Privacidade

Flickr alerta usuários sobre possível violação de dados

A plataforma de compartilhamento de fotos Flickr notificou seus usuários sobre uma possível violação de dados após uma vulnerabilidade em um provedor de serviços de e-mail de terceiros. A falha expôs informações sensíveis, incluindo nomes reais, endereços de e-mail, endereços IP e atividades de conta dos usuários. Fundada em 2004, a Flickr abriga mais de 28 bilhões de fotos e vídeos, com 35 milhões de usuários mensais. A empresa não revelou qual provedor foi afetado nem quantos usuários podem ter sido impactados. Após ser informada sobre a vulnerabilidade em 5 de fevereiro, a Flickr desativou o acesso ao sistema comprometido em poucas horas. Embora a falha possa ter permitido acesso não autorizado a algumas informações dos membros, a empresa garantiu que senhas e números de cartões de pagamento não foram comprometidos. A Flickr aconselhou os usuários afetados a revisarem suas configurações de conta e a atualizarem suas senhas, especialmente se usarem as mesmas credenciais em outros serviços. A empresa se desculpou pelo incidente e afirmou que está tomando medidas para evitar problemas semelhantes no futuro.

Nova ferramenta da Apple limita localização no iPhone e iPad

A Apple anunciou uma nova ferramenta de privacidade que permitirá aos usuários de iPhones e iPads limitar a precisão dos dados de localização compartilhados com redes móveis. A funcionalidade, chamada ‘Limitar Localização Precisa’, estará disponível na atualização do iOS 26.3 e permitirá que as operadoras identifiquem apenas a localização aproximada do usuário, como o bairro, em vez do endereço exato. Essa mudança visa aumentar a privacidade dos usuários, embora os dados utilizados em situações de emergência permaneçam precisos. A nova opção pode ser ativada nas configurações do dispositivo, mas atualmente está disponível apenas em modelos específicos, como o iPhone Air, iPhone 16e e iPad Pro (M5) com Wi-Fi + Celular. A implementação dessa ferramenta depende do suporte das operadoras, com algumas já oferecendo a funcionalidade em países como Reino Unido, Estados Unidos e Tailândia, mas sem informações sobre sua disponibilidade no Brasil.

Mozilla permite desativar inteligência artificial no Firefox

A Mozilla anunciou uma nova seção de controles nas configurações do navegador Firefox, permitindo que os usuários desativem completamente as funcionalidades de inteligência artificial generativa (GenAI). Segundo Ajit Varma, chefe do Firefox, essa nova funcionalidade oferece um local único para bloquear tanto as características atuais quanto as futuras relacionadas à IA. Os usuários poderão gerenciar individualmente as configurações de IA, como traduções, descrições acessíveis em PDFs, agrupamento de abas aprimorado por IA, prévias de links e um chatbot na barra lateral. A implementação dessas funcionalidades está prevista para a versão 148 do Firefox, que será lançada em 24 de fevereiro de 2026. A Mozilla enfatiza a importância da escolha do usuário, permitindo que aqueles que não desejam utilizar recursos de IA possam desativá-los facilmente. O novo CEO da Mozilla, Anthony Enzor-DeMeo, reforçou o compromisso da empresa em ser uma companhia de software confiável, onde privacidade e uso de dados são claros e compreensíveis. Essa abordagem visa garantir que a IA seja sempre uma opção, e não uma imposição.

Mozilla permite desativar recursos de IA no Firefox a partir da versão 148

A Mozilla anunciou que a próxima versão do Firefox, a 148, permitirá que os usuários desativem completamente as funcionalidades de inteligência artificial (IA) ou gerenciem-nas individualmente. A nova opção ‘Bloquear melhorias de IA’ estará disponível a partir de 24 de fevereiro e permitirá que os usuários impeçam a utilização de recursos gerativos de IA no navegador. A decisão foi tomada em resposta ao feedback dos usuários, que expressaram preocupações sobre a integração da IA. O chefe do Firefox, Ajit Varma, destacou que a empresa está comprometida em oferecer escolhas aos usuários, permitindo que aqueles que desejam evitar a IA possam fazê-lo facilmente. Além de bloquear a IA, os usuários poderão gerenciar cinco funcionalidades específicas que utilizam IA, como traduções de navegador e geração de texto alternativo para imagens em PDFs. A configuração das preferências de IA será mantida mesmo após atualizações do navegador. A nova seção de controles de IA será inicialmente disponibilizada para usuários do Firefox Nightly, antes de ser liberada para todos os usuários de desktop. Essa mudança reflete a intenção da Mozilla de garantir que os usuários tenham controle sobre como a IA é utilizada em suas experiências de navegação.

Data Brokers empresas lucram vendendo sua vida veja como se proteger

O artigo aborda o fenômeno dos data brokers, empresas que coletam e vendem informações pessoais de consumidores para fins de marketing e análise. Essas empresas utilizam dados disponíveis na internet, como postagens em redes sociais, cookies de navegação e registros públicos, para criar perfis detalhados dos usuários, que são então vendidos a outras organizações, como bancos e varejistas. O texto destaca a controvérsia em torno da legalidade dessa prática, que, embora não seja ilegal sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), levanta questões sobre consentimento e privacidade. Os data brokers conseguem unir informações online e offline, criando perfis que podem impactar a vida dos consumidores, como influenciar preços de seguros e a concessão de crédito. O artigo também oferece dicas sobre como os usuários podem proteger seus dados, como solicitar a remoção de informações e adotar práticas de higiene digital. A discussão é relevante para o público brasileiro, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é uma preocupação crescente.

Apple introduz recurso de privacidade para limitar dados de localização

A Apple anunciou uma nova funcionalidade de privacidade que permite aos usuários restringir a precisão dos dados de localização compartilhados com redes celulares em alguns modelos de iPhone e iPad. A configuração, chamada ‘Limitar Localização Precisa’, estará disponível após a atualização para o iOS 26.3 ou versões posteriores. Quando ativada, essa opção limita as informações que as operadoras móveis utilizam para determinar a localização do dispositivo, permitindo que apenas a localização aproximada, como um bairro, seja identificada, em vez de um endereço exato. A Apple esclareceu que essa configuração não afeta a precisão dos dados de localização compartilhados com serviços de emergência durante chamadas de emergência, nem impacta os dados que os usuários compartilham com aplicativos através dos Serviços de Localização. Para ativar o recurso, os usuários devem acessar ‘Ajustes’, tocar em ‘Celular’, depois em ‘Opções de Dados Celulares’ e ativar a opção ‘Limitar Localização Precisa’. Atualmente, a funcionalidade é compatível apenas com modelos específicos de iPhone e iPad que executam o iOS 26.3 ou posterior, e sua disponibilidade depende do suporte das operadoras. Essa iniciativa surge após a FCC multar grandes operadoras dos EUA por práticas de rastreamento inadequadas, destacando a importância da privacidade dos dados dos usuários.

