa falha, baseada em um erro de falsificação de solicitação entre sites (CSRF), possibilita que as instruções maliciosas persistam entre dispositivos e sessões, comprometendo a segurança do usuário. A memória, introduzida pela OpenAI em fevereiro de 2024, visa personalizar as interações, mas, se corrompida, pode ser utilizada para executar códigos arbitrários sem o conhecimento do usuário. A vulnerabilidade é agravada pela falta de controles robustos contra phishing no ChatGPT Atlas, tornando os usuários até 90% mais expostos em comparação com navegadores tradicionais como Google Chrome e Microsoft Edge. O ataque pode ser desencadeado por meio de engenharia social, onde o usuário é induzido a clicar em um link malicioso. Uma vez que a memória do ChatGPT é comprometida, comandos normais podem ativar a execução de códigos maliciosos, resultando em escalonamento de privilégios ou exfiltração de dados. Essa situação representa um risco significativo, pois transforma uma funcionalidade útil em uma ferramenta de ataque.

CISA alerta sobre exploração ativa de falha RCE no WSUS do Windows

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta urgente sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica no Windows Server Update Services (WSUS), identificada como CVE-2025-59287. Essa falha permite que atacantes não autenticados executem código remotamente com privilégios de sistema em servidores vulneráveis. A Microsoft lançou uma atualização de segurança emergencial em 23 de outubro de 2025, após descobrir que um patch anterior não resolveu completamente o problema. A vulnerabilidade afeta várias versões do Windows Server, incluindo 2012, 2016, 2019, 2022 e 2025, e é especialmente perigosa para organizações que utilizam o WSUS com as portas 8530 ou 8531 abertas. Os atacantes podem obter controle total sobre os sistemas afetados, possibilitando a instalação de ransomware, roubo de dados sensíveis e criação de backdoors. A CISA recomenda que as organizações identifiquem imediatamente os servidores vulneráveis e apliquem a atualização de segurança, além de considerar medidas temporárias, como desabilitar o WSUS ou bloquear o tráfego nas portas mencionadas. A situação é crítica, e a falta de ação pode resultar em sérias consequências para a segurança das informações das empresas.

Hackers do Pwn2Own reportam vulnerabilidade no WhatsApp à Meta

Durante a competição de hacking Pwn2Own Irlanda 2025, realizada em Cork, de 21 a 23 de outubro, a equipe Z3 decidiu não demonstrar publicamente uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código sem clique no WhatsApp. Em vez disso, optaram por relatar a falha de forma privada à Meta, a empresa-mãe do WhatsApp, através de um processo de divulgação coordenada. Essa decisão surpreendeu os participantes, pois a exploração poderia ter rendido à equipe um prêmio recorde de US$ 1 milhão. A Zero Day Initiative (ZDI), organizadora do evento, elogiou a escolha da equipe, que priorizou a segurança dos usuários em vez de um espetáculo público. A vulnerabilidade é considerada de alto risco, pois permite que atacantes comprometam dispositivos sem qualquer interação do usuário, tornando-se uma ameaça significativa, especialmente para os três bilhões de usuários do WhatsApp. A Meta se comprometeu a reforçar a segurança do aplicativo e a ZDI concedeu um prazo de até 90 dias para que a empresa desenvolva e implemente correções antes de qualquer divulgação pública. Embora os detalhes técnicos da vulnerabilidade não tenham sido divulgados, especialistas esperam que a Meta atue rapidamente para mitigar o risco de exploração real.

Navegador OpenAI Atlas vulnerável a ataques de injeção de prompt

O navegador OpenAI Atlas, recém-lançado, foi identificado como vulnerável a um ataque de injeção de prompt, onde um prompt malicioso pode ser disfarçado como um URL aparentemente inofensivo. Segundo um relatório da NeuralTrust, o omnibox do navegador, que combina a barra de endereço e de busca, interpreta entradas como URLs ou comandos em linguagem natural. Isso permite que um atacante crie um link que, ao ser inserido, faz com que o navegador execute instruções prejudiciais. Por exemplo, um URL malformado pode redirecionar o usuário para um site controlado pelo atacante, potencialmente levando a páginas de phishing ou até comandos que excluem arquivos de aplicativos conectados, como o Google Drive. A falta de distinção rigorosa entre entradas de usuário confiáveis e conteúdo não confiável no Atlas é uma falha crítica. A situação é agravada por técnicas como o ‘AI Sidebar Spoofing’, onde extensões maliciosas podem enganar usuários a fornecer dados ou instalar malware. Embora a OpenAI tenha implementado medidas de segurança, a injeção de prompt continua a ser um problema de segurança não resolvido, exigindo atenção contínua da indústria de cibersegurança.

Microsoft lança atualização crítica para vulnerabilidade do WSUS

No dia 24 de outubro de 2025, a Microsoft divulgou atualizações de segurança fora do ciclo regular para corrigir uma vulnerabilidade crítica no Windows Server Update Service (WSUS), identificada como CVE-2025-59287, com uma pontuação CVSS de 9.8. Essa falha permite a execução remota de código e já está sendo explorada ativamente na natureza, com um exploit de prova de conceito (PoC) disponível publicamente. A vulnerabilidade resulta da desserialização insegura de dados não confiáveis, permitindo que um atacante não autenticado execute código remotamente. A Microsoft recomenda que os administradores de sistemas instalem a atualização imediatamente e realizem uma reinicialização do sistema. Como medidas temporárias, é aconselhável desativar o papel do servidor WSUS e bloquear o tráfego nas portas 8530 e 8531. A situação é crítica, pois o Centro Nacional de Segurança Cibernética da Holanda relatou que a exploração da vulnerabilidade foi observada no mesmo dia do anúncio. A CISA dos EUA também incluiu essa falha em seu catálogo de vulnerabilidades exploradas, exigindo que agências federais a remediem até 14 de novembro de 2025.

Atualização Crítica do Windows Server Update Service Corrige RCE

A Microsoft lançou um patch de segurança crítico para corrigir uma vulnerabilidade grave de execução remota de código (RCE) no Windows Server Update Services (WSUS), identificada como CVE-2025-59287. Essa falha representa uma ameaça imediata para organizações que gerenciam atualizações do Windows em sua infraestrutura, com uma pontuação máxima de 9.8 no CVSS, o que a classifica como crítica. A vulnerabilidade se origina na forma como o WSUS lida com a desserialização de dados não confiáveis, permitindo que atacantes executem código arbitrário sem necessidade de autenticação ou interação do usuário. Um invasor com acesso à rede de um servidor WSUS pode executar comandos com os mesmos privilégios da conta de serviço do WSUS, comprometendo completamente a infraestrutura de atualização e potencialmente afetando milhares de sistemas conectados. Dada a facilidade de exploração e o alto impacto, a Microsoft recomenda que as organizações apliquem o patch imediatamente e revisem a topologia de implantação do WSUS para limitar o alcance de possíveis ataques. A situação exige atenção urgente de administradores de sistemas e equipes de segurança de TI em todo o mundo.