Sim-Swapping

Polônia prende membros de grupo de cibercrime por ataques SIM-swap

As autoridades polonesas prenderam quatro indivíduos ligados a um grupo de cibercrime organizado, acusados de realizar ataques de SIM-swapping. A operação foi conduzida pelo Escritório de Cibercrime da Polônia (CBZC), com apoio do FBI e do Departamento de Segurança Interna dos EUA. Os suspeitos teriam utilizado técnicas sofisticadas, incluindo engenharia social e software especializado, para obter dados de telecomunicações e acessar contas de e-mail de funcionários de empresas parceiras. Com isso, conseguiram sequestrar números de telefone, interceptar mensagens SMS e e-mails, e controlar contas em exchanges de criptomoedas. Estima-se que milhões de dólares tenham sido roubados e lavados através de uma rede financeira distribuída. Os quatro detidos enfrentam acusações de participação em organização criminosa, invasão de sistemas de TI para roubo e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 25 anos de prisão. Um dos indivíduos foi identificado como Wojtek Kulisz, conhecido como ‘Merry’.

Desarticulação de plataforma de cibercrime envolvendo SIM Swapping

No dia 19 de outubro de 2025, a Europol anunciou a desarticulação de uma plataforma sofisticada de cibercrime como serviço (CaaS), conhecida como Operation SIMCARTEL. A operação resultou em 26 buscas e na prisão de sete suspeitos, incluindo cinco cidadãos letões. Foram apreendidos 1.200 dispositivos de SIM box, que continham 40.000 cartões SIM ativos, além de cinco servidores e dois sites que promoviam o serviço. A operação envolveu autoridades de países como Áustria, Estônia, Finlândia e Letônia, e revelou que a rede criminosa estava ligada a mais de 1.700 casos de fraudes cibernéticas na Áustria e 1.500 na Letônia, totalizando perdas de cerca de €4,5 milhões e €420.000, respectivamente. A infraestrutura da plataforma permitia a criação de números de telefone registrados em mais de 80 países, facilitando atividades criminosas como phishing, fraudes financeiras e extorsão. Além disso, a plataforma promovia a monetização de cartões SIM, atraindo usuários com promessas de renda passiva. A operação destaca a crescente complexidade e sofisticação das redes de cibercrime, que utilizam tecnologias avançadas para ocultar identidades e realizar fraudes em larga escala.