O que é OSINT? Como dados públicos revelam sua vida para hackers

O artigo explora o conceito de OSINT (Inteligência de Código Aberto), que se refere à coleta e análise de dados disponíveis publicamente na internet, como redes sociais e sites governamentais. Embora essa prática possa ser utilizada para fins legítimos, como investigações e segurança cibernética, também apresenta riscos significativos, especialmente quando informações pessoais são expostas. O doxing, por exemplo, é uma prática criminosa que envolve a divulgação de dados privados sem consentimento, podendo levar a situações de chantagem e humilhação. O compartilhamento excessivo de informações pessoais, como fotos de viagens ou crachás de trabalho, pode facilitar ataques cibernéticos, pois criminosos podem usar esses dados para realizar engenharia social e fraudes. O artigo alerta para a necessidade de cautela ao compartilhar informações online, destacando que a intersecção de dados pode revelar muito mais do que o esperado. A privacidade na era digital é um paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que os usuários desejam compartilhar suas vidas, eles abrem portas para potenciais ameaças. Portanto, é essencial que os indivíduos e empresas estejam cientes dos riscos associados ao OSINT e adotem práticas de segurança para proteger suas informações.

OpenAI inicia testes de anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos e pagos

A OpenAI confirmou que está testando anúncios no ChatGPT, tanto para contas gratuitas quanto para as pagas de $8. A novidade já é visível em dispositivos Android, onde a empresa implementou uma experiência de onboarding em tela cheia para apresentar os anúncios aos usuários. Durante essa introdução, a OpenAI assegura que os anúncios não afetarão as respostas do ChatGPT e estarão claramente separados e rotulados. Embora a empresa não compartilhe informações pessoais com os anunciantes, o conteúdo da conversa atual pode influenciar os anúncios exibidos. Os usuários têm a opção de ocultar anúncios, entender o motivo de sua exibição e limpar dados relacionados a anúncios. Os anúncios são apresentados em um bloco rotulado como ‘Patrocinado’, e os usuários podem interagir com eles através de um menu de opções. A OpenAI também criou uma nova página de ‘Controles de Anúncios’ nas configurações, permitindo que os usuários gerenciem seu histórico e interesses. Importante ressaltar que os anúncios não aparecerão para usuários Plus, Pro, Business e Enterprise. A OpenAI reafirma seu compromisso com a privacidade, garantindo que as conversas dos usuários não serão compartilhadas com anunciantes e que nunca venderá dados de usuários.

Vazamento de fotos em perfis privados do Instagram expõe usuários

Um pesquisador de segurança, Jatin Banga, revelou que perfis privados do Instagram estavam vazando links para fotos privadas em respostas HTML acessíveis a usuários não autenticados. O recurso de conta privada do Instagram deveria restringir o acesso a fotos, vídeos e histórias apenas a seguidores aprovados. No entanto, Banga encontrou que, em certos dispositivos móveis, o código-fonte HTML de perfis privados continha links e legendas de fotos que deveriam ser restritas. Ele relatou a vulnerabilidade à Meta, empresa-mãe do Instagram, em 12 de outubro de 2025. Embora a Meta tenha corrigido o problema rapidamente, o pesquisador contestou a classificação da falha como um problema de cache de CDN, afirmando que se tratava de uma falha de autorização no servidor. Apesar de suas tentativas de esclarecer a situação, a Meta encerrou o caso como ’não aplicável’, sem uma análise de causa raiz. Banga expressou preocupações sobre a falta de transparência e a possibilidade de que a falha tenha sido explorada antes de ser corrigida. O incidente destaca a importância da segurança em plataformas amplamente utilizadas e a necessidade de uma resposta adequada a vulnerabilidades reportadas.

Brinquedos espiões? Falha grave expõe dados de crianças

Uma falha de segurança nos sistemas da Bondu, fabricante de brinquedos com inteligência artificial, resultou na exposição de mais de 50 mil registros de conversas privadas de crianças. A vulnerabilidade permitia que qualquer pessoa com uma conta do Gmail acessasse o portal da empresa, onde os pais poderiam monitorar as interações dos filhos com os brinquedos. Os pesquisadores de cibersegurança Joseph Thacker e Joel Margolis descobriram que, além das transcrições das conversas, informações sensíveis como nomes, datas de nascimento e dados familiares também estavam acessíveis. Após a notificação do problema, a Bondu desativou rapidamente o portal e implementou medidas de segurança mais robustas. O CEO da empresa, Fateen Anam Rafid, afirmou que a falha foi corrigida em poucas horas e que não houve evidências de acesso não autorizado além dos pesquisadores. Apesar de a Bondu afirmar que apenas transcrições escritas eram armazenadas, os brinquedos poderiam compartilhar dados com Google e OpenAI, levantando preocupações sobre a privacidade das crianças. Este incidente destaca a importância de uma segurança robusta em dispositivos conectados e a necessidade de vigilância constante sobre a proteção de dados sensíveis.

WhatsApp pode acessar mensagens mesmo com criptografia de ponta a ponta

Um processo judicial em São Francisco, EUA, alega que o WhatsApp, apesar de utilizar criptografia de ponta a ponta, pode acessar as mensagens dos usuários. O caso é movido por um grupo de usuários da Austrália, México e África do Sul, que argumentam que a segurança prometida pela plataforma é uma ‘farsa’. Segundo o processo, funcionários da Meta, empresa controladora do WhatsApp, podem solicitar acesso às mensagens por meio de um sistema interno, permitindo que visualizem conversas, mesmo que os usuários acreditem que suas mensagens estão protegidas. A Meta refutou as alegações, chamando-as de ‘falsas e absurdas’, e afirmou que a criptografia de ponta a ponta tem sido uma característica do WhatsApp por mais de dez anos. O caso levanta preocupações sobre a privacidade e segurança dos dados dos usuários, especialmente em um momento em que a proteção de dados é uma questão crítica em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) impõe rigorosas normas de privacidade. Embora o processo não apresente detalhes técnicos aprofundados, a alegação de que mensagens podem ser acessadas em tempo real e que conteúdos excluídos podem ser recuperados é alarmante para os usuários que confiam na segurança do aplicativo.

Nova falha do Instagram expõe publicações privadas de usuários

Uma falha crítica de segurança no Instagram, descoberta pelo pesquisador Jatin Banga, permite que publicações privadas sejam acessadas por qualquer pessoa, incluindo usuários mal-intencionados. O problema reside na infraestrutura do servidor da Meta, que falha na lógica de autorização, permitindo que requisições GET não autenticadas retornem dados JSON com links diretos para fotos e legendas privadas. Embora a vulnerabilidade não tenha afetado todas as contas, cerca de 28% das contas testadas estavam comprometidas. A Meta foi notificada sobre a falha e resolveu o problema de forma silenciosa, sem admitir publicamente a vulnerabilidade. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança dos dados dos usuários e a eficácia das medidas de privacidade implementadas pela plataforma.

