Tráfico Humano

Ação do DoJ combate fraudes cibernéticas com criptomoedas nos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) anunciou os resultados de uma operação abrangente contra fraudes cibernéticas e de criptomoedas, que teve início em 18 de maio de 2026. A operação, chamada ‘Disruption Week’, resultou na desativação de milhões de contas em redes sociais e e-mails utilizadas por grupos de cibercrime transnacionais na Ásia. Além disso, mais de $3,8 milhões em criptomoedas foram congelados, relacionados à lavagem de dinheiro proveniente de fraudes. A U.S. Attorney Jeanine Ferris Pirro destacou que essas fraudes têm devastado as economias de muitos cidadãos americanos, especialmente os mais vulneráveis. A operação é parte da iniciativa Scam Center Strike Force, que visa desmantelar organizações criminosas envolvidas em fraudes online e tráfico humano. Os esquemas frequentemente envolvem a construção de relacionamentos com as vítimas antes de convencê-las a investir em plataformas fraudulentas, resultando em perdas financeiras significativas. A operação contou com a colaboração de empresas como Apple, Google e Coinbase, além de agências de polícia de vários países. O DoJ alertou que as fraudes com criptomoedas estão crescendo rapidamente, com perdas estimadas em mais de $7,2 bilhões em 2025, um aumento de 24% em relação ao ano anterior.

Operação internacional desmantela fraudes em criptomoedas

Uma operação internacional coordenada entre autoridades dos EUA e da China resultou na prisão de pelo menos 276 suspeitos e no fechamento de nove centros de fraudes relacionados a investimentos em criptomoedas, que visavam cidadãos americanos. A ação foi liderada pela Polícia de Dubai, em colaboração com o FBI e o Ministério da Segurança Pública da China. Os acusados, incluindo indivíduos de Mianmar e Indonésia, enfrentam acusações de fraude e lavagem de dinheiro nos EUA. Os golpistas utilizavam táticas conhecidas como ‘pig butchering’ e ‘romance baiting’, enganando vítimas a investirem em plataformas fraudulentas de criptomoedas. Após a transferência dos fundos, os ativos eram lavados para contas de criptomoedas dos fraudadores. A operação também resultou na notificação de quase 9.000 vítimas e na recuperação de aproximadamente $562 milhões. Além disso, um senador cambojano foi sancionado por seu envolvimento em redes de fraudes cibernéticas. A situação destaca a crescente interconexão entre fraudes financeiras e tráfico humano, com trabalhadores sendo forçados a participar de esquemas fraudulentos sob condições desumanas.

Grupos de cibercrime que roubaram US 10 bilhões dos americanos são sancionados

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a várias organizações de cibercrime localizadas na Birmânia e no Camboja, que foram responsáveis por fraudes que resultaram em perdas de mais de US$ 10 bilhões para cidadãos americanos em 2024. Essas organizações operavam principalmente por meio de golpes românticos e oportunidades de investimento falsas, além de estarem envolvidas em trabalho forçado e tráfico humano. As sanções congelam os ativos das entidades afetadas e bloqueiam seu acesso ao sistema financeiro dos EUA, dificultando suas operações globais. O governo dos EUA destacou que as perdas devido a esses golpes aumentaram 66% em relação ao ano anterior, ressaltando a gravidade da situação. Entre os alvos das sanções estão indivíduos que controlam propriedades que abrigam centros de fraude, além de fornecedores de energia e redes de lavagem de dinheiro. O impacto das sanções é significativo, pois impede que cidadãos e empresas dos EUA façam negócios com os indivíduos sancionados, além de desencorajar instituições financeiras internacionais de se envolverem com eles.