Phishing

Cibercriminosos aproveitam o Dia dos Namorados para aplicar golpes

Com a aproximação do Dia dos Namorados nos Estados Unidos e na Europa, cibercriminosos estão intensificando suas atividades fraudulentas, aproveitando-se do clima romântico para enganar pessoas em busca de relacionamentos. Uma análise da NordVPN revelou que os golpistas estão utilizando redes sociais e aplicativos de namoro, como Tinder e Match, para criar perfis falsos com fotos roubadas ou geradas por inteligência artificial. Após estabelecer contato, os criminosos tentam construir uma relação de confiança, levando as vítimas a migrar a conversa para aplicativos de mensagens privadas. A partir daí, eles criam cenários fictícios que justificam pedidos de dinheiro, como emergências financeiras ou viagens. Além disso, há casos de sextorsão, onde ameaças são feitas para extorquir as vítimas. Embora o Dia dos Namorados no Brasil ocorra apenas em junho, é crucial que os usuários estejam atentos a essas táticas para evitar cair em golpes amorosos. Especialistas recomendam verificar perfis, desconfiar de mensagens urgentes e evitar clicar em links suspeitos.

Add-in popular do Outlook é sequestrado para roubo de contas

Um add-in do Microsoft Outlook, conhecido como AgreeTo, foi sequestrado por hackers para criar um kit de phishing que visa roubar contas de usuários. O AgreeTo, que era um agendador de reuniões desenvolvido por um pesquisador independente e disponível na loja de add-ins do Microsoft Office desde dezembro de 2022, foi abandonado e sua URL foi capturada por um ator malicioso. Quando os usuários abrem o add-in, são direcionados a uma página de login falsa do Microsoft, onde suas credenciais podem ser comprometidas. Pesquisadores da Koi descobriram que mais de 4.000 contas da Microsoft foram roubadas, além de dados de cartões de crédito e respostas de segurança bancária, o que pode facilitar transferências fraudulentas. A Microsoft já removeu o add-in de sua loja e recomenda que os usuários redefinam suas senhas e monitorem suas atividades financeiras. Este incidente marca a primeira vez que um malware foi encontrado no Marketplace oficial da Microsoft, destacando a necessidade de vigilância constante em relação a add-ins e extensões de software.

Hackers apoiados por Estados usam IA do Google para ataques cibernéticos

Hackers apoiados por estados, incluindo grupos da China, Irã, Coreia do Norte e Rússia, estão utilizando o modelo de IA Gemini do Google para facilitar todas as etapas de ataques cibernéticos, desde a fase de reconhecimento até ações pós-comprometimento. O relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG) revela que esses atores maliciosos empregam a IA para criar perfis de alvos, gerar iscas de phishing, traduzir textos, realizar testes de vulnerabilidades e até desenvolver malware. Por exemplo, um ator da China simulou um cenário para automatizar a análise de vulnerabilidades, enquanto um grupo iraniano usou a IA para acelerar a criação de ferramentas maliciosas personalizadas. Além disso, a IA está sendo utilizada em campanhas de engenharia social, como as campanhas ClickFix, que distribuem malware para roubo de informações. O relatório também destaca tentativas de extração e destilação do modelo de IA, o que representa um risco significativo para a propriedade intelectual e o modelo de negócios de IA como serviço. O Google está tomando medidas para mitigar esses abusos, mas a ameaça continua crescente, especialmente com o aumento do interesse de cibercriminosos por ferramentas de IA.

Primeiro add-in malicioso do Microsoft Outlook é descoberto

Pesquisadores de cibersegurança identificaram o primeiro add-in malicioso do Microsoft Outlook em operação, denominado AgreeToSteal. O ataque, classificado como um ataque à cadeia de suprimentos, ocorreu quando um invasor reivindicou um domínio associado a um add-in legítimo abandonado, criando uma página de login falsa da Microsoft e roubando mais de 4.000 credenciais. O add-in AgreeTo, que permitia a integração de calendários, foi abandonado em 2022, e o invasor aproveitou a falta de monitoramento contínuo do conteúdo do add-in para implantar um kit de phishing. A vulnerabilidade reside na forma como os add-ins do Office funcionam, onde o conteúdo é carregado em tempo real a partir de um URL que pode ser alterado após a aprovação inicial. A Koi Security, responsável pela descoberta, alerta que a falta de reavaliação e monitoramento contínuo de add-ins pode permitir que ataques semelhantes ocorram em outros marketplaces. A empresa recomenda que a Microsoft implemente revisões periódicas e verifique a propriedade dos domínios associados aos add-ins para mitigar esses riscos.

Polícia da Holanda prende homem por vender acesso a ferramenta de phishing

A Polícia da Holanda prendeu um homem de 21 anos em Dordrecht, suspeito de vender acesso à ferramenta de automação de phishing JokerOTP, que intercepta senhas temporárias (OTP) para roubo de contas. Esta prisão é a terceira em uma investigação de três anos que resultou na desarticulação da operação JokerOTP em abril de 2025. O serviço malicioso causou perdas financeiras de pelo menos 10 milhões de dólares em mais de 28 mil ataques em 13 países. O suspeito anunciava o acesso à plataforma por meio de chaves de licença em uma conta do Telegram. Os cibercriminosos que se inscreviam no serviço podiam automatizar chamadas para as vítimas, solicitando OTPs e outros dados sensíveis, como PINs e informações de cartões. O bot JokerOTP visava usuários de serviços populares como PayPal e Amazon. A polícia continua a investigação e já identificou dezenas de compradores da ferramenta na Holanda, que serão processados. Especialistas alertam que as vítimas não devem se sentir envergonhadas por caírem em fraudes sofisticadas e devem estar atentas a sinais de golpe, como pedidos urgentes de informações sensíveis. Além disso, recomenda-se que os usuários verifiquem possíveis vazamentos de dados que possam afetá-los.

Add-in AgreeTo do Outlook se torna ferramenta de phishing

O add-in AgreeTo, originalmente uma ferramenta legítima de agendamento de reuniões para usuários do Outlook, foi sequestrado e transformado em um kit de phishing que roubou mais de 4.000 credenciais de contas da Microsoft. Desenvolvido por um editor independente e disponível na Microsoft Office Add-in Store desde dezembro de 2022, o add-in foi abandonado pelo desenvolvedor, permitindo que um ator de ameaças reivindicasse sua URL e implantasse uma página falsa de login da Microsoft. Essa página enganosa coletava credenciais e redirecionava os usuários para a página legítima da Microsoft, reduzindo a suspeita. Pesquisadores da Koi Security descobriram que, além das credenciais, também foram coletados números de cartões de crédito e respostas de segurança bancária. O add-in manteve permissões que permitiam ler e modificar e-mails dos usuários, embora não tenha sido confirmada atividade maliciosa nesse sentido. A Microsoft removeu o add-in da loja após a descoberta, mas o incidente destaca a falta de um processo de verificação contínua para add-ins já aprovados. Este caso é notável por ser o primeiro malware encontrado no Marketplace oficial da Microsoft, levantando preocupações sobre a segurança de add-ins em plataformas amplamente utilizadas.

