Privacidade

Como usuários comuns podem aumentar sua privacidade online

Nos últimos 20 anos, a internet se reestruturou em torno de um modelo de negócios que depende do conhecimento profundo sobre os usuários, conhecido como capitalismo de vigilância. Cada aplicativo, conta e site que utilizamos alimenta um sistema que rastreia, perfila e monetiza nossas informações pessoais. Os corretores de dados desempenham um papel crucial nesse processo, agregando informações e criando perfis detalhados sem o consentimento dos usuários. A privacidade, portanto, não é mais garantida, mas algo que deve ser ativamente construído. Uma solução proposta é a compartimentalização, que envolve a criação de múltiplas identidades digitais para diferentes contextos, evitando que todas as informações estejam conectadas. O aplicativo MySudo permite que os usuários criem até nove personas, cada uma com seu próprio número de telefone, e-mail e métodos de pagamento, ajudando a proteger a privacidade e a segurança online. Essa abordagem não requer mudanças na internet, mas sim a implementação de uma camada de proteção entre o usuário e os serviços online, permitindo um controle maior sobre a identidade digital e reduzindo os riscos associados a vazamentos de dados.

Óculos inteligentes da Meta podem ser banidos em cinemas no Reino Unido

Os óculos inteligentes da Meta, desenvolvidos em parceria com Ray-Ban e Oakley, enfrentam a possibilidade de serem banidos em cinemas no Reino Unido, principalmente devido a preocupações com pirataria. A principal questão é que esses dispositivos, equipados com câmeras, permitem que usuários gravem filmes e shows de forma discreta, o que levanta preocupações tanto para a privacidade do público quanto para a proteção de direitos autorais. Embora a Meta afirme que há um indicador luminoso que sinaliza quando a gravação está em andamento, críticos argumentam que esse sinal pode ser facilmente ignorado, especialmente em ambientes iluminados. Além disso, a crescente rejeição social aos óculos inteligentes, considerados por alguns como ‘óculos de espião’, tem levado a um aumento nas restrições de uso em diversos locais. Essa situação pode impactar negativamente a aceitação e a utilidade desses dispositivos, especialmente para usuários que necessitam de lentes corretivas, já que as proibições não fazem exceções para óculos com prescrições. A discussão sobre a regulamentação e aceitação dos óculos inteligentes continua, com a expectativa de que novas medidas possam ser implementadas em breve.

Seu roteador Wi-Fi pode identificar você sem permissão, alertam pesquisadores

Um estudo realizado por pesquisadores do KASTEL, Instituto de Segurança da Informação e Confiabilidade do KIT, revelou que redes Wi-Fi comuns podem identificar indivíduos sem a necessidade de câmeras ou consentimento. Testando 197 voluntários em condições controladas, o sistema alcançou uma precisão de identificação de quase 100%, independentemente do ângulo de visão ou do modo de caminhar das pessoas. A técnica utiliza informações de feedback de beamforming, um tipo de sinal que dispositivos conectados enviam ao roteador, que é transmitido sem criptografia, permitindo que qualquer um dentro do alcance da rede possa interceptá-lo. Ao analisar esses sinais de rádio ao longo do tempo, o sistema consegue criar imagens das pessoas a partir de múltiplos pontos de vista. Os pesquisadores alertam que essa tecnologia pode levantar sérias preocupações de privacidade, pois as redes sem fio estão presentes em lares, escritórios e locais públicos. A invisibilidade dessa forma de vigilância a torna ainda mais preocupante, especialmente em regimes autoritários. Os pesquisadores pedem que salvaguardas de privacidade sejam incorporadas ao padrão IEEE 802.11bf, atualmente em desenvolvimento, antes que essa capacidade se torne amplamente explorável.

Firefox lança bloqueador de anúncios no iOS, atraindo usuários do Safari

O navegador Firefox, desenvolvido pela Mozilla, está introduzindo um novo bloqueador de anúncios em sua versão para iOS, o que pode incentivar usuários a migrar do Safari. Este recurso, que é considerado ’experimental’, utiliza a lista de filtros EasyList para bloquear uma variedade de anúncios antes que eles sejam carregados, incluindo anúncios de redes de terceiros, rastreadores e formatos mais intrusivos como pop-ups. Embora o bloqueador de anúncios esteja desativado por padrão, os usuários podem ativá-lo facilmente nas configurações do aplicativo. No entanto, existem exceções: anúncios patrocinados nas páginas iniciais do Firefox e anúncios de motores de busca não serão bloqueados, pois representam uma fonte de receita para a Mozilla. A introdução deste recurso é significativa, pois o Safari não possui um bloqueador de anúncios nativo, exigindo que os usuários instalem extensões de terceiros para essa funcionalidade. Para usuários preocupados com privacidade e que desejam uma experiência de navegação sem interrupções, essa atualização do Firefox pode ser um forte motivador para a troca de navegador. A mudança pode ser especialmente relevante para aqueles que valorizam a proteção contra rastreadores e anúncios invasivos.

Ataques DDoS afetam serviço de mensagens Threema

Recentemente, o serviço de mensagens seguras Threema sofreu múltiplos ataques de negação de serviço distribuído (DDoS), resultando em interrupções significativas nas comunicações. Enquanto as organizações que utilizam o Threema On-Prem não enfrentaram problemas devido à sua infraestrutura própria, usuários em diversas regiões, incluindo Suíça, Índia e China, relataram dificuldades de acesso. O Threema, que se destaca por sua ênfase em segurança e privacidade, informou que os ataques foram complexos de mitigar, pois o atacante alterava constantemente suas táticas. A empresa, que opera com servidores localizados na Suíça, reconheceu que a situação foi agravada por um problema técnico que impediu a atualização de sua página de status. Após a confirmação dos ataques, Threema implementou medidas de proteção DDoS especializadas para filtrar o tráfego malicioso e reduzir a carga em sua infraestrutura. A natureza prolongada e a escala dos ataques levantam preocupações sobre a segurança de serviços de comunicação que priorizam a privacidade, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é cada vez mais crítica.

Tecnologia liga placas de veículos a celulares e ameaça privacidade

A nova tecnologia SignalTrace, desenvolvida pela empresa de segurança Leonardo, promete aumentar a vigilância sobre os cidadãos ao vincular dispositivos eletrônicos a veículos, mesmo sem a necessidade de visualizar a placa. Utilizando scanners que captam sinais de Bluetooth e Wi-Fi, o sistema pode identificar quais dispositivos estão presentes em um carro e, assim, associá-los a uma pessoa específica. Isso levanta preocupações sobre a privacidade, uma vez que a tecnologia pode ser usada para monitorar a localização e os movimentos de indivíduos sem seu consentimento. Embora a empresa afirme que a tecnologia não identifica pessoas diretamente, a possibilidade de rastreamento e a criação de perfis eletrônicos a partir de dados coletados são alarmantes. Especialistas em segurança já expressaram preocupações sobre o potencial de abuso e os vieses que podem ser introduzidos por esse tipo de monitoramento. A tecnologia ainda não está amplamente implantada, mas já está em fase de testes em algumas áreas dos EUA, o que pode indicar um futuro próximo de vigilância em massa. A discussão sobre a regulamentação e o uso ético dessas tecnologias é mais relevante do que nunca, especialmente em um contexto onde a privacidade individual está em risco.

