Superfície De Ataque

Seu maior risco de segurança não é malware é o que você já confia

O artigo da The Hacker News destaca que a maior ameaça à segurança nas organizações modernas não é mais o malware, mas sim o uso indevido de ferramentas confiáveis, como PowerShell e WMIC, que são frequentemente utilizadas por administradores de TI. Uma análise da Bitdefender revelou que 84% de 700.000 incidentes de alta severidade envolveram o abuso de ferramentas legítimas. Para ajudar as empresas a lidarem com essa questão, a Bitdefender oferece uma avaliação gratuita chamada Internal Attack Surface Assessment, que identifica e prioriza os riscos associados a usuários, endpoints e ferramentas que podem ser explorados por atacantes.

Estudo revela a importância da Gestão Contínua de Exposição a Ameaças

Um estudo de inteligência de mercado de 2026, que entrevistou 128 tomadores de decisão em segurança de empresas, destaca uma divisão significativa entre organizações que adotam a Gestão Contínua de Exposição a Ameaças (CTEM) e aquelas que não o fazem. As empresas que implementaram o CTEM apresentam 50% mais visibilidade da superfície de ataque e 23 pontos percentuais a mais na adoção de soluções de segurança. Apesar de 87% dos líderes de segurança reconhecerem a importância do CTEM, apenas 16% o implementaram, evidenciando um desafio na transição da conscientização para a prática. A complexidade da superfície de ataque se torna um multiplicador de riscos, especialmente quando o número de domínios monitorados ultrapassa 100, aumentando exponencialmente as vulnerabilidades. O estudo também revela que, com o aumento dos custos médios de violação, que chegam a US$ 4,44 milhões, a gestão da superfície de ataque se tornou uma questão crítica para as lideranças empresariais. Portanto, a adoção do CTEM não é apenas uma questão técnica, mas uma necessidade estratégica para garantir a segurança organizacional em um cenário de crescente complexidade e riscos.

Gerenciamento da Superfície de Ataque Promessas e Realidades

O gerenciamento da superfície de ataque (ASM) é uma abordagem que visa reduzir riscos cibernéticos ao aumentar a visibilidade dos ativos de uma organização. No entanto, muitas vezes, as ferramentas de ASM entregam mais informações do que resultados tangíveis em termos de segurança. Aumentos no número de ativos e alertas gerados não necessariamente indicam uma redução nas vulnerabilidades. O artigo destaca a importância de métricas que realmente reflitam a eficácia do ASM, como o tempo médio para a propriedade de ativos, a redução de pontos de extremidade não autenticados que alteram estados e o tempo para descomissionamento após a perda de propriedade. Essas métricas são mais indicativas de melhorias na segurança do que simplesmente contar ativos. A falta de uma ligação clara entre os esforços de ASM e os resultados de segurança torna difícil justificar investimentos em ASM durante revisões orçamentárias. O artigo sugere que a verdadeira eficácia do ASM deve ser medida pela rapidez e qualidade da resposta a exposições, em vez de apenas pela visibilidade dos ativos.