Golpe do Tribunal de Justiça usa CPFs vazados para roubar Pix

Uma nova campanha de phishing está enganando brasileiros ao usar CPFs vazados para roubar dinheiro via Pix. Os cibercriminosos enviam mensagens SMS que aparentam ser do Tribunal de Justiça, alertando sobre irregularidades no CPF do destinatário. O tom de urgência é utilizado para induzir a vítima a clicar em um link que leva a uma página falsa, imitando o site oficial do Judiciário. Ao acessar essa página, a vítima é solicitada a inserir seu CPF, o que permite aos criminosos coletar informações sensíveis. O golpe inclui um falso número de processo judicial e um temporizador de 10 minutos para pressionar a vítima a realizar um pagamento de mais de R$ 800 via Pix. Para dificultar o rastreamento, os criminosos dividem os pagamentos entre diferentes localidades. Apesar das tentativas de ocultação, a operação foi exposta quando logs do servidor foram deixados acessíveis publicamente, permitindo que especialistas identificassem as fraudes em tempo real.

Campanhas de espionagem cibernética visam setor de defesa da Índia

Organizações do setor de defesa e alinhadas ao governo indiano têm sido alvo de diversas campanhas de espionagem cibernética, que visam comprometer ambientes Windows e Linux por meio de trojans de acesso remoto. Os ataques utilizam famílias de malware como Geta RAT, Ares RAT e DeskRAT, frequentemente atribuídos a grupos de ameaças alinhados ao Paquistão, como SideCopy e APT36. Essas campanhas se caracterizam pelo uso de e-mails de phishing com anexos maliciosos ou links de download que direcionam as vítimas a infraestruturas controladas pelos atacantes. Uma das cadeias de ataque envolve um arquivo LNK malicioso que executa um arquivo HTA para baixar e instalar o malware. O Geta RAT, por exemplo, permite acesso remoto persistente e coleta de dados sensíveis, enquanto o Ares RAT é uma variante para Linux que também executa comandos para roubar informações. A utilização do DeskRAT, entregue via um complemento PowerPoint malicioso, demonstra a evolução das táticas de espionagem, focando em setores estratégicos como defesa, pesquisa e infraestrutura crítica. Essas atividades ressaltam a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Ministério de Minas e Energia do Brasil sofre ataque de espionagem

O Ministério de Minas e Energia do Brasil foi alvo de uma campanha de espionagem global conhecida como Shadow Campaign, que afetou redes governamentais e infraestrutura crítica em 37 países. A pesquisa da Unit 42, da Palo Alto Networks, revelou que os hackers, identificados como TGR-STA-1030/UNC6619, realizaram reconhecimento dos sistemas internos do ministério e roubaram informações sensíveis. Desde janeiro de 2024, os cibercriminosos têm atacado entidades governamentais em 155 países, com foco em ministérios, polícias e setores financeiros. As ações dos hackers coincidiram com eventos significativos, como eleições e crises políticas. No Brasil, o ataque ocorreu após conversas entre o ministério e o governo dos EUA sobre investimentos em mineração. Os hackers utilizaram técnicas de phishing, enviando e-mails maliciosos que continham um loader de malware chamado Diaoyu e um arquivo de imagem que baixava o malware Cobalt Strike. A Palo Alto Networks lançou um guia para ajudar as vítimas a identificar e bloquear ataques. Este incidente destaca a vulnerabilidade das instituições governamentais e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Hackers usam QR Code para espionar políticos e militares na Europa

Especialistas de segurança cibernética na Alemanha emitiram um alerta sobre uma nova onda de ataques digitais direcionados a líderes políticos, militares, diplomatas e jornalistas europeus, utilizando o aplicativo de mensagens Signal. Os hackers estão empregando uma técnica de engenharia social conhecida como ‘golpe do falso suporte’, onde se passam pela equipe de suporte do Signal para enganar suas vítimas.

Os criminosos enviam mensagens automatizadas que alertam sobre supostas violações de segurança, levando os alvos a fornecer informações sensíveis, como PINs de segurança. Além disso, eles solicitam que as vítimas escaneiem um QR Code que, na verdade, vincula o dispositivo da vítima ao servidor do hacker, permitindo o acesso ao histórico de conversas e mensagens em tempo real.

Grupo Bloody Wolf ataca sistemas na Rússia e Uzbequistão com malware

O grupo de cibercriminosos conhecido como Bloody Wolf está vinculado a uma campanha de ataques direcionados a sistemas na Rússia e no Uzbequistão, utilizando um trojan de acesso remoto chamado NetSupport RAT. A empresa de cibersegurança Kaspersky, que monitora a atividade sob o nome de Stan Ghouls, relata que o grupo tem atuado desde pelo menos 2023, realizando ataques de spear-phishing em setores como manufatura, finanças e TI. Estima-se que cerca de 50 vítimas tenham sido registradas no Uzbequistão, além de 10 dispositivos na Rússia e outras infecções em países como Cazaquistão, Turquia, Sérvia e Bielorrússia. Os ataques são realizados através de e-mails de phishing que contêm PDFs maliciosos, levando à instalação do NetSupport RAT e à configuração de scripts para garantir a persistência do malware. Além disso, a Kaspersky identificou que o grupo pode estar ampliando seu arsenal para incluir payloads da botnet Mirai, visando dispositivos IoT. A campanha destaca a capacidade do grupo em realizar ataques sofisticados e bem-orquestrados, levantando preocupações sobre a segurança cibernética na região.

Ameaças cibernéticas modernas abuso de confiança e novos vetores de ataque

As ameaças cibernéticas atuais não se limitam mais a malware ou exploits, mas estão se infiltrando nas ferramentas e plataformas que as organizações utilizam diariamente. Com a crescente interconexão de aplicativos de IA, nuvem e sistemas de comunicação, os atacantes estão explorando esses mesmos caminhos. Um padrão alarmante observado é o abuso de confiança em atualizações, marketplaces e aplicativos considerados seguros. A parceria entre a OpenClaw e o VirusTotal, por exemplo, visa melhorar a segurança de um ecossistema de IA, após a descoberta de habilidades maliciosas em sua plataforma. Além disso, um alerta conjunto das agências de segurança da Alemanha destaca campanhas de phishing direcionadas a alvos de alto nível, utilizando o aplicativo Signal. Outro ponto crítico é a botnet AISURU, que foi responsável por um ataque DDoS recorde de 31,4 Tbps. A vulnerabilidade no assistente de IA da Docker, chamada DockerDash, permite a execução remota de código, evidenciando a necessidade de um modelo de segurança baseado em Zero Trust. A Microsoft também desenvolveu um scanner para detectar backdoors em modelos de IA, ressaltando a importância de monitorar e mitigar riscos em ambientes de IA. Esses eventos demonstram que a segurança cibernética precisa evoluir para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas.

