Ransomware

Microsoft revoga certificados usados em ataques de ransomware

A Microsoft anunciou a revogação de mais de 200 certificados utilizados pelo grupo de cibercriminosos conhecido como Vanilla Tempest, que assina fraudulentamente binários maliciosos em ataques de ransomware. Esses certificados foram empregados em arquivos de instalação falsos do Microsoft Teams para entregar o backdoor Oyster e, por fim, implantar o ransomware Rhysida. A atividade foi detectada no final de setembro de 2025, e a Microsoft já atualizou suas soluções de segurança para sinalizar as assinaturas associadas a esses arquivos maliciosos. O grupo Vanilla Tempest, que opera desde julho de 2022, é conhecido por distribuir diversas variantes de ransomware, incluindo BlackCat e Quantum Locker. O backdoor Oyster é frequentemente disseminado por meio de instaladores trojanizados de softwares populares, utilizando domínios maliciosos que imitam sites legítimos. A Microsoft alerta que os usuários são frequentemente direcionados a esses sites por meio de técnicas de SEO, que manipulam resultados de busca. Para se proteger, é recomendado baixar softwares apenas de fontes verificadas e evitar clicar em links suspeitos.

Capita recebe multa recorde de 14 milhões por falhas de segurança

A Capita, uma das maiores empresas de terceirização e serviços digitais do Reino Unido, foi multada em £14 milhões (cerca de R$ 90 milhões) pela Information Commissioner’s Office (ICO) devido a falhas de segurança que resultaram em um vazamento de dados. O incidente, ocorrido em 2023, comprometeu informações pessoais de mais de 6 milhões de pessoas, incluindo nomes, datas de nascimento, endereços e dados financeiros, como números de cartões e CVVs. A ICO destacou que a Capita não implementou medidas de segurança adequadas para prevenir a escalada de privilégios e o movimento lateral não autorizado em suas redes. Além disso, a resposta da empresa a alertas de segurança foi considerada ineficaz. Embora a Capita tenha inicialmente afirmado que não havia evidências de comprometimento de dados, posteriormente foi revelado que informações de funcionários, clientes e parceiros foram expostas. A multa representa uma redução significativa em relação à penalidade inicial proposta de £45 milhões, refletindo um acordo voluntário com o regulador. O caso ressalta a necessidade urgente de que todas as organizações adotem medidas proativas para proteger os dados pessoais sob sua responsabilidade.

Ransomware Qilin Expande Operações Globais com Hospedagem Fantasma

O grupo de ransomware Qilin, conhecido por seu modelo de ransomware como serviço (RaaS), intensificou suas operações globais utilizando provedores de hospedagem à prova de balas (BPH) para ocultar suas atividades. De acordo com a Resecurity, a infraestrutura do Qilin abrange várias jurisdições, incluindo Rússia, Hong Kong, Chipre e Emirados Árabes Unidos, permitindo que o grupo evite a aplicação da lei e mantenha suas operações a longo prazo. Recentemente, o Qilin atacou o Asahi Group Holdings, a maior fabricante de bebidas do Japão, paralisando a produção em 30 fábricas. O grupo, que surgiu em meados de 2022, utiliza um modelo avançado de RaaS, onde seus afiliados executam ataques e retêm 80-85% do resgate. A infraestrutura do Qilin é sustentada por provedores de BPH que operam sem identificação de clientes, permitindo que dados roubados e servidores de comando e controle sejam hospedados de forma anônima. Até outubro de 2025, o Qilin já havia reivindicado mais de 50 novas vítimas, incluindo agências governamentais e cooperativas elétricas nos EUA. A dependência de redes BPH fantasmas demonstra como a infraestrutura de hospedagem anonimizada permite que grupos de ransomware prosperem fora do alcance da lei internacional.

Aumento de ataques cibernéticos a organizações governamentais em 2025

Nos primeiros nove meses de 2025, pesquisadores da Comparitech registraram 276 ataques a organizações governamentais, um aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2024. Desses, 147 ataques foram confirmados, com uma expectativa de que esse número cresça à medida que mais incidentes sejam verificados. Apesar do aumento geral, o número de ataques de ransomware a agências governamentais tem diminuído a cada trimestre desde o primeiro trimestre de 2025. No entanto, as empresas de serviços públicos não experimentaram essa mesma queda, com 10 ataques confirmados, sendo cinco deles nos últimos três meses. O ataque ao Lakehaven Water & Sewer District em setembro, reivindicado pelo grupo Qilin, exemplifica o impacto que esses incidentes podem ter nos serviços essenciais. Os ataques a organizações governamentais são frequentemente amplamente divulgados, o que aumenta a notoriedade dos grupos atacantes. O relatório também destaca que o grupo Qilin foi responsável pelo maior número de ataques confirmados, com 19 incidentes, e que os Estados Unidos lideram em termos de ataques, seguidos por Brasil e Canadá. O impacto financeiro médio das demandas de resgate foi de aproximadamente $1,95 milhão, com um aumento significativo nas exigências em alguns casos.

Incidente de violação de dados em Grand Traverse County, Michigan

As autoridades do Condado de Grand Traverse, em Michigan, confirmaram a notificação de 782 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em junho de 2024, que comprometeu seus nomes e números de Seguro Social. O condado detectou atividades não autorizadas em sua rede e uma investigação forense digital de terceiros revelou que informações pessoais estavam em locais da rede que foram comprometidos. Notavelmente, a notificação aos afetados ocorreu mais de 15 meses após a violação, enquanto o tempo médio de notificação após uma violação de dados é de cerca de 4 meses. Até o momento, nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque. O condado está oferecendo 12 meses de monitoramento de crédito gratuito através da Cyberscout para as vítimas, com um prazo de 90 dias para inscrição. Em 2024, pesquisadores registraram 95 ataques de ransomware confirmados a entidades governamentais nos EUA, comprometendo mais de 2,5 milhões de registros. Esses ataques podem não apenas roubar dados, mas também bloquear sistemas, exigindo resgates para a recuperação. O Condado de Grand Traverse, que abriga quase 100 mil pessoas, é o mais populoso do norte de Michigan.

Microsoft interrompe ataque Vanilla Tempest ao revogar certificados maliciosos

A Microsoft anunciou a interrupção de uma campanha sofisticada de ciberataques liderada pelo grupo Vanilla Tempest, também conhecido como VICE SPIDER e Vice Society. A ação envolveu a revogação de mais de 200 certificados de assinatura de código obtidos fraudulentamente. A campanha, que começou em setembro de 2025, utilizou arquivos de instalação falsificados do Microsoft Teams para implantar um backdoor chamado Oyster e, posteriormente, o ransomware Rhysida. Os atacantes criaram sites que se passavam por portais oficiais de download do Teams, utilizando técnicas de SEO para atrair vítimas. Após a execução do instalador falso, o backdoor Oyster permitia acesso persistente aos sistemas comprometidos. A Microsoft agiu rapidamente para revogar os certificados, invalidando as chaves usadas nos arquivos de instalação e atualizando o Microsoft Defender para detectar as ameaças associadas. A ação ressalta a importância da gestão robusta de certificados e do compartilhamento de inteligência em tempo real, ajudando a proteger clientes globalmente e a estabelecer um precedente para a colaboração entre autoridades certificadoras e a comunidade de cibersegurança.