Atualizações de Cibersegurança Mudanças Silenciosas e Riscos Emergentes

As atualizações desta semana em cibersegurança destacam como pequenas mudanças podem gerar grandes problemas, especialmente em sistemas que as pessoas utilizam diariamente. O FBI anunciou a apreensão do fórum de cibercrime RAMP, que se tornou um ponto de encontro para atividades ilícitas após a proibição de operações de ransomware em outros fóruns. A administração do RAMP reconheceu que a apreensão comprometeu anos de trabalho, enquanto grupos criminosos já estão migrando para novas plataformas, como Rehub, o que pode aumentar os riscos de reputação e segurança.

Meta lança recurso de segurança para proteger usuários de alto risco no WhatsApp

A Meta iniciou a implementação de uma nova funcionalidade de segurança no WhatsApp, chamada ‘Configurações de Conta Rigorosas’, destinada a proteger jornalistas, figuras públicas e outros indivíduos em alto risco contra ameaças sofisticadas, como ataques de spyware. Essa nova camada de segurança complementa a criptografia de ponta a ponta já existente, oferecendo controles de privacidade extremos que podem ser ativados apenas a partir do dispositivo principal do usuário. Ao habilitar essa opção, os usuários terão suas contas protegidas por medidas rigorosas, como verificação em duas etapas, bloqueio de mídias e anexos de remetentes desconhecidos, silenciamento de chamadas de números não salvos, desativação de prévias de links e restrição de informações como ‘última vez visto’ e foto de perfil. A Meta enfatiza que essa funcionalidade é destinada a um número muito limitado de usuários que podem ser alvos de campanhas cibernéticas sofisticadas. A implementação gradual da funcionalidade ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança digital, especialmente após casos de infecções por spyware, como o Pegasus, que afetaram jornalistas e ativistas. Além disso, a Meta está migrando para a linguagem de programação Rust para aumentar a proteção contra spyware. Essa iniciativa é um reflexo da necessidade de medidas de segurança mais robustas em um cenário de ameaças cibernéticas em constante evolução.

OpenAI testa atualização para o recurso de chat temporário do ChatGPT

A OpenAI está implementando uma atualização significativa para o recurso de chat temporário do ChatGPT, que permitirá aos usuários manter a personalização durante as conversas temporárias, enquanto ainda bloqueia a influência desse chat na conta principal. O chat temporário é uma funcionalidade que inicia uma conversa sem histórico, não utilizando memórias ou conversas anteriores, mesmo com a memória ativada. Com a nova atualização, o chat temporário poderá acessar preferências de personalização, como estilo e tom, mas essa função pode ser desativada a qualquer momento. Além disso, a OpenAI poderá manter uma cópia do chat por até 30 dias por motivos de segurança. Recentemente, a empresa também introduziu um modelo de previsão de idade, que pode restringir contas de usuários adultos que são erroneamente identificados como adolescentes, limitando suas interações em tópicos sensíveis. Embora as contas restritas ainda possam aprender e criar, elas não poderão discutir certos assuntos. A OpenAI alerta que seu modelo de IA não é infalível e pode levar a erros de classificação. Essas mudanças visam melhorar a experiência do usuário, mas também levantam questões sobre privacidade e segurança de dados.

Metadados O perigo invisível escondido nas suas fotos

O artigo aborda os riscos associados aos metadados presentes em fotos e documentos digitais, que podem comprometer a privacidade dos usuários. Metadados são informações ocultas que acompanham arquivos, como data, hora, modelo da câmera e até coordenadas de GPS. Esses dados podem ser utilizados por pessoas mal-intencionadas para rastrear a localização de indivíduos, facilitando casos de stalking e engenharia social. Embora plataformas como Instagram e Facebook removam metadados durante a publicação, o compartilhamento de arquivos originais via e-mail ou serviços de armazenamento pode expor informações sensíveis. O texto também oferece orientações sobre como visualizar e remover metadados em diferentes sistemas operacionais, destacando a importância de gerenciar essas informações para proteger a privacidade. Apesar de serem úteis para organizar arquivos, os metadados podem se tornar uma ameaça se não forem tratados com cautela.

A batalha da Rússia contra VPNs entra em nova fase O que esperar em 2026

A luta da Rússia para estabelecer uma internet nacional e fechada se intensificou, com o órgão de censura Roskomnadzor bloqueando 1,3 milhão de páginas da web em um ano, um aumento de 59% em relação ao ano anterior. Em resposta, as redes privadas virtuais (VPNs) tornaram-se essenciais para os usuários que desejam acessar conteúdos bloqueados, mas agora também estão sob ataque, sendo a categoria de sites bloqueados que mais cresce. Especialistas afirmam que a maioria dos protocolos de VPN está bloqueada no país, restando apenas alguns que se disfarçam como outros protocolos de rede. A situação se agravou com a aprovação de um decreto que permite ao Roskomnadzor bloquear serviços diretamente, tornando-o um ‘super-regulador’. Embora alguns serviços de VPN ocidentais ainda funcionem, muitos enfrentam dificuldades significativas, com um recente bloqueio que resultou em uma queda de 90% no tráfego russo. Para 2026, espera-se que o bloqueio de VPNs se intensifique, com o governo alocando recursos significativos para tecnologias de bloqueio. A crescente repressão à internet na Rússia levanta preocupações sobre a liberdade digital e a privacidade, refletindo uma tendência que pode se espalhar para outras democracias ocidentais.

NordVPN alerta seu smartphone compartilha dados enquanto você dorme

Um alerta da NordVPN destaca que, mesmo quando inativos, os smartphones continuam a compartilhar dados em segundo plano, o que pode representar riscos à privacidade dos usuários. Durante a noite, enquanto os dispositivos parecem estar parados, eles realizam trocas de dados para atualizações de sistema, notificações e sincronização de mensagens. Embora algumas dessas atividades sejam necessárias para o funcionamento adequado do aparelho, outras podem expor informações pessoais sem o consentimento do usuário. Isso inclui a transmissão de identificadores de dispositivos e dados de localização, mesmo com o GPS desativado. Para mitigar esses riscos, a NordVPN recomenda revisar permissões de aplicativos, desativar a atualização em segundo plano e limitar backups automáticos. O uso de uma VPN com proteção contra rastreadores também é sugerido como uma forma eficaz de proteger a privacidade. A conscientização sobre essas práticas é crucial, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, especialmente com a vigência da LGPD no Brasil.