Grupo patrocinado por Estado compromete redes em 37 países

Um grupo de ameaças patrocinado por um Estado comprometeu redes de entidades governamentais e de infraestrutura crítica em 37 países, em operações globais conhecidas como ‘Shadow Campaigns’. Entre novembro e dezembro do ano passado, o grupo realizou atividades de reconhecimento direcionadas a entidades governamentais em 155 países. De acordo com a divisão Unit 42 da Palo Alto Networks, o grupo está ativo desde pelo menos janeiro de 2024 e acredita-se que opere a partir da Ásia. As atividades do ‘Shadow Campaigns’ focam principalmente em ministérios governamentais, agências de segurança, finanças e infraestrutura crítica. O grupo comprometeu pelo menos 70 organizações, incluindo ministérios no Brasil, Bolívia, México e Taiwan. As táticas incluem e-mails de phishing altamente personalizados e a exploração de vulnerabilidades conhecidas em sistemas como SAP e Microsoft Exchange. Além disso, foi identificado um rootkit Linux personalizado chamado ‘ShadowGuard’, que opera de forma discreta no espaço do kernel, dificultando a detecção. A pesquisa destaca a necessidade de atenção redobrada por parte das organizações, especialmente em setores críticos, devido ao potencial impacto em conformidade com a LGPD e à segurança nacional.

Campanha de phishing no Signal visa alvos políticos e jornalistas

O Escritório Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV) e o Escritório Federal de Segurança da Informação (BSI) emitiram um alerta conjunto sobre uma campanha de ciberataques, provavelmente patrocinada por um Estado, que utiliza o aplicativo de mensagens Signal para realizar ataques de phishing. O foco principal são alvos de alto escalão na política, nas forças armadas e na diplomacia, além de jornalistas investigativos na Alemanha e na Europa. A campanha se destaca por não utilizar malware ou explorar vulnerabilidades do Signal, mas sim por manipular suas funcionalidades legítimas para obter acesso clandestino às conversas e listas de contatos das vítimas. Os atacantes se passam por suporte do Signal, solicitando que as vítimas forneçam um PIN ou código de verificação recebido via SMS. Se a vítima ceder, os atacantes podem registrar a conta e acessar informações confidenciais. Além disso, a campanha pode se estender ao WhatsApp, que possui características semelhantes. As autoridades alertam que o acesso não autorizado a contas de mensageiros pode comprometer não apenas comunicações individuais, mas também redes inteiras. Os usuários são aconselhados a não interagir com contas de suporte e a habilitar o bloqueio de registro para proteger suas contas.

Flickr alerta usuários sobre vazamento de dados generalizado

O Flickr, popular plataforma de compartilhamento de fotos, notificou seus usuários sobre um grande vazamento de dados, que ocorreu devido à exposição de informações por um serviço de e-mail de terceiros. Os dados comprometidos incluem nome completo, endereço de e-mail, endereço IP e registros de atividade da conta. Embora a empresa tenha afirmado que não houve vazamento de senhas ou dados de cartões de crédito, a situação ainda é preocupante, pois pode permitir acesso não autorizado a informações sensíveis. O Flickr não revelou qual serviço terceirizado foi responsável pela falha, mas garantiu que o acesso ao sistema afetado foi encerrado rapidamente após a descoberta do problema. A empresa aconselha os usuários a revisar suas configurações de conta e a ficarem atentos a e-mails de phishing que possam explorar os dados vazados. Em um comunicado, o Flickr expressou suas desculpas pelo incidente e destacou que está tomando medidas para fortalecer a segurança de seus sistemas e melhorar o monitoramento de provedores de serviços externos.

Vazamento de dados no Substack afeta quase 700 mil usuários

A plataforma de publicação Substack sofreu um vazamento de dados no final de 2025, afetando aproximadamente 697.313 usuários. O incidente, que foi revelado recentemente, ocorreu por meio de scraping, uma técnica de coleta de dados frequentemente utilizada por modelos de linguagem. Os dados expostos incluem informações sensíveis como nome completo, endereços de e-mail, números de telefone, IDs de usuário e Stripe, além de fotos de perfil e biografias. Amostras dessas informações foram encontradas em fóruns da dark web, o que aumenta o risco de ataques de phishing e ransomware direcionados aos usuários afetados. Embora a empresa tenha corrigido rapidamente a vulnerabilidade, os usuários devem permanecer vigilantes quanto a comunicações suspeitas. O Substack, um serviço popular para criadores de conteúdo, oferece ferramentas de publicação e monetização, tornando a proteção de dados ainda mais crítica para seus usuários.

Agência de Inteligência da Alemanha alerta sobre ataques de phishing

A agência de inteligência doméstica da Alemanha emitiu um alerta sobre ataques de phishing direcionados a indivíduos de alto escalão, como políticos e jornalistas, utilizando aplicativos de mensagens como o Signal. Esses ataques, supostamente patrocinados por estados, combinam engenharia social com recursos legítimos para roubar dados. O Federal Office for the Protection of the Constitution (BfV) e o Federal Office for Information Security (BSI) informaram que os atacantes se passam por equipes de suporte do aplicativo, criando um senso de urgência para que as vítimas compartilhem informações sensíveis, como códigos de verificação. Existem duas variantes dos ataques: uma que realiza a tomada total da conta e outra que emparelha a conta com um dispositivo do atacante, permitindo monitorar conversas sem levantar suspeitas. Embora o Signal tenha mecanismos de segurança, como a opção de ‘Registro de Bloqueio’, muitos usuários não revisam regularmente os dispositivos vinculados à sua conta, o que aumenta o risco. O alerta também menciona que o WhatsApp pode ser vulnerável a ataques semelhantes, destacando a necessidade de vigilância constante por parte dos usuários.

Hackers usam proteção de tela do Windows para aplicar golpes

Um novo tipo de ataque de spear-phishing está utilizando arquivos de proteção de tela do Windows (.scr) para contornar sistemas de segurança e infectar instituições. De acordo com uma pesquisa da ReliaQuest, os cibercriminosos estão enganando usuários ao enviar arquivos maliciosos disfarçados de documentos corporativos, como recibos ou resumos de projetos. Quando a vítima baixa e executa o arquivo .scr, que é um executável, as ferramentas de segurança geralmente não detectam a ameaça, pois essa extensão é menos monitorada em comparação com arquivos mais comuns, como .exe.

