Phishing

Espionagem cibernética nacional chinês finge ser pesquisador dos EUA

O Escritório do Inspetor Geral (OIG) da NASA revelou um caso de espionagem cibernética onde um cidadão chinês, Song Wu, se fez passar por pesquisador americano para obter informações sensíveis da agência espacial, além de universidades e empresas privadas. A campanha de spear-phishing, que ocorreu entre janeiro de 2017 e dezembro de 2021, visou dezenas de professores e engenheiros dos EUA, incluindo funcionários da NASA e das Forças Armadas. Song, que trabalhava para a Aviation Industry Corporation of China (AVIC), utilizou táticas de engenharia social para se infiltrar em redes de pesquisa, solicitando software de modelagem usado em design aeroespacial e desenvolvimento de armamentos. O OIG destacou que muitos dos alvos não perceberam que estavam violando leis de controle de exportação ao compartilhar informações com contas falsas gerenciadas por Song. Ele foi indiciado por fraude eletrônica e roubo de identidade, enfrentando até 20 anos de prisão por cada acusação. O FBI incluiu Song na lista dos mais procurados, alertando que o software obtido poderia ter aplicações militares e industriais. O OIG também alertou sobre sinais comuns de fraudes de exportação que podem ajudar a identificar campanhas de phishing.

Grupo UNC6692 usa engenharia social via Teams para implantar malware

Um novo grupo de ameaças cibernéticas, identificado como UNC6692, tem utilizado táticas de engenharia social através do Microsoft Teams para implantar uma suíte de malware em sistemas comprometidos. Segundo um relatório da Mandiant, o grupo se aproveita da confiança dos usuários ao se passar por funcionários de suporte técnico, convencendo as vítimas a aceitarem convites de chat de contas externas. A campanha inclui um bombardeio de e-mails de spam, criando uma falsa urgência que leva os alvos a buscar ajuda. O ataque é direcionado principalmente a executivos e funcionários de alto escalão, visando acesso inicial a redes corporativas para roubo de dados e movimentação lateral. O método envolve o uso de um link de phishing que leva ao download de um script malicioso, que instala uma extensão de navegador chamada SNOWBELT, permitindo ao atacante executar comandos remotamente. A Mandiant destaca que essa abordagem combina a exploração de serviços em nuvem legítimos para entrega de payloads e exfiltração de dados, o que dificulta a detecção por filtros de segurança tradicionais. A situação é preocupante, pois demonstra uma evolução nas táticas de ataque, com um foco crescente em alvos de alto valor dentro das organizações.

Agência francesa ANTS revela vazamento de dados de cidadãos

A Agência Nacional de Documentos Seguros da França (ANTS) anunciou um vazamento de dados após um ataque cibernético que comprometeu informações de cidadãos. O incidente, detectado em 15 de abril de 2026, pode ter exposto dados como endereços de e-mail, datas de nascimento, identificadores de conta, endereços postais, locais de nascimento e números de telefone de um número não divulgado de indivíduos. Embora a ANTS tenha afirmado que as informações expostas não permitem acesso não autorizado aos seus portais eletrônicos, os dados podem ser utilizados em ataques de phishing e engenharia social. A agência está notificando os afetados e alertou para a necessidade de vigilância em relação a comunicações suspeitas. Um ator de ameaças, conhecido como ‘breach3d’, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter em sua posse até 19 milhões de registros, que incluem nomes completos, detalhes de contato e informações pessoais. A ANTS notificou as autoridades de proteção de dados e a agência nacional de cibersegurança da França, ressaltando que a venda ou disseminação dos dados é ilegal.

Golpe do iPhone atinge milhares de usuários da Apple

Uma nova campanha de phishing tem afetado usuários de iPhone, conforme reportado pelo BleepingComputer. O golpe inicia com o envio de um e-mail que simula um alerta de segurança da Apple, informando sobre uma suposta alteração na conta do usuário. Os criminosos utilizam servidores da Apple para enviar mensagens que parecem legítimas, contornando filtros de spam e aumentando a confiança das vítimas. O e-mail menciona uma compra de iPhone no valor de US$ 899, feita via PayPal, e orienta o usuário a entrar em contato com um número de telefone para cancelar a transação. Ao ligar, a vítima é submetida a um ataque de vishing, onde os golpistas tentam convencê-la a instalar um software de acesso remoto, alegando que a conta foi comprometida. Para dar credibilidade ao golpe, os hackers criam um ID Apple e manipulam as informações de envio do e-mail. Especialistas recomendam cautela com alertas inesperados e nunca permitir acesso remoto a desconhecidos.