Grupo de ransomware Interlock ataca escolas públicas de Kearney, Nebraska

O grupo de ransomware Interlock reivindicou um ataque cibernético às escolas públicas de Kearney, em Nebraska, ocorrido na última sexta-feira. O ataque resultou no roubo de 354 GB de dados, incluindo informações pessoais e financeiras de alunos e seus familiares. Embora a escola tenha restaurado seus sistemas até segunda-feira, a veracidade das alegações do grupo não foi confirmada. A diretora de comunicações da escola, Tori Stofferson, afirmou que a investigação ainda está em andamento e que não houve solicitação de resgate. O superintendente, Dr. Jason Mundorf, mencionou que servidores de câmeras e de telefonia foram comprometidos, mas não se sabe se dados pessoais foram acessados. O Interlock é um grupo que começou a operar em outubro de 2024 e já reivindicou 32 ataques confirmados, sendo 11 direcionados a instituições educacionais. Os ataques de ransomware têm se tornado comuns nas escolas dos EUA, com 38 incidentes confirmados em 2025, comprometendo 184 mil registros. O impacto desses ataques pode ser severo, afetando operações diárias e expondo dados sensíveis a fraudes.

CISA alerta sobre exploração ativa de vulnerabilidade do Velociraptor

A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) adicionou a vulnerabilidade CVE-2025-6264 ao seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploited (KEV), alertando que operadores de ransomware estão explorando uma falha de permissões padrão no Velociraptor, uma ferramenta de forense de endpoints da Rapid7. Essa vulnerabilidade permite a execução de comandos arbitrários e a possível tomada de controle do endpoint, desde que o atacante já tenha acesso suficiente para coletar artefatos. A falha está relacionada a configurações de permissões incorretas, que podem ser utilizadas em estágios de movimento lateral em ataques de ransomware, onde os operadores convertem acessos limitados em controle total. A CISA recomenda que as organizações remedeiem a vulnerabilidade até 4 de novembro de 2025, aplicando as mitig ações do fornecedor e seguindo as diretrizes de BOD 22-01 para serviços em nuvem. A exploração ativa dessa vulnerabilidade foi observada em várias campanhas de ransomware, elevando a urgência para defensores do setor público e privado. As equipes de segurança devem verificar as permissões de implantação do Velociraptor, reforçar credenciais e aumentar a telemetria para detectar usos anômalos.

Violação do Ransomware BlackSuit Ligada a Credenciais VPN Comprometidas

Um grande fabricante sofreu um ataque de ransomware devastador após a obtenção de credenciais VPN roubadas. O grupo cibercriminoso Ignoble Scorpius utilizou um ataque de phishing por voz para enganar um funcionário, que forneceu suas informações de login em um site falso. Com essas credenciais, os atacantes conseguiram acesso à rede e rapidamente elevaram seus privilégios, realizando um ataque DCSync para coletar credenciais administrativas adicionais.

Os invasores se moveram lateralmente pela rede, utilizando ferramentas como Advanced IP Scanner para mapear servidores valiosos e instalaram um Trojan de acesso remoto para garantir acesso contínuo. Eles comprometeram um segundo controlador de domínio, extraindo mais de 400 GB de dados sensíveis antes de implantar o ransomware BlackSuit, que criptografou centenas de máquinas virtuais, paralisando as operações da empresa.

Nintendo é hackeada? Grupo afirma ter roubado dados sigilosos

O grupo de hackers Crimson Collective anunciou, no último sábado (11), que invadiu os servidores da Nintendo, alegando ter acessado arquivos confidenciais, incluindo materiais de produção e dados de desenvolvedores. A gigante japonesa, conhecida por sua rigorosa proteção de informações, não se pronunciou sobre o incidente, o que levanta dúvidas sobre a veracidade da alegação. O Crimson Collective também foi responsável por um ataque recente à Red Hat, onde roubaram cerca de 570 GB de dados e tentaram extorquir a empresa. A Red Hat optou por admitir o vazamento e colaborar com as autoridades, enquanto a Nintendo pode não se manifestar a menos que dados de clientes ou funcionários tenham sido comprometidos, o que exigiria uma divulgação legal. Se confirmada, a invasão pode indicar a prática de ransomware, uma técnica crescente em ataques cibernéticos, especialmente na indústria de jogos, que já enfrentou incidentes semelhantes, como os ataques à Rockstar e à Insomniac Games nos últimos anos. A situação destaca a vulnerabilidade das empresas de tecnologia e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Grupo de ransomware Obscura ataca Michigan City, Indiana

No final de semana, o grupo de ransomware Obscura reivindicou um ataque cibernético ocorrido em setembro de 2025 contra Michigan City, Indiana. Em 9 de outubro de 2025, autoridades da cidade confirmaram que um ataque comprometeu dados municipais e interrompeu o acesso online e telefônico dos funcionários. Obscura afirmou ter roubado 450 GB de dados e que o prazo para pagamento do resgate já havia expirado. Embora a cidade não tenha confirmado a reivindicação do grupo, a situação está sob investigação policial, limitando as informações disponíveis ao público. O ataque é o primeiro reconhecido por Obscura, que também alegou ter atacado uma entidade governamental na Alemanha e uma loja de suprimentos na Irlanda. Os ataques de ransomware em entidades governamentais dos EUA têm aumentado, com 64 incidentes confirmados em 2025 até agora. Esses ataques podem resultar em perda de dados, interrupções em serviços essenciais e riscos de fraude para os cidadãos. A cidade de Michigan City, que abriga mais de 32.000 pessoas, está focada em restaurar seus sistemas de forma segura.

Ransomware Medusa atinge 1,27 milhão de pacientes da SimonMed Imaging

No final de semana, a SimonMed Imaging confirmou que 1.275.669 pessoas foram afetadas por uma violação de dados em janeiro de 2025, atribuída ao grupo de ransomware Medusa, que exigiu um resgate de US$ 1 milhão. Este incidente se torna a segunda maior violação de dados do ano no setor de saúde e a sexta em todos os setores. A SimonMed foi alertada por um de seus fornecedores sobre um incidente de segurança em 27 de janeiro, e, após uma revisão, identificou atividades suspeitas em sua rede no dia seguinte. Os dados comprometidos incluem informações pessoais e médicas, como nomes, endereços, números de registro médico e informações de seguro de saúde. Medusa reivindicou a responsabilidade pelo ataque e listou a SimonMed em seu site, exigindo o resgate. Até agora, 140 ataques confirmados do grupo resultaram na violação de mais de 4,5 milhões de registros, com um foco crescente em organizações de saúde. Em 2025, já foram registrados 65 ataques a provedores de saúde nos EUA, totalizando mais de 7,5 milhões de registros comprometidos. O ataque à SimonMed é o maior até agora, superando outros incidentes significativos no setor de saúde.

