Segurança De Servidores

F5 corrige falha crítica no nginx que pode permitir execução remota de código

A F5 Networks lançou correções para uma vulnerabilidade crítica no nginx, identificada como CVE-2026-42533, que permite a um atacante remoto e não autenticado provocar um estouro de buffer no processo de trabalho através de requisições HTTP manipuladas. A falha, que foi corrigida nas versões 1.30.4 (estável) e 1.31.3 (mainline) do nginx, pode resultar em negação de serviço e, em configurações específicas, possibilitar a execução remota de código. O problema reside no mecanismo de script do nginx, que falha ao avaliar corretamente o tamanho do buffer necessário para armazenar dados, levando a um estouro. A vulnerabilidade afeta versões do nginx desde 0.9.6 até 1.31.2, abrangendo um período que remonta a 2011. A F5 avaliou a gravidade da falha em 9.2 na escala CVSS v4, indicando alta complexidade de ataque. Para mitigar o problema, a F5 recomenda a atualização imediata para as versões corrigidas ou, como solução temporária, a alteração de mapas regex afetados para capturas nomeadas. No entanto, essa mitigação não é completa, e a atualização é a única solução definitiva.

Falha crítica no Linux expõe 800 mil servidores a invasão sem senha

Uma falha crítica de autenticação no Telnet, identificada como CVE-2026-24061, expôs cerca de 800 mil servidores a invasões sem necessidade de senha. A vulnerabilidade afeta versões do telnetd GNU InetUtils desde 1.9.3 até 2.7, sendo corrigida apenas na versão 2.8, lançada em 20 de janeiro de 2026. A empresa de segurança Shadowserver está monitorando os endereços IP afetados, com a maioria localizada na Ásia (380 mil), América do Sul (170 mil) e Europa (100 mil). Apesar da correção, muitos dispositivos, especialmente aqueles que operam com sistemas legados e Internet das Coisas, podem ainda estar vulneráveis. Desde a divulgação da falha, atividades maliciosas foram detectadas, com 83% dos ataques visando o usuário root. Os atacantes tentaram executar malwares Python, mas falharam devido à falta de diretórios e binários. Para mitigar o risco, recomenda-se desabilitar o serviço telnetd vulnerável ou bloquear a porta TCP 23 nos firewalls.