Ue

TikTok pode ser multado por violar regulamentos da UE sobre vícios digitais

A Comissão Europeia anunciou que o TikTok enfrenta a possibilidade de uma multa devido a características viciantes em sua plataforma, como rolagem infinita, reprodução automática e notificações personalizadas, que estariam infringindo a Lei de Serviços Digitais (DSA) da UE. As investigações preliminares indicam que a empresa não avaliou adequadamente os riscos que essas funcionalidades podem representar para o bem-estar físico e mental dos usuários, especialmente crianças e adultos vulneráveis. A Comissão destacou que o TikTok incentiva o comportamento compulsivo ao manter os usuários em um ‘modo automático’, reduzindo o autocontrole. Além disso, a plataforma não considerou indicadores importantes de uso compulsivo, como o tempo que menores passam no aplicativo à noite. Se as violações forem confirmadas, o TikTok poderá ser multado em até 6% de sua receita global anual. Para evitar sanções, a Comissão recomenda que a empresa implemente pausas de uso, adapte seu sistema de recomendações e desative características viciantes. A comissária de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, enfatizou a responsabilidade das plataformas em proteger seus usuários, especialmente crianças. O TikTok já enfrentou investigações e multas anteriores relacionadas à proteção de dados e privacidade infantil.

Comissão Europeia propõe nova legislação de cibersegurança

A Comissão Europeia apresentou uma nova proposta de legislação em cibersegurança que visa a remoção de fornecedores considerados de alto risco das redes de telecomunicações, com o objetivo de fortalecer a proteção contra grupos de cibercrime e ameaças estatais que visam a infraestrutura crítica. Essa iniciativa surge após anos de aplicação desigual da ‘5G Security Toolbox’, que incentivava os Estados-membros a reduzirem a dependência de fornecedores de alto risco, como empresas de tecnologia chinesas. O novo pacote de cibersegurança permitirá que a Comissão organize avaliações de risco em toda a UE e apoie restrições ou proibições de equipamentos utilizados em infraestruturas sensíveis. Além disso, a proposta inclui uma revisão da Lei de Cibersegurança, que facilitará os procedimentos de certificação para empresas e permitirá que a Agência da UE para a Cibersegurança (ENISA) emita alertas de ameaças e ajude na resposta a ataques de ransomware. A nova legislação entrará em vigor imediatamente após a aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, com um ano para que os Estados-membros implementem as alterações em suas legislações nacionais.

VoP entra em vigor milhões de empresas da UE não estão preparadas

A partir de 9 de outubro de 2025, a União Europeia implementará a verificação de pagador (VoP), exigindo que todos os pagamentos em euros passem por uma checagem de nome. Isso significa que o nome do titular da conta deve corresponder ao IBAN antes que o dinheiro seja transferido. Essa medida visa combater fraudes crescentes, como os golpes de pagamento por autorização (APP), que custaram mais de €2,4 bilhões às empresas da UE em 2024. O VoP funcionará como um ‘bouncer’ para pagamentos, alertando sobre discrepâncias antes que os fundos sejam enviados. Embora a medida tenha sido inspirada em um sistema britânico semelhante, sua implementação na UE será obrigatória desde o início, afetando cerca de 3.000 bancos e provedores de serviços de pagamento. As empresas precisarão garantir que seus registros de fornecedores sejam precisos e consistentes para evitar atrasos nas transações. A falta de conscientização sobre o VoP, especialmente entre empresas fora da zona do euro, pode resultar em complicações financeiras significativas.

Controle de Chats Alemanha se opõe à varredura obrigatória de conversas privadas

A Alemanha e Luxemburgo se juntaram a um crescente grupo de países que se opõem ao projeto de lei controverso que propõe a varredura obrigatória de mensagens privadas em busca de material de abuso sexual infantil (CSAM). O projeto, conhecido como ‘Chat Control’, exige que serviços de mensagens na Europa escaneiem chats, mesmo que criptografados, para identificar conteúdos conhecidos e desconhecidos relacionados a CSAM. O escaneamento deve ocorrer diretamente nos dispositivos antes da criptografia das mensagens, o que levanta preocupações sobre a privacidade e segurança das comunicações dos cidadãos. O governo alemão, que anteriormente apoiava a criptografia, agora expressa resistência a quebrar essa proteção, destacando que a introdução de ‘backdoors’ para facilitar a vigilância pode resultar em vulnerabilidades de segurança. O debate sobre a proposta está se intensificando, com 15 países da UE apoiando a medida, enquanto oito, incluindo Alemanha e Luxemburgo, se opõem. A decisão da Alemanha pode influenciar significativamente o resultado das votações futuras sobre o projeto.