Golpe de suporte falso usa e-mails da Zendesk para enganar usuários

Uma nova onda de e-mails de spam está afetando usuários globalmente, com hackers explorando sistemas de suporte da Zendesk para enviar mensagens fraudulentas que parecem legítimas. Esses e-mails, que solicitam a ativação de contas ou outras ações, têm gerado confusão, pois muitos destinatários não possuem contas nas empresas mencionadas. Pesquisadores de segurança, como Jonathan Leitschuh, alertaram que o volume de mensagens pode estar causando uma sobrecarga no sistema de suporte da Zendesk, semelhante a um ataque DDoS. Em janeiro, um incidente anterior permitiu que hackers enviassem tickets de suporte em nome de terceiros, levando a tentativas de phishing. Embora a Zendesk tenha corrigido algumas vulnerabilidades, a nova onda de ataques sugere que os criminosos encontraram novas brechas. Empresas como Dropbox e 2K já foram afetadas, e os usuários foram aconselhados a ignorar esses e-mails. A Zendesk ainda não se manifestou oficialmente sobre o recente incidente, mas a situação destaca a importância de medidas de segurança robustas para prevenir abusos em plataformas de suporte.

Plataforma de investimentos Betterment sofre vazamento de dados

A plataforma de investimentos Betterment confirmou que um vazamento de dados afetou 1.435.174 contas, conforme verificado pelo serviço Have I Been Pwned?. O incidente, ocorrido em janeiro de 2026, foi resultado de um ataque de engenharia social que levou um funcionário a compartilhar credenciais de acesso a um software de terceiros. Os atacantes utilizaram essa brecha para enviar e-mails de phishing fraudulentos, disfarçados como comunicações da Betterment, visando um subconjunto de clientes. Embora os dados expostos incluam informações de contato, como nomes e endereços de e-mail, a investigação da CrowdStrike, contratada pela empresa, não encontrou evidências de que contas de usuários ou credenciais tenham sido comprometidas. A Betterment alertou seus clientes para ficarem atentos a possíveis ataques de phishing e engenharia social, reforçando a importância da vigilância em relação a comunicações suspeitas.

Homem de Illinois se declara culpado por hackeamento de contas do Snapchat

Kyle Svara, um homem de 26 anos de Illinois, se declarou culpado por invadir quase 600 contas do Snapchat de mulheres para roubar fotos nuas, que ele mantinha, vendia ou trocava online. Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Svara utilizou táticas de engenharia social para obter códigos de acesso de centenas de vítimas, acessando pelo menos 59 contas sem permissão. Ele enviou mensagens a mais de 4.500 alvos, se passando por representantes do Snapchat, e conseguiu coletar credenciais de aproximadamente 570 vítimas. Svara também ofereceu seus “serviços” em várias plataformas online, negociando conteúdo roubado e hackeando contas a pedido de um ex-treinador da universidade, que foi condenado por sextortion. Agora, ele enfrenta várias acusações, incluindo roubo de identidade agravado e fraude eletrônica, com penas que podem somar até 20 anos de prisão. O caso destaca a crescente preocupação com a segurança digital e a privacidade, especialmente em plataformas populares entre jovens. O julgamento de Svara está agendado para 18 de maio de 2024.

Grupo de ciberespionagem ataca 70 organizações governamentais

Um novo grupo de ciberespionagem, identificado como TGR-STA-1030, comprometeu redes de pelo menos 70 organizações governamentais e de infraestrutura crítica em 37 países ao longo do último ano, conforme relatado pela Palo Alto Networks. O grupo, que parece operar a partir da Ásia, tem se concentrado em entidades como ministérios de finanças e agências de controle de fronteiras. Entre novembro e dezembro de 2025, foram realizadas atividades de reconhecimento ativo contra infraestruturas governamentais em 155 países.

Campanhas de phishing exploram plataformas de nuvem usadas por empresas

Pesquisadores da ANY.RUN identificaram um aumento significativo em campanhas de phishing que utilizam plataformas de nuvem legítimas, como Google, Microsoft e Cloudflare, visando o ambiente corporativo. Essas campanhas se aproveitam de vulnerabilidades de segurança para distribuir kits de phishing, contornando sistemas de segurança corporativos e comprometendo contas de funcionários para fraudes financeiras e disseminação de malware. A nova abordagem dos criminosos envolve o uso de URLs de provedores reais e uma entrega padrão em HTML, dificultando a detecção por ferramentas de segurança, que consideram as ações como legítimas. Além disso, os ataques frequentemente utilizam páginas de login falsas, especialmente direcionadas a usuários do Microsoft 365, para coletar dados sensíveis. O problema se agrava, pois a malícia só se revela quando os softwares comprometidos são executados, levando a infecções que podem passar despercebidas até que seja tarde demais. Essa evolução nas táticas de phishing representa um desafio crescente para a segurança cibernética das empresas, exigindo atenção redobrada dos profissionais da área.

Microsoft alerta para aumento de infostealers no macOS

A Microsoft identificou um aumento alarmante de ataques de infostealers direcionados ao sistema operacional macOS, uma prática que antes se concentrava principalmente em usuários do Windows. Desde o final de 2025, hackers têm utilizado uma combinação de engenharia social, correções falsas e arquivos DMG maliciosos para disseminar malware. O infostealer, que opera em conjunto com ferramentas como DigitStealer, MacSync e Atomic Stealer, é capaz de contornar as barreiras de segurança do macOS e roubar informações sensíveis, como senhas e dados bancários. Os ataques são frequentemente facilitados por meio de sites falsos promovidos em anúncios do Google e e-mails de phishing que induzem as vítimas a instalar o software malicioso. Além disso, a linguagem de programação Python tem sido utilizada para desenvolver esses malwares, aumentando a eficácia dos ataques. A situação é preocupante, pois os criminosos não apenas coletam dados, mas também apagam rastros digitais, dificultando a detecção de suas atividades. Essa nova onda de ataques representa um risco significativo para usuários de macOS, que historicamente se consideravam menos vulneráveis a esse tipo de ameaça.

Substack notifica usuários sobre vazamento de dados em 2025

A plataforma de newsletters Substack informou seus usuários sobre um vazamento de dados ocorrido em outubro de 2025, onde atacantes conseguiram acessar endereços de e-mail e números de telefone. O CEO da empresa, Chris Best, revelou que a falha foi identificada apenas em fevereiro de 2026, quatro meses após o incidente. Apesar do acesso a dados pessoais, não houve comprometimento de informações financeiras ou credenciais de acesso. Um banco de dados com 697.313 registros supostamente roubados foi vazado em um fórum de hackers, mas a Substack não divulgou o número exato de usuários afetados. A empresa afirmou que já corrigiu a vulnerabilidade explorada e alertou os usuários sobre possíveis tentativas de phishing que possam utilizar as informações roubadas. Best enfatizou que não há evidências de que os dados estejam sendo mal utilizados, mas recomendou cautela ao lidar com mensagens suspeitas. Este incidente é um lembrete da importância da segurança de dados, especialmente em plataformas que lidam com informações pessoais de usuários.