Webcam Lenovo 310 com obturador de privacidade por menos de R 150

A webcam Lenovo 310, agora disponível por cerca de R$ 150 na Amazon, é uma opção acessível e confiável para quem busca qualidade em videoconferências. Com resolução Full HD (1080p) e capacidade de gravação a 30 quadros por segundo, ela se destaca pelo obturador de privacidade, que permite cobrir fisicamente a lente quando não está em uso, garantindo maior segurança ao usuário. Além disso, a webcam conta com dois microfones integrados, proporcionando áudio mais claro durante chamadas, uma vantagem em relação a muitos modelos de baixo custo que oferecem apenas um microfone ou nenhum. A instalação é simples, utilizando um cabo USB-A de 1,8 metros, compatível com sistemas Windows e Mac, sem necessidade de instalação de drivers. Embora não ofereça recursos avançados como 4K ou ajustes manuais de imagem, a Lenovo 310 é ideal para uso cotidiano em ambientes de trabalho ou estudo remoto, sendo uma alternativa viável para quem deseja melhorar a qualidade das suas chamadas em vídeo sem complicações.

Centenas de extensões VPN falsas do Chrome sequestram seu tráfego

Uma investigação revelou a existência de 737 extensões de VPN e proxy falsas na Chrome Web Store, que se passam por serviços confiáveis como NordVPN e Proton VPN. Essas extensões, que acumulam mais de 75.000 instalações, principalmente entre usuários de língua russa, redirecionam todo o tráfego do navegador através de proxies controlados por uma única empresa russa chamada Myxa VPN. Os pesquisadores descobriram que, ao ativar essas extensões, os usuários não recebem a proteção esperada de uma VPN, pois não há criptografia e os dados podem ser facilmente monitorados. Além disso, 104 dessas extensões utilizam técnicas que dificultam a detecção de seus servidores, tornando a situação ainda mais preocupante. Embora o Google tenha removido algumas dessas extensões, 516 ainda estão disponíveis, representando um risco contínuo para a privacidade dos usuários. A recomendação é que os usuários removam imediatamente qualquer extensão suspeita e verifiquem as configurações de proxy do Chrome.

Falha em APIs de IA expõe dados sensíveis de usuários

Uma nova vulnerabilidade descoberta nas APIs de raciocínio da OpenAI, Anthropic e Google permite que pesquisadores recuperem informações internas e segredos de logs de sessão, incluindo chaves de API e senhas. A falha afeta objetos de raciocínio criptografados, que podem ser reproduzidos em diferentes sessões, permitindo que modelos mais fracos revelem conteúdos ocultos. O estudo, intitulado ‘Stealing Reasoning Traces from Proprietary LLM APIs’, demonstrou quatro caminhos de abuso, como a extração de dados privados de outros usuários e a recuperação de conteúdo prejudicial. A equipe analisou 6.708 trajetórias públicas e decodificou 315.320 blocos de raciocínio, recuperando 704 artefatos de privacidade, incluindo 62 chaves de API e 33 senhas. Embora os pesquisadores tenham notificado os provedores sobre a vulnerabilidade e afirmem que as medidas de mitigação foram eficazes, a falta de reconhecimento público da falha levanta preocupações. O problema reside no design das APIs, que preserva o raciocínio entre chamadas, mas pode expor dados sensíveis se não forem tratados adequadamente. O estudo destaca a necessidade de os desenvolvedores removerem blocos de raciocínio de logs compartilhados para evitar vazamentos de informações.

Extensões de VPN maliciosas visam usuários de língua russa

Um conjunto massivo de 737 extensões gratuitas de VPN e proxy foi descoberto, principalmente direcionado a usuários de língua russa que buscam acessar serviços bloqueados. Essas extensões, publicadas em pelo menos 40 contas de desenvolvedores na Chrome Web Store, acumulam 75.486 instalações. Dentre elas, 274 imitam 66 marcas estabelecidas de VPN e privacidade, como Proton VPN e NordVPN. As extensões interceptam o tráfego do navegador, redirecionando-o através de uma infraestrutura de proxy controlada por um único provedor. A maioria das extensões configura o ‘chrome.proxy.settings’ para um servidor SOCKS5 fixo, permitindo que o ator da ameaça observe destinos do navegador e endereços IP de origem. Além disso, 221 extensões foram removidas da loja, mas 516 permanecem ativas. O ator da ameaça parece operar um negócio de VPN por assinatura na Rússia, utilizando um número de contribuinte de 12 dígitos. As extensões também apresentam sinais de fraude, como a promoção de servidores premium inexistentes e tentativas de enganar o processo de revisão da Chrome Web Store. Este incidente destaca a importância da vigilância e da verificação de extensões de navegador, especialmente para usuários que buscam serviços de privacidade.

Plano de escaneamento de dispositivos do Reino Unido ameaça ambientes empresariais

Em junho, Keir Starmer anunciou um plano que exige que empresas de tecnologia implementem controles em dispositivos para impedir que crianças enviem e recebam imagens sexualmente explícitas. Essa proposta, que envolve escaneamento em dispositivos, levanta preocupações significativas para a segurança cibernética nas empresas. O escaneamento de conteúdo antes da criptografia ou transmissão pode criar novas superfícies de ataque e comprometer a privacidade e a integridade das informações sensíveis. Organizações como Signal e a British Computer Society alertaram que esse tipo de escaneamento pode gerar vulnerabilidades sistêmicas, que poderiam ser exploradas por cibercriminosos, alterando a confiança digital. Além disso, a introdução de um agente de escaneamento governamental pode desestabilizar a arquitetura de segurança das empresas, que se baseia na confiança no sistema operacional. Isso pode resultar em falhas de conformidade, especialmente em setores altamente regulamentados, onde o controle sobre o processamento de dados sensíveis é crucial. As equipes de segurança precisam se preparar para avaliar os riscos associados a essa mudança, adaptando suas estratégias de segurança para mitigar possíveis impactos negativos.

Gigante da privacidade Proton pode estar construindo um navegador

A Proton, conhecida por sua plataforma de e-mail seguro e serviços de VPN, está recrutando um engenheiro de software para desenvolver um navegador web focado em privacidade. A vaga indica que o projeto pode ser baseado no Chromium, o que gerou descontentamento entre os usuários que temem que isso aprofunde a dependência de tecnologias do Google. A comunidade expressou frustração, não apenas pela escolha do motor do navegador, mas também pela percepção de que a empresa está dispersando seus recursos em muitos projetos, como o recente lançamento de um espaço de trabalho Proton e um chatbot de IA. Muitos usuários acreditam que a Proton deveria priorizar a correção de bugs e a implementação de recursos prometidos em seus produtos existentes, ao invés de desenvolver um novo navegador. Apesar do interesse inicial, a reação negativa sugere que a Proton pode precisar reconsiderar sua abordagem e ouvir as preocupações de sua base de usuários antes de avançar com o projeto.