Apps maliciosos na App Store da Apple visam carteiras de criptomoedas

Um conjunto de 26 aplicativos maliciosos foi identificado na Apple App Store, disfarçando-se como carteiras populares como Metamask, Coinbase, Trust Wallet e OneKey. Esses aplicativos têm como objetivo roubar frases de recuperação ou seed phrases, drenando os ativos em criptomoedas dos usuários. Os atacantes utilizaram métodos como typosquatting e branding falso para enganar usuários na China, publicando os aplicativos como jogos ou calculadoras, na tentativa de contornar as restrições do país. Os pesquisadores da Kaspersky nomearam essa campanha de FakeWallet, associando-a à operação SparkKitty. Ao serem abertos, os aplicativos redirecionam os usuários para páginas de phishing que imitam portais legítimos de serviços de criptomoedas. Essas páginas convencem as vítimas a baixar aplicativos de carteira trojanizados, que interceptam as frases mnemônicas durante a configuração ou recuperação da carteira, criptografando-as e enviando-as para os atacantes. Embora a campanha tenha como alvo principal usuários na China, o malware não possui restrições geográficas, podendo afetar usuários globalmente. A Kaspersky recomenda que os detentores de criptomoedas verifiquem sempre o editor dos aplicativos que baixam, mesmo em lojas oficiais. Após a divulgação responsável da Kaspersky, a Apple removeu todos os 26 aplicativos da App Store.

Líder do coletivo Scattered Spider se declara culpado por fraudes

Tyler Robert Buchanan, um britânico de 24 anos, se declarou culpado nos Estados Unidos por fraudes eletrônicas e roubo de identidade agravado. Ele é considerado o líder do coletivo de cibercrime Scattered Spider, que, entre setembro de 2021 e abril de 2023, teria roubado pelo menos 8 milhões de dólares em criptomoedas ao realizar ataques de phishing via SMS em diversas empresas. As organizações afetadas abrangem setores como entretenimento, telecomunicações e tecnologia. Os ataques consistiam no envio de mensagens de texto que se passavam por comunicações legítimas das empresas, levando os funcionários a fornecer informações confidenciais. Com esses dados, os criminosos conseguiram sequestrar contas de e-mail e realizar ataques de troca de SIM, transferindo milhões para carteiras que controlavam. Buchanan foi preso em junho de 2024 na Espanha e enfrenta uma pena máxima de 22 anos de prisão. Outros três cúmplices também foram acusados e podem enfrentar até 20 anos de prisão. O grupo Scattered Spider é conhecido por suas táticas de engenharia social e parcerias com gangues de ransomware, aumentando a preocupação sobre a segurança cibernética em nível global.

Microsoft alerta sobre ataques via Microsoft Teams para roubo de dados

A Microsoft emitiu um alerta sobre um aumento nos ataques cibernéticos que abusam da colaboração externa no Microsoft Teams. Os invasores se fazem passar por funcionários de TI ou suporte técnico, contatando os colaboradores por meio de chats interorganizacionais e convencendo-os a conceder acesso remoto, o que facilita o roubo de dados. A empresa observou uma cadeia de ataque em nove etapas, começando com a comunicação inicial e culminando na exfiltração de dados sensíveis utilizando ferramentas legítimas, como o Quick Assist e o Rclone. Essa abordagem torna difícil a detecção de atividades maliciosas, pois se misturam com operações normais de suporte de TI. A Microsoft recomenda que os usuários tratem contatos externos no Teams como não confiáveis e sugere que administradores restrinjam o uso de ferramentas de assistência remota e monitorem o uso do Windows Remote Management (WinRM). O alerta destaca a necessidade de vigilância constante e a implementação de medidas de segurança para proteger as redes corporativas contra essas ameaças.

