Venezuela

Descoberto malware destrutivo que ataca infraestrutura na Venezuela

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo malware, denominado Lotus Wiper, que tem sido utilizado em ataques direcionados ao setor de energia e utilidades na Venezuela. O ataque, que ocorreu no final de 2025 e início de 2026, utiliza scripts em lote para iniciar uma fase destrutiva, desativando defesas do sistema e preparando o ambiente para a execução do wiper. Uma vez implantado, o Lotus Wiper apaga mecanismos de recuperação, sobrescreve conteúdos de drives físicos e exclui arquivos sistematicamente, deixando os sistemas inoperantes. Não há indícios de que os atacantes busquem ganhos financeiros, o que sugere uma motivação política ou estratégica. O malware foi carregado em uma plataforma pública semanas antes de ações militares dos EUA na Venezuela, levantando questões sobre possíveis conexões. A Kaspersky recomenda que organizações monitorem mudanças em compartilhamentos NETLOGON e atividades de escalonamento de privilégios, além do uso de utilitários nativos do Windows que podem ser utilizados para ações destrutivas. O ataque é particularmente preocupante devido à sua natureza direcionada e ao fato de que os atacantes parecem ter conhecimento prévio do ambiente operacional.

Malware Lotus destrói dados em ataques a empresas na Venezuela

Um novo malware de destruição de dados, chamado Lotus, foi utilizado em ataques direcionados a organizações de energia e serviços públicos na Venezuela no ano passado. O malware, que foi analisado pela Kaspersky, foi carregado em uma plataforma pública em dezembro e é projetado para eliminar completamente sistemas comprometidos, sobrescrevendo drives físicos e eliminando opções de recuperação. Os ataques começam com scripts em lote que desativam serviços do Windows e preparam o sistema para a fase final de destruição. O Lotus opera em um nível mais baixo, interagindo diretamente com os discos, apagando pontos de restauração e sobrescrevendo setores físicos. A atividade observada coincide com tensões geopolíticas na região, especialmente após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Embora a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) tenha sofrido um ataque cibernético que desativou seus sistemas de entrega, não há evidências públicas de que seus sistemas tenham sido apagados. A Kaspersky recomenda que administradores de sistemas monitorem mudanças em compartilhamentos NETLOGON e o uso inesperado de comandos como ‘diskpart’ e ‘robocopy’. Manter backups offline regulares é uma medida preventiva contra esse tipo de malware.

Operação contra Maduro ataque hacker pode ter causado apagão na Venezuela

A recente operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pode ter envolvido recursos cibernéticos, conforme sugerido por declarações do ex-presidente Donald Trump. Durante uma coletiva, Trump mencionou que ‘uma certa expertise’ foi utilizada, o que levantou especulações sobre a atuação do Comando Cibernético dos EUA. Especialistas, no entanto, alertam que a conexão entre a operação e um ciberataque ainda é incerta. A NetBlocks, uma rede de monitoramento, registrou perda de conexão de internet em Caracas durante a ação, mas seu diretor, Alp Toker, afirmou que isso não necessariamente indica um ataque cibernético, podendo ser resultado de explosões. O histórico dos EUA em operações cibernéticas, como o ataque ao programa nuclear do Irã em 2010, alimenta desconfianças sobre a possibilidade de um ciberataque. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, confirmou que houve uma ‘sobreposição’ de medidas para facilitar a operação, mas não forneceu detalhes sobre a atuação das agências envolvidas.

Aumento de VPNs e aplicativos de segurança na Venezuela após ações dos EUA

Após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela viu um aumento significativo no uso de VPNs, proxies e carteiras digitais. O clima de insegurança gerado pela invasão estadunidense levou os cidadãos a buscarem formas de proteger suas comunicações e transações financeiras, especialmente em relação a criptomoedas. De acordo com dados da SimilarWeb e Appfigures, o volume de downloads de aplicativos de segurança cresceu exponencialmente, com destaque para o LatLon VPN e ThetaProxy no Android, e Proton VPN e X (antigo Twitter) no iOS. Essa busca por privacidade e acesso à informação não é nova, pois o país já enfrenta restrições de internet há anos, com bloqueios a serviços de DNS e plataformas como TikTok. O aumento no uso de tecnologias de evasão de censura reflete a necessidade urgente dos venezuelanos de contornar a censura e garantir a segurança em um ambiente digital cada vez mais hostil.