DOGE pode ter usado dados da Previdência Social, admite governo Trump

Funcionários da DOGE, equipe de Elon Musk, estão sob investigação por supostas violações da Lei Hatch, que proíbe o uso de informações governamentais para fins políticos. O Departamento de Justiça dos EUA revelou que membros da DOGE mantiveram contato secreto com um grupo de defesa que buscava reverter resultados eleitorais em alguns estados. O grupo teria solicitado a análise de listas de eleitores estaduais, alegando a busca por evidências de fraude eleitoral. Além disso, informações privadas, possivelmente compartilhadas através de servidores de terceiros não autorizados, podem ter sido acessadas. Um assessor sênior da DOGE foi incluído em um e-mail que continha dados pessoais de cerca de 1.000 indivíduos, levantando preocupações sobre a segurança e a privacidade dos dados. O caso destaca a necessidade de rigor na proteção de informações sensíveis e a conformidade com as leis de privacidade, especialmente em um contexto onde a manipulação de dados pode ter implicações significativas para a integridade eleitoral e a confiança pública.

Bloqueio do Pornhub nos EUA e França devido à verificação de idade

O Pornhub foi bloqueado em 23 estados dos EUA e na França em resposta a novas legislações que exigem a verificação de idade para acesso a conteúdos adultos. A empresa controladora, Aylo, decidiu retirar o site do ar em locais onde as leis foram implementadas, alegando que a forma como as legislações estão sendo executadas é ineficaz e coloca em risco a privacidade dos usuários. A legislação, que já foi aprovada em estados como Louisiana, Alabama e Texas, visa proteger menores de idade, mas o Pornhub argumenta que isso não impede o acesso a conteúdos impróprios, pois usuários estão migrando para sites piratas sem medidas de segurança. A União Europeia também está investigando a conformidade de sites pornográficos com a Lei de Serviços Digitais (DSA). A procuradora-geral do Missouri defendeu a lei, afirmando que a decisão do Pornhub de se retirar do mercado revela suas prioridades em relação à proteção de crianças. A situação levanta questões sobre a eficácia das legislações e os impactos na privacidade e segurança online.

Cookies e fingerprinting como sites rastreiam identidades para vender anúncios

O artigo aborda como cookies e fingerprinting são utilizados por sites para rastrear usuários na internet e direcionar anúncios. Os cookies, arquivos de texto que armazenam informações sobre a navegação, podem ser classificados em primários, que facilitam a experiência do usuário, e de terceiros, que rastreiam a atividade online para fins publicitários. Já o fingerprinting é uma técnica mais avançada que coleta dados do dispositivo do usuário, como resolução de tela e sistema operacional, criando uma ‘impressão digital’ que permite o rastreamento sem a necessidade de cookies. Essa prática levanta preocupações sobre privacidade, especialmente em relação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pois o fingerprinting pode operar sem consentimento explícito. O artigo também menciona o Real-Time Bidding (RTB), um sistema de leilão em tempo real que transforma dados de navegação em receita publicitária. A crescente resistência a cookies em navegadores está impulsionando o uso de técnicas como o fingerprinting, que desafiam a transparência e o controle do usuário sobre seus dados pessoais.

OpenAI confirma anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos

A OpenAI anunciou que o ChatGPT começará a exibir anúncios nas próximas semanas, mas assegurou que esses anúncios não influenciarão as respostas geradas pela inteligência artificial. Os anúncios aparecerão dentro das respostas, provavelmente na parte inferior, e serão visíveis apenas para usuários de contas gratuitas ou da versão ChatGPT Go. A empresa, apoiada pela Microsoft, argumenta que a inclusão de anúncios ajudará a financiar suas ambições em Inteligência Geral Artificial (AGI), que visa beneficiar toda a humanidade. Os anúncios serão claramente rotulados e não aparecerão em conversas que abordem tópicos sensíveis, como saúde ou política. Além disso, a OpenAI garantiu que as conversas dos usuários permanecerão privadas e que os dados não serão vendidos a anunciantes. Para aqueles que preferirem não ver anúncios, a empresa sugere considerar a atualização para a assinatura de $20 ou a mudança para alternativas como Claude. Essa mudança pode impactar a experiência do usuário e levanta questões sobre privacidade e monetização de dados.

Ameaças à Segurança Pessoal na Era Digital

O artigo destaca a crescente preocupação com a exposição de informações pessoais na internet, que muitas vezes ocorre sem o consentimento dos indivíduos. Dados como nome, endereço, número de telefone e histórico profissional estão disponíveis em sites públicos e plataformas de corretores de dados, tornando as pessoas vulneráveis a ameaças como doxxing, assédio e roubo de identidade. A falta de proteção dessas informações pode comprometer a segurança física e digital dos indivíduos. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a remoção manual de dados pessoais de sites suspeitos, um processo que pode ser demorado. Ferramentas como o Incogni podem facilitar essa tarefa, rastreando e removendo informações pessoais de várias fontes online. A proteção da privacidade é apresentada como um componente essencial da segurança, pois a dificuldade em localizar dados pessoais pode reduzir significativamente o risco de assédio e fraudes. O artigo conclui enfatizando que todos merecem se sentir seguros, tanto online quanto offline, e sugere o uso de serviços que ajudem a proteger informações pessoais.

Comissão dos EUA proíbe GM de vender dados de usuários por 5 anos

A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC) decidiu proibir a General Motors (GM) e sua subsidiária OnStar de coletar e vender dados de localização e comportamento de motoristas por um período de cinco anos. A decisão foi motivada por acusações de que a GM coletou dados sem consentimento, utilizando a ferramenta Smart Driver, que foi descontinuada. Essa ferramenta, que prometia autodiagnóstico dos hábitos de direção, na verdade, coletava informações a cada três segundos, que eram vendidas a agências de reporte de consumidores e, posteriormente, a seguradoras, resultando em taxas elevadas ou até mesmo na negação de serviços. A GM agora terá que obter consentimento explícito dos consumidores para qualquer coleta ou compartilhamento de dados, exceto em situações de emergência. Além disso, os consumidores poderão solicitar cópias de seus dados e pedir a exclusão deles. A decisão da FTC se alinha a um movimento crescente para proteger a privacidade dos dados dos usuários, especialmente em um contexto onde a coleta de dados se tornou uma prática comum entre empresas de tecnologia e automotivas.

Sorteio de contas vitalícias da Proton arrecada R 6,5 milhões para direitos digitais

A Proton, conhecida por seus serviços de VPN e e-mail seguro, arrecadou um recorde de R$ 6,5 milhões (US$ 1,27 milhão) em sua campanha de arrecadação de fundos de 2025, destinada a organizações que defendem os direitos digitais. O evento, que contou com a participação de mais de 50 mil pessoas e a venda de mais de 100 mil ingressos, premiou 10 contas vitalícias exclusivas da Proton. A Proton Foundation também contribuiu com R$ 1 milhão (US$ 200 mil) de suas reservas, totalizando um montante significativo para ser dividido entre dez grupos escolhidos pela comunidade, que atuam em diversas frentes, como proteção à privacidade, liberdade de expressão e infraestrutura de internet segura. Entre os beneficiários estão organizações como European Digital Rights (EDRi) e NLnet Foundation, que trabalham em advocacy e segurança técnica, respectivamente. Além de financiar essas iniciativas, a Proton oferece ferramentas gratuitas, como Proton VPN Free e Proton Mail, para garantir acesso à internet sem censura, especialmente em regimes repressivos. A empresa também se envolve em ações legais para promover mudanças regulatórias e defender a competitividade no setor tecnológico.