O sonho de Stalin as preocupações de Stallman sobre celulares

Richard Stallman, um dos pioneiros do software livre, expressou suas preocupações sobre a privacidade na era digital, especialmente em relação ao uso de celulares. Em uma declaração impactante, ele afirmou: ‘Não vou carregar um dispositivo de rastreamento que registra onde vou o tempo todo’. Stallman critica os celulares como ferramentas de vigilância, comparando-os ao sonho de controle total de regimes autoritários, como o de Stalin. Ele argumenta que esses dispositivos são utilizados para monitorar os movimentos das pessoas, o que levanta sérias questões sobre a privacidade e a liberdade individual. Apesar de não usar celulares, Stallman contribuiu para o desenvolvimento de sistemas operacionais alternativos, como o Replicant, uma versão do Android sem software proprietário, que visa oferecer mais liberdade aos usuários. No entanto, essa alternativa só é compatível com dispositivos mais antigos, o que limita sua adoção. A discussão sobre a privacidade e o controle digital é cada vez mais relevante, especialmente em um mundo onde a tecnologia permeia todos os aspectos da vida cotidiana.

Script gratuito apaga identificador de rastreamento da Microsoft

Um novo script gratuito chamado deGDID, desenvolvido pela Windscribe, permite que usuários do Windows apaguem o identificador de dispositivo global (GDID) da Microsoft, um marcador permanente que pode ser utilizado para rastreamento. O script, que deve ser executado via PowerShell com privilégios de administrador, oferece quatro opções de execução, incluindo uma que purga as chaves GDID do registro do Windows e modifica as permissões para evitar que novos identificadores sejam gerados. No entanto, a utilização do deGDID pode comprometer serviços da Microsoft, como a verificação de conta em login.live.com, e não remove dados já armazenados nos servidores da empresa. Além disso, o script não pode ser executado em sistemas gerenciados ou contas de domínio, limitando seu uso a máquinas individuais. A Windscribe observa que, embora o script represente um avanço na proteção da privacidade, ele não é uma solução completa, pois a Microsoft ainda mantém acesso a dados coletados anteriormente. A ferramenta é uma resposta a preocupações sobre privacidade, especialmente após um caso em que o GDID ajudou o FBI a localizar um hacker.

Serviços ilegais de acesso a modelos de IA surgem em fóruns clandestinos

Pesquisadores de cibersegurança identificaram mais de uma dúzia de anúncios de serviços que oferecem acesso ilegal a modelos de inteligência artificial (IA) em fóruns de cibercrime e plataformas de mensagens. Um desses serviços, chamado Poison Claude, promete acesso a modelos de linguagem da Anthropic, como Opus e Sonnet, utilizando créditos promocionais de serviços em nuvem como a AWS. O Poison Claude opera como um proxy, redirecionando solicitações de API para contas fraudulentas, o que levanta preocupações sobre privacidade e segurança de dados. Além disso, outro serviço, Ecomagent.in, também oferece acesso a modelos de IA com um número crescente de usuários. A crescente demanda por esses serviços é impulsionada por restrições de acesso e custos elevados, mas os riscos incluem a possibilidade de interrupção de serviços e vazamento de dados. O artigo destaca a exploração de modelos de IA por empresas chinesas para melhorar suas próprias tecnologias, além do uso indevido de testes gratuitos para criar identidades sintéticas. O aumento da atividade de bots na internet também é mencionado, complicando ainda mais o cenário de segurança.

Windows 11 está espionando você com um novo processo em segundo plano?

Recentemente, surgiu uma controvérsia sobre um processo em segundo plano no Windows 11, denominado ‘Windows Health and Optimized Experiences’. Inicialmente, um usuário no X (antigo Twitter) alegou que esse processo era uma nova introdução da Microsoft que coletava dados sem o consentimento do usuário. No entanto, um executivo da Microsoft, Scott Hanselman, esclareceu que esse processo não é novo e já existe desde maio de 2022, sendo utilizado para diagnósticos de desempenho do sistema. Ele coleta dados localmente e só os envia para a Microsoft se o usuário optar por enviar feedback através do Feedback Hub. A confusão gerada por essa situação reflete a desconfiança generalizada em relação à privacidade na Microsoft, especialmente após as críticas sobre a coleta de telemetria desde o Windows 10. Embora o processo em questão não represente uma ameaça real, ele destaca a necessidade da Microsoft em melhorar a comunicação sobre suas práticas de privacidade e a transparência em relação à coleta de dados dos usuários.

O que as avaliações da Play Store revelam sobre expectativas de VPNs

Um estudo recente analisou quase 30.000 avaliações de VPNs na Google Play Store, revelando que muitos usuários têm expectativas irreais sobre a proteção de privacidade e segurança que esses serviços oferecem. Embora 65% das avaliações sejam positivas, a insatisfação aumenta para 41% quando se trata de questões de privacidade e segurança. A pesquisa destacou três mitos comuns: primeiro, que uma VPN pode impedir todos os ataques de hackers; segundo, que oferece proteção infalível; e terceiro, que garante anonimato total. A realidade é que, enquanto uma VPN criptografa dados em trânsito, não protege informações já compartilhadas ou previne ataques de phishing. Além disso, muitos relatos de falhas de segurança podem ser atribuídos a erros de configuração ou mal-entendidos sobre o funcionamento das VPNs. O artigo sugere que a indústria precisa melhorar a comunicação sobre o que uma VPN realmente pode fazer, a fim de alinhar as expectativas dos usuários com a realidade do serviço.

A privacidade pode ser uma anomalia, diz Vint Cerf

Vint Cerf, um dos arquitetos da internet moderna e ex-evangelista do Google, fez uma declaração impactante sobre a privacidade durante uma sessão de perguntas e respostas em um workshop da Comissão Federal de Comércio dos EUA. Ele afirmou que a privacidade pode ser considerada uma anomalia, surgindo como um conceito relativamente recente na história da humanidade, especialmente após a Revolução Industrial. Cerf argumenta que a tecnologia avançou mais rapidamente do que nossa capacidade social de lidar com questões de privacidade, tornando cada vez mais difícil alcançá-la em um mundo onde as interações sociais são amplificadas por grandes centros urbanos e pela tecnologia. Ele sugere que, historicamente, as pessoas viviam em comunidades menores, onde a privacidade era menos relevante, pois todos conheciam a vida uns dos outros. Essa reflexão levanta questões sobre como as empresas de tecnologia, como o Google, utilizam dados pessoais para fins comerciais, muitas vezes em detrimento da privacidade do usuário. A discussão sobre privacidade se torna ainda mais pertinente em um contexto de crescente vigilância governamental e uso de dados pessoais por grandes corporações.

