Vpn

Alerta Crítico - Ataques Ucranianos Intensificam Assaltos a VPNs e RDP

Entre junho e julho de 2025, uma campanha coordenada de ataques de força bruta e password-spraying visou dispositivos SSL VPN e RDP em todo o mundo, com foco em sistemas interconectados registrados na Ucrânia e nas Seychelles. Analistas de segurança identificaram a atividade como sendo atribuída ao FDN3 (AS211736), controlado por Dmytro Nedilskyi, que realizou centenas de milhares de tentativas de login em um curto período. Os ataques utilizaram listas de credenciais conhecidas e visaram portas RDP e SSL VPN, com uma taxa de tentativas de 5.000 a 10.000 por hora. A infraestrutura dos atacantes é altamente evasiva, utilizando trocas de prefixos para evitar bloqueios e manter a pressão sobre os alvos. As organizações são aconselhadas a adotar estratégias proativas de detecção e resposta, utilizando serviços de inteligência de ameaças para mitigar esses ataques antes que ocorram. A situação representa um risco significativo para empresas que utilizam essas tecnologias, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é crucial.

VPN gratuita captura telas de usuários do Chrome sem autorização

A Koi Security, empresa especializada em segurança digital, revelou que a VPN gratuita FreeVPN.One está comprometendo a privacidade de seus usuários ao capturar prints de tela de cada página visitada no navegador Chrome, sem o consentimento dos mesmos. A extensão da VPN, que deveria proteger a privacidade online, na verdade, aguarda o carregamento completo das páginas para garantir que as capturas sejam completas. Segundo a empresa, a justificativa apresentada pela FreeVPN.One para essa prática é a detecção de ameaças através de inteligência artificial, mas isso levanta sérias questões sobre a invasão de privacidade, uma vez que o simples envio do URL da página seria suficiente para identificar potenciais riscos. Além disso, a VPN também registra a localização do usuário por meio do endereço IP, acessando todos os sites visitados. O desenvolvedor da extensão, que se manteve anônimo, alegou que as capturas não são armazenadas permanentemente nem compartilhadas, mas não apresentou provas concretas para respaldar suas afirmações. Essa situação destaca os riscos associados ao uso de VPNs gratuitas, que frequentemente comprometem a segurança e a privacidade dos usuários em troca de serviços aparentemente benéficos.

Bluesky sai do Mississippi devido a lei de verificação de idade

A plataforma de mídia social Bluesky anunciou sua saída do estado do Mississippi em resposta a uma nova lei que exige a verificação de idade de todos os usuários antes de conceder acesso. A partir de 22 de agosto de 2025, a Bluesky bloqueará todo o tráfego proveniente de endereços IP do Mississippi. A empresa argumenta que a lei, que obriga plataformas a verificar se os usuários têm mais de 18 anos e a obter consentimento dos pais para menores, impõe desafios significativos à liberdade de expressão e à privacidade. Além disso, a Bluesky expressou preocupações sobre os custos e recursos necessários para implementar os sistemas de verificação exigidos, que poderiam prejudicar especialmente plataformas menores. Embora a lei tenha como objetivo a segurança infantil, a Bluesky acredita que suas implicações são amplas e podem afetar todos os cidadãos do estado. A empresa também alertou que a coleta e o armazenamento de informações sensíveis podem representar riscos à privacidade. Para contornar a restrição, os usuários do Mississippi podem usar serviços de VPN para acessar a plataforma, embora a Bluesky recomende cautela ao escolher provedores de VPN confiáveis.

Aplicativos de VPN gratuitos com vínculos à Rússia e China

Pesquisadores de segurança identificaram que 12 aplicativos de VPN gratuitos disponíveis nas lojas Google Play e Apple App Store possuem impressões digitais de redes russas, enquanto seis têm traços chineses. Entre esses, cinco VPNs estão associadas a uma empresa baseada em Xangai, supostamente ligada ao exército chinês. Embora essas impressões não confirmem necessariamente a propriedade russa ou chinesa, especialistas recomendam cautela em relação à privacidade dos dados. Os aplicativos afetados incluem Turbo VPN e VPN Proxy Master, que utilizam kits de desenvolvimento de software (SDKs) de origem russa ou chinesa, indicando uma possível intenção de controle. A análise revela que a maioria dos aplicativos que se comunicam com domínios russos não está listada na App Store da Apple, sugerindo uma abordagem mais rigorosa da empresa em relação a VPNs ligadas à Rússia. O uso de VPNs não verificadas pode expor os usuários a riscos de privacidade, como rastreamento invasivo e vigilância estrangeira. Para uma navegação segura, recomenda-se considerar VPNs confiáveis como Privado VPN, Proton VPN e Windscribe VPN.

VPNs gratuitas com vínculos chineses e russos levantam preocupações

Um relatório do Tech Transparency Project revelou que mais de 20 das 100 principais VPNs gratuitas nas lojas de aplicativos dos EUA têm indícios de propriedade chinesa, sem divulgações claras sobre esses vínculos. Após a publicação do relatório, a Apple removeu alguns aplicativos suspeitos, mas muitos permanecem disponíveis. A Comparitech analisou 24 aplicativos de VPN, tanto para Android quanto para iOS, e encontrou que seis deles se comunicam com domínios chineses, enquanto oito se conectam a IPs russos. Esses sinais não confirmam a propriedade, mas levantam preocupações sobre a privacidade dos usuários, já que as leis da China e da Rússia podem forçar VPNs a monitorar dados. A análise também revelou que algumas VPNs utilizam SDKs chineses ou russos, o que pode indicar controle ou desenvolvimento por entidades desses países. A Comparitech recomenda que os usuários verifiquem a origem de suas VPNs, já que a falta de transparência pode ser um sinal de alerta. VPNs baseadas na China ou na Rússia não podem garantir serviços de ‘sem registros’, o que é essencial para a proteção da privacidade do usuário.

Explorando os Riscos Ocultos - Como Apps de VPN Estão Ligados a Falhas de Segurança

Um estudo abrangente revelou vulnerabilidades alarmantes em aplicativos de VPN populares, indicando que provedores aparentemente distintos compartilham não apenas a mesma propriedade, mas também falhas de segurança que comprometem a privacidade dos usuários. A pesquisa identificou três famílias de provedores de VPN com mais de 700 milhões de downloads na Google Play Store, todas apresentando vulnerabilidades críticas que permitem a descriptografia do tráfego dos usuários. Entre as descobertas mais preocupantes estão senhas hard-coded do Shadowsocks, que estão embutidas diretamente no código dos aplicativos. Isso permite que atacantes acessem comunicações que deveriam ser protegidas. Além disso, a pesquisa revelou que provedores como TurboVPN e VPN Monster compartilham infraestrutura de servidor e credenciais criptográficas, evidenciando conexões ocultas entre eles. As falhas incluem a coleta não autorizada de dados de localização e a utilização de implementações de criptografia fracas. Essas descobertas ressaltam a importância da transparência na propriedade do ecossistema de VPN e como práticas comerciais enganosas podem estar ligadas a implementações de segurança comprometidas.