Roblox implementa verificação de idade obrigatória para chat globalmente

A Roblox Corporation anunciou a expansão de sua verificação de idade obrigatória para recursos de chat, incluindo voz e texto, em todas as regiões. A partir de agora, todos os usuários que desejam utilizar essas ferramentas sociais devem passar por um processo que envolve a digitalização facial para determinar seu grupo etário. Essa medida visa proteger usuários mais jovens de conteúdos inadequados e comportamentos predatórios, em um contexto de crescente regulamentação da internet. No entanto, especialistas em privacidade expressaram preocupações sobre os riscos associados à coleta de dados biométricos e documentos de identificação, que podem se tornar alvos para cibercriminosos. A Roblox afirma que a privacidade dos usuários é uma prioridade, mas a exigência de compartilhar informações sensíveis pode ser vista como um grande compromisso em termos de privacidade. Os usuários também têm a opção de contestar a estimativa de idade através de métodos alternativos, como verificação de identidade ou controles parentais. A medida levanta questões sobre a segurança dos dados e o potencial impacto de um possível vazamento de informações pessoais, considerando o grande número de usuários da plataforma.

OpenAI lança ChatGPT Health com foco em saúde e privacidade

A OpenAI anunciou o lançamento do ChatGPT Health, uma nova funcionalidade que permite aos usuários interagir com um chatbot sobre questões de saúde. Este espaço dedicado oferece a opção de conectar de forma segura registros médicos e aplicativos de bem-estar, como Apple Health e MyFitnessPal, para fornecer respostas personalizadas, conselhos nutricionais e sugestões de exercícios. A empresa enfatiza que o ChatGPT Health foi projetado para apoiar, e não substituir, cuidados médicos, e que as conversas são protegidas por criptografia e isolamento. Além disso, as interações na plataforma não são utilizadas para treinar modelos de IA da OpenAI. A nova funcionalidade está disponível para usuários fora da Área Econômica Europeia, Suíça e Reino Unido. A OpenAI também destacou que o modelo foi avaliado com base em padrões clínicos, visando garantir que ele atenda às necessidades reais dos usuários. No entanto, a empresa enfrenta críticas e processos judiciais relacionados a informações de saúde potencialmente prejudiciais fornecidas por suas ferramentas, levantando preocupações sobre a segurança e a confiabilidade das informações médicas geradas por IA.

WhatsApp corrige problema de privacidade antigo de forma silenciosa

O WhatsApp, um dos aplicativos de comunicação mais populares do mundo, corrigiu recentemente uma vulnerabilidade relacionada ao fingerprinting, que permitia a cibercriminosos identificar o dispositivo utilizado pelos usuários. Apesar da criptografia de ponta a ponta (E2EE) que protege a comunicação, falhas no design do aplicativo possibilitavam que hackers descobrissem informações sensíveis, como o sistema operacional do dispositivo. A correção foi implementada de forma silenciosa e incompleta, afetando inicialmente apenas a lógica de encriptação no Android, que agora se tornou randômica, dificultando a identificação do dispositivo. No entanto, outras plataformas ainda não receberam atualizações semelhantes, o que mantém a possibilidade de identificação. Pesquisadores de segurança, como Tal Be’ery, já haviam alertado sobre essa falha anteriormente, mas a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, não reconheceu a gravidade do problema. A falta de transparência e reconhecimento por parte da empresa em relação aos pesquisadores que reportaram a vulnerabilidade levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários e a responsabilidade da plataforma em garantir a segurança de seus dados.

Extensões maliciosas no Chrome comprometem dados de usuários

Pesquisadores de cibersegurança identificaram duas extensões maliciosas na Chrome Web Store que visam exfiltrar conversas do OpenAI ChatGPT e DeepSeek, além de dados de navegação, para servidores controlados por atacantes. As extensões, chamadas ‘Chat GPT for Chrome com GPT-5, Claude Sonnet & DeepSeek AI’ e ‘AI Sidebar com Deepseek, ChatGPT, Claude, e mais’, possuem juntas mais de 900 mil usuários. Elas solicitam permissões para coletar dados de navegação sob o pretexto de melhorar a experiência do usuário, mas na verdade, capturam conversas e URLs de abas abertas a cada 30 minutos. O uso de extensões de navegador para roubar dados de conversas com IA foi denominado ‘Prompt Poaching’. As extensões maliciosas se disfarçam como uma extensão legítima, mas uma vez instaladas, começam a extrair informações sensíveis, que podem ser utilizadas para espionagem corporativa, roubo de identidade e campanhas de phishing. A situação é alarmante, pois as extensões ainda estão disponíveis para download, e a instalação pode resultar em sérias consequências para a privacidade dos usuários e das empresas. A recomendação é que os usuários removam essas extensões e evitem instalar ferramentas de fontes desconhecidas.

Aumento de VPNs e aplicativos de segurança na Venezuela após ações dos EUA

Após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela viu um aumento significativo no uso de VPNs, proxies e carteiras digitais. O clima de insegurança gerado pela invasão estadunidense levou os cidadãos a buscarem formas de proteger suas comunicações e transações financeiras, especialmente em relação a criptomoedas. De acordo com dados da SimilarWeb e Appfigures, o volume de downloads de aplicativos de segurança cresceu exponencialmente, com destaque para o LatLon VPN e ThetaProxy no Android, e Proton VPN e X (antigo Twitter) no iOS. Essa busca por privacidade e acesso à informação não é nova, pois o país já enfrenta restrições de internet há anos, com bloqueios a serviços de DNS e plataformas como TikTok. O aumento no uso de tecnologias de evasão de censura reflete a necessidade urgente dos venezuelanos de contornar a censura e garantir a segurança em um ambiente digital cada vez mais hostil.

Legislação e desafios o que 2026 reserva para a indústria de VPNs?

O artigo da TechRadar discute os desafios que a indústria de VPNs enfrentará até 2026, destacando a crescente pressão regulatória e as ameaças tecnológicas. A verificação de idade é um tema central, com governos buscando implementar medidas de segurança infantil que possam tornar as VPNs obsoletas. A colaboração entre a SafeToNet e a HMD exemplifica uma abordagem que bloqueia conteúdo impróprio diretamente no nível do sistema operacional, independentemente do uso de VPNs. Além disso, a possibilidade de proibições ou restrições a VPNs já é debatida em regiões como o Reino Unido e a União Europeia.