Segurança de agentes de IA desafios e controle em ambientes corporativos

A segurança de agentes de inteligência artificial (IA) está passando por uma curva de maturidade que envolve adoção, visibilidade e controle. Um dos principais desafios identificados é a aplicação do princípio do menor privilégio, que se mostra mais complexo do que se imaginava. A descoberta de agentes de IA em diversas plataformas, como SaaS e ferramentas de produtividade, é apenas o primeiro passo. No entanto, a visibilidade sozinha não é suficiente, pois esses agentes operam de forma autônoma, tomando decisões e acessando dados sem supervisão humana. Isso gera riscos significativos, especialmente quando não há um controle consistente sobre identidade, intenção e propriedade dos agentes.

Homem é condenado por hackear contas do Snapchat e roubar fotos íntimas

Um homem de Illinois foi condenado a 76 meses de prisão por hackear contas do Snapchat de mais de 750 mulheres, roubando fotos íntimas que ele posteriormente vendeu online. Kyle Svara, de 26 anos, usou táticas de engenharia social para obter códigos de acesso, se passando por representante da Snap Inc. Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, ele atacou mais de 4.500 vítimas, acessando ilegalmente cerca de 517 contas. Além disso, Svara foi encontrado com material de abuso sexual infantil em sua conta Mega, contradizendo suas declarações de inocência durante a investigação. Ele também ofereceu seus serviços de hacking online, visando especificamente estudantes universitárias. Outro cliente, Steve Waithe, foi condenado por contratar Svara para hackear contas de alunas de sua universidade. Este caso destaca a crescente preocupação com a segurança digital e a proteção de dados pessoais, especialmente em plataformas populares entre jovens. A condenação de Svara serve como um alerta sobre os riscos de segurança associados ao uso de redes sociais e a necessidade de medidas de proteção mais robustas.

Apple corrige falha de segurança no serviço Hide My Email

A Apple corrigiu uma falha de segurança em seu serviço Hide My Email, que permitia a exposição de endereços de e-mail reais dos usuários, comprometendo a privacidade prometida pela funcionalidade. O problema foi identificado por Tyler Murphy, cofundador da EasyOptOuts, e reportado à Apple em junho de 2025. A correção foi finalmente implementada em 3 de julho de 2026, após tentativas frustradas de resolver a questão em março e junho do mesmo ano. A falha ocorria quando um e-mail enviado para um endereço gerado pelo Hide My Email era rejeitado como spam, fazendo com que o endereço real do usuário aparecesse nos logs de e-mail. Embora a falha tenha sido corrigida, é possível que endereços reais tenham sido capturados em logs de transferência de e-mail antes da correção. A Apple enfrenta uma ação coletiva que a acusa de enganar os clientes sobre a privacidade do serviço, uma vez que a empresa não alertou os usuários sobre a vulnerabilidade durante o período em que esteve ativa.

É hora de abrir mais buracos na Internet fechada VPN gratuita promete contornar censura

A Unredacted, uma organização sem fins lucrativos focada na liberdade na internet, lançou a segunda versão de seu serviço de VPN gratuito, o FreeSocks v2, que promete contornar bloqueios de censura de forma mais eficaz. Com o aumento das restrições à internet em todo o mundo, a nova versão foi projetada para ser mais resistente a bloqueios, utilizando um sistema flexível que incorpora um proxy baseado em Xray. Desde seu lançamento inicial em 2023, o FreeSocks já distribuiu mais de 60.000 chaves de acesso a usuários em regiões com censura severa.

Verificação de Idade Desafios e Soluções em Cibersegurança

A verificação de idade está se tornando uma exigência legal em diversos países, incluindo o Brasil, que implementará a Lei Geral de Proteção à Criança e ao Adolescente (ECA Digital) em 2026. Com mais de 30 legislações em vigor, a coleta de dados biométricos, especialmente imagens faciais, levanta preocupações sobre privacidade e segurança. A Incode Technologies propõe uma solução inovadora: a estimativa de idade no dispositivo do usuário, que elimina a necessidade de enviar ou armazenar imagens faciais em servidores. Essa abordagem não apenas protege a privacidade do usuário, mas também reduz o risco de vazamentos de dados, uma preocupação crescente, já que 63% dos consumidores expressaram receios sobre a coleta de dados biométricos. Além disso, a Incode anunciou um investimento de US$ 100 milhões para desenvolver tecnologias que preservem a privacidade, visando melhorar a infraestrutura de identidade digital. A nova solução de estimativa de idade no dispositivo promete atender às exigências legais sem comprometer a segurança dos dados pessoais, oferecendo uma alternativa viável e segura para plataformas que precisam verificar a idade de seus usuários.

47 solicitações, zero respostas Como Proton VPN nega pedidos de dados

O Proton VPN, um dos principais serviços de VPN, divulgou seu relatório de transparência referente ao primeiro semestre de 2026, revelando que recebeu 47 solicitações legais de dados, todas negadas. A empresa, com sede na Suíça, mantém uma rigorosa política de não registro, o que significa que não armazena informações que poderiam ser entregues às autoridades. Desde 2019, Proton VPN recebeu um total de 458 pedidos, sem atender a nenhum deles. As solicitações, provenientes de autoridades suíças, buscavam identificar usuários conectados a servidores específicos em determinados horários. A política de não registro do Proton VPN garante que não há dados de navegação, consultas DNS ou metadados de conexão armazenados, impossibilitando a ligação entre um usuário e uma atividade. Além disso, o Proton VPN passou por sua quinta auditoria anual, confirmando a eficácia de sua política. No entanto, a legislação suíça pode mudar, exigindo que serviços com mais de 5.000 usuários mantenham dados por seis meses, o que pode impactar a operação da empresa no futuro.

Não é verificação de idade privacidade é a principal razão para uso de VPNs por crianças no Reino...

Um recente relatório do governo britânico revela que a principal motivação para o uso de VPNs entre crianças no Reino Unido é a proteção da privacidade online, e não a evasão de verificações de idade, como se pensava anteriormente. A pesquisa, realizada com mais de 2.000 jovens de 11 a 17 anos, mostrou que 30% dos usuários ativos de VPNs utilizam essas ferramentas para garantir sua privacidade digital. Apenas 20% dos usuários de VPNs afirmaram usar o serviço para contornar verificações de idade, o que representa apenas 7% de todas as crianças britânicas. Além disso, a maioria dos jovens que contornam essas verificações o faz através de métodos mais simples, como mudar para plataformas que não exigem verificação de idade ou fornecendo informações falsas, como datas de nascimento. O relatório sugere que a narrativa de que a restrição ao uso de VPNs é essencial para a aplicação das leis de verificação de idade pode não ser justificada, especialmente à medida que as plataformas implementam métodos mais rigorosos de verificação. A discussão sobre a regulamentação do uso de VPNs no Reino Unido está em andamento, com apelos de grupos de defesa da privacidade para que essas ferramentas permaneçam acessíveis às crianças.

