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Inteligência Artificial nas Operações de Segurança Desafios e Oportunidades

A inteligência artificial (IA) está rapidamente se integrando às operações de segurança, mas muitas equipes ainda enfrentam dificuldades para transformar experimentos iniciais em valor operacional consistente. De acordo com a pesquisa SANS SOC de 2025, 40% dos Centros de Operações de Segurança (SOCs) utilizam ferramentas de IA ou aprendizado de máquina (ML) sem integrá-las formalmente às suas operações. Isso resulta em um uso informal e muitas vezes pouco confiável da IA, sem um modelo claro de como validar seus resultados. A IA pode melhorar a capacidade e a satisfação das equipes, mas deve ser aplicada a problemas bem definidos e acompanhada de processos de revisão rigorosos. O artigo destaca cinco áreas onde a IA pode oferecer suporte confiável: engenharia de detecção, caça a ameaças, desenvolvimento e análise de software, automação e orquestração. A aplicação eficaz da IA requer que as equipes definam claramente os problemas e validem as saídas, evitando a dependência excessiva da automação. A abordagem deve ser de refinamento de processos existentes, em vez de criar novas categorias de trabalho.

Da Defesa Reativa à Proativa O Papel da Inteligência de Ameaças

As equipes de segurança cibernética enfrentam um cenário desafiador, onde a quantidade de alertas e a velocidade das ameaças dificultam a identificação dos riscos mais relevantes. O artigo destaca a importância de uma postura proativa em vez de reativa, enfatizando que a defesa reativa resulta em investigações longas, desperdício de recursos e maior probabilidade de violações. A inteligência de ameaças (TI) é apresentada como uma solução para preencher as lacunas deixadas por operações reativas, fornecendo dados atualizados sobre as atividades dos atacantes. A ferramenta ANY.RUN’s Threat Intelligence Lookup permite que analistas enriqueçam alertas com informações contextuais, identifiquem campanhas de malware e ajustem suas defesas de forma mais eficaz. O artigo também ressalta a necessidade de entender o contexto específico de cada setor e região, já que as ameaças não estão distribuídas uniformemente. A visibilidade aprimorada e a capacidade de antecipar ataques são cruciais para que as equipes de segurança se mantenham à frente dos criminosos cibernéticos.

Desafios dos SOCs Legados e a Necessidade de Contexto na Cibersegurança

Os Centros de Operações de Segurança (SOCs) enfrentam um desafio crescente com a avalanche de alertas que chegam diariamente, resultando em um cenário caótico onde os analistas lutam para manter o controle. O modelo tradicional, que se baseia em regras e gera alertas sem contexto, muitas vezes resulta em atrasos na identificação de ameaças reais. Para superar essa situação, é essencial adotar uma abordagem que priorize o contexto em vez do caos. Ao normalizar e conectar dados de diferentes fontes, como logs de sistemas de identidade e cargas de trabalho em nuvem, os analistas podem obter uma visão mais clara das atividades suspeitas. Isso transforma tentativas de login em potencial em informações valiosas sobre um possível ataque em andamento.

Lideranças de Segurança Adotam IA para Enfrentar Sobrecarga de Alertas

Um estudo recente com 282 líderes de segurança revela que os Centros de Operações de Segurança (SOCs) enfrentam um aumento insustentável no volume de alertas, com uma média de 960 alertas processados diariamente, e até 3.000 em grandes empresas. Essa sobrecarga tem levado a uma situação crítica, onde 40% dos alertas não são investigados devido à falta de recursos. O tempo médio para investigar um alerta é de 70 minutos, mas 56 minutos se passam antes que qualquer ação seja tomada. Essa realidade resulta em um risco operacional significativo, pois 61% das equipes admitem ignorar alertas que se tornaram incidentes críticos. A adoção de Inteligência Artificial (IA) está se tornando essencial, com 55% das equipes já utilizando assistentes de IA para triagem e investigação. A pesquisa indica que 60% das cargas de trabalho dos SOCs podem ser geridas por IA nos próximos três anos, permitindo que analistas se concentrem em investigações mais complexas. Apesar das barreiras como preocupações com privacidade e integração, a tendência é clara: a IA está se tornando uma prioridade estratégica para melhorar a eficiência operacional e reduzir a fadiga dos analistas.