Notificações de mudança de conta da Apple usadas em golpes de phishing

Recentemente, notificações de mudança de conta da Apple estão sendo exploradas por golpistas para enviar e-mails de phishing que simulam compras fraudulentas de iPhones. Um leitor compartilhou um e-mail que parecia uma notificação de segurança legítima da Apple, informando sobre uma atualização de informações da conta. No entanto, o e-mail continha um alerta falso sobre a compra de um iPhone de $899 via PayPal, acompanhado de um número de telefone para cancelar a transação. Esses e-mails são projetados para enganar os destinatários, fazendo-os acreditar que suas contas foram comprometidas, levando-os a ligar para o número do golpista. Ao fazer isso, os golpistas tentam convencer as vítimas a instalar software de acesso remoto ou fornecer informações financeiras. A campanha destaca como os criminosos cibernéticos estão evoluindo suas táticas, utilizando recursos legítimos de sites para realizar ataques. Os e-mails são enviados a partir da infraestrutura da Apple, passando por verificações de autenticação, o que aumenta sua legitimidade. Os usuários devem ser cautelosos com alertas inesperados sobre compras e números de suporte, especialmente se não tiverem realizado alterações recentes em suas contas.

Copa do Mundo 2026 enfrenta riscos cibernéticos, alertam especialistas

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, especialistas em cibersegurança da Proofpoint alertam sobre os riscos cibernéticos associados ao evento. A pesquisa revelou que 36% dos patrocinadores e parceiros da FIFA não possuem medidas de segurança adequadas para proteger seus e-mails, tornando-os vulneráveis a ataques como roubo de identidade e fraudes. O estudo analisou 25 domínios relacionados ao evento e constatou que, embora 96% deles utilizem o protocolo DMARC, apenas 64% têm políticas robustas para prevenir ataques. Preocupantemente, 32% dos domínios estavam configurados apenas em modo de monitoramento, o que não impede o envio de e-mails falsificados. Esses dados indicam que os clientes podem ser alvos de cibercriminosos que se passam por marcas renomadas para aplicar golpes. Diante desse cenário, é essencial que os usuários adotem medidas de proteção e mantenham uma higiene digital adequada para evitar cair em armadilhas cibernéticas.

Do phishing ao colapso Por que MSPs devem repensar segurança e recuperação

Os ciberataques estão evoluindo rapidamente, superando as defesas de muitos provedores de serviços gerenciados (MSPs) e empresas. O phishing se destaca como um dos principais motores do cibercrime moderno. Em um webinar programado para 14 de maio de 2026, a BleepingComputer, em parceria com especialistas da Kaseya, discutirá a necessidade de uma abordagem integrada entre segurança e estratégias de recuperação. O evento abordará como ataques impulsionados por inteligência artificial, como phishing e ransomware, estão se tornando mais direcionados e difíceis de detectar, frequentemente burlando controles de segurança tradicionais. Mesmo quando as ameaças são identificadas, atrasos na resposta ou lacunas no planejamento de recuperação podem transformar um incidente contido em uma interrupção em larga escala. A Kaseya, conhecida por suas soluções de segurança e backup focadas em MSPs, enfatiza a importância de combinar prevenção, detecção e recuperação rápida para proteger melhor os ambientes dos clientes e garantir a continuidade dos negócios. O webinar também abordará como os atacantes exploram infraestruturas confiáveis e plataformas SaaS para contornar defesas, destacando a importância de backups e planejamento de recuperação de desastres (BCDR) para a resiliência cibernética.

Campanha maliciosa com botnet PowMix atinge força de trabalho na República Tcheca

Pesquisadores de cibersegurança alertaram sobre uma campanha maliciosa ativa que visa a força de trabalho na República Tcheca, utilizando uma botnet inédita chamada PowMix desde dezembro de 2025. O PowMix se destaca por empregar intervalos de beaconing aleatórios para evitar detecções de assinatura de rede, utilizando URLs que imitam APIs REST legítimas. O ataque se inicia com um arquivo ZIP malicioso, provavelmente entregue por e-mail de phishing, que ativa uma cadeia de infecção em múltiplas etapas. Essa cadeia envolve um atalho do Windows que inicia um loader PowerShell, extraindo e executando o malware na memória.