Sinais de cibersegurança novas táticas e ameaças emergentes

Nesta semana, diversos pequenos sinais indicam mudanças nas táticas de ataque cibernético. Pesquisadores observaram intrusões que começam em locais comuns, como fluxos de trabalho de desenvolvedores e ferramentas remotas, tornando a entrada menos visível e o impacto mais escalável. O grupo APT36, alinhado ao Paquistão, expandiu suas operações para o ecossistema de startups da Índia, utilizando e-mails de spear-phishing com arquivos ISO maliciosos para implantar o Crimson RAT, permitindo vigilância e exfiltração de dados. Além disso, o grupo ShadowSyndicate tem utilizado uma infraestrutura compartilhada para realizar uma variedade de atividades maliciosas, enquanto a CISA identificou 59 CVEs exploradas em ataques de ransomware, incluindo vulnerabilidades da Microsoft e Fortinet. Por outro lado, a operação Rublevka Team tem se destacado na drenagem de criptomoedas, gerando mais de $10 milhões através de campanhas de engenharia social. Essas tendências mostram como os ataques estão se tornando mais sofisticados e organizados, exigindo atenção redobrada das empresas.

Campanha de malware DEADVAX utiliza técnicas avançadas para infiltração

Pesquisadores de segurança cibernética revelaram detalhes sobre uma nova campanha de malware chamada DEAD#VAX, que utiliza uma combinação de técnicas sofisticadas para contornar mecanismos tradicionais de detecção. O ataque utiliza arquivos de disco virtual (VHD) hospedados na rede descentralizada InterPlanetary Filesystem (IPFS), disfarçados como arquivos PDF, para enganar as vítimas. O malware AsyncRAT, um trojan de acesso remoto, é injetado diretamente em processos confiáveis do Windows, operando totalmente na memória e evitando a criação de artefatos forenses no disco. A campanha é iniciada por meio de um e-mail de phishing que entrega o arquivo VHD. Uma vez montado, um script WSF é executado, que verifica as condições do ambiente antes de liberar o AsyncRAT. Essa abordagem de execução em memória e o uso de scripts ofuscados dificultam a detecção e a resposta a incidentes, tornando a campanha altamente eficaz. Os pesquisadores alertam que a evolução das campanhas de malware, que agora dependem de formatos de arquivo confiáveis e execução residente na memória, representa um desafio significativo para a segurança cibernética.

Sua senha é o elo mais fraco 38 dos ciberataques exploram credenciais simples

Um estudo da KnowBe4 revelou que 38% das informações expostas em violações de segurança são resultado do roubo de senhas, destacando a vulnerabilidade desse método de autenticação. Apesar da implementação de medidas como a autenticação multifator (MFA), os cibercriminosos continuam a encontrar formas de contornar essas proteções. O ambiente corporativo é especialmente suscetível, com 98,4% das mensagens de phishing focadas em temas como remuneração e políticas internas, o que aumenta a confiança dos usuários nas armadilhas. Além disso, os hackers utilizam diversas táticas para obter senhas, incluindo engenharia social, adivinhação e exploração de falhas técnicas. Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam o uso de senhas longas e complexas, a adoção de gerenciadores de senhas e a não reutilização de credenciais em diferentes contas. O artigo alerta que a segurança das senhas deve ser uma prioridade tanto para usuários individuais quanto para empresas, dada a crescente sofisticação das ameaças digitais.

Cuidado com PDFs novo golpe do Dropbox rouba senhas

Uma nova campanha de phishing está direcionada a usuários do Dropbox, especialmente em ambientes corporativos, com o objetivo de roubar credenciais de login. Pesquisadores da Forcepoint identificaram que os ataques se disfarçam como e-mails legítimos, contendo PDFs que parecem inofensivos. Ao clicar em links dentro desses documentos, as vítimas são redirecionadas para uma página falsa de login do Dropbox, onde suas informações são coletadas. Os criminosos utilizam endereços de e-mail que aparentam ser profissionais, dificultando a detecção pelos filtros de segurança. Após o fornecimento dos dados, um script é acionado, capturando e enviando informações sensíveis, como e-mail, senha e endereço IP, para um canal privado no Telegram controlado pelos hackers. O golpe é sofisticado, pois apresenta uma mensagem de erro ao usuário, fazendo-o acreditar que digitou a senha incorretamente. A situação é alarmante, pois a conta do Dropbox comprometida pode levar a vazamentos de dados sensíveis, exigindo atenção redobrada de empresas e usuários em geral.

Novo golpe no Google usa falsa página da Apple para invadir macOS

Pesquisadores da MacKeeper identificaram uma nova campanha de cibercriminosos que visa usuários de Mac, utilizando anúncios maliciosos no Google. Quando os usuários buscam por ’limpeza de Mac’, eles podem ser direcionados a uma página falsa que imita o site de suporte da Apple. Ao clicar no link, a vítima é induzida a executar um comando malicioso no Terminal do macOS, ofuscado em Base64. Esse comando instala um script remoto que permite o controle total do sistema pelos hackers. Em vez de realizar uma limpeza, o malware rouba dados sensíveis, extrai chaves SSH e até minera criptomoedas. Os anúncios maliciosos são veiculados por contas verificadas do Google, que parecem ter sido comprometidas. Essa situação representa um risco significativo para a segurança dos usuários de macOS, especialmente considerando a popularidade dos dispositivos Apple no Brasil.

Brasil é o maior alvo da América Latina em golpe de fatura falsa no Teams

Uma nova campanha de phishing está atingindo o Brasil, com foco no Microsoft Teams. De acordo com uma pesquisa da Check Point Software, o país lidera a América Latina em casos de convites falsos enviados pela plataforma, com mais de 6 mil usuários afetados. Os criminosos enviam mensagens que parecem legítimas, alertando sobre faturamentos e assinaturas, e induzem as vítimas a contatar um suposto serviço de suporte. A técnica utilizada envolve a substituição de caracteres para disfarçar o endereço de origem, que parece ser da Microsoft, aumentando a confiança das vítimas. Além disso, a campanha utiliza engenharia social e vishing, onde os criminosos tentam desestabilizar as vítimas por meio de ligações. Os setores mais impactados incluem manufatura, engenharia e construção, seguidos por tecnologia, educação e serviços financeiros. A pesquisa destaca que o Brasil representa 44% dos casos na América Latina, o que evidencia a necessidade de atenção redobrada por parte das empresas e profissionais de segurança da informação.