Pesquisadores revelam falhas em carteiras de criptomoedas

Um estudo realizado por pesquisadores da KU Leuven analisou 85 das carteiras de criptomoedas mais populares que funcionam como extensões de navegador e descobriu que essas carteiras vazam informações suficientes para vincular e rastrear os usuários. As interações entre as carteiras e os sites podem conectar endereços separados de um mesmo usuário, permitindo que terceiros os sigam de site para site. Além disso, em sites que já possuem um nome ou e-mail, essas falhas podem associar uma identidade real a um perfil de criptomoeda supostamente anônimo. Os pesquisadores identificaram cinco fraquezas de privacidade, sendo a mais crítica a capacidade de vincular endereços separados. A pesquisa também revelou que 36 das 85 carteiras informam quais estão instaladas, mesmo sem conexão ativa. Embora algumas carteiras tenham corrigido problemas após a notificação, a maioria dos fabricantes não reconheceu as falhas como bugs. O estudo destaca a necessidade de melhorias significativas na segurança das carteiras, que atualmente funcionam como projetadas, mas expõem os usuários a riscos de privacidade.

Meta registra patente de IA para análise emocional e coaching

A Meta, empresa controladora do Facebook, apresentou uma solicitação de patente para uma tecnologia de inteligência artificial (IA) que escuta a voz do usuário ao longo do dia, analisando seu estado emocional com base no tom e na forma de falar. A patente, registrada em dezembro de 2025 e publicada em julho de 2026, descreve um dispositivo que pode ser um smartphone, óculos inteligentes ou um assistente de voz, que registra e transcreve a fala do usuário, associando-a a dados contextuais como localização e atividades. A IA não apenas identifica emoções, mas também fornece um resumo das emoções ao longo do tempo, incluindo dados biométricos como tamanho da pupila e taxa de piscar. Além disso, a patente inclui um sistema de coaching de exercícios que ajusta o feedback com base no estado emocional do usuário. Embora a Meta ainda não tenha lançado um produto baseado nessa tecnologia, a proposta levanta preocupações sobre privacidade e regulamentação, especialmente em relação à coleta de dados sensíveis. A União Europeia já impôs restrições ao uso de IA que inferem emoções em ambientes de trabalho e escolares, destacando a necessidade de regulamentação rigorosa nesse campo.

Você não tem privacidade nenhuma. Aceite isso

O artigo destaca uma declaração polêmica de Scott McNealy, CEO da Sun Microsystems, que afirmou: ‘Você não tem zero privacidade de qualquer forma. Aceite isso’. Essa afirmação, feita durante uma sessão de perguntas e respostas, reflete uma visão que se tornou cada vez mais relevante na era digital atual, onde a coleta de dados dos usuários é uma prática comum. A Sun Microsystems lançou a plataforma Jini, que permitia a comunicação entre dispositivos sem a necessidade de configuração, mas que também gerava um grande volume de dados. As preocupações sobre privacidade levantadas por McNealy foram criticadas por defensores da privacidade, que consideraram suas palavras irresponsáveis. No entanto, a realidade é que a indústria de tecnologia tem avançado em direção à coleta massiva de dados, muitas vezes sem o consentimento adequado dos usuários. O escândalo da Cambridge Analytica é um exemplo notório de como os dados dos usuários podem ser usados para fins políticos. Atualmente, a tecnologia é dominada por sistemas de coleta de dados e inteligência artificial, levantando questões sobre o capitalismo de vigilância e a expectativa de que os consumidores simplesmente aceitem essa realidade.

Estudo revela falhas graves em aplicativos de VPN gratuitos

Um estudo recente analisou 281 dos aplicativos de VPN gratuitos mais populares disponíveis na Google Play Store e revelou que muitos deles falham em proteger a privacidade e a segurança dos usuários, que são as principais razões para a instalação de uma VPN. Os pesquisadores, da Universidade de Michigan, da Universidade do Novo México e do IIT Delhi, utilizaram um sistema de teste chamado MVPNalyzer, que identificou que 29 aplicativos permitiram vazamentos de tráfego, incluindo consultas DNS que expõem quais sites os usuários visitam. Além disso, 61 aplicativos enviaram dados em texto claro, acessíveis a qualquer um que monitorasse a rede. O estudo destacou cinco aplicativos que baixam arquivos de configuração sem criptografia, permitindo que atacantes redirecionem conexões para servidores controlados por eles. A pesquisa também revelou que 76 aplicativos rastreiam os usuários, enviando informações como o ID de publicidade do dispositivo. A maioria dos aplicativos analisados não seguiu as melhores práticas de segurança, com 89% utilizando um único método de autenticação e muitos empregando criptografia fraca ou desatualizada. Os resultados levantam preocupações sobre a confiabilidade dos aplicativos de VPN gratuitos, que frequentemente prometem privacidade, mas falham em implementá-la adequadamente.

Câmeras em carros novos da UE geram preocupações sobre privacidade

A Comissão Europeia anunciou que todos os novos veículos registrados na União Europeia deverão ser equipados com sistemas avançados de alerta de distração do motorista (ADDW). Esses sistemas, que incluem câmeras voltadas para o rosto do condutor, visam aumentar a segurança nas estradas, onde o número de mortes e ferimentos ainda é considerado elevado. As câmeras monitoram os olhos e expressões faciais do motorista, emitindo alertas sonoros quando detectam distração. No entanto, críticos levantam preocupações sobre a privacidade dos dados coletados, especialmente considerando que a maioria dos carros será conectada à internet até 2030. Uma análise da Mozilla revelou que todas as marcas de automóveis estudadas falharam em atender seus próprios padrões de privacidade. Além disso, a falta de clareza sobre o tratamento dos dados dos motoristas pode levar a implicações legais, como a determinação de prêmios de seguro ou uso em processos judiciais. A implementação inadequada dessa tecnologia também pode resultar em distrações adicionais para os motoristas, criando um paradoxo em relação à segurança.

China alerta sobre coleta de dados pelo Claude Code da Anthropic

A China emitiu um alerta de segurança contra o Claude Code, uma ferramenta de programação com inteligência artificial desenvolvida pela Anthropic. O Banco Nacional de Dados de Vulnerabilidades da China (CNVDB) identificou que algumas versões do software, especificamente as versões 2.1.91 até 2.1.196, possuem mecanismos que podem coletar dados dos usuários, como identidade, localização geográfica e informações do sistema operacional, enviando-os para os servidores da empresa sem autorização. A Anthropic, por sua vez, nega a existência de qualquer ‘backdoor’ malicioso, mas admite que implementou recursos para prevenir abusos e o uso não autorizado da plataforma. As preocupações levantadas pela China foram reforçadas por engenheiros da Alibaba, que analisaram o funcionamento do Claude Code e encontraram verificações que poderiam comprometer a privacidade dos usuários. Em resposta, a Anthropic afirmou que essas funcionalidades visam proteger sua propriedade intelectual e não monitorar usuários. O CNVDB recomenda que os usuários removam as versões afetadas e atualizem o software para evitar riscos de vazamento de informações confidenciais e exposição de propriedade intelectual.

