Vishing

Vazamento de dados da CarGurus resulta em 1,7 milhão de registros roubados

A CarGurus, plataforma de venda de automóveis, foi alvo de um ataque cibernético realizado pelo grupo ShinyHunters, resultando no roubo de 1,7 milhão de registros corporativos. Os hackers utilizaram ataques de vishing, onde se passam por funcionários de TI para enganar colaboradores e obter informações sensíveis. A abordagem envolve ligações telefônicas para funcionários, alegando a necessidade de atualização nas configurações de autenticação multifator (MFA). Após a coleta de credenciais, os atacantes acessam dashboards de serviços como Okta, Entra ou Google SSO, permitindo o roubo de dados de plataformas como Salesforce e Microsoft 365. A CarGurus ainda não se pronunciou sobre o incidente, mas o grupo de hackers ameaçou divulgar os dados na dark web caso a empresa não tome medidas até 20 de fevereiro de 2026. Este ataque representa mais um caso na lista crescente de vítimas do ShinyHunters, que já comprometeu diversas organizações em um curto espaço de tempo.

Ameaças de phishing combinam vishing e OAuth 2.0 para atacar contas Microsoft

Recentemente, grupos de ameaças têm direcionado ataques a organizações de tecnologia, manufatura e finanças, utilizando uma combinação de phishing por código de dispositivo e vishing para comprometer contas do Microsoft Entra. Ao contrário de ataques anteriores que usavam aplicativos OAuth maliciosos, essas campanhas aproveitam IDs de cliente OAuth legítimos e o fluxo de autorização de dispositivo para enganar as vítimas a autenticarem-se. Isso permite que os atacantes obtenham tokens de autenticação válidos, acessando contas sem depender de sites de phishing tradicionais que roubam senhas ou interceptam códigos de autenticação multifator. O grupo ShinyHunters, conhecido por extorsões, foi associado a esses novos ataques. Os atacantes utilizam engenharia social para convencer os funcionários a inserir códigos gerados em páginas de autenticação da Microsoft, o que resulta em acesso não autorizado a serviços corporativos, como Microsoft 365 e Salesforce. Especialistas recomendam que as organizações bloqueiem domínios maliciosos, auditem consentimentos de aplicativos OAuth e revisem logs de autenticação. A situação é preocupante, pois o fluxo de autenticação foi projetado para facilitar a conexão de dispositivos com opções de entrada limitadas, tornando-o vulnerável a abusos.

Aumento de ataques de phishing por voz e roubo de dados SaaS

A Mandiant alertou sobre uma onda crescente de ataques de roubo de dados SaaS, orquestrados pelo grupo ShinyHunters, que estão sendo impulsionados por ataques de phishing por voz (vishing). Os criminosos se passam por funcionários de TI e helpdesk, contatando diretamente os colaboradores para alegar que as configurações de autenticação multifator (MFA) precisam ser atualizadas. Durante a ligação, as vítimas são direcionadas a sites de phishing que imitam os portais de login de suas empresas, onde suas credenciais de SSO e códigos MFA são capturados. Os atacantes, enquanto ainda estão em contato com a vítima, conseguem autenticar-se em tempo real, ativando dispositivos próprios para manter o acesso. Uma vez dentro, eles podem acessar uma variedade de aplicativos SaaS, como Salesforce, Microsoft 365 e Google Drive, utilizando um único conjunto de credenciais comprometidas. A Mandiant identificou diferentes grupos de ameaças, como UNC6661 e UNC6671, que utilizam técnicas semelhantes, mas com variações nas táticas de extorsão. A empresa recomenda que as organizações adotem medidas de proteção e monitoramento para detectar comportamentos suspeitos relacionados a esses ataques.