Golpe da Mão Fantasma Como proteger seu celular do acesso remoto

O ‘Golpe da Mão Fantasma’ é um ataque cibernético que utiliza trojans de acesso remoto (RAT) para controlar dispositivos móveis à distância. Os hackers exploram vulnerabilidades no sistema operacional e na interação do usuário, frequentemente utilizando táticas de phishing e engenharia social para induzir a instalação de malwares. Esses RATs não danificam arquivos, mas criam uma backdoor que permite ao invasor visualizar a tela do dispositivo, simular toques e interceptar mensagens SMS, comprometendo a segurança financeira da vítima. Um método comum de infecção é o phishing, onde mensagens enganosas levam o usuário a clicar em links maliciosos. Para se proteger, é crucial realizar auditorias de acessibilidade nos dispositivos, desativar permissões suspeitas e evitar a instalação de aplicativos de fontes desconhecidas. Caso o celular comece a agir de forma estranha, recomenda-se desconectá-lo da internet e contatar o banco imediatamente. Embora iPhones tenham medidas de segurança mais rigorosas, ainda estão suscetíveis a esse tipo de golpe. A melhor defesa continua sendo a cautela e o ceticismo em relação a ofertas e mensagens recebidas.

Campanha de phishing em serviços de armazenamento em nuvem

Nos últimos meses, uma campanha de phishing em larga escala tem atacado usuários de serviços de armazenamento em nuvem em todo o mundo, enviando e-mails fraudulentos que alertam sobre supostos problemas de pagamento que podem resultar no bloqueio ou exclusão de fotos e arquivos. Os e-mails, que se apresentam como notificações legítimas, criam um senso de urgência ao afirmar que a renovação da assinatura falhou ou que o método de pagamento expirou. Os remetentes utilizam uma variedade de domínios, muitos dos quais parecem ser gerados aleatoriamente, e os assuntos dos e-mails são projetados para incitar medo, como “Ação Imediata Necessária” e “Sua Conta Foi Bloqueada”. Ao clicar nos links contidos nos e-mails, os usuários são direcionados a páginas de phishing que imitam portais de serviços de nuvem, onde são induzidos a fornecer informações pessoais e financeiras. É crucial que os usuários reconheçam que esses e-mails não são comunicações legítimas e que devem ser excluídos sem clicar em nenhum link. Para verificar questões relacionadas a armazenamento em nuvem, recomenda-se acessar diretamente o site oficial do serviço em questão.

Aumento de ataques de phishing por voz e roubo de dados SaaS

A Mandiant alertou sobre uma onda crescente de ataques de roubo de dados SaaS, orquestrados pelo grupo ShinyHunters, que estão sendo impulsionados por ataques de phishing por voz (vishing). Os criminosos se passam por funcionários de TI e helpdesk, contatando diretamente os colaboradores para alegar que as configurações de autenticação multifator (MFA) precisam ser atualizadas. Durante a ligação, as vítimas são direcionadas a sites de phishing que imitam os portais de login de suas empresas, onde suas credenciais de SSO e códigos MFA são capturados. Os atacantes, enquanto ainda estão em contato com a vítima, conseguem autenticar-se em tempo real, ativando dispositivos próprios para manter o acesso. Uma vez dentro, eles podem acessar uma variedade de aplicativos SaaS, como Salesforce, Microsoft 365 e Google Drive, utilizando um único conjunto de credenciais comprometidas. A Mandiant identificou diferentes grupos de ameaças, como UNC6661 e UNC6671, que utilizam técnicas semelhantes, mas com variações nas táticas de extorsão. A empresa recomenda que as organizações adotem medidas de proteção e monitoramento para detectar comportamentos suspeitos relacionados a esses ataques.

Hackers usam e-mail legítimo da Microsoft para aplicar golpe

Recentemente, usuários relataram receber e-mails fraudulentos que aparentam ser legítimos, enviados de um endereço oficial da Microsoft, especificamente no-reply-powerbi@microsoft.com. Este e-mail está associado ao Power BI, uma ferramenta de análise de dados da Microsoft, que recomenda que seu endereço seja adicionado a listas de permissão para evitar que mensagens sejam bloqueadas por filtros de spam. O golpe em questão envolve uma suposta compra de um plano da Norton LifeLock, onde os golpistas fornecem um número de telefone para cancelamento. Ao ligar, a vítima é induzida a instalar um aplicativo de acesso remoto, permitindo que os criminosos controlem seu computador. A empresa de segurança Proofpoint analisou o incidente e confirmou que os golpistas exploram uma funcionalidade do Power BI que permite a inclusão de e-mails externos em relatórios, facilitando a disseminação de mensagens fraudulentas. A Microsoft está ciente do problema e investiga a situação, embora ainda não tenha emitido um comunicado oficial sobre o caso.

Loja vende malwares personalizados para roubar dados do Chrome

Um novo serviço de malware, operado por hackers russos sob o pseudônimo ‘Stenli’, está comercializando uma extensão falsa do Google Chrome com o objetivo de roubar informações sensíveis dos usuários. Este malware é projetado para enganar as vítimas, falsificando sites legítimos e coletando dados confidenciais, como informações bancárias. A extensão maliciosa consegue burlar o sistema de moderação da Chrome Web Store, permitindo que ela seja instalada diretamente no navegador. O preço para adquirir essa ferramenta varia entre US$ 2 mil e US$ 6 mil. A análise da Varonis revelou que a extensão utiliza um iframe para sobrepor sites legítimos com conteúdo de phishing, enquanto mantém o endereço original visível, aumentando a credibilidade do golpe. Além disso, a extensão pode enviar notificações push que parecem vir do próprio Chrome, o que dificulta a identificação do ataque. Especialistas alertam que os usuários devem verificar regularmente as extensões instaladas e estar atentos às permissões solicitadas por elas, a fim de evitar serem vítimas desse tipo de golpe.

Microsoft introduz recurso de relatório de chamadas no Teams

A Microsoft anunciou a implementação de uma nova funcionalidade no Teams, chamada “Reportar uma Chamada”, que permitirá aos usuários sinalizar chamadas suspeitas ou indesejadas como potenciais fraudes ou tentativas de phishing. Este recurso será ativado por padrão e estará disponível para chamadas individuais no Windows, Mac e na versão web do Teams. Ao clicar em “Mais opções” ao lado de uma chamada, os usuários poderão selecionar “Reportar uma Chamada” para enviar um relatório. A Microsoft destacou que, atualmente, os usuários não têm uma maneira simples de relatar chamadas suspeitas, o que deixa as organizações sem visibilidade sobre essas ameaças. Quando uma chamada é sinalizada, metadados limitados, como horários, duração e informações de identificação do chamador, serão compartilhados com a organização e com a Microsoft. A funcionalidade começará a ser disponibilizada para clientes de Lançamento Direcionado em meados de março, com conclusão prevista para o final de março, e estará disponível globalmente até o final de abril. Além disso, a Microsoft já havia introduzido outras funcionalidades de segurança no Teams, como a possibilidade de relatar alertas de ameaças falsos positivos e bloquear usuários externos, visando aumentar a proteção contra ataques de engenharia social.

