Ray

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica no framework Ray

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) adicionou uma falha crítica no framework Ray ao seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), destacando evidências de exploração ativa. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-62593, possui uma pontuação CVSS de 9.4 e permite a execução remota de código através de navegadores como Mozilla Firefox e Apple Safari, utilizando um ataque de DNS rebinding. A falha se origina da falta de autenticação em endpoints críticos do Ray, o que possibilita que atacantes executem código arbitrário em ambientes de desenvolvimento. O problema afeta principalmente desenvolvedores que utilizam o Ray em suas máquinas, especialmente se forem vítimas de phishing ou anúncios maliciosos. A vulnerabilidade já foi explorada por grupos de ataque, como o botnet RondoDox, e também está sendo usada em campanhas de mineração de criptomoedas. A versão 2.52.0 do pacote Python Ray já corrige a falha, e a CISA recomenda que agências federais apliquem as correções até 20 de agosto de 2026.

Ataques exploram falha no framework Ray para mineração de criptomoedas

A Oligo Security alertou sobre ataques em andamento que exploram uma vulnerabilidade de dois anos no framework de inteligência artificial (IA) open-source Ray, transformando clusters infectados com GPUs da NVIDIA em uma botnet de mineração de criptomoedas autossustentável. Denominada ShadowRay 2.0, a campanha se baseia em uma falha crítica de autenticação (CVE-2023-48022, pontuação CVSS: 9.8) que permite o controle de instâncias vulneráveis para mineração ilícita usando o XMRig. Os atacantes submetem trabalhos maliciosos a uma API de submissão de trabalhos do Ray, criando um worm que se espalha entre dashboards expostos. A campanha utiliza repositórios no GitLab e GitHub para distribuir o malware, e os atacantes têm demonstrado resiliência ao criar novas contas após a remoção de contas anteriores. Além disso, a infecção é projetada para eliminar concorrentes, terminando processos de mineração em execução. A Oligo também observou que os clusters comprometidos estão sendo usados para ataques de negação de serviço (DDoS), ampliando o escopo da operação. Com mais de 230.500 servidores Ray acessíveis publicamente, a exposição à internet representa um risco significativo, e a Anyscale, desenvolvedora do Ray, lançou ferramentas para ajudar na configuração adequada dos clusters.