Campanha massiva de roubo de identidade mira credenciais do Okta SSO

Uma nova campanha de roubo de identidade está em andamento, com foco nas credenciais de single sign-on (SSO) da Okta, visando cerca de 100 grandes empresas. O grupo de hackers conhecido como Scattered LAPSUS$ Hunters (SLH) está utilizando uma técnica sofisticada de vishing (phishing por voz) para obter acesso à infraestrutura corporativa e exfiltrar dados sensíveis, buscando extorquir as vítimas. Os pesquisadores da Silent Push descobriram que os atacantes estão usando um ‘Live Phishing Panel’, que permite interceptar credenciais e tokens de autenticação multifatorial (MFA) em tempo real durante as sessões de login. Embora não haja confirmação de que as empresas-alvo tenham sido comprometidas, o risco é significativo, pois uma sessão do Okta comprometida dá ao invasor acesso a todos os aplicativos do ambiente corporativo. A campanha destaca a necessidade de treinamento de segurança mais eficaz, já que os operadores do SLH são altamente persuasivos e manipulam páginas de phishing em tempo real para enganar as vítimas. As empresas mencionadas incluem nomes de destaque como Atlassian e GameStop, mas até o momento, não há evidências de que tenham sofrido brechas confirmadas.

ShinyHunters assume ataques a logins únicos da Microsoft e Okta

A gangue de ransomware ShinyHunters reivindicou a responsabilidade por uma série de ataques de vishing que exploram contas de login único (SSO) em serviços como Google, Microsoft e Okta. Os cibercriminosos utilizam técnicas de engenharia social, se passando por suporte de TI para enganar funcionários e obter credenciais e códigos de autenticação de dois fatores. Uma vez dentro das contas, eles aproveitam o acesso SSO para invadir sistemas corporativos, comprometendo dados sensíveis. Os ataques são facilitados por kits de phishing que imitam sites legítimos em tempo real, adaptando-se às respostas das vítimas durante as chamadas. Embora a Google e a Microsoft tenham negado que seus produtos tenham sido afetados, os hackers afirmam ter utilizado dados de invasões anteriores para contatar funcionários. O uso de SSO, que conecta diversos aplicativos em um único login, aumenta o risco de compromissos em larga escala, especialmente em empresas que utilizam plataformas como Salesforce, Slack e Google Workspace. Este incidente destaca a necessidade urgente de fortalecer a segurança em torno de autenticações e credenciais corporativas.

Kits de vishing imitam sites e logins em tempo real

Pesquisadores da Okta alertam sobre a crescente sofisticação dos kits de vishing, uma variante de phishing que utiliza chamadas de voz para enganar as vítimas. Esses kits são capazes de criar sites falsos personalizados que imitam serviços populares, como Google e Microsoft, e coletar credenciais de login e códigos de autenticação em tempo real. O processo começa com o perfilamento da vítima, seguido pela construção de um site de phishing que é apresentado durante uma ligação feita por um número falsificado ou roubado. Os golpistas orientam a vítima a inserir suas informações, que são imediatamente utilizadas para tentar acessar as contas reais. A capacidade de atualizar o site em tempo real para capturar códigos de autenticação de dois fatores torna esse ataque particularmente perigoso. Para se proteger, a Okta recomenda o uso de autenticação avançada e chaves de acesso, além de medidas anti-phishing. Essa evolução no vishing representa um risco significativo para usuários e empresas, especialmente em um cenário onde a segurança digital é cada vez mais crítica.

Grupo ShinyHunters realiza ataques de vishing contra contas SSO

O grupo de extorsão ShinyHunters está por trás de uma série de ataques de vishing, visando contas de autenticação única (SSO) em plataformas como Okta, Microsoft e Google. Os atacantes se passam por suporte de TI e ligam para funcionários, induzindo-os a inserir suas credenciais e códigos de autenticação multifator (MFA) em sites de phishing que imitam portais de login corporativos. Uma vez que as contas SSO são comprometidas, os atacantes têm acesso a uma gama de aplicativos e serviços conectados, como Salesforce e Microsoft 365, facilitando o roubo de dados corporativos. A Okta confirmou a utilização de kits de phishing que permitem aos atacantes manipular o que a vítima vê em tempo real durante a ligação, guiando-os no processo de login e autenticação. O grupo ShinyHunters também afirmou que está utilizando dados de violações anteriores para identificar e contatar os funcionários, tornando os ataques mais convincentes. A situação é preocupante, pois as contas SSO comprometidas podem servir como portas de entrada para sistemas corporativos inteiros, aumentando o risco de extorsão e vazamento de dados.

