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Grupo cibercriminoso usa crypter sofisticado para ataques no Brasil

Um grupo de cibercriminosos vinculado à China tem utilizado iscas de phishing relacionadas a impostos de renda para atacar contribuintes indianos, profissionais de contabilidade e equipes financeiras corporativas. A análise da Proofpoint revelou que esses atacantes estão usando um serviço de crypter chamado Cruciferra, que permite a entrega de diversos tipos de malware, incluindo trojans de acesso remoto (RATs) e malware de roubo de informações. O Cruciferra é projetado para evitar detecções e análises, utilizando técnicas como chamadas de sistema indiretas, desvio de APIs e tampering em drivers vulneráveis. O serviço, que é comercializado no submundo da cibercriminalidade por valores que variam de $450 a $2.000 por mês, tem sido utilizado em campanhas de phishing que visam setores como serviços financeiros, saúde e educação. Um exemplo notável é a campanha atribuída ao ator cibercriminoso TA4922, que utiliza iscas relacionadas a impostos para direcionar vítimas a páginas controladas pelos atacantes. As técnicas de evasão do Cruciferra incluem a execução de código malicioso a partir de arquivos temporários, dificultando a detecção por produtos de segurança. A sofisticação do Cruciferra e suas capacidades de evasão destacam a necessidade de vigilância e proteção contínua contra essas ameaças emergentes.

Grupos de Ransomware Explorando Ferramentas de Acesso Remoto

Grupos de ransomware têm utilizado ferramentas de acesso remoto (RATs) legítimas, como AnyDesk e UltraViewer, para estabelecer pontos de acesso furtivos e evitar detecções. Ao abusar de versões gratuitas ou empresariais dessas ferramentas, os atacantes conseguem contornar controles de segurança tradicionais, aproveitando assinaturas digitais confiáveis e canais criptografados para manter a persistência e movimentar-se lateralmente na rede.

Após o acesso inicial, geralmente por meio de força bruta em RDP ou reutilização de credenciais, os operadores exploram serviços RAT pré-instalados. Técnicas como ‘sequestro’ de serviços e instalação silenciosa são comuns, permitindo que os atacantes evitem alertas de segurança. Uma vez que os serviços RAT estão ativos, eles escalam privilégios e manipulam políticas de segurança do Windows para excluir diretórios RAT de varreduras de antivírus.