Ataques cibernéticos em evolução vulnerabilidades e ameaças emergentes

O cenário de cibersegurança continua a se deteriorar, com ataques cada vez mais sofisticados e coordenados. Um dos principais incidentes recentes envolve a exploração de uma falha crítica no Oracle E-Business Suite, afetando diversas organizações desde agosto de 2025. A falha, identificada como CVE-2025-61882, possui uma pontuação CVSS de 9.8 e foi utilizada por grupos como o Cl0p para exfiltrar dados sensíveis. Além disso, o grupo Storm-1175 explorou uma vulnerabilidade no GoAnywhere MFT, resultando em ataques em setores variados, como transporte e educação.

Novo malware ChaosBot usa Discord para controle remoto

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo backdoor baseado em Rust chamado ChaosBot, que permite a operadores realizar reconhecimento e executar comandos arbitrários em sistemas comprometidos. O malware foi detectado pela primeira vez em setembro de 2025 em um ambiente de serviços financeiros. Os atacantes utilizaram credenciais comprometidas de uma conta do Active Directory e do Cisco VPN para implantar o ChaosBot, que se comunica via Discord, utilizando perfis como ‘chaos_00019’ para emitir comandos. O malware também pode ser distribuído através de mensagens de phishing que contêm arquivos de atalho maliciosos. Uma vez instalado, o ChaosBot realiza reconhecimento do sistema e estabelece um proxy reverso para manter acesso persistente. Além disso, uma variante do ransomware Chaos, escrita em C++, foi identificada, introduzindo capacidades destrutivas que excluem arquivos em vez de criptografá-los, além de manipular o conteúdo da área de transferência para fraudes financeiras. Essa combinação de extorsão destrutiva e roubo financeiro torna o Chaos uma ameaça multifacetada e agressiva.

Ameaças de ransomware exploram vulnerabilidades do Velociraptor

Recentemente, o grupo de ameaças Storm-2603, associado a ataques de ransomware, tem utilizado o Velociraptor, uma ferramenta de resposta a incidentes de código aberto, para comprometer sistemas. Os atacantes exploraram vulnerabilidades do SharePoint, conhecidas como ToolShell, para obter acesso inicial e implantar uma versão desatualizada do Velociraptor, que possui uma vulnerabilidade de escalonamento de privilégios (CVE-2025-6264). Durante os ataques, que ocorreram em agosto de 2025, os invasores tentaram criar contas de administrador de domínio e se mover lateralmente dentro da rede comprometida, utilizando ferramentas como Smbexec para executar programas remotamente. Além disso, modificaram objetos de política de grupo do Active Directory e desativaram a proteção em tempo real para evitar detecções. Este é o primeiro caso em que o Storm-2603 foi vinculado ao uso do ransomware Babuk, além dos já conhecidos Warlock e LockBit. A análise sugere que o grupo possui características de atores patrocinados por estados-nação, devido à sua organização e práticas de desenvolvimento sofisticadas. As implicações para a segurança cibernética são significativas, especialmente considerando a possibilidade de que esses métodos possam ser replicados em ambientes corporativos no Brasil.

Comprometimento generalizado de dispositivos SonicWall SSL VPN

A empresa de cibersegurança Huntress alertou sobre um comprometimento generalizado de dispositivos SonicWall SSL VPN, que permitiu o acesso a múltiplos ambientes de clientes. Os atacantes estão autenticando rapidamente em várias contas, sugerindo que possuem credenciais válidas, em vez de utilizar força bruta. Desde 4 de outubro de 2025, mais de 100 contas SonicWall em 16 clientes foram afetadas, com autenticações originadas do IP 202.155.8[.]73. Embora alguns atacantes tenham se desconectado rapidamente, outros realizaram atividades de varredura de rede e tentativas de acesso a contas locais do Windows. Este incidente segue a revelação de que arquivos de configuração de firewall armazenados em contas MySonicWall foram expostos de forma não autorizada, afetando todos os clientes que utilizam o serviço de backup em nuvem da SonicWall. A Huntress recomenda que as organizações redefinam suas credenciais e implementem autenticação multifator (MFA) para proteger suas contas administrativas e remotas. O aumento das atividades de ransomware, como a campanha Akira, que explora falhas conhecidas, destaca a importância de manter práticas de atualização de segurança rigorosas.

Grupo de ransomware Qilin ataca distrito escolar no Texas

O grupo de ransomware Qilin reivindicou um ataque cibernético ao Uvalde Consolidated Independent School District, ocorrido entre 15 e 18 de setembro de 2025. Durante o ataque, as escolas do distrito foram fechadas devido à interrupção de serviços essenciais, como telefonia, ar-condicionado e câmeras de segurança. Embora o distrito tenha afirmado que não houve acesso não autorizado a dados sensíveis, Qilin alegou ter roubado informações pessoais de funcionários e alunos, além de dados financeiros. Para corroborar sua afirmação, o grupo publicou imagens de documentos que afirmam ter sido extraídos dos servidores do distrito. Até o momento, o Uvalde CISD não confirmou a veracidade das alegações do grupo. O Qilin é um grupo de ransomware que opera um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem seu malware para realizar ataques. Em 2025, foram confirmados 106 ataques atribuídos ao Qilin, com o grupo já tendo atacado diversas instituições educacionais nos Estados Unidos. Os ataques de ransomware têm se tornado cada vez mais comuns no setor educacional, com 34 incidentes confirmados em 2025, impactando operações diárias e colocando em risco a segurança de dados de alunos e funcionários.

Dispositivos SonicWall SSL VPN são alvo de ransomware Akira

Desde julho de 2025, operadores do ransomware Akira têm explorado dispositivos SonicWall SSL VPN, utilizando uma vulnerabilidade conhecida (CVE-2024-40766) que afeta versões do SonicOS. Essa falha, que foi divulgada e corrigida em agosto de 2024, permite acesso inadequado e tem sido utilizada para comprometer redes empresariais em diversos setores. A campanha inclui técnicas avançadas de coleta de credenciais e exfiltração de dados, com um ataque documentado em agosto de 2025 que resultou na transferência de aproximadamente 2 GB de dados sensíveis. Os atacantes utilizaram métodos sofisticados, como a técnica ‘UnPAC the hash’, para escalar privilégios dentro da rede. A Darktrace, empresa de segurança, conseguiu conter o ataque, mas a exploração contínua da vulnerabilidade destaca a importância de práticas de gerenciamento de patches atualizadas, especialmente para dispositivos que oferecem acesso remoto. O incidente ressalta a necessidade de vigilância constante e resposta rápida a ameaças cibernéticas, especialmente em um cenário onde a segurança de dados é crítica.

