Copa do Mundo testa limites do reconhecimento facial em massa
A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser um marco no uso de reconhecimento facial em eventos esportivos. Com a expectativa de mais de seis milhões de torcedores e um orçamento de segurança superior a um bilhão de dólares, o torneio se tornará um grande laboratório de vigilância biométrica. No Brasil, a Lei Geral do Esporte já tornou a biometria obrigatória em estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas, e o Allianz Parque, em São Paulo, já identificou mais de 200 foragidos desde a implementação do sistema. Entretanto, essa tecnologia levanta questões sobre privacidade e direitos humanos, especialmente em relação à precisão dos sistemas de reconhecimento facial, que têm mostrado taxas de erro alarmantes, especialmente em grupos minoritários. A discussão é ainda mais complexa com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que classifica dados biométricos como sensíveis e exige rigor na sua coleta e tratamento. A Copa de 2026 pode acelerar a adoção dessas tecnologias, mas é crucial encontrar um equilíbrio entre segurança e privacidade.
