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Google usará endereços IP para anúncios na Europa a partir de 2026

O Google notificou anunciantes sobre uma mudança significativa que ocorrerá em 3 de agosto de 2026, quando começará a utilizar endereços IP para medição e personalização de anúncios na Área Econômica Europeia (EEE), no Reino Unido e na Suíça. Essa prática, que já é comum em outras partes do mundo, é nova na EEE e no Reino Unido, onde o endereço IP é considerado dado pessoal sob o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). A mudança implica que os endereços IP, que já são coletados para roteamento de tráfego e entrega de anúncios, passarão a ser utilizados para identificar dispositivos, o que exige consentimento do usuário. O Google também se registrará no IAB Europe Transparency and Consent Framework para a identificação de dispositivos. Embora a empresa afirme que a mudança está alinhada com tecnologias que melhoram a privacidade, a utilização de endereços IP para personalização levanta preocupações sobre a privacidade e o rastreamento de usuários. O Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido (ICO) já expressou preocupações sobre essa reversão de política do Google, que anteriormente se opunha ao uso de técnicas de rastreamento como a impressão digital. A mudança pode impactar a conformidade com a LGPD no Brasil, uma vez que práticas semelhantes podem ser adotadas por outras plataformas.

Usuários de Android em alerta campanha de fraude atinge milhões globalmente

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram uma grande campanha de fraude publicitária chamada Trapdoor, que afetou milhões de usuários de Android em todo o mundo. A operação utilizou 455 aplicativos disponíveis no Google Play Store, que pareciam inofensivos, como leitores de PDF, mas que, após a instalação, solicitavam uma atualização falsa. Essa atualização, na verdade, baixava um aplicativo oculto que gerava 659 milhões de solicitações de anúncios fraudulentos diariamente, resultando em perdas significativas para anunciantes e empresas que utilizam redes de anúncios. Os aplicativos maliciosos foram baixados mais de 24 milhões de vezes antes de serem removidos pelo Google após a notificação dos pesquisadores. A campanha destaca a interconexão entre malvertising e fraudes publicitárias, onde cada etapa do processo alimenta a próxima, criando um ciclo vicioso de exploração e lucro para os atacantes. Os usuários devem desinstalar qualquer aplicativo suspeito e manter vigilância sobre suas instalações para evitar serem vítimas dessa fraude.