Setor Financeiro

Aumento de ataques de ransomware em julho de 2026

Em julho de 2026, o número de ataques de ransomware aumentou para 799, representando um crescimento de 19% em relação a junho. O setor educacional foi um dos mais afetados, com um aumento de 44% nos ataques, seguido pelo setor financeiro (71%) e empresas de tecnologia (62%). Os grupos de ransomware mais ativos foram The Gentlemen e Qilin, que juntos representaram cerca de 33% dos ataques. Os Estados Unidos lideraram o número de ataques, com 322 incidentes registrados. Entre os ataques confirmados, 31 foram direcionados a empresas, 10 a entidades governamentais e 3 ao setor de saúde. O impacto nos serviços de saúde foi notável, com um aumento de 18% nos ataques em comparação ao mês anterior. O ataque à AnMed nos EUA, que exigiu um pagamento de resgate, exemplifica a gravidade da situação. Apesar do aumento geral, houve uma queda nos ataques a empresas de utilidade pública e agências governamentais. O cenário atual exige atenção redobrada das empresas, especialmente nas áreas mais vulneráveis.

O setor financeiro sobreviveu à ameaça quântica se preparando cedo

Nos últimos anos, o setor financeiro global enfrentou a ameaça da criptografia quântica, que poderia tornar vulneráveis as informações digitais, desde e-mails até dados bancários. Especialistas em cibersegurança se mobilizaram para desenvolver novas formas de criptografia, garantindo que, mesmo sem a tecnologia quântica plenamente desenvolvida, as defesas estivessem preparadas. Recentemente, o modelo Claude Mythos da Anthropic trouxe à tona novas preocupações, identificando milhares de falhas de software em sistemas operacionais e navegadores. Essa situação exige atenção especial de empresas que operam no ecossistema financeiro, pois a velocidade com que essas vulnerabilidades podem ser exploradas aumentou significativamente devido ao uso de inteligência artificial. A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que o mundo ainda não possui ferramentas adequadas para proteger o sistema monetário internacional contra esses riscos cibernéticos em expansão. O artigo destaca a importância de uma preparação proativa, como demonstrado pelo Projeto Leap, que testou algoritmos de criptografia pós-quântica antes da ameaça se concretizar. Essa abordagem colaborativa entre bancos centrais e provedores de infraestrutura é um modelo a ser seguido para enfrentar novas ameaças emergentes.

Grupo cibercriminoso Scattered Spider ataca setor financeiro dos EUA

Pesquisadores de cibersegurança da ReliaQuest identificaram uma nova onda de ataques cibernéticos direcionados ao setor financeiro, atribuídos ao grupo de cibercrime conhecido como Scattered Spider. Este grupo, que havia anunciado uma suposta interrupção de suas atividades, agora demonstra um foco renovado em instituições financeiras, conforme evidenciado por um aumento no registro de domínios semelhantes e uma recente invasão direcionada a um banco nos EUA. Os atacantes conseguiram acesso inicial por meio de engenharia social, comprometendo a conta de um executivo e utilizando o Azure Active Directory para redefinir senhas. A partir daí, acessaram documentos sensíveis e comprometeram a infraestrutura de VMware ESXi, permitindo a extração de credenciais e a infiltração na rede. Além disso, tentaram exfiltrar dados de plataformas como Snowflake e AWS. A ReliaQuest alerta que a alegação de aposentadoria do grupo deve ser vista com ceticismo, já que a história mostra que grupos cibercriminosos frequentemente se reagrupam ou rebatizam para evitar a pressão da lei. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua por parte das organizações, especialmente em um cenário onde a segurança cibernética é cada vez mais crítica.