Pytorch

Pacote malicioso do PyTorch Lightning rouba credenciais de usuários

Uma versão maliciosa do pacote PyTorch Lightning, publicada no Python Package Index (PyPI), foi descoberta com um payload que rouba credenciais de navegadores, arquivos de ambiente e serviços em nuvem. O desenvolvedor do pacote revelou o ataque à cadeia de suprimentos em 30 de abril, informando que a versão 2.6.3 incluía uma cadeia de execução oculta que baixa e executa um payload JavaScript. O PyTorch Lightning é um framework popular de aprendizado profundo, com mais de 11 milhões de downloads no último mês. O advisory de segurança do mantenedor destaca que a cadeia de execução maliciosa é ativada automaticamente ao importar o pacote, criando um processo em segundo plano que baixa um runtime JavaScript e executa um payload ofuscado de 11,4 MB. O malware, identificado como “ShaiWorm” pelo Microsoft Defender, visa arquivos .env, chaves de API, segredos e dados armazenados em navegadores como Chrome e Firefox. A Microsoft informou que a atividade maliciosa afetou um número limitado de dispositivos e foi contida em um conjunto restrito de ambientes. Os usuários que importaram a versão 2.6.3 devem rotacionar imediatamente suas credenciais. O PyTorch Lightning foi revertido para a versão 2.6.1, considerada segura, enquanto a investigação sobre como a violação ocorreu continua.

Vulnerabilidades críticas no Picklescan podem permitir execução de código

Três falhas de segurança significativas foram identificadas no Picklescan, uma ferramenta de código aberto projetada para analisar arquivos pickle do Python e detectar importações ou chamadas de função suspeitas. As vulnerabilidades, descobertas pela JFrog, permitem que atacantes contornem as proteções do scanner e executem código malicioso ao carregar modelos PyTorch não confiáveis. As falhas incluem a CVE-2025-10155, que permite contornar a verificação de extensão de arquivo; a CVE-2025-10156, que desativa a verificação de arquivos ZIP por meio de erros de verificação de redundância cíclica (CRC); e a CVE-2025-10157, que compromete a verificação de globais inseguros do Picklescan. A exploração bem-sucedida dessas vulnerabilidades pode facilitar ataques à cadeia de suprimentos, permitindo que modelos de aprendizado de máquina maliciosos sejam distribuídos sem serem detectados. A versão 0.0.31 do Picklescan, lançada em setembro de 2025, aborda essas falhas. O artigo destaca a crescente complexidade das bibliotecas de IA, como o PyTorch, que superam a capacidade das ferramentas de segurança de se adaptarem, expondo organizações a novas ameaças.