Phreeli lança MVNO focada em criptomoedas e privacidade global

A Phreeli, operadora móvel virtual (MVNO), lançou um serviço de telefonia celular que prioriza a privacidade dos usuários em mais de 90 países. O serviço oferece chamadas, mensagens e dados ilimitados, além de suporte a pagamentos em criptomoedas, o que proporciona um nível de anonimato incomum em serviços de telefonia convencionais. A proteção de dados é garantida através de um sistema que separa as interações dos usuários em três serviços distintos: serviço de dados, serviço de usuário e serviço de mistura, minimizando a exposição de informações pessoais. Os planos variam de US$ 25 a US$ 85 por mês, dependendo da quantidade de dados de alta velocidade, e todos incluem mensagens internacionais. Apesar das inovações, a Phreeli pode enfrentar desafios regulatórios devido à falta de requisitos de identificação padrão, o que pode levantar preocupações sobre fraudes e lavagem de dinheiro. A adoção do serviço dependerá da aceitação regulatória e da confiança dos usuários, especialmente considerando que a MVNO utiliza infraestrutura celular existente, permitindo a ativação instantânea via eSIM.

Esqueça OpenVPN e WireGuard Este é o protocolo VPN do futuro

O artigo da TechRadar destaca o lançamento do protocolo NordWhisper pela NordVPN, projetado para contornar restrições de rede sem comprometer a experiência do usuário. Lançado em janeiro de 2025, o NordWhisper utiliza tecnologia de túnel web inovadora, que imita o tráfego da web comum, tornando-se quase invisível para firewalls que bloqueiam assinaturas de VPN. Embora atualmente esteja disponível apenas para Windows, Android e Linux, sua compatibilidade foi expandida para iPhone e Mac. Além disso, a introdução do Encrypted Client Hello (ECH) em agosto de 2025 visa proteger a privacidade dos usuários ao impedir que intermediários vejam quais serviços estão sendo acessados. O artigo também menciona a crescente importância da privacidade dos metadados, uma vez que ferramentas de censura modernas utilizam aprendizado de máquina para analisar padrões de tráfego. A NordVPN está desenvolvendo tecnologias que podem melhorar a privacidade dos metadados e está se preparando para integrar o protocolo QUIC, visando um futuro totalmente baseado em TLS para resistência à censura. Com o aumento das restrições na internet globalmente, soluções de VPN confiáveis e resistentes à censura se tornam cada vez mais essenciais.

Apple é multada em 98,6 milhões por práticas anticompetitivas na Itália

A Apple foi multada em €98,6 milhões pela Autoridade Antitruste da Itália (AGCM) por práticas que restringem a concorrência na App Store. A investigação, iniciada em maio de 2023, concluiu que a empresa abusou de sua posição dominante ao impor unilateralmente regras de transparência de rastreamento de aplicativos (ATT) a desenvolvedores de terceiros, sem consulta prévia. Embora a AGCM não questione a intenção da Apple de proteger a privacidade dos usuários, critica os requisitos de consentimento que oneram excessivamente os desenvolvedores. A ATT exige que os desenvolvedores apresentem solicitações de permissão separadas para o rastreamento de dados, enquanto os aplicativos da Apple podem obter essa permissão com um único toque. A autoridade argumenta que essa exigência dupla prejudica os desenvolvedores que dependem de publicidade. A Apple anunciou que irá recorrer da decisão, reafirmando seu compromisso com a proteção da privacidade. Este não é o primeiro caso de conflito da ATT com autoridades de concorrência, já que a empresa também foi multada na França e enfrenta investigações em outros países da Europa, como Polônia e Romênia.

ChatGPT Atlas e Chrome são os piores navegadores para a privacidade

Um estudo recente da Digitain revelou que o ChatGPT Atlas, da OpenAI, e o Google Chrome são os navegadores com maior risco à privacidade dos usuários. O ChatGPT Atlas obteve uma pontuação de 99 em 100, indicando falhas significativas em bloquear o rastreamento de usuários entre sessões e sites. O Google Chrome, embora mais popular, ficou em segundo lugar com uma pontuação de 76, demonstrando que a proteção de dados não é uma prioridade para grandes empresas do setor. Outros navegadores, como Mozilla Firefox e Apple Safari, também apresentaram pontuações baixas, levantando preocupações sobre a segurança dos dados dos internautas. Em contrapartida, navegadores como Brave e Mullvad Browser se destacaram por suas funcionalidades focadas na privacidade, sendo recomendados para aqueles que buscam maior proteção online. O estudo alerta que a crescente popularidade de navegadores baseados em inteligência artificial pode aumentar a coleta de dados pessoais, o que representa um risco adicional para a privacidade dos usuários.

Google desiste de monitorar a Dark Web e apagará dados em fevereiro

A Google anunciou a descontinuação de sua ferramenta Relatório da Dark Web, que foi lançada em março de 2023. Essa funcionalidade permitia que usuários fossem notificados caso seus e-mails ou informações pessoais fossem encontrados na dark web. A decisão de encerrar o serviço foi motivada por feedback de usuários, que indicaram que a ferramenta não oferecia orientações claras sobre como proteger os dados expostos. A partir de 15 de janeiro de 2026, a Google deixará de monitorar a dark web, e todos os dados coletados serão apagados em 16 de fevereiro do mesmo ano.

Extensão do Chrome Em Destaque rouba dados de usuários do ChatGPT

Uma extensão do Google Chrome, chamada Urban VPN Proxy, que possui o selo ‘Em Destaque’ e é utilizada por mais de seis milhões de usuários, foi descoberta coletando de forma clandestina os prompts utilizados em chatbots de IA, como ChatGPT e outros. A empresa de segurança Koi Security identificou que, após uma atualização em julho de 2025, a extensão começou a interceptar conversas dos usuários. O código malicioso injetado na extensão modifica a API do navegador, redirecionando todas as requisições de rede para a extensão, permitindo a captura de dados que são enviados para servidores remotos da Urban Cyber Security Inc. Apesar de a política de privacidade afirmar que os dados são anonimizados, a coleta é realizada mesmo com a função de ‘Proteção de IA’ desativada. A extensão, que originalmente prometia proteger a identidade online, agora se revela uma ameaça à privacidade dos usuários, levantando preocupações sobre a confiança em ferramentas amplamente utilizadas. Este incidente destaca a vulnerabilidade das plataformas de extensões e a necessidade de maior vigilância sobre a coleta de dados pessoais, especialmente em um cenário onde as interações com IA estão se tornando cada vez mais comuns.

Aumenta a Necessidade de Segurança em Desenvolvimento de Software com IA

O crescimento acelerado no desenvolvimento de software assistido por IA traz desafios significativos para as equipes de segurança e privacidade. Com o aumento do número de aplicações e a velocidade das mudanças, as soluções tradicionais de segurança de dados se mostram reativas e ineficazes. Problemas como a exposição de dados sensíveis em logs e a falta de mapeamento preciso de dados aumentam os riscos de privacidade. O HoundDog.ai surge como uma solução proativa, oferecendo um scanner de código focado em privacidade que identifica riscos e vazamentos de dados antes que o código seja implementado. Essa ferramenta analisa rapidamente milhões de linhas de código, permitindo que as equipes detectem e previnam problemas de segurança desde as fases iniciais do desenvolvimento. Além disso, a integração com plataformas como Replit amplia a visibilidade sobre os riscos de privacidade em aplicações geradas por IA. A necessidade de controles de governança e detecção embutidos no processo de desenvolvimento é mais urgente do que nunca, especialmente em um cenário onde a conformidade com legislações como a LGPD é crítica.

