Trezor

Trezor revela vazamento de dados de 14 mil clientes após ataque a fornecedor

A fabricante de carteiras de hardware Trezor anunciou um vazamento de dados que afetou cerca de 14 mil clientes, após um ataque ao seu fornecedor de logística, ShipMonk. Os atacantes conseguiram acessar informações de pedidos, incluindo nomes completos, endereços de entrega, e-mails e números de telefone. O incidente impactou clientes dos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil, Itália e Portugal, que realizaram pedidos entre 10 de maio e 8 de agosto de 2026. A Trezor garantiu que seus sistemas não foram comprometidos e que todos os dispositivos permanecem seguros. No entanto, alertou os clientes afetados sobre um possível aumento em tentativas de phishing, já que os dados vazados podem ser utilizados para fraudes. O ataque foi atribuído a uma vulnerabilidade explorada na plataforma de análise Metabase, que permitiu o acesso não autorizado aos dados. A Trezor já havia enfrentado um incidente semelhante em janeiro de 2024, quando 66 mil usuários tiveram suas informações expostas em um ataque ao portal de suporte da empresa.

Hackers abandonam e-mail e usam cartas físicas com QR codes

Recentemente, especialistas em cibersegurança alertaram sobre uma nova tática de phishing que utiliza cartas físicas para enganar proprietários de carteiras de criptomoedas. Em vez de e-mails maliciosos, os hackers estão enviando correspondências que parecem vir de equipes de segurança de marcas de carteiras de hardware, como Trezor e Ledger. Essas cartas contêm QR codes que direcionam os usuários a sites fraudulentos que imitam páginas oficiais. Os destinatários são instruídos a escanear os códigos para realizar uma ‘verificação de autenticação’ sob a ameaça de perder acesso às suas carteiras. Uma vez que os usuários inserem suas frases de recuperação, os atacantes podem acessar e transferir os fundos sem mais interações. Embora a seleção dos alvos ainda não esteja clara, dados de violações anteriores podem ter exposto informações de contato, incluindo endereços físicos. Os fabricantes de carteiras alertam que essas frases devem ser inseridas apenas em dispositivos físicos e nunca em sites. A mudança para o uso de correspondência física representa uma adaptação dos atacantes a um cenário digital saturado, mas a técnica de phishing permanece a mesma.

Golpes de phishing com cartas físicas visam usuários de criptomoedas

Recentemente, criminosos têm enviado cartas físicas que se passam por comunicações oficiais das empresas Trezor e Ledger, fabricantes de carteiras de hardware para criptomoedas. Essas cartas fraudulentas alertam os usuários sobre a necessidade de completar um ‘Check de Autenticação’ ou ‘Check de Transação’ para evitar a perda de acesso às funcionalidades de suas carteiras. Ao criar um senso de urgência, os golpistas pressionam as vítimas a escanear QR codes que direcionam para sites maliciosos. As cartas, impressas em papel timbrado, têm como alvo usuários que podem ter tido suas informações expostas em vazamentos de dados anteriores. Os sites de phishing imitam páginas legítimas e solicitam que os usuários insiram suas frases de recuperação, permitindo que os atacantes acessem e roubem os fundos das carteiras. É importante ressaltar que tanto a Trezor quanto a Ledger nunca solicitarão que os usuários compartilhem suas frases de recuperação. Este tipo de golpe, embora raro, representa uma ameaça significativa, especialmente considerando o aumento do uso de criptomoedas no Brasil.