Okta alerta sobre kits de phishing para ataques vishing

A Okta, provedora de identidade em nuvem, emitiu um alerta sobre kits de phishing personalizados que estão sendo utilizados em ataques de engenharia social por voz, conhecidos como vishing. Esses kits, vendidos como parte de um modelo ‘as a service’, são utilizados por grupos de hackers para roubar credenciais de SSO (Single Sign-On) da Okta, Google e Microsoft, além de plataformas de criptomoedas. Diferente das páginas de phishing estáticas, esses kits permitem interação em tempo real, onde os atacantes podem manipular o conteúdo da página enquanto a vítima está em uma chamada. Ao inserir suas credenciais, essas informações são enviadas diretamente ao atacante, que tenta logar na conta da vítima enquanto ainda está na ligação. O ataque é altamente planejado, com os criminosos realizando reconhecimento sobre os alvos e utilizando números de telefone falsificados para se passar por suporte técnico. A Okta recomenda o uso de MFA resistente a phishing, como chaves de segurança FIDO2 e Okta FastPass, para mitigar esses riscos. Este tipo de ataque representa uma ameaça significativa, especialmente para empresas que dependem de serviços de SSO, pois pode levar ao roubo de dados sensíveis e extorsão.

Smishing e Vishing os perigos do phishing por SMS e voz

O smishing e o vishing são formas de phishing que utilizam SMS e chamadas telefônicas, respectivamente, para enganar as vítimas e roubar informações pessoais. O smishing combina mensagens de texto com engenharia social, frequentemente se disfarçando como comunicações de bancos ou empresas conhecidas, alertando sobre problemas urgentes que exigem ação imediata, como o bloqueio de contas ou entrega de pacotes. Já o vishing envolve ligações telefônicas em que golpistas se passam por funcionários de instituições financeiras ou autoridades, solicitando dados sensíveis sob pretextos de urgência. Ambas as táticas exploram a confiança das vítimas e podem resultar em sérios danos financeiros e de privacidade. Para se proteger, é fundamental estar atento a sinais de alerta, como mensagens ou ligações que exigem informações pessoais e sempre verificar a autenticidade das comunicações recebidas.

FBI alerta sobre grupos cibercriminosos atacando Salesforce

O FBI emitiu um alerta sobre dois grupos cibercriminosos, UNC6040 e UNC6395, que têm realizado ataques de roubo de dados e extorsão, visando plataformas Salesforce. O grupo UNC6395 foi responsável por uma campanha de roubo de dados em agosto de 2025, explorando tokens OAuth comprometidos do aplicativo Salesloft Drift, que teve sua conta do GitHub violada entre março e junho de 2025. Em resposta, a Salesloft isolou sua infraestrutura e desativou o aplicativo. O grupo UNC6040, ativo desde outubro de 2024, tem utilizado campanhas de vishing para obter acesso inicial e roubar dados em larga escala, utilizando uma versão modificada do aplicativo Data Loader do Salesforce. Após as intrusões, o grupo também se envolveu em atividades de extorsão, que foram atribuídas a um outro grupo chamado UNC6240, que se identifica como ShinyHunters. Recentemente, houve uma união entre ShinyHunters, Scattered Spider e LAPSUS$, que anunciaram a suspensão de suas atividades, embora especialistas alertem que isso pode ser uma estratégia para evitar a atenção das autoridades. As organizações devem permanecer vigilantes, pois o silêncio de um grupo de ameaças não significa que o risco desapareceu.