Reino Unido

Ciberataque compromete dados de mais de 100 mil policiais no Reino Unido

Um ciberataque ao Banco Nacional de Dados Legais da Polícia do Reino Unido (PNLD) expôs dados de contato de mais de 100 mil policiais e profissionais da justiça criminal. A invasão, detectada em 26 de julho, foi reivindicada pelo grupo de extorsão de dados ExfilSquad, que afirma ter roubado 135 mil registros. O PNLD, que fornece recursos legais online há mais de 30 anos, também opera o site ‘Ask the Police’, que responde a perguntas comuns sobre policiamento e questões legais. Os dados comprometidos incluem nomes, organizações e endereços de e-mail de policiais e usuários do site. Embora a PNLD tenha confirmado a violação, não foram encontrados indícios de que senhas ou credenciais de segurança tenham sido comprometidas. A investigação está em andamento com a ajuda de especialistas em cibersegurança e da Agência Nacional do Crime (NCA). O ExfilSquad, que também atacou a empresa americana Analog Devices, publicou amostras dos dados roubados e exigiu um resgate para não divulgar o restante das informações. A PNLD já notificou as organizações afetadas e o Escritório do Comissário de Informação (ICO).

Cibercrime no Reino Unido quase dobrou, enquanto efetivo policial cresceu 31

O cibercrime no Reino Unido aumentou quase 88% nos últimos anos, com os casos subindo de 774 mil para mais de 1,4 milhão. Em contraste, o efetivo policial dedicado a crimes cibernéticos cresceu apenas 31% no mesmo período, resultando em uma carga de trabalho significativamente maior para cada policial. Essa disparidade entre o aumento de incidentes e a capacidade de resposta das forças de segurança gera preocupações sobre a eficácia no combate a fraudes e crimes relacionados ao uso de computadores. Além disso, novas legislações estão sendo discutidas no Parlamento, como o Cyber Security and Resilience Bill, que visa fortalecer a resiliência cibernética nacional e introduzir penalidades mais severas para organizações que não cumprirem as novas normas. As propostas incluem a proibição de pagamentos de resgates em casos de ransomware, o que pode complicar ainda mais a situação para as empresas, que podem se ver pressionadas a tomar decisões difíceis em situações críticas. A combinação do aumento do cibercrime com regulamentações mais rigorosas impõe um ônus adicional às organizações, especialmente aquelas com capacidades de segurança interna limitadas.

Falha de segurança expõe dados de 5 milhões de empresas no Reino Unido

A Companies House, agência do governo britânico responsável pelo registro de empresas no Reino Unido, anunciou que seu serviço WebFiling está novamente online após a correção de uma falha de segurança que expôs informações de empresas desde outubro de 2025. A vulnerabilidade foi relatada por Dan Neidle, fundador da Tax Policy Associates, após a descoberta inicial por John Hewitt, da Ghost Mail. A falha permitia que usuários logados acessassem o painel de controle de outras empresas ao inserir o número de registro de qualquer uma das cinco milhões de empresas registradas. Embora a Companies House tenha confirmado que os dados de senhas não foram comprometidos, informações sensíveis como endereços residenciais, e-mails e datas de nascimento de diretores podem ter sido expostas. A agência está investigando se a falha foi explorada para acessar ou alterar dados de empresas sem autorização. Até o momento, não há relatos de acessos não autorizados, mas a investigação continua em andamento. O incidente foi reportado ao Information Commissioner’s Office (ICO) e ao National Cyber Security Centre (NCSC).

Mullvad VPN leva anúncio anti-vigilância às ruas após rejeição na TV do Reino Unido

A Mullvad VPN, conhecida por sua postura firme em defesa da privacidade, enfrentou resistência ao tentar veicular seu anúncio anti-vigilância ‘And Then?’ na televisão britânica. O comercial, que critica a proposta da União Europeia para a ‘Chat Control’, foi barrado pela Clearcast, que alegou falta de clareza e relevância nas menções a criminosos violentos. Em resposta à proibição, a empresa lançou uma campanha de outdoor em Londres, que também encontrou obstáculos, levando-a a projetar o anúncio em paredes da cidade. A Mullvad expressou preocupação com o aumento da vigilância em massa e a censura no Reino Unido, citando a Lei de Poderes de Investigação e a proposta de restrições ao uso de VPNs para crianças. A resistência à sua campanha é vista como um sinal de um ambiente legal em deterioração para a privacidade digital, o que pode ter implicações sérias para a liberdade de expressão e a proteção de dados no país.

Hackers russos intensificam ataques a instituições do Reino Unido

O Centro de Ciber Segurança Nacional do Reino Unido (NCSC) alertou sobre um aumento nos ataques cibernéticos direcionados a instituições britânicas, incluindo órgãos governamentais e operadores de infraestrutura crítica. Esses ataques, principalmente de negação de serviço (DoS), têm como objetivo derrubar sites e serviços essenciais, impactando diretamente a população, especialmente em áreas como saúde. O grupo hacktivista NoName057(16), ativo desde março de 2022, é um dos principais responsáveis por essas ações, utilizando plataformas como Telegram e GitHub para coordenar seus ataques e compartilhar ferramentas. A motivação por trás desses ataques é ideológica, relacionada ao apoio ocidental à Ucrânia no atual conflito. Apesar de sua baixa sofisticação técnica, os ataques DoS podem causar interrupções significativas, exigindo tempo e recursos para recuperação. A NCSC recomenda que as organizações revisem suas defesas e fortaleçam a resiliência cibernética para mitigar esses riscos.