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Cartões SIM Proativos podem sequestrar smartphones e dispositivos IoT

Pesquisadores da Universidade de Birmingham e da empresa de segurança Fuzzware descobriram que cartões SIM maliciosos podem explorar uma vulnerabilidade em dispositivos, permitindo que atacantes executem comandos remotamente. O estudo focou em uma funcionalidade chamada Proactive SIM, que permite que um SIM envie comandos para o dispositivo, em vez de apenas identificar o usuário na rede. A pesquisa revelou que, de 26 dispositivos testados, nove apresentaram uma interface SIM AT exposta, sendo a maioria em hardware de máquina a máquina, como módulos celulares e carregadores de veículos elétricos. Embora o ataque exija que o invasor já tenha controle sobre o SIM, a possibilidade de exploração em equipamentos IoT é alarmante, especialmente em dispositivos que não recebem atualizações de firmware com frequência. A Qualcomm já desenvolveu uma configuração mais segura que desativa essa interface por padrão, mas a falta de avisos públicos por parte dos fabricantes é preocupante. A situação destaca a necessidade de atenção redobrada em relação à segurança de dispositivos conectados, especialmente aqueles que operam sem supervisão constante.

Vulnerabilidade em SIMs pode comprometer dispositivos IoT

Pesquisadores da Universidade de Birmingham e da empresa de segurança Fuzzware descobriram que cartões SIM maliciosos podem executar comandos em dispositivos que utilizam módulos celulares, como carregadores de veículos elétricos e roteadores industriais. Em um teste com 26 dispositivos, 9 apresentaram a vulnerabilidade, permitindo que os pesquisadores executassem código em um carregador de EV comercial. A maioria dos dispositivos afetados utiliza processadores de comunicação da Qualcomm, e a falha está relacionada à interface RUN AT, que permite que o SIM envie comandos ao modem. Embora a Qualcomm tenha implementado uma configuração endurecida para novos dispositivos, muitos módulos existentes ainda estão vulneráveis. A pesquisa destaca a necessidade de os fornecedores de módulos celulares confirmarem se essa interface está habilitada em seus produtos, especialmente em um cenário onde dispositivos IoT não supervisionados são comuns. A falta de um patch único e a dificuldade de verificação em larga escala tornam a situação crítica, especialmente considerando que a maioria dos dispositivos afetados está em uso em setores como automotivo e industrial.

Google confirma invasão de Android por brecha da Qualcomm

A Google confirmou a exploração da vulnerabilidade de segurança CVE-2026-21385, que afeta dispositivos Android devido a uma falha em um componente da Qualcomm. Essa vulnerabilidade, classificada como de alta severidade, permite que hackers acessem dados sensíveis da memória dos aparelhos. A Qualcomm foi notificada sobre o problema em dezembro de 2025 e, embora tenha alertado os consumidores em fevereiro de 2026, a Google não forneceu detalhes técnicos sobre como a falha foi explorada. A vulnerabilidade se refere a uma leitura excessiva (over-read) no componente gráfico, que pode levar à corrupção de memória e, consequentemente, comprometer a segurança dos usuários. Apesar de a Google ter mencionado que a exploração foi limitada e direcionada, a falta de informações detalhadas gera preocupações sobre a segurança dos dispositivos Android. A última atualização do Android, lançada em março de 2026, abordou 120 vulnerabilidades, mas não incluiu um patch específico para a falha da Qualcomm, deixando os usuários em uma situação de incerteza até que novas atualizações sejam disponibilizadas.

Google corrige 129 vulnerabilidades de segurança no Android

O Google lançou atualizações de segurança para corrigir 129 vulnerabilidades no Android, incluindo uma falha zero-day criticamente explorada em um componente de display da Qualcomm, identificada como CVE-2026-21385. Essa vulnerabilidade, que pode estar sob exploração limitada e direcionada, é um estouro de inteiro que pode levar à corrupção de memória, afetando 235 chipsets da Qualcomm. Além disso, o Google corrigiu 10 vulnerabilidades críticas que poderiam permitir a execução remota de código, elevação de privilégios ou negação de serviço. As atualizações foram divididas em dois pacotes: 2026-03-01 e 2026-03-05, com o segundo incluindo todos os patches do primeiro e correções para subcomponentes de terceiros. Enquanto dispositivos Google Pixel recebem atualizações imediatamente, outros fabricantes podem demorar mais para implementá-las. A Qualcomm foi notificada sobre a vulnerabilidade em dezembro e alertou seus clientes em fevereiro. O artigo destaca a importância de que as empresas que utilizam dispositivos Android estejam cientes dessas vulnerabilidades e realizem as atualizações necessárias para mitigar riscos.

Falha crítica de segurança em componente Qualcomm afeta dispositivos Android

O Google revelou uma vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2026-21385, que afeta um componente de código aberto da Qualcomm utilizado em dispositivos Android. Essa falha, classificada com um CVSS de 7.8, refere-se a um buffer over-read no componente gráfico, resultando em corrupção de memória ao adicionar dados fornecidos pelo usuário sem verificar o espaço disponível no buffer. A Qualcomm recebeu o relatório sobre essa vulnerabilidade em 18 de dezembro de 2025 e notificou seus clientes em 2 de fevereiro de 2026. Embora não haja detalhes sobre como a vulnerabilidade está sendo explorada, o Google indicou que há sinais de exploração direcionada e limitada. Além disso, a atualização de março de 2026 do Android inclui patches para 129 vulnerabilidades, incluindo uma falha crítica que pode permitir execução remota de código sem privilégios adicionais. A atualização oferece dois níveis de patch para que os parceiros do Android possam abordar rapidamente as vulnerabilidades comuns em diferentes dispositivos. Essa situação destaca a importância de manter os dispositivos atualizados para mitigar riscos de segurança.