Meta propõe acordo de US 18 bilhões por uso compulsivo em jovens
A Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, propôs um acordo de até US$ 18 bilhões com uma coalizão bipartidária de 52 procuradores gerais, em resposta a alegações de que suas plataformas foram projetadas para incentivar o uso compulsivo entre crianças e adolescentes. O acordo, que aguarda aprovação judicial, é resultado de um processo movido em 2023 pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que acusou a Meta de enganar usuários e famílias sobre os riscos associados a suas plataformas. Além disso, a empresa teria coletado e utilizado ilegalmente dados de crianças menores de 13 anos, infringindo leis federais e estaduais, como a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA). Como parte do acordo, a Meta implementará novas restrições para usuários menores de 18 anos, incluindo um limite diário de uso de duas horas, que só pode ser desativado com permissão dos pais. Outras medidas incluem a proibição do uso dos aplicativos entre meia-noite e 6 da manhã e a ocultação de contagens de curtidas e reações. Um auditor independente supervisionará a conformidade da Meta com o acordo, que também prevê a criação de uma fundação de pesquisa focada no bem-estar dos adolescentes. A Califórnia espera receber entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,1 bilhões do acordo, que será destinado a iniciativas de prevenção de danos à saúde mental relacionados ao uso de redes sociais.