Rússia abandona polêmica taxa de VPN após atrasos e reações negativas

O Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia anunciou a desistência de um plano que previa a cobrança de taxas sobre o tráfego de internet internacional, que visava taxar usuários em 150 rublos por gigabyte adicional após um limite mensal de 15GB. Essa proposta, que tinha como alvo principal os usuários de VPNs, foi abandonada após meses de atrasos técnicos e forte resistência da indústria. A reversão da política foi confirmada pelo vice-ministro Ivan Lebedev durante uma sessão da Duma Estatal, onde ele afirmou que as taxas para tráfego estrangeiro não estão mais sendo consideradas. A ideia inicial surgiu em uma reunião em março, mas enfrentou dificuldades logísticas e pressão de operadoras de telecomunicações que não estavam preparadas para implementar as mudanças. Embora a desistência da taxa represente uma vitória para os defensores da privacidade, a demanda por ferramentas de contorno de censura continua alta, especialmente após o bloqueio de plataformas globais como YouTube e Facebook. A situação reflete um ambiente digital hostil, onde o governo russo intensifica suas tentativas de controlar o acesso à informação na internet.

Meta lança modelo de IA que utiliza conteúdo público do Instagram

A Meta anunciou o lançamento do Muse Image, um novo modelo de inteligência artificial (IA) que permite aos usuários gerar conteúdo visual a partir de postagens e reels públicos do Instagram. Essa funcionalidade, que está habilitada por padrão, possibilita que os usuários mencionem contas do Instagram no aplicativo Meta AI, integrando perfis específicos nas imagens geradas. O Muse Image, desenvolvido pelos Superintelligence Labs da Meta, utiliza raciocínio avançado para compreender prompts complexos e combinar várias fotos em criações de alta qualidade. Além disso, a IA será incorporada ao WhatsApp e Instagram, permitindo efeitos impulsionados por IA para Stories e geração de imagens em chats diretos. Os usuários têm a opção de desativar a reutilização de seu conteúdo, mas é importante notar que não serão notificados quando suas imagens forem remixadas. Para usuários com contas públicas, o conteúdo pode ser reutilizado por outros, o que levanta preocupações sobre privacidade e controle sobre a própria imagem. A Meta recomenda que usuários com perfis públicos desativem essa configuração para proteger seu conteúdo. Essa iniciativa se alinha a uma tendência crescente de empresas de tecnologia que integram IA em seus produtos, adotando um modelo de opt-out em vez de opt-in.

DuckDuckGo lança bloqueador de anúncios para YouTube

O DuckDuckGo anunciou uma nova funcionalidade em seu navegador que permite bloquear a maioria dos anúncios em vídeo no YouTube, incluindo aqueles exibidos antes e durante a reprodução dos vídeos. Essa funcionalidade está habilitada por padrão nas versões mais recentes do DuckDuckGo para iOS, Mac e Windows, enquanto os usuários de Android podem ativá-la manualmente nas configurações de bloqueio de anúncios. O YouTube, a maior plataforma de vídeos do mundo, exibe anúncios para usuários gratuitos, que se tornaram mais frequentes e, em alguns casos, ininterruptos. O novo mecanismo de bloqueio de anúncios do DuckDuckGo utiliza listas de filtros mantidas pela comunidade do uBlock Origin, complementadas por regras de compatibilidade próprias para aumentar a eficácia. Os usuários podem ativar simultaneamente o ‘Duck Player’, que oferece proteção de privacidade aprimorada, e o bloqueio de anúncios, permitindo uma experiência de visualização sem interrupções. Embora o bloqueador possa causar tempos de buffer ligeiramente mais longos, a experiência de reprodução deve ser suave. No entanto, a eficácia do bloqueador pode ser temporariamente afetada por mudanças frequentes na forma como o YouTube serve anúncios. O DuckDuckGo convida os usuários a testar a nova funcionalidade e fornecer feedback anônimo para melhorias.

Malásia intensifica combate ao uso indevido de VPNs, mas elas continuam legais

O governo da Malásia anunciou uma ação rigorosa contra o uso indevido de VPNs, especialmente em casos que envolvem atividades criminosas ou a violação da nova lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O vice-ministro do Interior, Datuk Seri Dr. Shamsul Anuar Nasarah, afirmou que a utilização de VPNs para contornar essas restrições será investigada, mas ressaltou que a posse e o uso de VPNs em si não são ilegais. A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger crianças online, em resposta ao aumento de crimes cibernéticos. As plataformas de redes sociais agora têm a obrigação de verificar a idade dos usuários, e a não conformidade pode resultar em multas de até RM10 milhões. Embora a ação se concentre em comportamentos ilegais, especialistas em direitos digitais criticam a abordagem, argumentando que a verificação de idade pode levar à normalização da vigilância e ao risco de exposição de dados pessoais. Para os usuários comuns de VPN, a mensagem é clara: o uso de VPNs para proteção de dados e privacidade continua legal e não deve ser interrompido.

Amazon pagará US 2,25 milhões por bloqueio a vítimas de roubo de identidade

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) anunciou que a Amazon pagará uma multa civil de US$ 2,25 milhões para resolver acusações de que bloqueou o acesso de vítimas de roubo de identidade a registros de transações fraudulentas. Segundo a denúncia apresentada ao Departamento de Justiça, a Amazon não forneceu a muitos consumidores afetados os registros de transações fraudulentas realizadas em seus nomes, conforme exigido pela Seção 609(e) da Lei de Relato Justo de Crédito (FCRA). Além disso, agentes de atendimento ao cliente da Amazon negaram pedidos de registros com base em razões de ‘privacidade’ ou ‘segurança’. Mesmo quando os registros foram compartilhados, isso ocorreu após o prazo de 30 dias estipulado pela FCRA. A FTC também destacou que a Amazon se recusou a fornecer registros a agências de aplicação da lei que haviam sido autorizadas a fazer tais solicitações. Como parte do acordo, a Amazon terá que garantir o acesso a registros solicitados legalmente dentro do prazo de 30 dias e notificar consumidores que solicitaram registros desde abril de 2024. Este caso se junta a outras multas que a Amazon enfrentou, incluindo uma de US$ 25 milhões por violar leis de privacidade infantil e outra de US$ 2,5 bilhões por práticas enganosas relacionadas ao seu programa de assinatura Prime.

WhatsApp permite reserva de nomes de usuário para maior privacidade

O WhatsApp, plataforma de mensagens e chamadas de vídeo da Meta, anunciou uma nova funcionalidade que permitirá aos usuários reservarem nomes de usuário, aumentando a privacidade ao ocultar números de telefone de pessoas que não estão na lista de contatos. Com mais de 3 bilhões de usuários em mais de 180 países, a Meta destaca que a reserva de nomes de usuário é uma resposta à sobreposição de nomes entre os usuários. A partir desta semana, os usuários poderão reservar seus nomes de usuário, que serão utilizados quando a funcionalidade for lançada oficialmente. Para contatar alguém pela primeira vez, será necessário conhecer o nome de usuário exato, e a Meta introduziu uma chave opcional que deve ser informada para enviar mensagens. Essa nova abordagem visa tornar o WhatsApp ainda mais privado, sem diretórios ou sugestões de nomes. A funcionalidade será disponibilizada gradualmente e os usuários serão notificados quando estiver disponível em seus países. É importante ressaltar que alguns nomes de usuário serão reservados para governos, figuras públicas e empresas, não podendo ser reivindicados por usuários comuns.