Hackers são contratados para roubar dados do iCloud e instalar malware

Três empresas de segurança digital identificaram um esquema criminoso que visa usuários de dispositivos Apple e Android, envolvendo o roubo de dados do iCloud e a instalação de spyware. Os hackers, contratados por uma empresa de vigilância indiana, criam páginas falsas de login para capturar credenciais do ID Apple, permitindo acesso a informações pessoais armazenadas na nuvem, como fotos e mensagens. Até agora, foram detectados cerca de 1.500 endereços falsos que imitam serviços da Apple. Para usuários de Android, o spyware chamado ProSpy é disseminado por meio de aplicativos populares como WhatsApp e Zoom, permitindo que os criminosos monitorem mensagens e acessem microfone e câmera. A situação é alarmante, pois os ataques estão direcionados a jornalistas, ativistas e autoridades em várias regiões, incluindo o Oriente Médio e os Estados Unidos, levantando preocupações sobre privacidade e segurança de dados.

Nova plataforma de cibercrime ATHR realiza ataques de phishing automatizados

A plataforma de cibercrime ATHR está revolucionando os ataques de phishing e vishing ao permitir a coleta automatizada de credenciais através de chamadas telefônicas. Oferecida em fóruns underground por US$ 4.000 e uma comissão de 10% sobre os lucros, a ATHR é capaz de roubar dados de login de serviços populares como Google, Microsoft e Coinbase. A operação é totalmente automatizada, abrangendo desde a atração de vítimas por e-mail até a engenharia social via voz, utilizando agentes de IA. Os ataques começam com um e-mail que simula um alerta de segurança, levando a vítima a ligar para um número que conecta a um agente de voz que simula um suporte técnico. Este agente é programado para extrair um código de verificação de seis dígitos, permitindo o acesso à conta da vítima. A plataforma também oferece um painel de controle que permite aos operadores gerenciar ataques em tempo real, reduzindo a necessidade de uma equipe técnica grande. Com a ascensão de plataformas como a ATHR, espera-se que ataques de vishing se tornem mais frequentes e difíceis de identificar, exigindo novas abordagens de defesa, como a modelagem do comportamento de comunicação normal dentro das organizações.

Campanha de malware ataca instituições de saúde na Ucrânia

O Computer Emergencies Response Team da Ucrânia (CERT-UA) revelou uma nova campanha de malware que visa governos e instituições de saúde municipais, especialmente clínicas e hospitais de emergência. Essa atividade, observada entre março e abril de 2026, foi atribuída ao grupo de ameaças UAC-0247, cujas origens permanecem desconhecidas. O ataque começa com um e-mail que finge ser uma proposta de ajuda humanitária, levando os destinatários a clicar em um link que redireciona para um site legítimo comprometido ou um site falso criado com ferramentas de inteligência artificial. O objetivo é baixar e executar um arquivo de atalho do Windows (LNK), que, por sua vez, executa um aplicativo HTML remoto (HTA) que desvia a atenção da vítima enquanto busca um binário para injetar código malicioso em processos legítimos. Entre as ferramentas utilizadas estão o ChromElevator, que contorna proteções de criptografia de navegadores, e o AGINGFLY, um malware que permite controle remoto dos sistemas afetados. As investigações indicam que também houve tentativas de atingir as Forças de Defesa da Ucrânia. Para mitigar os riscos, recomenda-se restringir a execução de arquivos LNK, HTA e JS, além de utilitários legítimos como ‘mshta.exe’ e ‘powershell.exe’.

Usuários da Apple recebem e-mails assustadores sobre exclusão do iCloud

Um novo golpe de phishing está atingindo usuários do iCloud, com e-mails fraudulentos que ameaçam a exclusão de dados armazenados na nuvem. Os e-mails, que se apresentam como alertas de armazenamento, afirmam que a conta do usuário foi bloqueada ou que o limite de armazenamento foi excedido, com prazos urgentes para a suposta resolução do problema. Muitas vezes, esses e-mails contêm erros gramaticais e endereços de remetentes suspeitos, o que pode ajudar os usuários a identificá-los como fraudes. Ao clicar em links contidos nesses e-mails, os usuários são redirecionados para páginas falsas que visam coletar informações pessoais e bancárias, aumentando o risco de roubo de identidade e transações não autorizadas. Especialistas recomendam que os usuários verifiquem o status de armazenamento diretamente nas configurações do dispositivo e evitem interagir com e-mails suspeitos. Além disso, é importante relatar esses e-mails para limitar sua disseminação e manter práticas de segurança atualizadas, como o uso de firewalls adequadamente configurados.

