Segurança De Endpoint

Malware TELEPUZ se espalha por ataques ClickFix desde abril de 2026

Pesquisadores de cibersegurança alertaram sobre um novo malware modular chamado TELEPUZ, que tem se disseminado através de sites infectados com iscas ClickFix desde o final de abril de 2026. O TELEPUZ é descrito como leve e repleto de funcionalidades, com um desenvolvimento ativo, evidenciado pelo volume diário de uploads no VirusTotal. Este malware utiliza uma técnica chamada ‘clipboard hijacking’, injetando comandos maliciosos no clipboard da vítima, que são executados quando o usuário os cola. O ataque envolve a execução de PowerShell para baixar um payload secundário, que é uma variante do Vidar Stealer, conhecido por roubar dados sensíveis. O TELEPUZ, escrito em C, incorpora diversas técnicas de ofuscação para dificultar a análise e realiza verificações para evitar ambientes de sandbox e virtualizados. Após passar por essas verificações, o malware tenta desativar a monitorização de segurança e se registrar como um serviço no Windows. Além disso, estabelece comunicação com servidores de comando e controle (C2) para receber instruções maliciosas, permitindo uma ampla gama de ações, como captura de teclas e injeção de código em navegadores. A identificação de servidores C2 comprometidos em países como Brasil e Índia destaca a gravidade da ameaça.

TrojPix Nova técnica de exfiltração de dados de computadores isolados

Pesquisadores da Universidade de Shandong desenvolveram uma nova técnica chamada TrojPix, que permite a extração de dados de computadores desconectados de redes. A técnica modifica pixels na tela de forma imperceptível, fazendo com que o cabo de vídeo emita um sinal de rádio que pode ser decodificado por um receptor próximo. Embora TrojPix exija que o malware já esteja presente na máquina alvo, sua capacidade de transferir dados a uma taxa de até 8,1 Mbps representa um avanço significativo em relação a métodos anteriores, que operavam em velocidades muito mais lentas. A técnica pode transmitir arquivos de 100 MB em menos de dois minutos, o que transforma a ameaça de vazamento de senhas em uma possibilidade de transferência de arquivos inteiros enquanto o monitor parece desligado. Os pesquisadores testaram a técnica em nove marcas de monitores e quinze tipos de cabos de vídeo, demonstrando sua versatilidade. Apesar de ser uma inovação promissora, a técnica ainda enfrenta desafios práticos, como a necessidade de superar barreiras físicas e interferências. As medidas de mitigação incluem o uso de cabos de fibra óptica e a proteção física de ambientes sensíveis, além da prevenção de infecções por malware.