Ataque cibernético expõe dados de mais de 40 mil pessoas em Coös County

Em julho de 2025, Coös County Family Health Services confirmou que 40.185 pessoas tiveram seus dados comprometidos em um ataque cibernético. O grupo de ransomware Run Some Wares reivindicou a responsabilidade pelo ataque em agosto. A investigação revelou que, em 9 de julho, houve acesso não autorizado aos servidores, onde dados sensíveis, como datas de nascimento, informações de contato, números de Seguro Social e dados médicos, podem ter sido visualizados ou copiados. Embora Coös County não tenha confirmado a natureza do ataque, a organização está oferecendo monitoramento de crédito gratuito por 12 meses aos afetados. Este incidente se insere em um contexto mais amplo, onde o setor de saúde dos EUA já registrou 63 ataques confirmados em 2025, resultando em mais de 6,2 milhões de registros expostos. O ataque em Coös County é um exemplo claro do impacto devastador que os ataques de ransomware podem ter sobre instituições de saúde, tanto em termos de tempo de inatividade quanto na violação de dados. A situação é alarmante, especialmente considerando que o setor de saúde é um alvo frequente para esses tipos de ataques.

Falha crítica no GoAnywhere MFT pode ter sido explorada ativamente

A Fortra divulgou os resultados de sua investigação sobre a vulnerabilidade CVE-2025-10035, uma falha crítica no GoAnywhere Managed File Transfer (MFT), que está sendo explorada ativamente desde pelo menos 11 de setembro de 2025. A investigação foi iniciada após um cliente relatar uma ‘potencial vulnerabilidade’, levando a Fortra a identificar atividades suspeitas relacionadas à falha. A empresa notificou clientes que tinham o console administrativo do GoAnywhere acessível na internet e também alertou as autoridades policiais. Um hotfix foi disponibilizado no dia seguinte, e versões completas com o patch foram lançadas em 15 de setembro. A Fortra destacou que o risco é limitado a clientes com o console administrativo exposto, mas admitiu que há relatos de atividades não autorizadas associadas à vulnerabilidade. A CVE-2025-10035 refere-se a uma vulnerabilidade de desserialização no License Servlet, que pode resultar em injeção de comandos sem autenticação. A Microsoft informou que um grupo de ameaças, identificado como Storm-1175, está explorando essa falha para implantar ransomware Medusa. A Fortra recomenda que os usuários restrinjam o acesso ao console administrativo pela internet e mantenham o software atualizado.

Campanha de malware Stealit utiliza Node.js para distribuição

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha ativa de malware chamada Stealit, que utiliza a funcionalidade Single Executable Application (SEA) do Node.js para distribuir seus payloads. De acordo com o Fortinet FortiGuard Labs, o malware é propagado por meio de instaladores falsos de jogos e aplicativos de VPN, frequentemente carregados em sites de compartilhamento de arquivos como Mediafire e Discord. A SEA permite que aplicações Node.js sejam empacotadas como executáveis independentes, facilitando a execução em sistemas sem o Node.js instalado.

Malware MalTerminal usa tecnologia LLM para gerar código de ransomware

Pesquisadores de segurança da SentinelLABS revelaram o MalTerminal, um novo malware que utiliza modelos de linguagem de grande escala (LLM) para gerar código de ransomware. Este executável para Windows, identificado após um ano de investigação, incorpora um endpoint da API de chat do OpenAI GPT-4, que foi descontinuado em novembro de 2023, indicando que o malware pode ter surgido entre o final de 2023 e o início de 2024. Os analistas desenvolveram regras YARA para detectar padrões de chaves de API exclusivas de provedores de LLM, encontrando mais de 7.000 amostras com mais de 6.000 chaves únicas. O MalTerminal se destaca como o primeiro exemplo conhecido de malware que gera lógica maliciosa dinamicamente em tempo de execução, emitindo um payload JSON estruturado para o endpoint GPT-4 e definindo seu papel como um especialista em cibersegurança. Embora não haja evidências de que o MalTerminal tenha sido implantado em ambientes reais, sua dependência de serviços comerciais de LLM e chaves de API válidas apresenta uma janela estreita para que os defensores aprimorem suas estratégias de detecção antes que arquiteturas mais resilientes sejam adotadas pelos adversários.

Exploração de falha zero-day afeta Oracle E-Business Suite

Um relatório recente do Google Threat Intelligence Group (GTIG) e da Mandiant revelou que dezenas de organizações podem ter sido impactadas pela exploração de uma falha de segurança zero-day no software Oracle E-Business Suite (EBS), identificada como CVE-2025-61882, com uma pontuação CVSS de 9.8. Desde 9 de agosto de 2025, a atividade maliciosa, associada ao grupo de ransomware Cl0p, utilizou múltiplas vulnerabilidades para invadir redes-alvo e exfiltrar dados sensíveis. A campanha de ataques começou em 29 de setembro de 2025, com um envio em massa de e-mails fraudulentos a executivos de empresas, alegando que suas aplicações Oracle EBS haviam sido comprometidas. Os atacantes exigiam resgates em troca de não vazamento das informações roubadas. A Oracle já lançou patches para corrigir a vulnerabilidade. Os ataques foram realizados utilizando técnicas como Server-Side Request Forgery (SSRF) e injeção de código, permitindo a execução remota de comandos. A complexidade e o investimento na campanha indicam um planejamento cuidadoso por parte dos atacantes, que podem estar associados ao grupo FIN11, conhecido por suas táticas de extorsão.

Ataques de Ransomware Usam Ferramenta Velociraptor por Atores Ameaçadores

Pesquisadores da Cisco Talos confirmaram que operadores de ransomware estão explorando a ferramenta de resposta a incidentes e forense digital (DFIR) Velociraptor em ataques cibernéticos sofisticados. A atividade foi atribuída ao grupo de ameaças Storm-2603, suspeito de operar a partir da China, que ganhou notoriedade por explorar vulnerabilidades do SharePoint. Em agosto de 2025, o grupo lançou um ataque que utilizou várias variantes de ransomware, como Warlock, LockBit e Babuk, para criptografar máquinas virtuais VMware ESXi e servidores Windows.

Incidente de segurança da Strategic Retail Partners expõe dados pessoais

A Strategic Retail Partners (SRP) confirmou que notificou um número não revelado de pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em fevereiro de 2025, que comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, identificações emitidas pelo estado e informações financeiras. O ataque foi reivindicado pelo grupo de ransomware Medusa, que alegou ter roubado 1,35 TB de dados e exigiu um resgate de 1,2 milhão de dólares. Após uma segunda invasão em março, Medusa exigiu um resgate adicional de 1 milhão de dólares, afirmando que a SRP não havia melhorado sua segurança. A empresa ofereceu 12 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. O ataque à SRP é o primeiro do grupo direcionado a uma empresa de varejo, que já havia atacado outras organizações em setores diversos. A pesquisa da Comparitech registrou 17 ataques confirmados de ransomware a varejistas nos EUA em 2025, comprometendo mais de 110 mil registros. Os ataques de ransomware podem causar interrupções significativas nas operações comerciais, além de expor dados pessoais a riscos de fraude.