Atualizações de Cibersegurança Mudanças Silenciosas e Riscos Emergentes

As atualizações desta semana em cibersegurança destacam como pequenas mudanças podem gerar grandes problemas, especialmente em sistemas que as pessoas utilizam diariamente. O FBI anunciou a apreensão do fórum de cibercrime RAMP, que se tornou um ponto de encontro para atividades ilícitas após a proibição de operações de ransomware em outros fóruns. A administração do RAMP reconheceu que a apreensão comprometeu anos de trabalho, enquanto grupos criminosos já estão migrando para novas plataformas, como Rehub, o que pode aumentar os riscos de reputação e segurança.

Hackers usam Microsoft Teams para roubar credenciais de e-mail

Pesquisadores da CheckPoint alertam sobre uma nova técnica de hackers que utilizam o Microsoft Teams para roubar credenciais de e-mail. A estratégia envolve a criação de equipes com nomes relacionados a finanças ou cobranças urgentes, utilizando caracteres ofuscados para evitar a detecção automática. Após a criação da equipe, os atacantes enviam convites que parecem legítimos, levando os usuários a acreditar que precisam resolver problemas de cobrança. Durante chamadas para um número de suporte fraudulento, os hackers tentam extrair informações sensíveis, como senhas. Essa abordagem de engenharia social é mais eficaz do que métodos tradicionais de phishing, pois combina mensagens oficiais da Microsoft com uma linguagem que gera urgência e confiança. O ataque tem afetado organizações em diversos setores, com a maioria dos incidentes ocorrendo nos Estados Unidos, seguido pela Europa e América Latina, onde Brasil e México concentram a maior parte das ocorrências. A conscientização dos usuários e o treinamento para identificar sinais de alerta são essenciais para mitigar esses riscos.

Microsoft SharePoint é explorado para invadir empresas de energia

Recentemente, hackers têm utilizado o Microsoft SharePoint como vetor para realizar ataques direcionados a grandes empresas do setor de energia. O método envolve o roubo de credenciais de funcionários, que são inicialmente comprometidas através de e-mails falsos. Os cibercriminosos enviam mensagens que contêm links para sites fraudulentos, onde as vítimas, ao tentarem fazer login, acabam entregando suas credenciais aos atacantes. Uma vez que os hackers obtêm acesso às contas de e-mail corporativas, eles estabelecem persistência no sistema, criando regras para ocultar suas atividades, como deletar mensagens e marcar e-mails como lidos. Isso permite que eles enviem grandes volumes de e-mails de phishing para contatos internos e externos sem levantar suspeitas. A Microsoft alerta que redefinir senhas não é suficiente, pois os atacantes podem alterar configurações de autenticação, incluindo a autenticação de dois fatores, para manter o controle. A recomendação é que as empresas adotem políticas de segurança rigorosas, como monitoramento de IP e localização, e que os usuários permaneçam cautelosos ao clicar em links desconhecidos.

Campanha massiva de roubo de identidade mira credenciais do Okta SSO

Uma nova campanha de roubo de identidade está em andamento, com foco nas credenciais de single sign-on (SSO) da Okta, visando cerca de 100 grandes empresas. O grupo de hackers conhecido como Scattered LAPSUS$ Hunters (SLH) está utilizando uma técnica sofisticada de vishing (phishing por voz) para obter acesso à infraestrutura corporativa e exfiltrar dados sensíveis, buscando extorquir as vítimas. Os pesquisadores da Silent Push descobriram que os atacantes estão usando um ‘Live Phishing Panel’, que permite interceptar credenciais e tokens de autenticação multifatorial (MFA) em tempo real durante as sessões de login. Embora não haja confirmação de que as empresas-alvo tenham sido comprometidas, o risco é significativo, pois uma sessão do Okta comprometida dá ao invasor acesso a todos os aplicativos do ambiente corporativo. A campanha destaca a necessidade de treinamento de segurança mais eficaz, já que os operadores do SLH são altamente persuasivos e manipulam páginas de phishing em tempo real para enganar as vítimas. As empresas mencionadas incluem nomes de destaque como Atlassian e GameStop, mas até o momento, não há evidências de que tenham sofrido brechas confirmadas.

Campanhas de Ciberespionagem Alvo de Entidades Governamentais Indianas

Entidades do governo indiano foram alvo de duas campanhas de ciberespionagem, conhecidas como Gopher Strike e Sheet Attack, atribuídas a um ator de ameaças baseado no Paquistão. As campanhas foram identificadas pela Zscaler ThreatLabz em setembro de 2025 e utilizam técnicas de ataque inovadoras. O Sheet Attack utiliza serviços legítimos como Google Sheets e Firebase para controle de comando e controle (C2), enquanto o Gopher Strike inicia com e-mails de phishing que induzem os usuários a baixar um arquivo ISO malicioso disfarçado de atualização do Adobe Acrobat Reader DC.

1Password alerta usuários sobre sites suspeitos de phishing

O gerenciador de senhas 1Password implementou uma nova funcionalidade que avisa os usuários sobre URLs suspeitas de phishing por meio de pop-ups. Essa atualização visa aumentar a segurança dos usuários, ajudando-os a identificar páginas maliciosas e evitando que suas credenciais sejam comprometidas. O serviço, amplamente utilizado, já possui suporte nativo para gerenciamento de passkeys no Windows. Apesar de oferecer essa proteção, a 1Password não preenche automaticamente os dados de login em URLs não cadastradas no cofre, o que significa que os usuários ainda precisam estar atentos a possíveis ataques de typosquatting, onde URLs enganosas podem levar a sites fraudulentos. Uma pesquisa realizada nos EUA revelou que 61% dos usuários já caíram em golpes de phishing, e 75% não verificam a URL antes de clicar em links, o que é especialmente preocupante em ambientes corporativos. A nova funcionalidade será disponibilizada automaticamente para planos individuais e familiares, enquanto administradores de planos empresariais precisarão ativá-la. A 1Password também destacou a crescente utilização de ferramentas de IA em golpes, tornando as páginas falsas mais convincentes do que nunca.