WhatsApp lança reserva de nomes de usuário para proteger privacidade

O WhatsApp anunciou a implementação de uma nova funcionalidade que permite a reserva de nomes de usuário, visando aumentar a privacidade de seus mais de três bilhões de usuários. A partir de agora, os usuários poderão criar e reservar um nome de usuário, evitando a necessidade de compartilhar seus números de telefone diretamente. Essa funcionalidade será opcional e começará a ser disponibilizada gradualmente, com previsão de lançamento total ainda este ano.

Novas ameaças de cibersegurança e vulnerabilidades em destaque

O cenário de cibersegurança apresenta uma série de incidentes preocupantes, incluindo a colaboração da Cloudflare com navegadores para implementar um protocolo de controle de acesso privado (PACT), visando proteger a privacidade dos usuários ao evitar captchas e rastreamento invasivo. Além disso, foram descobertas seis vulnerabilidades críticas no curl, uma biblioteca amplamente utilizada, que afetam versões desde 2001, com a correção já disponível na versão 8.21.0.

Um bug severo no Hoppscotch permite que atacantes não autenticados comprometam completamente servidores, explorando falhas na validação de dados. A pesquisa também revelou que muitos aplicativos de smart TVs da LG e Samsung contêm proxyware, permitindo que tráfego de terceiros seja redirecionado pela conexão do usuário sem seu pleno conhecimento.

Extensão do Chrome permite execução de JavaScript arbitrário

Uma análise de segurança revelou que a popular extensão Adblock for YouTube, com mais de 10 milhões de instalações, possui a capacidade de executar código JavaScript arbitrário. Embora a extensão cumpra sua função de bloquear anúncios no YouTube, ela também apresenta riscos significativos de privacidade e segurança. Pesquisadores alertaram que essa vulnerabilidade pode permitir a leitura de páginas, roubo de dados e acesso a contas pessoais e aplicativos de trabalho. A extensão, que está disponível desde 2014, passou por mudanças de propriedade e já teve um kit de desenvolvimento de software para injeção de anúncios, o que levanta preocupações adicionais. A ativação da execução de código malicioso pode ser feita por uma simples alteração na configuração do servidor, sem necessidade de atualização da extensão ou revisão pela loja. Apesar de não haver evidências de que essa capacidade tenha sido explorada até agora, a combinação de permissões extensivas e a possibilidade de injeção de scripts tornam a situação alarmante. A análise também destaca que a extensão opera em todos os sites visitados, não apenas no YouTube, o que aumenta o risco de exposição a ataques. O alerta é um chamado à ação para que usuários e profissionais de segurança revisem as permissões de suas extensões e considerem alternativas mais seguras.

Google implementa novos controles de privacidade para serviços de busca

O Google anunciou a implementação de novos controles de privacidade para seus serviços de busca e Google Play, permitindo que os usuários tenham maior controle sobre o histórico salvo e as recomendações personalizadas. Em um e-mail enviado aos usuários, a empresa destacou que as novas configurações serão visíveis nas contas do Google nos próximos dias. As mudanças incluem a separação das configurações de histórico de serviços de busca e recomendações personalizadas, permitindo que os usuários decidam se desejam que suas atividades sejam salvas e se desejam personalização com base nesses dados. O histórico de serviços de busca abrangerá atividades em serviços como Pesquisa, Maps, Shopping, e Translate, e incluirá também interações visuais e de áudio. Embora o Google afirme que as novas configurações oferecem mais controle, é importante que os usuários revisem suas configurações, especialmente se a atividade da Web e do aplicativo estiver ativada. As novas opções também se estenderão ao Google Play, refletindo as escolhas anteriores dos usuários sobre a duração do armazenamento de histórico. Essa mudança pode ser vista como uma forma de aprimorar a experiência do usuário, mas também levanta questões sobre privacidade e uso de dados.

MacPaw lança ClearVPN focado em privacidade para TVs inteligentes

A MacPaw, empresa ucraniana de cibersegurança, lançou uma versão do ClearVPN para dispositivos Apple TV e Android TV, visando melhorar a privacidade dos usuários durante o consumo de conteúdo. Com a adoção de TVs inteligentes ultrapassando 900 milhões de unidades globalmente, a necessidade de proteger dados pessoais se torna cada vez mais relevante. O ClearVPN permite que os usuários façam login de forma simplificada, utilizando um QR code ou um link para smartphone, evitando a frustração de digitar senhas longas em controles remotos. A interface intuitiva do aplicativo minimiza decisões técnicas, enquanto a funcionalidade ‘Localização Ótima’ conecta automaticamente o usuário ao melhor servidor disponível. Além disso, uma seção dedicada ao streaming facilita o acesso a plataformas específicas. Desde seu lançamento em 2020, o ClearVPN tem como objetivo tornar a cibersegurança acessível a todos, mantendo a proteção online equivalente à proteção offline. A nova aplicação já está disponível para usuários globalmente, exigindo dispositivos com Android TV 6+ ou tvOS 18+ para instalação.

VPNs gratuitas e apps de streaming expõem redes empresariais a riscos

Um estudo recente revela que muitos usuários de VPNs gratuitas e aplicativos de streaming podem estar inadvertidamente contribuindo para atividades criminosas, ao permitir que suas conexões de internet sejam utilizadas como proxies residenciais. Esses serviços, que prometem anonimato, frequentemente não obtêm permissão dos usuários e podem resultar em suas redes sendo marcadas como fraudulentas. A pesquisa da Infoblox Threat Intel indica que mais de 65% dos clientes de sua nuvem de defesa contra ameaças realizaram consultas DNS a domínios associados a redes de proxies residenciais, totalizando mais de 500 bilhões de consultas mensais. Essa prática não só compromete a segurança e a privacidade dos usuários, mas também pode levar a problemas legais, uma vez que é difícil provar que um usuário foi apenas um intermediário em atividades maliciosas. Para mitigar esses riscos, recomenda-se realizar auditorias de software, monitorar dispositivos conectados e investir em serviços que bloqueiem solicitações suspeitas. Além disso, usuários podem verificar o perfil de risco de seus endereços IP para identificar se já foram vítimas de abusos.

Proibição de redes sociais na Austrália mostra falhas em medidas de segurança infantil no Reino U...

A recente proibição de redes sociais para menores de 16 anos na Austrália levanta questões sobre a eficácia de medidas semelhantes que o Reino Unido pretende implementar. Apesar da intenção de proteger crianças e adolescentes, dados revelam que cerca de 70% dos jovens australianos ainda possuem contas ativas em plataformas como Snapchat e Instagram, mesmo com a nova legislação. A pesquisa da Molly Rose Foundation indica que a maioria dos entrevistados não percebeu melhorias na segurança online desde a proibição, com muitos afirmando que a situação se tornou até mais insegura. A resistência a essa abordagem vem não apenas da indústria de tecnologia de privacidade, mas também de grupos de segurança infantil, que argumentam que a proibição pode ser um retrocesso na proteção online. A falta de verificação de idade efetiva por parte das plataformas é apontada como uma das principais razões para a ineficácia da medida. Com o Reino Unido planejando adotar um modelo semelhante, especialistas alertam que a implementação de verificações obrigatórias de idade pode resultar em um ‘desastre de cibersegurança’. A situação destaca a necessidade de abordagens mais eficazes e menos invasivas para garantir a segurança das crianças na internet.