Aumento de ataques de ransomware no setor de saúde em 2025

Nos primeiros nove meses de 2025, foram registrados 293 ataques de ransomware em hospitais e clínicas, além de 130 ataques a empresas do setor de saúde, como fabricantes de produtos médicos e provedores de tecnologia. Embora os ataques a prestadores de serviços de saúde tenham se mantido estáveis em relação a 2024, os ataques a empresas do setor aumentaram em 30%. O aumento da conscientização sobre a ameaça de ransomware, impulsionado por ataques de alto perfil, pode ter levado as organizações a melhorar suas defesas. Além disso, as empresas de saúde lidam com múltiplos prestadores, o que aumenta a vulnerabilidade a ataques. Os dados revelam que 7,4 milhões de registros foram comprometidos em ataques confirmados, com um pedido médio de resgate de cerca de $514.000. Os principais grupos de ransomware identificados foram INC, Qilin e SafePay. Os Estados Unidos lideram em número de ataques, seguidos por Austrália, Alemanha e Reino Unido. O relatório destaca a necessidade urgente de ações de segurança cibernética no setor, especialmente em relação a fornecedores terceirizados, que representam um novo vetor de ataque.

Sites de vazamento de dados atingem recorde com RaaS e LockBit 5.0

No terceiro trimestre de 2025, a atividade de ransomware atingiu níveis recordes, impulsionada pelo anúncio da plataforma RaaS (Ransomware as a Service) da Scattered Spider e o retorno do LockBit com a versão 5.0, que agora visa explicitamente a infraestrutura crítica. O número de sites ativos de vazamento de dados subiu para 81, com novos grupos emergindo em diversas regiões e setores, apesar do número total de organizações listadas permanecer estável em relação ao segundo trimestre. A Scattered Spider, conhecida por suas táticas de engenharia social, está se preparando para lançar sua plataforma ShinySp1d3r, prometendo uma integração eficiente de exfiltração de dados e criptografia de arquivos. Por outro lado, o LockBit 5.0 permite que seus afiliados ataquem infraestrutura crítica, refletindo uma mudança significativa em sua estratégia após ações de aplicação da lei. O setor de saúde e serviços técnicos viu um aumento nas exposições, enquanto setores como manufatura e construção enfrentaram quedas. A combinação de táticas de extorsão dupla e ataques a sistemas operacionais industriais representa uma ameaça crescente, exigindo que as organizações adotem medidas rigorosas de segurança, como segmentação de rede e monitoramento de sites de vazamento.

Vazamento de Dados do Discord 1,5TB e 2M de Fotos de Identidade em Risco

O Discord confirmou um vazamento de dados significativo após um ataque cibernético que comprometeu o ambiente de atendimento ao cliente da Zendesk, seu provedor de suporte terceirizado. Os atacantes, identificados como Scattered Lapsus$ Hunters (SLH), acessaram uma conta de agente de suporte e mantiveram o controle por 58 horas, durante as quais exfiltraram aproximadamente 1,5 terabytes de dados sensíveis. Embora os hackers tenham afirmado ter em mãos mais de 2 milhões de fotos de identificação, a investigação interna do Discord revelou que cerca de 70 mil imagens de identificação foram realmente expostas. Os dados roubados incluem nomes de usuários, endereços de e-mail, transcrições de mensagens de suporte e informações de pagamento limitadas. Após o incidente, o Discord revogou o acesso da Zendesk e notificou as autoridades competentes. O ataque destaca a vulnerabilidade das empresas em relação a ataques à cadeia de suprimentos, especialmente quando dependem de fornecedores com segurança menos robusta. O impacto total do vazamento ainda é incerto, mas o Discord se recusa a pagar o resgate exigido pelos atacantes e está monitorando a situação de perto.

Instituto de Educação Culinária sofre vazamento de dados em 2025

O Instituto de Educação Culinária (ICE) notificou 33.342 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em abril de 2025, que comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, datas de nascimento e números de registro de estrangeiros nos EUA. O grupo de ransomware Payouts King reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 1,5 TB de dados. Embora o ICE tenha confirmado a violação, não há informações sobre o pagamento de resgates ou como os atacantes conseguiram acessar a rede da instituição. O ICE está oferecendo monitoramento de crédito gratuito para as vítimas afetadas. Este incidente é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware em instituições educacionais nos EUA, com 34 ataques confirmados em 2025, comprometendo mais de 183 mil registros. O ataque ao ICE é o terceiro maior em termos de registros comprometidos, atrás de incidentes em distritos escolares que notificaram mais de 46 mil e 35 mil pessoas, respectivamente. O ICE, fundado em 1975, possui campi em Nova York e Los Angeles.

Grupos de ransomware formam aliança estratégica para ataques mais eficazes

Três grupos de ransomware, DragonForce, LockBit e Qilin, anunciaram uma nova aliança estratégica, destacando mudanças significativas no cenário de ameaças cibernéticas. Essa coalizão visa compartilhar técnicas, recursos e infraestrutura, aumentando a eficácia dos ataques. A parceria surge após o retorno do LockBit, que busca restaurar sua reputação após uma operação de repressão em 2024 que resultou na prisão de membros e na perda de infraestrutura. O grupo Qilin, que se tornou o mais ativo nos últimos meses, focou principalmente em organizações da América do Norte, com mais de 200 vítimas apenas no terceiro trimestre de 2025. A nova versão do LockBit, a 5.0, é capaz de atacar sistemas Windows, Linux e ESXi, o que pode aumentar o risco para setores críticos. Além disso, a aliança pode levar a um aumento nos ataques a infraestruturas críticas, ampliando a ameaça a setores antes considerados de baixo risco. O relatório também aponta um aumento nos ataques em países como Egito, Tailândia e Colômbia, sugerindo que os cibercriminosos estão se expandindo para evitar a repressão das autoridades. Com 1.429 incidentes de ransomware registrados no terceiro trimestre de 2025, a situação exige atenção redobrada das empresas, especialmente aquelas em setores vulneráveis.

Ataque ao Discord expõe dados pessoais e financeiros de usuários

Um ataque cibernético ao Discord, ocorrido em 20 de setembro, expôs dados pessoais e financeiros de usuários, incluindo nomes, e-mails e informações de pagamento. O incidente foi facilitado por uma falha em uma empresa terceirizada de suporte ao consumidor, possivelmente o Zendesk. Os hackers acessaram a fila de tickets de suporte, revelando detalhes sensíveis, como os últimos dígitos de cartões de crédito e até documentos como carteiras de motorista e passaportes. O Discord notificou os usuários afetados e revogou o acesso da empresa de suporte após identificar a vulnerabilidade. Embora o ataque tenha sido classificado como ransomware, com um pedido de resgate, a plataforma garantiu que dados completos de pagamento e senhas não foram comprometidos. O grupo hacker Scattered Lapsus$ Hunters inicialmente assumiu a responsabilidade, mas depois alegou que outros grupos estavam envolvidos. A investigação interna do Discord está em andamento para entender melhor a extensão do ataque e suas implicações.

