Sabotagem Cibernética

Malware fast16 ferramenta de sabotagem cibernética em simulações nucleares

Uma nova análise do malware fast16, baseado em Lua, confirmou que se trata de uma ferramenta de sabotagem cibernética projetada para interferir em simulações de testes de armas nucleares. De acordo com as equipes da Symantec e Carbon Black, o malware foi desenvolvido para corromper simulações de compressão de urânio, essenciais para o design de armas nucleares. O fast16 atua especificamente em simulações de explosivos de alta potência nos softwares LS-DYNA e AUTODYN, ativando-se apenas quando a densidade do material simulado ultrapassa 30 g/cm³, um valor que só pode ser alcançado sob compressão de choque de um dispositivo de implosão. A pesquisa revela que o fast16 pode ter sido desenvolvido em 2005, dois anos antes do Stuxnet, e possui um conjunto de 101 regras para manipular cálculos matemáticos em programas de engenharia. O malware é projetado para não infectar máquinas com certos produtos de segurança e se espalha automaticamente por outros dispositivos na mesma rede. Essa descoberta indica que a sabotagem industrial por meio de malware é uma prática que pode ter começado há duas décadas, levantando preocupações sobre a segurança cibernética em setores críticos, como o nuclear.

Malware Lua descoberto pode ter precedido Stuxnet e ameaçado segurança

Pesquisadores de cibersegurança da SentinelOne descobriram um novo malware baseado em Lua, denominado fast16, que remonta a 2005, antes do famoso worm Stuxnet. Este malware foi projetado para sabotar programas de cálculo de alta precisão, introduzindo erros sistemáticos em cálculos físicos, o que poderia comprometer pesquisas científicas e sistemas de engenharia. O fast16 combina um módulo de carregamento adaptável com um driver de kernel que altera a execução de código, visando especificamente softwares utilizados em engenharia civil e simulações físicas. A análise revelou que o malware poderia se propagar em redes vulneráveis, explorando credenciais fracas. O fast16 é considerado o primeiro malware do Windows a incorporar um motor Lua, e sua descoberta sugere que operações de sabotagem cibernética já estavam em desenvolvimento antes de Stuxnet. Essa revelação força uma reavaliação da linha do tempo das operações de sabotagem cibernética apoiadas por estados, especialmente em relação ao programa nuclear do Irã, que já foi alvo de ataques cibernéticos anteriores. A presença de referências a ferramentas de ataque associadas à NSA também levanta questões sobre a origem e o propósito desse malware.