Smartloader

Operação FakeGit espalha malware em repositórios do GitHub

Uma operação em larga escala, chamada ‘FakeGit’, está distribuindo os malwares SmartLoader e StealC através de 7.600 repositórios maliciosos no GitHub, que acumulam mais de 14 milhões de downloads. Mais de 800 desses repositórios se disfarçam como ferramentas de inteligência artificial (IA) ou servidores MCP, aparecendo em registros públicos de IA, uma técnica conhecida como ‘agentbaiting’. A campanha é considerada uma continuação de uma operação anterior atribuída ao ator de ameaças ‘Water Kurita’. Desde março, a operação focou em ferramentas de IA, com um pico em abril, quando 300 repositórios foram criados. Os repositórios maliciosos imitam ferramentas populares como Gmail e Docker, apresentando documentação convincente e direcionando os usuários para downloads que na verdade são cargas maliciosas disfarçadas. O SmartLoader, uma vez ativado, estabelece persistência e baixa o StealC, um ladrão de informações. A pesquisa indica que a visibilidade aumentada dos repositórios maliciosos pode levar a recomendações erradas por agentes de IA, como ChatGPT e Claude. A Trend Micro e a Island recomendam que as organizações mantenham catálogos aprovados e verifiquem os repositórios de forma independente para evitar infecções.

Campanha FakeGit 7.600 repositórios maliciosos no GitHub

Pesquisadores de cibersegurança identificaram cerca de 7.600 repositórios maliciosos no GitHub, dos quais mais de 800 se disfarçam como servidores de habilidades de inteligência artificial (IA) ou Model Context Protocol (MCP) para disseminar um malware conhecido como SmartLoader. A operação, chamada FakeGit, utiliza projetos copiados, perfis de desenvolvedores semelhantes, READMEs convincentes e arquivos ZIP maliciosos para entregar o SmartLoader. O objetivo final é estabelecer persistência e implantar cargas secundárias, como o StealC, um ladrão de informações que coleta dados de sistemas comprometidos. Um aspecto alarmante da FakeGit é a evolução chamada AgentBaiting, onde agentes de IA podem inadvertidamente descobrir esses repositórios falsos, executando as instruções dos atacantes sem intervenção humana. Os testes mostraram que modelos como Anthropic Claude Code, Google Gemini e OpenAI ChatGPT são suscetíveis a essa tática. A operação FakeGit já registrou mais de 14 milhões de downloads, explorando a demanda por capacidades de IA e se aproveitando da familiaridade dos usuários com ferramentas legítimas. Para mitigar essa ameaça, recomenda-se a construção de um catálogo de habilidades revisadas e a verificação da credibilidade de projetos antes da implementação.

Campanha SmartLoader usa servidor Oura MCP para distribuir malware

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha chamada SmartLoader, que utiliza uma versão trojanizada de um servidor do Modelo de Contexto de Protocolo (MCP) associado à Oura Health para distribuir um infostealer conhecido como StealC. Os atacantes clonaram um servidor legítimo da Oura, que conecta assistentes de IA aos dados de saúde do Oura Ring, e criaram uma infraestrutura enganosa com repositórios falsos no GitHub para dar credibilidade ao ataque. O objetivo é roubar credenciais, senhas de navegadores e dados de carteiras de criptomoedas. A campanha, que começou a ser destacada em 2024, utiliza repositórios disfarçados como cheats de jogos e software pirata para atrair vítimas. A análise mais recente mostra que os atacantes investiram meses para construir uma rede de contas e repositórios falsos antes de lançar o malware. O ataque é realizado em quatro etapas, culminando na submissão do servidor trojanizado ao mercado MCP, onde usuários desavisados podem encontrá-lo entre opções legítimas. As organizações são aconselhadas a revisar a segurança dos servidores MCP instalados e monitorar tráfego suspeito para mitigar essa ameaça.