Hackers exploram bancos de dados com comandos legítimos

Hackers estão explorando rapidamente bancos de dados expostos na nuvem e em SaaS utilizando técnicas “sem malware”, abusando de comandos legítimos e configurações inadequadas. As operações automatizadas evoluíram para campanhas de dupla extorsão, com MySQL e PostgreSQL sendo as plataformas mais visadas. Os ataques resultam na criação de notas de resgate em novas tabelas de banco de dados, pressionando as vítimas com ameaças de vazamento ou venda de dados roubados.

Grupo de ransomware Qilin ataca Asahi Group Holdings

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético que resultou em uma violação de dados na Asahi Group Holdings, uma importante cervejaria japonesa. O incidente, que foi divulgado pela primeira vez em 29 de setembro de 2025, levou a empresa a suspender pedidos, remessas e serviços ao cliente. A Qilin afirma ter roubado 27 GB de arquivos, incluindo documentos financeiros, orçamentos, contratos e dados pessoais de funcionários. Embora a Asahi esteja investigando a extensão da violação, ainda não confirmou a veracidade das alegações da Qilin nem se pagará um resgate. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e opera um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem seu malware para realizar ataques. Este ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware direcionados a fabricantes, que podem causar interrupções significativas nas operações e comprometer dados sensíveis. A Asahi, que possui marcas de cerveja globais, está enfrentando dificuldades operacionais devido a este incidente, que destaca a vulnerabilidade do setor a ataques cibernéticos.

Grupos de Ransomware Explorando Ferramentas de Acesso Remoto

Grupos de ransomware têm utilizado ferramentas de acesso remoto (RATs) legítimas, como AnyDesk e UltraViewer, para estabelecer pontos de acesso furtivos e evitar detecções. Ao abusar de versões gratuitas ou empresariais dessas ferramentas, os atacantes conseguem contornar controles de segurança tradicionais, aproveitando assinaturas digitais confiáveis e canais criptografados para manter a persistência e movimentar-se lateralmente na rede.

Após o acesso inicial, geralmente por meio de força bruta em RDP ou reutilização de credenciais, os operadores exploram serviços RAT pré-instalados. Técnicas como ‘sequestro’ de serviços e instalação silenciosa são comuns, permitindo que os atacantes evitem alertas de segurança. Uma vez que os serviços RAT estão ativos, eles escalam privilégios e manipulam políticas de segurança do Windows para excluir diretórios RAT de varreduras de antivírus.

Ransomware Yurei Explora Compartilhamentos SMB e Drives Removíveis

O ransomware Yurei, identificado pela CYFIRMA em setembro de 2025, apresenta uma nova ameaça para ambientes Windows, utilizando técnicas sofisticadas de criptografia e anti-forense. Escrito em Go, o Yurei adiciona a extensão .Yurei a cada arquivo criptografado, utilizando uma chave/nonce única gerada pelo algoritmo ChaCha20. Antes de iniciar a criptografia, o malware executa comandos PowerShell para eliminar cópias de sombra e backups, dificultando a recuperação de dados. O Yurei se propaga furtivamente por drives removíveis e compartilhamentos SMB, copiando-se como WindowsUpdate.exe e System32_Backup.exe. Após a criptografia, uma nota de resgate é gerada, exigindo pagamento para a recuperação dos arquivos, com ameaças de divulgação de dados caso as exigências não sejam atendidas. A análise revela semelhanças com o projeto de ransomware Prince, mas com melhorias significativas em stealth e eficiência. Para mitigar os impactos do Yurei, as organizações devem implementar políticas de backup imutáveis, regras de EDR para detectar cabeçalhos de arquivos suspeitos e estabelecer planos de contenção rápidos.

Evolução do malware XWorm uma ameaça multifuncional em ascensão

Pesquisadores em cibersegurança analisaram a evolução do malware XWorm, que se tornou uma ferramenta versátil para diversas ações maliciosas em sistemas comprometidos. Com um design modular, XWorm é composto por um cliente central e plugins especializados que executam ações específicas, como roubo de dados, keylogging e operações de ransomware. Desde sua primeira observação em 2022, o malware, associado ao ator de ameaças EvilCoder, tem se espalhado principalmente por e-mails de phishing e sites fraudulentos. Recentemente, novas variantes, como o XWorm 6.0, foram identificadas, oferecendo funcionalidades adicionais e utilizando arquivos JavaScript maliciosos para injetar o malware em processos legítimos do Windows. A modularidade do XWorm permite que comandos sejam enviados de servidores externos, facilitando ações como ataques DDoS e manipulação de arquivos. Apesar de um aparente abandono por parte de seu desenvolvedor original, o malware continua a ser distribuído e atualizado, destacando a necessidade de medidas de segurança robustas para enfrentar essas ameaças em constante evolução.

Ransomware Cl0p Explora Vulnerabilidade Zero-Day da Oracle E-Business Suite

O grupo de ransomware Cl0p está explorando uma vulnerabilidade crítica zero-day na Oracle E-Business Suite, identificada como CVE-2025-61882. Essa falha, localizada no componente de Integração do Business Intelligence Publisher, permite a execução remota de código sem autenticação, com uma pontuação máxima de 9.8 no CVSS, possibilitando a total comprometimento do sistema. A vulnerabilidade afeta versões amplamente utilizadas da Oracle EBS, entre 12.2.3 e 12.2.14, que são essenciais para operações empresariais como gestão de pedidos e finanças. A Oracle já lançou atualizações de segurança, mas as organizações precisam aplicar primeiro o Critical Patch Update de outubro de 2023. O Cl0p, ativo desde 2019, tem um histórico de exploração de zero-days e, nesta campanha, está focado na exfiltração de dados em vez da criptografia. As empresas devem realizar um inventário imediato dos endpoints expostos, confirmar a instalação das atualizações e monitorar logs e tráfego de rede para sinais de comprometimento. A situação é crítica, e a falta de ação pode resultar em sérias interrupções operacionais e vazamentos de dados.

Exploração de vulnerabilidade crítica no Oracle E-Business Suite

A CrowdStrike atribuiu com confiança moderada a exploração de uma vulnerabilidade crítica no Oracle E-Business Suite ao grupo de ameaças conhecido como Graceful Spider (ou Cl0p). A falha, identificada como CVE-2025-61882, possui um escore CVSS de 9.8 e permite a execução remota de código sem autenticação. O primeiro registro de exploração ocorreu em 9 de agosto de 2025. A vulnerabilidade facilita ataques que podem levar à exfiltração de dados, com um canal no Telegram insinuando a colaboração entre diferentes grupos de ameaças. A exploração envolve uma série de requisições HTTP que permitem a execução de um template XSLT malicioso, resultando em conexões de saída para a infraestrutura controlada pelos atacantes. A CISA incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas, alertando agências federais para aplicar correções até 27 de outubro de 2025. A CrowdStrike e a WatchTowr Labs destacam a complexidade do ataque, que combina múltiplas falhas para alcançar a execução remota de código pré-autenticada. O alerta é claro: empresas que utilizam o Oracle EBS devem agir rapidamente para mitigar riscos.