Novo malware como serviço Stanley promete extensões maliciosas no Chrome

Um novo malware como serviço (MaaS) chamado ‘Stanley’ foi identificado, oferecendo extensões maliciosas para o navegador Chrome que conseguem passar pelo processo de revisão da Chrome Web Store. Desenvolvido por um vendedor que utiliza o pseudônimo Stanley, o serviço permite a realização de ataques de phishing ao sobrepor uma página da web com um iframe em tela cheia, exibindo conteúdo malicioso. Além disso, o Stanley promete instalação silenciosa em navegadores como Chrome, Edge e Brave, e oferece suporte para personalizações. O serviço possui diferentes planos de assinatura, sendo o mais caro o Luxe Plan, que inclui um painel web e suporte completo para publicação das extensões maliciosas. A pesquisa da Varonis destaca que o malware realiza polling de comando e controle a cada 10 segundos e pode rotacionar domínios para evitar desativação. Apesar de sua simplicidade técnica, o modelo de distribuição do Stanley é preocupante, pois permite que extensões maliciosas sejam disponibilizadas em uma das maiores plataformas de complementos de navegador. Especialistas recomendam que os usuários instalem apenas extensões necessárias e verifiquem a confiabilidade dos editores.

Hackers usam convites da OpenAI para roubar dados de usuários

A Kaspersky revelou uma nova campanha de phishing que explora o recurso de convites a equipes da OpenAI para roubar dados bancários de usuários. Os hackers, identificados como norte-coreanos, criam contas empresariais falsas que registram links e números de telefone maliciosos, gerando uma falsa sensação de segurança. Utilizando essas contas, eles enviam e-mails fraudulentos a partir de endereços legítimos, pressionando as vítimas a fornecerem informações financeiras. Os e-mails maliciosos frequentemente alegam renovações de assinatura com valores superiores ou oferecem promoções irresistíveis, levando muitos usuários desavisados a cair na armadilha. Além disso, os criminosos também utilizam táticas de vishing, realizando ligações para pressionar as vítimas em tempo real. A Kaspersky recomenda que os usuários desconfiem de convites não solicitados de plataformas da OpenAI e verifiquem cuidadosamente os endereços de e-mail e números de telefone antes de agir.

Nova campanha de ransomware e RAT apresenta combate difícil

Pesquisadores do FortiGuard Labs, da Fortinet, identificaram uma nova campanha de phishing que distribui ransomwares e o trojan de acesso remoto Amnesia RAT, com foco principal na Rússia. Os cibercriminosos utilizam técnicas de engenharia social, disfarçando seus ataques como documentos rotineiros. O que torna essa ameaça particularmente avançada é o uso de serviços de nuvem, como GitHub e Dropbox, para entregar diferentes payloads maliciosos, o que complica a detecção e mitigação. Além disso, os hackers exploram uma ferramenta legítima chamada defendnot para desabilitar o Microsoft Defender, o antivírus padrão do Windows. O ataque envolve o envio de arquivos comprimidos que contêm documentos falsos e um atalho malicioso, que, ao ser executado, baixa o malware via PowerShell. O Amnesia RAT é capaz de roubar informações sensíveis, como dados de navegadores e carteiras de criptomoeda, enquanto o ransomware Hakuna Matata criptografa arquivos e exige resgate. Os pesquisadores alertam que essa campanha demonstra uma nova abordagem, onde os malwares não exploram vulnerabilidades de software, mas abusam de características nativas do Windows, o que torna a defesa ainda mais desafiadora.

ShinyHunters assume ataques a logins únicos da Microsoft e Okta

A gangue de ransomware ShinyHunters reivindicou a responsabilidade por uma série de ataques de vishing que exploram contas de login único (SSO) em serviços como Google, Microsoft e Okta. Os cibercriminosos utilizam técnicas de engenharia social, se passando por suporte de TI para enganar funcionários e obter credenciais e códigos de autenticação de dois fatores. Uma vez dentro das contas, eles aproveitam o acesso SSO para invadir sistemas corporativos, comprometendo dados sensíveis. Os ataques são facilitados por kits de phishing que imitam sites legítimos em tempo real, adaptando-se às respostas das vítimas durante as chamadas. Embora a Google e a Microsoft tenham negado que seus produtos tenham sido afetados, os hackers afirmam ter utilizado dados de invasões anteriores para contatar funcionários. O uso de SSO, que conecta diversos aplicativos em um único login, aumenta o risco de compromissos em larga escala, especialmente em empresas que utilizam plataformas como Salesforce, Slack e Google Workspace. Este incidente destaca a necessidade urgente de fortalecer a segurança em torno de autenticações e credenciais corporativas.

Campanha de espionagem cibernética mira usuários indianos com malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma campanha em andamento que visa usuários indianos, utilizando um backdoor em múltiplas etapas como parte de uma suspeita de espionagem cibernética. Segundo a eSentire Threat Response Unit (TRU), os atacantes estão enviando e-mails de phishing que se disfarçam como notificações do Departamento de Imposto de Renda da Índia, induzindo as vítimas a baixar um arquivo ZIP malicioso. Este arquivo contém um executável que, ao ser executado, instala um trojan bancário conhecido como Blackmoon e uma ferramenta legítima chamada SyncFuture TSM, que foi reconfigurada para fins de espionagem.

Kits de vishing imitam sites e logins em tempo real

Pesquisadores da Okta alertam sobre a crescente sofisticação dos kits de vishing, uma variante de phishing que utiliza chamadas de voz para enganar as vítimas. Esses kits são capazes de criar sites falsos personalizados que imitam serviços populares, como Google e Microsoft, e coletar credenciais de login e códigos de autenticação em tempo real. O processo começa com o perfilamento da vítima, seguido pela construção de um site de phishing que é apresentado durante uma ligação feita por um número falsificado ou roubado. Os golpistas orientam a vítima a inserir suas informações, que são imediatamente utilizadas para tentar acessar as contas reais. A capacidade de atualizar o site em tempo real para capturar códigos de autenticação de dois fatores torna esse ataque particularmente perigoso. Para se proteger, a Okta recomenda o uso de autenticação avançada e chaves de acesso, além de medidas anti-phishing. Essa evolução no vishing representa um risco significativo para usuários e empresas, especialmente em um cenário onde a segurança digital é cada vez mais crítica.

Hackers usam LLMs para criar novos ataques de phishing

Pesquisadores da Palo Alto Networks, através da unidade Unit 42, alertam que hackers estão utilizando Inteligência Artificial Generativa (GenAI) para desenvolver ataques de phishing mais sofisticados e personalizados. A técnica envolve a criação de páginas de phishing dinâmicas que se adaptam ao usuário, utilizando APIs de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) para gerar códigos JavaScript únicos em tempo real. Isso dificulta a detecção por métodos tradicionais, pois o código malicioso não é entregue de forma estática, mas sim gerado na hora, tornando a análise prévia quase impossível. Embora ainda seja uma prova de conceito, a pesquisa indica que os fundamentos para esses ataques já estão sendo explorados, com um aumento no uso de malware e ransomware assistidos por LLMs. Os especialistas recomendam que as empresas restrinjam o uso de serviços LLM não autorizados e implementem medidas de segurança mais robustas para prevenir esses novos tipos de ataques.