Raas

Por que os cibercriminosos estão ficando mais jovens?

Recentes ataques cibernéticos, como os que afetaram a Marks & Spencer e a Jaguar Land Rover, revelaram que os suspeitos envolvidos são predominantemente jovens, com idades entre 17 e 20 anos. Essa tendência crescente de cibercrime juvenil pode ser atribuída à maior acessibilidade de ferramentas de ransomware, oferecidas por grupos de Ransomware-as-a-Service (RaaS), que permitem que indivíduos sem habilidades avançadas em hacking realizem ataques. Além disso, fatores como fama, frustração, finanças e a influência de comunidades de jogos online têm atraído jovens para o mundo do crime cibernético. A percepção negativa das carreiras em cibersegurança, consideradas monótonas em comparação com o glamour do hacking ilegal, também contribui para essa situação. Para combater essa tendência, é essencial que a indústria de cibersegurança mude sua imagem e busque atrair novos talentos, especialmente aqueles que não seguem os caminhos tradicionais de educação. Isso inclui a valorização de habilidades autodidatas e neurodiversas, que frequentemente são ignoradas nas contratações tradicionais. A indústria deve agir rapidamente para mostrar que existem oportunidades legítimas e recompensadoras para esses jovens talentos, antes que eles se tornem parte do problema.

Ransomware-as-a-Service (RaaS) A uberização do crime

O ransomware como serviço (RaaS) representa uma nova era no cibercrime, permitindo que indivíduos sem habilidades técnicas avancem em ataques de ransomware. Este modelo de negócio ilícito funciona como uma plataforma digital, onde hackers desenvolvem e vendem softwares maliciosos na dark web, permitindo que qualquer pessoa, desde novatos até criminosos experientes, realize ataques. O ransomware sequestra dados de usuários e empresas, criptografando informações sensíveis até que um resgate seja pago. O RaaS democratiza o acesso a ferramentas de ataque, aumentando a frequência e a diversidade de ataques, o que representa um risco significativo para a segurança digital. A dificuldade de rastreamento dos criminosos, que utilizam criptomoedas para transações, torna a situação ainda mais alarmante. Para se proteger, é crucial que usuários e empresas realizem backups regulares, utilizem filtros de spam, mantenham sistemas atualizados e adotem autenticação multifator. A conscientização digital é essencial para identificar e evitar armadilhas de phishing e outras ameaças.

Fóruns de Hacking Promovem Novo RaaS Gentlemens Alvo de Sistemas Windows, Linux e ESXi

O ator de ameaças conhecido como zeta88 está promovendo um novo programa de ransomware como serviço (RaaS) chamado Gentlemen’s, que visa ambientes empresariais em sistemas operacionais Windows, Linux e ESXi. Este RaaS se destaca por sua arquitetura modular e compatível com múltiplas plataformas, utilizando linguagens como Go e C para otimização de desempenho. O ransomware implementa chaves efêmeras por arquivo, dificultando a recuperação de dados e aumentando a complexidade da descriptografia. Além disso, o malware possui recursos avançados de segurança operacional, como modos de execução silenciosa e técnicas anti-forense para evitar detecções. O modelo econômico do programa permite que afiliados recebam 90% dos pagamentos de resgate, enquanto os operadores retêm apenas 10%, refletindo uma tendência crescente em operações de ransomware. A operação exclui alvos na Rússia e em países da CEI, focando em empresas da América do Norte, Europa e APAC. Para se proteger contra essa ameaça emergente, as organizações devem priorizar a implementação de soluções de EDR, segmentação de rede e fortalecimento da infraestrutura de backup.

Grupo de ransomware Qilin ataca mais de 40 vítimas mensalmente em 2025

O grupo de ransomware conhecido como Qilin, também chamado de Agenda, Gold Feather e Water Galura, tem se mostrado extremamente ativo, reivindicando mais de 40 vítimas por mês desde o início de 2025, exceto em janeiro. Em junho, o número de casos postados em seu site de vazamento de dados atingiu 100. A operação de ransomware como serviço (RaaS) é responsável por 84 vítimas em agosto e setembro. Os ataques têm como alvo principalmente os setores de manufatura, serviços profissionais e científicos, e comércio atacadista, afetando países como EUA, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha. Os atacantes utilizam credenciais administrativas vazadas para obter acesso inicial, seguido de conexões RDP e reconhecimento do sistema. Ferramentas como Mimikatz e Cyberduck são empregadas para coletar credenciais e transferir dados. O ransomware Qilin, por sua vez, criptografa arquivos e apaga cópias de sombra do Windows. Além disso, uma variante do ransomware para Linux foi descoberta, demonstrando a capacidade de afetar sistemas Windows e Linux simultaneamente. Os ataques também exploram ferramentas legítimas para contornar barreiras de segurança, destacando a necessidade de vigilância constante e medidas de mitigação eficazes.

Grupo Qilin se torna o mais ativo em ataques de ransomware em 2025

O grupo de ransomware Qilin, baseado na Rússia, alcançou um marco alarmante ao reivindicar seu 700º ataque em 2025, superando o total de vítimas do ano anterior do grupo RansomHub. Desde sua aparição em 2022, Qilin ganhou notoriedade em 2023 e, em 2024, registrou 179 vítimas, número que quadruplicou neste ano. O modelo de negócios Ransomware-as-a-Service (RaaS) tem impulsionado sua atividade, especialmente após o desaparecimento do RansomHub, que levou seus afiliados a se unirem ao Qilin. Os principais alvos incluem setores críticos como manufatura, finanças, varejo, saúde e agências governamentais, onde a criptografia de sistemas e o roubo de dados podem causar grandes interrupções. Até agora, Qilin já comprometeu 788.377 registros e roubou 116 TB de dados. Os Estados Unidos são o país mais afetado, seguido por França, Canadá e Coreia do Sul. O aumento de ataques no setor educacional, com um crescimento de 420% em relação ao ano anterior, é particularmente preocupante, assim como os ataques a entidades governamentais, que subiram 344%. O impacto financeiro e a conformidade com a LGPD são preocupações significativas para as organizações brasileiras.