Microsoft atribui ataque de ransomware Medusa a falha crítica no GoAnywhere

A Microsoft identificou um grupo de cibercriminosos, denominado Storm-1175, como responsável pela exploração de uma vulnerabilidade crítica no software Fortra GoAnywhere, que permitiu a implantação do ransomware Medusa. A falha, classificada como CVE-2025-10035, possui um escore CVSS de 10.0 e é um bug de desserialização que pode resultar em injeção de comandos sem necessidade de autenticação. A vulnerabilidade foi corrigida nas versões 7.8.4 e 7.6.3 do software. Desde 11 de setembro de 2025, o grupo tem explorado aplicações expostas ao público para obter acesso inicial, com indícios de exploração ativa desde pelo menos 10 de setembro. A exploração bem-sucedida dessa vulnerabilidade pode permitir que os atacantes realizem descobertas de sistema e usuário, mantenham acesso a longo prazo e implantem ferramentas adicionais para movimentação lateral e malware. A cadeia de ataque inclui a instalação de ferramentas de monitoramento remoto, como SimpleHelp e MeshAgent, e a criação de arquivos .jsp nos diretórios do GoAnywhere MFT. A Microsoft também observou o uso de Rclone para exfiltração de dados em pelo menos um ambiente afetado. A situação levanta preocupações sobre a transparência da Fortra em relação à segurança de seus produtos.

Grupo de ransomware Qilin ataca escolas públicas na Virgínia

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025 nas escolas públicas do Condado de Mecklenburg, na Virgínia. O incidente foi notificado aos pais em 2 de setembro, levando a uma interrupção significativa nas atividades escolares, com professores utilizando métodos tradicionais de ensino devido à falta de acesso à internet. Qilin afirma ter roubado 305 GB de dados, incluindo relatórios financeiros, orçamentos e registros médicos de crianças, e publicou amostras desses documentos em seu site de vazamento. O superintendente das escolas, Scott Worner, confirmou a autoria do ataque, mas ressaltou que a verificação do que foi comprometido depende da conclusão da investigação pelas autoridades e pela seguradora da escola. O grupo tem um histórico de ataques a instituições educacionais, tendo realizado 103 ataques confirmados em 2025 até o momento. Worner alertou outras escolas sobre a inevitabilidade de ataques cibernéticos, enfatizando a importância de manter a cobertura de cibersegurança atualizada. O ataque destaca a vulnerabilidade do setor educacional, que frequentemente enfrenta dificuldades em relatar violações de dados e pode sofrer interrupções significativas em suas operações diárias.

Programa de Educação Médica de Fort Wayne confirma vazamento de dados

O Programa de Educação Médica de Fort Wayne (FWMEP) notificou 29.485 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em dezembro de 2024, que comprometeu informações pessoais de funcionários e seus dependentes. Os dados vazados incluem números de Seguro Social, identificações emitidas pelo estado, datas de nascimento, números de contas bancárias, informações de cartões de crédito e dados de saúde pessoal, como histórico médico e informações de faturamento. O grupo de ransomware Inc reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 66 GB de dados do FWMEP. A investigação revelou que a atividade suspeita foi detectada entre 12 e 17 de dezembro de 2024. O FWMEP está oferecendo monitoramento de crédito gratuito e proteção contra roubo de identidade aos afetados, com prazo para inscrição até 2 de janeiro de 2026. O grupo Inc, ativo desde julho de 2023, já realizou 128 ataques confirmados, afetando diversos setores, incluindo educação e saúde. O aumento de ataques de ransomware em instituições educacionais nos EUA, com 83 incidentes registrados em 2024, destaca a gravidade da situação e a necessidade de medidas de segurança mais robustas.

Ameaças cibernéticas em destaque vulnerabilidades e ataques recentes

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novos ataques e vulnerabilidades emergindo semanalmente. Um dos principais destaques é a exploração de uma falha zero-day na Oracle E-Business Suite, identificada como CVE-2025-61882, que permite que atacantes não autenticados comprometam o sistema e realizem roubo de dados. O grupo de ransomware Cl0p está por trás dessa exploração, utilizando múltiplas vulnerabilidades para atacar diversas vítimas.

Além disso, um ator de estado-nação chinês, conhecido como Phantom Taurus, tem direcionado suas operações de espionagem cibernética a entidades governamentais e militares na África, Oriente Médio e Ásia, utilizando ferramentas sofisticadas para comprometer sistemas de alto valor. No Brasil, uma nova variante de malware chamada SORVEPOTEL tem se espalhado via WhatsApp, utilizando mensagens de phishing para infectar usuários e propagar-se rapidamente entre contatos.

Empresas que pagam resgates de ransomware não recuperam dados

Um estudo recente da Veeam revelou que a eficácia do pagamento de resgates em ataques de ransomware está em declínio. Em 2024, apenas 32% das empresas que pagaram resgates conseguiram recuperar seus dados, uma queda significativa em relação aos 54% de 2023. Por outro lado, o número de organizações que conseguiram recuperar suas informações sem pagar o resgate mais que dobrou, passando de 14% para 30%. O aumento da frequência e da gravidade dos ataques de ransomware tem gerado perdas financeiras significativas, com custos de inatividade que podem chegar a £1 milhão por hora. Além disso, a pesquisa destaca que 63% das empresas não conseguem se recuperar de crises devido à falta de infraestrutura alternativa. O governo do Reino Unido também planeja proibir pagamentos de resgates por organizações do setor público e de infraestrutura crítica. A Veeam recomenda que as empresas invistam em sistemas de backup robustos e alternativas de infraestrutura para evitar a necessidade de pagar resgates, uma vez que os atacantes são considerados uma opção não confiável para a recuperação de dados.

Firma de contabilidade confirma vazamento de dados de 34 mil pessoas

A firma de contabilidade Sheheen, Hancock & Godwin confirmou que notificou mais de 34.000 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em abril de 2025. As informações comprometidas incluem números de Seguro Social, documentos de identificação emitidos pelo governo, dados financeiros, datas de nascimento, informações médicas e de seguro saúde. A maioria das vítimas está localizada na Carolina do Sul, onde a empresa está baseada. O grupo de ransomware Lynx reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 10 GB de dados e exigindo um pagamento em resgate até 25 de abril de 2025, sob a ameaça de publicar os dados roubados. Até o momento, a Sheheen, Hancock & Godwin não confirmou se pagou o resgate e não ofereceu monitoramento de crédito ou proteção contra roubo de identidade para as vítimas. Este incidente destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware, especialmente no setor financeiro, que já registrou 26 ataques confirmados em 2025, comprometendo mais de 204.000 registros. Apesar de uma diminuição no número de ataques em relação ao ano anterior, a situação ainda é preocupante, exigindo atenção contínua das empresas para proteger seus dados e sistemas.

