Play Store

Novo trojan transforma apps famosos em espiões

Um novo malware, identificado como Cellik, está causando sérios problemas em dispositivos Android. Este trojan de acesso remoto (RAT) é capaz de clonar aplicativos legítimos da Play Store, permitindo que hackers obtenham controle total dos aparelhos das vítimas. O Cellik é comercializado em fóruns da dark web e oferece uma gama de ferramentas para comprometer sistemas, criando uma falsa sensação de legitimidade. Ao instalar o aplicativo comprometido, a vítima permite que o malware acesse a tela do dispositivo, registre teclas digitadas, intercepte notificações e navegue de forma oculta na internet. O Cellik também consegue acessar o sistema de arquivos do aparelho e utilizar cookies armazenados para roubar credenciais de login. O que torna esse malware particularmente perigoso é sua capacidade de se integrar à Play Store, burlando sistemas de segurança como o Google Play Protect, que não consegue detectar a presença do trojan. Essa situação levanta preocupações significativas sobre a segurança dos usuários e a eficácia das medidas de proteção atualmente disponíveis.

Google sinaliza apps que consomem muita bateria na Play Store

O Google anunciou que começará a sinalizar aplicativos na Play Store que apresentam consumo excessivo de bateria em dispositivos Android. Essa iniciativa visa informar os usuários sobre o impacto que determinados aplicativos podem ter na performance da bateria de seus dispositivos. A sinalização será feita na página do aplicativo, destacando um aviso para aqueles que ultrapassarem um limite de 5% de consumo em segundo plano, medido ao longo de 28 dias. Essa medida é parte de um esforço maior do Google para aprimorar a experiência do usuário e a qualidade técnica dos aplicativos disponíveis na loja. Embora a empresa tenha sido questionada sobre a possibilidade de a nova métrica detectar spyware e malware, ela esclareceu que o foco é apenas na performance da bateria. No entanto, o consumo excessivo de bateria pode ser um indicativo de que um dispositivo está infectado por software malicioso, já que esses programas frequentemente operam em segundo plano, drenando a energia do aparelho. Essa nova diretriz pode servir como um alerta para os usuários sobre a segurança de seus dispositivos, especialmente em um cenário onde o cibercrime está em ascensão.

Brasil é o 3º país mais afetado por fraudes na Play Store

Uma significativa campanha de fraudes publicitárias, denominada SlopAds, foi desmantelada pela Google após a identificação de 224 aplicativos maliciosos na Play Store. Esses aplicativos, que foram baixados mais de 38 milhões de vezes globalmente, eram capazes de gerar até 2,3 milhões de pedidos de publicidade diariamente. A equipe de segurança Satori Threat Intelligence, da empresa HUMAN, revelou que os hackers utilizavam técnicas sofisticadas, como esteganografia, para esconder códigos maliciosos em arquivos de imagem. Os aplicativos funcionavam normalmente quando baixados diretamente da loja, mas, ao serem obtidos via anúncios, baixavam um arquivo de configuração secreto que continha o malware FatModule. Este vírus utilizava WebViews para inundar os dispositivos com anúncios fraudulentos, gerando cliques e visualizações para os criminosos. O Brasil, afetado em 7% dos casos, é um dos países mais impactados, ao lado dos Estados Unidos e Índia. Após o alerta, a Google removeu os aplicativos maliciosos e atualizou o Google Play Protect para alertar os usuários sobre a necessidade de remoção imediata dos apps infectados.

Google vai bloquear aplicativos de desenvolvedores não verificados

O Google anunciou uma nova medida de segurança para a Play Store, chamada Verificação de Desenvolvedor, que entrará em vigor em 2026. Essa iniciativa visa impedir que aplicativos de terceiros, especialmente aqueles de desenvolvedores anônimos, sejam publicados na loja, reduzindo assim o risco de infecções por malware. Desde agosto de 2023, os desenvolvedores já precisam fornecer um número D-U-N-S para publicar aplicativos, o que já ajudou a diminuir a quantidade de malwares. A nova verificação exigirá que todos os aplicativos instalados em dispositivos Android venham de desenvolvedores com identidade verificada pelo Google. A medida é uma resposta ao aumento de malwares, que, segundo o Google, são 50 vezes mais comuns em aplicativos baixados da internet do que na Play Store. A partir de setembro de 2026, a verificação de identidade será obrigatória em países como Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia, e se expandirá globalmente em 2027. Dispositivos Android certificados, que passaram pelo Teste de Compatibilidade da Google, serão os únicos a permitir a instalação de aplicativos verificados, enquanto dispositivos não certificados continuarão a operar com APKs de desenvolvedores anônimos.