Google descontinuará ferramenta de relatório da dark web em 2026

O Google anunciou que irá descontinuar sua ferramenta de relatório da dark web em fevereiro de 2026, menos de dois anos após seu lançamento. A decisão foi motivada pelo feedback dos usuários, que indicou que a ferramenta não oferecia passos práticos suficientes para a proteção das informações pessoais. A partir de 15 de janeiro de 2026, as varreduras para novas violações na dark web serão interrompidas, e todos os dados relacionados à ferramenta serão excluídos após sua desativação. A ferramenta, lançada em março de 2023, tinha como objetivo ajudar os usuários a monitorar se suas informações pessoais, como nome, endereço e número de segurança social, estavam disponíveis na dark web. Em julho de 2024, o Google expandiu o acesso à ferramenta para todos os titulares de contas, não apenas para assinantes do Google One. A empresa também incentivou os usuários a fortalecerem a segurança de suas contas, sugerindo a criação de chaves de acesso para autenticação multifatorial resistente a phishing e a remoção de informações pessoais dos resultados de busca do Google. Essa mudança reflete uma tendência maior de priorizar ferramentas que ofereçam ações mais claras para a proteção de dados online.

Extensão do Chrome coleta dados de usuários de chatbots de IA

Uma extensão do Google Chrome chamada Urban VPN Proxy, que possui seis milhões de usuários e é marcada como ‘Destaque’ na loja, foi descoberta coletando silenciosamente dados de usuários que interagem com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Microsoft Copilot. Apesar de se apresentar como uma ferramenta de VPN para proteger a identidade online, a versão 5.5.0 da extensão, lançada em julho de 2025, habilitou a coleta de dados de forma padrão. A coleta é realizada por meio de scripts JavaScript que interceptam as conversas dos usuários, capturando prompts, respostas dos chatbots e metadados de sessão, enviando essas informações para servidores remotos. A política de privacidade da Urban VPN menciona que os dados são coletados para melhorar a navegação segura e para fins de marketing, mas não garante a anonimização completa das informações. Além disso, a empresa BIScience, que possui a Urban Cyber Security Inc., é acusada de coletar dados de navegação sob políticas de privacidade enganosas. A situação levanta preocupações sobre a confiança em extensões de navegador e a proteção de dados pessoais, especialmente em um contexto onde os usuários compartilham informações sensíveis com chatbots.

80 dos e-mails promocionais que você recebe estão te rastreando

Uma pesquisa realizada pela Proton Mail revelou que 80% dos e-mails promocionais recebidos pelos usuários contêm tecnologias de rastreamento. O estudo analisou mensagens das 50 maiores varejistas dos Estados Unidos durante o período de Black Friday, onde o volume de e-mails promocionais disparou, alcançando cerca de 2,55 bilhões de envios diários. Os rastreadores, que geralmente são pixels invisíveis, coletam dados sobre a localização do usuário, horários de abertura dos e-mails, cliques e até compras realizadas. Essa prática permite que as empresas construam perfis detalhados dos consumidores, visando direcionar anúncios personalizados. Entre as empresas que mais utilizam essas ferramentas estão CB2, Anthropologie e Victoria’s Secret. Os especialistas alertam que essa coleta de dados transforma a simples ação de abrir um e-mail em um evento de vigilância, levantando preocupações sobre privacidade e segurança dos dados dos usuários.

Polícia prende adolescente que roubou 64 milhões de dados de empresas

Um adolescente de 19 anos foi detido em Barcelona, Espanha, após ser acusado de roubar 64 milhões de registros de dados de nove empresas por meio de invasões digitais. A polícia espanhola revelou que o jovem utilizava seis contas e cinco pseudônimos para ocultar suas atividades criminosas, além de tentar vender as credenciais em fóruns online. Os dados vazados incluem informações pessoais como nomes, endereços, e-mails e números de telefone, mas ainda não se sabe quantas pessoas foram afetadas. As investigações começaram em junho e culminaram na apreensão de computadores e carteiras de criptomoedas do suspeito, que continham fundos obtidos com a venda das informações. O adolescente enfrenta acusações de crimes cibernéticos, acesso não autorizado a informações privadas e violação de privacidade.

Navegadores de IA não são seguros e precisam ser bloqueados, diz Gartner

Um relatório recente da Gartner alerta que navegadores com agentes de inteligência artificial (IA) apresentam riscos significativos à segurança. A pesquisa, liderada por Dennis Xu, Evgeny Mirolyubov e John Watts, conclui que as configurações padrão desses navegadores priorizam a experiência do usuário em detrimento da segurança, expondo dados sensíveis dos usuários. Os navegadores de IA, que incluem funcionalidades como barras laterais para resumos e interações com conteúdo web, frequentemente enviam informações como histórico de navegação e abas abertas para servidores em nuvem, aumentando o risco de vazamentos de dados. O estudo recomenda que as organizações evitem o uso desses navegadores, a menos que medidas rigorosas de segurança sejam implementadas. Além disso, os especialistas alertam para o potencial de ações errôneas por parte da IA, como compras indevidas ou preenchimento incorreto de formulários. Para mitigar esses riscos, é sugerido o bloqueio do acesso das IAs a e-mails e a revisão das configurações de privacidade dos navegadores. A conclusão é que, sem uma análise de risco adequada, o uso de navegadores de IA é considerado perigoso.

Pense antes de clicar aplicativos de compartilhamento expõem riscos de segurança

Um estudo da Surfshark revelou que muitos aplicativos de compartilhamento de arquivos gratuitos, como Dropbox, Box e WeTransfer, não oferecem proteção adequada contra malware. Box e WeTransfer disponibilizam a verificação de vírus apenas em planos pagos, enquanto Dropbox e iCloud não realizam nenhuma verificação, dependendo da segurança dos dispositivos Apple. Isso representa um risco significativo para os usuários, que podem inadvertidamente baixar arquivos infectados. A análise destaca que, embora esses serviços sejam amplamente utilizados, a segurança não é uma prioridade, especialmente nas versões gratuitas. A Surfshark alerta que a confiança excessiva nesses aplicativos pode comprometer a segurança dos dados dos usuários. Além disso, a discussão sobre a regulamentação no Reino Unido, que visa aumentar a responsabilidade das plataformas de compartilhamento de arquivos, levanta preocupações sobre privacidade e vigilância em massa. A utilização de antivírus e VPNs é recomendada para mitigar esses riscos. Por fim, apenas Google Drive e OneDrive oferecem verificação de vírus para usuários gratuitos, mas com limitações. Essa situação exige que os usuários façam escolhas informadas sobre os riscos que estão dispostos a correr ao compartilhar arquivos online.