Governo britânico empresta R 10,7 bi para salvar Jaguar Land Rover de ciberataque

Em setembro de 2025, a Jaguar Land Rover sofreu um ataque cibernético severo que resultou em interrupções significativas em suas operações e produção. O governo do Reino Unido anunciou um empréstimo de £1,5 bilhões (aproximadamente R$ 10,7 bilhões) para ajudar a empresa a retomar suas atividades. O Secretário de Negócios, Peter Kyle, destacou que o ataque não apenas impactou a Jaguar, mas também afetou o setor automotivo britânico, que é vital para a economia local, empregando cerca de 154.000 pessoas. O grupo Scattered Lapsus$ Hunters reivindicou a autoria do ataque, que pode ter sido facilitado por uma vulnerabilidade explorada anteriormente pela gangue HellCat. A Jaguar Land Rover ficou quase um mês sem operar, resultando em perdas estimadas de £50 milhões (cerca de R$ 360 milhões) por semana. As autoridades britânicas já prenderam três membros da gangue envolvida, e a investigação continua para entender melhor as circunstâncias do ataque e suas consequências. O governo pode considerar um novo empréstimo para evitar a falência de fornecedores da Jaguar Land Rover, que são essenciais para a cadeia de produção.

Aumento de 36 em ataques de ransomware em 2025

Em 2025, os pesquisadores da Comparitech registraram 5.186 ataques de ransomware, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, houve 1.517 ataques, com um crescimento de 6% em relação ao segundo trimestre. Embora os ataques a entidades governamentais e empresas de saúde tenham diminuído, os negócios, especialmente na indústria de manufatura, foram os mais atingidos, com um aumento de 11% nos ataques. Os grupos de ransomware mais ativos foram Qilin, Akira e INC, com Qilin liderando em ataques confirmados. O setor de saúde registrou 78 ataques, uma queda de 14%, enquanto o setor educacional manteve números semelhantes. O valor médio do resgate foi de $3,57 milhões, com o maior resgate exigido sendo de $15 milhões. Os ataques a fornecedores de tecnologia de terceiros também causaram grandes interrupções, destacando a necessidade de uma vigilância contínua e de medidas de segurança robustas. A crescente complexidade e o impacto dos ataques ressaltam a importância de uma resposta rápida e eficaz por parte das organizações.

Grupo Cl0p inicia campanha de extorsão contra empresas com Oracle

O Google Mandiant e o Google Threat Intelligence Group (GTIG) estão monitorando uma nova atividade maliciosa possivelmente ligada ao grupo de cibercriminosos Cl0p, conhecido por suas motivações financeiras. Desde o dia 29 de setembro de 2025, executivos de diversas organizações têm recebido e-mails de extorsão, nos quais os criminosos alegam ter roubado dados sensíveis do Oracle E-Business Suite. Genevieve Stark, do GTIG, afirmou que a investigação ainda está em estágios iniciais e que as alegações do grupo não foram confirmadas. Charles Carmakal, CTO da Mandiant, descreveu a operação como uma “campanha de e-mail de alto volume” originada de contas comprometidas, algumas das quais estão ligadas ao grupo FIN11, que já atuava em ataques de ransomware desde 2020. Os e-mails maliciosos incluem informações de contato que foram verificadas como estando listadas no site de vazamento de dados do Cl0p, sugerindo uma associação com o grupo. Embora o Google não tenha evidências concretas para confirmar essas ligações, a similaridade nas táticas utilizadas em ataques anteriores do Cl0p levanta preocupações. A forma como os atacantes obtêm acesso inicial ainda não está clara, mas acredita-se que eles tenham comprometido e-mails de usuários e abusado da função de redefinição de senha do Oracle E-Business Suite. O grupo Cl0p é conhecido por explorar falhas em várias plataformas, comprometendo milhares de organizações nos últimos anos.

Cibersegurança Vulnerabilidades e Ameaças em Tecnologia Atual

O cenário de cibersegurança se torna cada vez mais complexo, com ataques direcionados a diversas tecnologias, desde carros conectados até servidores em nuvem. Recentemente, observou-se um aumento significativo em tentativas de exploração da vulnerabilidade crítica CVE-2024-3400, que afeta firewalls PAN-OS, permitindo que atacantes não autenticados executem códigos maliciosos. Além disso, uma campanha sofisticada tem como alvo servidores Microsoft SQL mal gerenciados, utilizando o framework XiebroC2 para estabelecer acesso persistente. Por outro lado, a inteligência artificial está sendo utilizada para bloquear ataques de ransomware em tempo real, com o Google Drive implementando detecções automáticas que interrompem a sincronização de arquivos durante tentativas de ataque. Outro ponto crítico é a atuação do grupo UNC6040, que realiza campanhas de phishing por voz (vishing) para comprometer instâncias do Salesforce, manipulando usuários para autorizar aplicativos maliciosos. As implicações para a segurança de dados e conformidade com a LGPD são significativas, exigindo atenção redobrada das organizações.

Motility Software Solutions sofre vazamento de dados em 2025

A Motility Software Solutions, empresa de software para concessionárias de automóveis, notificou 766.670 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em agosto de 2025. O incidente, atribuído ao grupo de ransomware PEAR, comprometeu informações sensíveis, incluindo números de Seguro Social, endereços de e-mail e números de carteira de motorista. O grupo PEAR reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 4,3 TB de dados, e publicou imagens de documentos supostamente obtidos durante o ataque. Embora a Motility tenha detectado atividade suspeita em seus servidores em 19 de agosto de 2025 e tomado medidas para isolar o incidente, não está claro se a empresa pagou um resgate ou como os atacantes conseguiram acessar sua rede. A Motility está oferecendo 12 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. O grupo PEAR, que se destacou por focar em roubo de dados sem criptografá-los, já reivindicou outros ataques, aumentando a preocupação com a segurança cibernética em empresas de tecnologia nos EUA.

Hackers tentam recrutar jornalista da BBC para invadir a empresa

O jornalista Joe Tidy, correspondente da seção de cibersegurança da BBC, recebeu uma proposta inusitada de um hacker que se identificou como Syn. Ele ofereceu 15% dos lucros de um resgate obtido em um ataque de ransomware à BBC, caso Tidy liberasse o acesso à sua conta corporativa. O caso destaca uma vulnerabilidade pouco discutida: a utilização de agentes internos para facilitar invasões. A comunicação ocorreu via Signal, um aplicativo de mensagens seguras, e foi precedida por um incidente em que um funcionário de TI no Brasil vendeu seu login a cibercriminosos, resultando em uma invasão que custou R$ 500 milhões à empresa. Tidy, que apenas buscava entender o golpe, foi alvo de tentativas de login e notificações de autenticação de dois fatores, uma técnica conhecida como MFA bombing. Após relatar o incidente à equipe de segurança da BBC, ele teve seus acessos revogados. Os hackers, que já atacaram mais de 300 vítimas, tentaram convencer Tidy de que não seriam descobertos, mas acabaram desistindo após dias sem resposta. O caso evidencia a necessidade de discutir as ameaças internas nas organizações, que podem ser tão perigosas quanto as externas.