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Ataques cibernéticos da China DoJ corrige informações sobre vítimas

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) atualizou uma declaração anterior, esclarecendo que várias agências, incluindo a NASA e o Departamento de Energia, foram alvo de ataques cibernéticos realizados pelo grupo QTFY, vinculado ao governo chinês, mas não necessariamente comprometidas. O grupo, que opera desde 2018, é associado à empresa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Co e recebe pagamentos do Ministério da Segurança do Estado da China. QTFY é conhecido por suas atividades de espionagem cibernética, utilizando ferramentas como QScan e QTRouter para explorar vulnerabilidades em dispositivos IoT e redes críticas. Um exemplo notável é a tentativa de invasão da NASA em 2019, explorando uma vulnerabilidade crítica do Pulse Secure VPN. O FBI já neutralizou domínios relacionados a essas ferramentas, mas a ameaça persiste, com a criação de uma botnet descentralizada de dispositivos IoT comprometidos. Essa situação destaca a importância de monitorar e proteger infraestruturas críticas contra ataques sofisticados e patrocinados por estados.

Desarticulação de plataformas de hacking chinesas visando infraestrutura crítica dos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a desarticulação de duas plataformas de hacking, QScan e QTRouter, operadas por um grupo de ameaças patrocinado pelo Estado chinês, conhecido como QTFY. Essas plataformas visavam a infraestrutura crítica e redes sensíveis nos Estados Unidos, incluindo agências como a NASA e o Departamento de Justiça. O QTFY, vinculado à Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company, utilizava QScan para explorar dispositivos IoT vulneráveis e QTRouter para ocultar a origem de seus ataques, criando uma rede de obfuscação. A operação foi resultado de uma colaboração entre a Lumen Black Lotus Labs e o FBI, que monitoraram a atividade do grupo por mais de um ano. A desarticulação das plataformas foi possível devido à identificação de domínios críticos que estavam codificados nos produtos, levando à interrupção de suas operações. O FBI destacou que o QTFY tem uma estrutura complexa que permite a execução de campanhas cibernéticas com alta anonimidade e velocidade, representando uma ameaça significativa à segurança cibernética global.