Sandworm

Grupo de hackers russo ataca rede elétrica da Polônia com malware

Um ciberataque direcionado à rede elétrica da Polônia, ocorrido entre 29 e 30 de dezembro de 2025, foi atribuído ao grupo de hackers Sandworm, supostamente patrocinado pelo Estado russo. Durante o ataque, o grupo tentou implantar um novo malware destrutivo chamado DynoWiper, que tem a capacidade de apagar dados de forma irreversível. O ataque visou duas usinas de cogeração e um sistema de gerenciamento de energia renovável, resultando em um impacto significativo na infraestrutura elétrica do país. O malware DynoWiper, identificado como Win32/KillFiles.NMO, apaga arquivos do sistema, tornando-o inutilizável. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que as evidências indicam que o ataque foi preparado por grupos ligados aos serviços russos. Embora detalhes técnicos sobre o DynoWiper sejam escassos, a ESET, empresa de segurança cibernética, está monitorando a situação. Este ataque é parte de uma série de ações do Sandworm, que anteriormente já havia realizado ataques semelhantes na Ucrânia, afetando setores críticos como energia e educação. A situação destaca a crescente ameaça de ciberataques a infraestruturas críticas na Europa, especialmente em um contexto geopolítico tenso.

Grupo de hackers russo Sandworm tenta atacar infraestrutura energética da Polônia

O grupo de hackers de nação estatal russo, conhecido como Sandworm, foi responsabilizado por um dos maiores ataques cibernéticos direcionados ao sistema de energia da Polônia na última semana de dezembro de 2025. Embora o ataque tenha sido classificado como o mais forte em anos, o ministro da energia polonês, Milosz Motyka, afirmou que não houve sucesso na tentativa de desestabilização. O ataque, que ocorreu em 29 e 30 de dezembro, visou duas usinas de cogeração e um sistema de gerenciamento de energia renovável. A ESET, empresa de cibersegurança, identificou o uso de um malware destrutivo inédito, denominado DynoWiper, vinculado a atividades anteriores do Sandworm, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, indicou que as investigações apontam para a responsabilidade de grupos associados aos serviços russos, e o governo está implementando medidas de segurança adicionais, incluindo uma nova legislação de cibersegurança. Este ataque coincide com o décimo aniversário do ataque de Sandworm à rede elétrica da Ucrânia em 2015, que resultou em apagões significativos. O Sandworm tem um histórico de ataques cibernéticos disruptivos, especialmente contra a infraestrutura crítica da Ucrânia.

Instituições Ucranianas Alvo de Campanha Destrutiva de Malware

Um relatório da ESET revelou um aumento alarmante nas operações cibernéticas destrutivas contra a infraestrutura ucraniana, atribuídas ao grupo Sandworm, alinhado à Rússia. A campanha, que ocorreu entre abril e setembro de 2025, utilizou novas famílias de malware wiper, ZEROLOT e Sting, projetadas para causar interrupções em setores críticos como energia, logística e agricultura. Esses malwares sobrescrevem arquivos de sistema e dados, tornando as máquinas infectadas completamente inoperáveis. Os ataques foram frequentemente realizados através de anexos de spearphishing disfarçados de documentos financeiros legítimos, explorando canais de comunicação confiáveis entre parceiros da cadeia de suprimentos. A análise da ESET sugere que o objetivo principal era desestabilizar as exportações de grãos e a logística energética da Ucrânia, coincidindo com eventos de escalada regional. Além disso, a ESET observou uma colaboração entre diferentes grupos APT russos, indicando uma evolução preocupante na estratégia cibernética da Rússia, que agora combina espionagem com sabotagem econômica. As campanhas de Sandworm foram detectadas e mitigadas pela ESET em sua base de clientes, destacando a necessidade de vigilância contínua e medidas de proteção em resposta a essas ameaças.