Google usará endereços IP para anúncios na Europa a partir de 2026

O Google notificou anunciantes sobre uma mudança significativa que ocorrerá em 3 de agosto de 2026, quando começará a utilizar endereços IP para medição e personalização de anúncios na Área Econômica Europeia (EEE), no Reino Unido e na Suíça. Essa prática, que já é comum em outras partes do mundo, é nova na EEE e no Reino Unido, onde o endereço IP é considerado dado pessoal sob o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). A mudança implica que os endereços IP, que já são coletados para roteamento de tráfego e entrega de anúncios, passarão a ser utilizados para identificar dispositivos, o que exige consentimento do usuário. O Google também se registrará no IAB Europe Transparency and Consent Framework para a identificação de dispositivos. Embora a empresa afirme que a mudança está alinhada com tecnologias que melhoram a privacidade, a utilização de endereços IP para personalização levanta preocupações sobre a privacidade e o rastreamento de usuários. O Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido (ICO) já expressou preocupações sobre essa reversão de política do Google, que anteriormente se opunha ao uso de técnicas de rastreamento como a impressão digital. A mudança pode impactar a conformidade com a LGPD no Brasil, uma vez que práticas semelhantes podem ser adotadas por outras plataformas.

CrankGPT um chatbot offline movido à manivela

O CrankGPT é um chatbot inovador que opera de forma totalmente offline, utilizando um Raspberry Pi com 8GB de RAM e modelos de IA locais desenvolvidos pela Meta e Google. Este dispositivo é alimentado manualmente por uma manivela, permitindo que usuários acessem informações e realizem traduções mesmo em cenários de falta de eletricidade e conectividade, como em um mundo pós-apocalíptico. Os criadores, da Squeez Labs, destacam que, desde que os componentes eletrônicos sejam mantidos secos e em temperaturas adequadas, o CrankGPT pode funcionar por muitos anos, necessitando apenas de um cartão SD novo ocasionalmente. Além disso, a Squeez Labs está empenhada em tornar a IA mais acessível e sustentável, reduzindo a dependência de grandes centros de dados, o que é benéfico tanto para a privacidade do usuário quanto para o meio ambiente. A ideia de um modelo de IA que não requer conexão com a nuvem representa uma mudança significativa no paradigma atual, onde a maioria das soluções de IA depende de servidores online e do compartilhamento de dados pessoais com grandes empresas de tecnologia.

Governo do Reino Unido proíbe redes sociais para menores de 16 anos

O governo do Reino Unido anunciou a proibição do uso de redes sociais para menores de 16 anos, com regulamentações previstas para serem implementadas até a primavera de 2027. Para garantir a aplicação da nova regra, as plataformas deverão realizar verificações de idade, o que significa que novos usuários precisarão comprovar sua idade por meio de documentos de identidade ou reconhecimento facial. Embora contas antigas estejam isentas, a criação de novas contas exigirá essa verificação, eliminando a possibilidade de perfis anônimos. Especialistas em segurança e privacidade alertam que esses métodos de verificação são facilmente contornáveis e podem expor dados pessoais a riscos de vazamentos. O primeiro-ministro Keir Starmer justificou a medida com base em uma consulta nacional que revelou que 90% dos pais apoiam a proibição. A nova legislação se inspira em um modelo australiano e incluirá restrições em recursos de alto risco, como transmissões ao vivo e contato com estranhos, que também se aplicarão a jovens de 16 e 17 anos. No entanto, a eficácia da verificação de idade é questionada, com especialistas afirmando que as medidas podem ser mais prejudiciais do que benéficas, aumentando o risco de roubo de identidade e vazamentos de dados. Além disso, a utilização de VPNs pode contornar essas restrições, permitindo que menores acessem as plataformas de forma não regulamentada.

Samsung MAX VPN encerra atividades, usuários buscam alternativas

O Samsung MAX VPN, um aplicativo popular entre usuários de dispositivos Galaxy, encerrou suas atividades em 15 de junho de 2026, deixando mais de 50 milhões de usuários em busca de alternativas para proteger sua privacidade online. O aplicativo, que oferecia recursos de mascaramento de IP e compressão de dados, não será mais funcional, e os usuários que tentarem acessá-lo encontrarão uma mensagem de despedida. A Samsung ainda não anunciou um substituto nativo, o que aumenta a urgência para que os usuários encontrem uma solução de VPN confiável. A falta de proteção em redes Wi-Fi públicas pode expor informações sensíveis, como senhas e dados bancários, a hackers. O Google Play Store oferece diversas opções de VPNs de terceiros com protocolos de segurança robustos. É aconselhável que os usuários verifiquem as políticas de registro e as localizações dos servidores ao escolher um novo provedor de VPN, garantindo que seus dados de navegação permaneçam privados.

Rede de extensões do Chrome distribui programa indesejado

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma rede de 152 extensões do Google Chrome que atuam como complementos de papel de parede para novas abas, com o objetivo de distribuir uma família de programas potencialmente indesejados (PUPs). Essas extensões, que foram instaladas mais de 105 mil vezes, estão associadas a 38 contas diferentes na Chrome Web Store e três domínios principais: tabplugins.com, yowgames.com e chromewallpaper.com. Apesar de declararem que não coletam dados dos usuários, as políticas de privacidade vinculadas afirmam o contrário, registrando endereços IP, contagens de cliques e compartilhando essas informações com parceiros de publicidade. Além disso, um subgrupo de extensões utiliza URLs codificadas em arquivos JavaScript para simular atividades de busca orgânica no Google, criando um tráfego falso que pode enganar sistemas de monitoramento. Essa operação é considerada uma fraude comercial motivada financeiramente, embora a origem exata ainda não tenha sido determinada, com indícios sugerindo que pode ter vindo da Turquia.

Nossos celulares se tornaram os maiores espiões do planeta

O artigo destaca a afirmação de John McAfee, pioneiro em cibersegurança, sobre como os smartphones se tornaram ferramentas de vigilância. Em uma palestra na DEF CON 22, McAfee abordou a privacidade e os perigos das aplicações móveis, enfatizando o aumento da vigilância e a coleta de dados por grandes empresas de tecnologia. Ele fez essas declarações em um contexto de crescente preocupação com a privacidade, especialmente após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância em massa. McAfee, que fundou a McAfee Associates, também lançou um dispositivo chamado Privacy Phone, projetado para oferecer segurança em nível de hardware. O artigo menciona que, apesar de regulamentações como o GDPR e a CCPA, muitos usuários ainda aceitam a coleta de dados sem questionar, evidenciando uma mudança na percepção sobre privacidade nos últimos anos. A ascensão da inteligência artificial e o uso de dados pessoais para treinamento de algoritmos também são discutidos como novos desafios para a privacidade do usuário.