Recuperação De Dados

Especialista explica por que empresas podem perder dados mesmo fazendo backups

O gerente de tecnologia da Kingston Brasil, Iuri Santos, alerta que ter uma rotina de backups não garante a recuperação de dados quando necessário. Durante sua participação no Podcast Canaltech, ele destacou que a falta de testes de restauração é um dos principais problemas nas estratégias de proteção de dados. Muitas empresas só descobrem que seus backups estão corrompidos no momento crítico de precisar restaurá-los, o que pode resultar em perdas financeiras significativas. Segundo o relatório ‘IBM Cost of a Data Breach 2025’, o custo médio de uma violação de dados no Brasil é de R$ 7,19 milhões, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Santos explicou que falhas nos backups podem ocorrer por diversos motivos, como instabilidade de rede, danos físicos em mídias de armazenamento e ataques cibernéticos. Ele recomenda que as empresas mantenham pelo menos duas cópias de backup em locais diferentes, além de utilizar a nuvem como uma das opções, enfatizando a importância de testar regularmente esses backups para garantir sua integridade e eficácia.

Como peritos recuperam mensagens apagadas de celulares

O recente caso do banqueiro Daniel Vorcaro, cujo celular foi apreendido pela Polícia Federal (PF), trouxe à tona as técnicas de perícia forense digital utilizadas para recuperar mensagens que os usuários acreditam ter apagado. O perito Wanderson Castilho explicou que a PF utiliza ferramentas avançadas, como o Cellebrite, que são também empregadas por agências como o FBI e a CIA. Essas ferramentas têm a capacidade de extrair dados que permanecem no dispositivo, mesmo após a exclusão. Um aspecto notável do caso foi a recuperação de mensagens de visualização única do WhatsApp, que normalmente desaparecem após serem abertas. Castilho esclareceu que, embora a mensagem em si possa ser apagada, os registros de envio e recebimento permanecem, permitindo a recuperação das informações. O especialista também abordou a possibilidade de o crime organizado ter acesso a essas ferramentas, além de oferecer dicas para usuários que desejam garantir sua privacidade ao vender ou trocar de celular, como realizar uma formatação de fábrica. O episódio destaca a importância da segurança digital e a necessidade de conscientização sobre a permanência de dados mesmo após a exclusão.

Falha no ransomware VolkLocker permite recuperar arquivos sem resgate

O grupo de hackers pró-Rússia conhecido como CyberVolk lançou um novo ransomware chamado VolkLocker, que encripta arquivos e exige pagamento em bitcoin para a recuperação. No entanto, uma falha crítica na implementação do malware permite que as vítimas recuperem seus arquivos sem pagar o resgate. A pesquisa da SentinelOne revelou que a chave-mestra do ransomware está hard-coded nos arquivos binários e também é armazenada em texto claro na pasta temporária do sistema, facilitando a recuperação dos dados. O VolkLocker afeta sistemas operacionais Windows e Linux e utiliza o algoritmo de encriptação AES-256. Após a infecção, o ransomware tenta evitar a detecção, desativando o Microsoft Defender e excluindo arquivos de backup. O grupo CyberVolk, que começou suas operações em 2024, também oferece outros serviços maliciosos, como trojans e keyloggers. Este incidente destaca a importância de medidas de segurança robustas e a necessidade de conscientização sobre as vulnerabilidades que podem ser exploradas por ransomware.

Empresas que pagam resgates de ransomware não recuperam dados

Um estudo recente da Veeam revelou que a eficácia do pagamento de resgates em ataques de ransomware está em declínio. Em 2024, apenas 32% das empresas que pagaram resgates conseguiram recuperar seus dados, uma queda significativa em relação aos 54% de 2023. Por outro lado, o número de organizações que conseguiram recuperar suas informações sem pagar o resgate mais que dobrou, passando de 14% para 30%. O aumento da frequência e da gravidade dos ataques de ransomware tem gerado perdas financeiras significativas, com custos de inatividade que podem chegar a £1 milhão por hora. Além disso, a pesquisa destaca que 63% das empresas não conseguem se recuperar de crises devido à falta de infraestrutura alternativa. O governo do Reino Unido também planeja proibir pagamentos de resgates por organizações do setor público e de infraestrutura crítica. A Veeam recomenda que as empresas invistam em sistemas de backup robustos e alternativas de infraestrutura para evitar a necessidade de pagar resgates, uma vez que os atacantes são considerados uma opção não confiável para a recuperação de dados.