Tor substitui criptografia antiga por sistema mais seguro

O Tor Network anunciou a substituição de seu algoritmo de criptografia de relé, o tor1, por um novo sistema chamado Counter Galois Onion (CGO). Essa mudança visa aumentar a privacidade e a segurança dos usuários em todo o mundo, especialmente contra técnicas modernas de interceptação que poderiam comprometer dados sensíveis. O CGO utiliza uma permutação pseudorrandômica robusta, chamada UIV+, que atende a rigorosos requisitos de segurança. Entre as melhorias, destaca-se a resistência a ataques de tagging, a confidencialidade de tráfego passado mesmo se chaves atuais forem expostas, e a eliminação do SHA-1 em favor de um autenticador de 16 bytes. O novo sistema também implementa criptografia de bloco largo e encadeamento de tags, tornando células modificadas e tráfego futuro irrecuperáveis. A transição para o CGO está sendo integrada nas implementações C Tor e no cliente Arti baseado em Rust, e os usuários do Tor Browser não precisam realizar ações manuais para se beneficiar das atualizações, que ocorrerão automaticamente. Embora o sistema ainda esteja em fase experimental, a Tor enfatiza que essas melhorias são essenciais para atender aos padrões de criptografia em evolução.

Google nega uso de e-mails do Gmail para treinar IAs

O Google se defendeu de acusações de que estaria utilizando e-mails do Gmail para treinar seus modelos de inteligência artificial sem o consentimento dos usuários. As alegações surgiram após uma análise da empresa de segurança Malwarebytes, que sugeriu que mudanças nas configurações do Gmail permitiriam a análise de e-mails pessoais para alimentar ferramentas como o Gemini. O Google, em resposta, afirmou que não altera as configurações dos usuários e que os recursos inteligentes do Gmail, como a Escrita e Resposta Inteligentes, existem há anos sem uso do conteúdo dos e-mails para treinar suas IAs. Após a resposta do Google, a Malwarebytes revisou sua posição, reconhecendo que as acusações foram baseadas em mal-entendidos sobre a apresentação das configurações do Gmail. A empresa de segurança esclareceu que o Gmail apenas escaneia e-mails para ativar recursos como filtragem de spam e sugestões de escrita, práticas consideradas normais em termos de segurança e privacidade. O artigo também menciona que os usuários podem desativar esses recursos nas configurações do Gmail, caso desejem maior controle sobre suas informações.

Troquei o Google por uma alternativa segura agora está com 50 de desconto!

Com o aumento de violações de dados e ciberataques, muitos usuários estão buscando alternativas mais seguras para suas atividades online. O artigo destaca a importância de utilizar VPNs (Redes Privadas Virtuais) para aumentar a privacidade e segurança na navegação, mas alerta que isso não deve ser a única medida de proteção. A troca de serviços que coletam dados, como o Gmail, por opções mais seguras é essencial. A Proton, uma empresa suíça, oferece uma alternativa robusta ao Gmail, com um pacote de serviços que inclui Proton VPN, Proton Mail, Proton Drive, Proton Calendar e Proton Pass, todos com forte foco em privacidade. Durante a Black Friday, a Proton está oferecendo um desconto de 50%, reduzindo o preço do pacote para $6,49 por mês. O Proton VPN é destacado por sua política de não registro e forte criptografia, enquanto o Proton Mail garante que os e-mails sejam criptografados antes de serem enviados. Além disso, o Proton Drive e o Proton Calendar oferecem alternativas seguras para armazenamento e agendamento. Essa promoção é uma oportunidade para os usuários que desejam melhorar sua segurança digital a um custo reduzido.

Cuidado com a privacidade ao usar apps de compras na Black Friday

Nesta Black Friday, cerca de 50% dos consumidores utilizarão smartphones para aproveitar as ofertas, com 27% preferindo aplicativos de varejistas. No entanto, uma análise de 101 aplicativos populares para Android revelou que, em média, cada app solicita quase 29 permissões, sendo 8 delas consideradas ‘perigosas’ pelo Android. Essas permissões incluem acesso à câmera, microfone, localização e armazenamento. Embora algumas permissões sejam necessárias para o funcionamento do aplicativo, muitas delas são solicitadas sem justificativa clara nas políticas de privacidade. Em 27 casos, aplicativos pediram acesso à câmera e/ou arquivos de mídia sem mencionar isso em suas políticas. Além disso, 23% dos aplicativos analisados podem violar os padrões de privacidade do Google. A média de rastreadores por aplicativo é de 7, com um aplicativo apresentando 17 rastreadores. A falta de transparência sobre o uso de dados pessoais levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, como na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

Como navegar nas restrições da internet no Oriente Médio com VPN

Em 2025, pelo menos sete países do Oriente Médio, incluindo Turquia, Síria, Jordânia e Catar, impuseram restrições à internet, afetando o acesso de cidadãos e turistas a conteúdos online. Essas restrições variam de bloqueios temporários, como o ocorrido na Turquia, onde o acesso a redes sociais foi limitado por 42 horas, a bloqueios prolongados, como o do jogo Roblox no Catar, que permanece inacessível devido a preocupações com a segurança infantil. A resposta a essas limitações tem sido um aumento significativo no uso de VPNs, sendo o Proton VPN uma das opções mais populares. Com sede na Suíça, o Proton VPN se destaca por suas características avançadas de anti-censura, prometendo contornar bloqueios severos. A empresa oferece um serviço gratuito, essencial para aqueles que não podem pagar por opções premium, mas também disponibiliza uma versão paga com recursos adicionais, como uma rede de servidores em 127 países e uma política rigorosa de não registro. O Proton VPN também introduziu o protocolo Stealth e um recurso de ícone discreto para evitar a detecção em ambientes de censura. Essa ferramenta é especialmente relevante em países com alta vigilância e censura, tornando-se uma solução viável para quem busca privacidade e liberdade online.

Celulares Samsung podem conter aplicativo espião irremovível

A Samsung enfrenta críticas globais após alegações de que alguns modelos de celulares Galaxy, como as linhas A, M e F, vêm com um aplicativo chamado AppCloud, desenvolvido pela ironSource, uma empresa israelense. Este aplicativo, que não pode ser desinstalado por métodos convencionais, levanta preocupações sobre privacidade, pois supostamente coleta dados sensíveis dos usuários, como endereço IP, identificadores de dispositivos e localização, sem consentimento. O AppCloud é descrito como um serviço de recomendações que sugere aplicativos de terceiros, mas sua natureza irremovível e a dificuldade em acessar sua política de privacidade aumentam a desconfiança. A ironSource já foi acusada de operar plataformas de adware, o que intensifica a indignação dos consumidores. Até o momento, a Samsung não se pronunciou sobre a situação, que ocorre em um contexto de crescente tensão geopolítica entre Israel e Palestina, o que pode agravar as preocupações sobre a segurança e privacidade dos dados dos usuários.