Trickmo

Nova variante do trojan TrickMo usa blockchain para controle remoto

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova versão do trojan bancário TrickMo, que utiliza a blockchain TON para suas comunicações de comando e controle. Observada entre janeiro e fevereiro de 2026, essa variante tem como alvo usuários de bancos e carteiras de criptomoedas na França, Itália e Áustria. O TrickMo, ativo desde 2019, é um malware que se aproveita dos serviços de acessibilidade do Android para sequestrar senhas de uso único (OTPs) e possui uma gama de funcionalidades, como phishing de credenciais, registro de teclas e interceptação de mensagens SMS. A nova versão, chamada TrickMo C, é distribuída por meio de aplicativos dropper que se disfarçam como versões de TikTok e Google Play Services. Uma mudança significativa na arquitetura do malware é a implementação de um proxy SOCKS5, que transforma dispositivos comprometidos em nós de saída de rede, permitindo que o tráfego malicioso seja roteado sem ser detectado. Além disso, o TrickMo inclui funcionalidades inativas que podem ser ativadas no futuro, indicando uma intenção de expandir suas capacidades. Essa evolução no malware representa um risco elevado, especialmente para instituições financeiras e usuários de criptomoedas, devido à sua capacidade de operar de forma furtiva e eficiente.

Nova variante do malware TrickMo ataca usuários de Android na Europa

Uma nova variante do malware TrickMo, focada em bancos, foi identificada em campanhas que visam usuários na Europa, especialmente na França, Itália e Áustria. Desde sua primeira aparição em setembro de 2019, o TrickMo tem passado por constantes atualizações e agora se disfarça como aplicativos populares, como TikTok e plataformas de streaming. A análise da ThreatFabric revela que essa versão, chamada ‘Trickmo.C’, utiliza a rede descentralizada The Open Network (TON) para comunicações furtivas com seus operadores, dificultando a identificação e bloqueio do servidor. O malware é modular e opera em duas etapas: um APK que atua como carregador e um segundo APK que executa funções ofensivas, como roubo de credenciais bancárias, keylogging e interceptação de SMS. Novas capacidades incluem suporte a proxy SOCKS5 e tunelamento SSH. Os usuários de Android são aconselhados a baixar aplicativos apenas do Google Play e a manter o Play Protect ativo para se proteger contra essa ameaça crescente.