Ameaças de phishing usando n8n um novo vetor de ataque

Pesquisadores da Cisco Talos identificaram que atores maliciosos estão explorando a plataforma de automação de workflows n8n para conduzir campanhas de phishing sofisticadas. Utilizando a infraestrutura confiável da n8n, esses atacantes conseguem contornar filtros de segurança tradicionais, transformando ferramentas de produtividade em veículos para acesso remoto persistente. A plataforma permite que usuários criem webhooks, que são URLs expostas e que têm sido utilizadas em ataques de phishing desde outubro de 2025. Um exemplo observado inclui e-mails que prometem documentos compartilhados, mas que, ao serem clicados, redirecionam para uma página que ativa o download de um payload malicioso. Além disso, os atacantes também estão utilizando n8n para rastrear dispositivos através de pixels invisíveis em e-mails, permitindo a coleta de informações como endereços de e-mail. O volume de e-mails contendo essas URLs aumentou em 686% entre janeiro e março de 2026, evidenciando a gravidade da situação. A flexibilidade e a facilidade de integração da n8n, que são vantajosas para desenvolvedores, agora estão sendo usadas para automatizar a entrega de malware, o que representa um desafio significativo para as equipes de segurança.

Ataque hacker à Booking.com expõe dados sensíveis de usuários

A Booking.com confirmou que sofreu um ataque hacker em 13 de abril de 2026, resultando no vazamento de dados sensíveis de seus clientes. Informações como nomes, e-mails, telefones, endereços e detalhes de reservas foram acessadas por agentes não autorizados. Embora não haja indícios de que dados financeiros tenham sido comprometidos, a exposição de informações pessoais pode facilitar tentativas de fraudes, como phishing, onde criminosos podem se passar por funcionários de hotéis para enganar os usuários. A empresa alertou seus clientes para que fiquem atentos a contatos suspeitos que solicitem dados confidenciais fora de canais oficiais, especialmente aqueles que criam um senso de urgência. O incidente destaca a vulnerabilidade das plataformas de turismo digital, que lidam com grandes volumes de informações sensíveis, e ressalta a importância de medidas de segurança robustas, especialmente em períodos de alta demanda, como férias e festas de fim de ano.

Microsoft implementa novas proteções contra ataques de phishing em RDP

A Microsoft anunciou novas proteções no Windows para combater ataques de phishing que utilizam arquivos de conexão Remote Desktop Protocol (RDP). Esses arquivos são frequentemente usados em ambientes corporativos para conectar sistemas remotos, mas têm sido explorados por grupos de hackers, como o APT29, para roubar dados e credenciais. Com as atualizações cumulativas de abril de 2026 para Windows 10 e 11, a Microsoft introduziu um aviso educativo que aparece na primeira vez que um usuário abre um arquivo RDP, alertando sobre os riscos associados. Além disso, ao tentar abrir arquivos RDP, os usuários agora verão um diálogo de segurança que informa se o arquivo é assinado por um editor verificado e lista as redireções de recursos locais, todas desativadas por padrão. Se o arquivo não for assinado, um aviso de ‘Cuidado: Conexão remota desconhecida’ será exibido. Essas medidas visam proteger os usuários de acessos não autorizados e roubo de informações. A Microsoft recomenda que administradores mantenham essas proteções ativadas, dada a história de abusos associados a arquivos RDP.

Aplicativo malicioso do Ledger Live drena US 9,5 milhões em cripto

Um aplicativo malicioso do Ledger Live para macOS, disponível na Apple App Store, causou perdas de aproximadamente US$ 9,5 milhões em criptomoedas para 50 vítimas em poucos dias. Os usuários que baixaram o aplicativo falso foram enganados a inserir suas frases de recuperação, permitindo que os atacantes acessassem totalmente suas carteiras e transferissem ativos digitais para endereços externos sob seu controle. O investigador de blockchain ZachXBT relatou que os atacantes utilizaram diversos endereços de carteira para receber fundos em várias blockchains, incluindo Bitcoin, Ethereum, Tron, Solana e Ripple. Os valores roubados foram lavados através de mais de 150 endereços de depósito na KuCoin, uma plataforma de câmbio, que está sob suspeita de violar leis de combate à lavagem de dinheiro. Embora a Apple tenha removido o aplicativo após múltiplos relatos de usuários, 50 pessoas já haviam perdido suas criptomoedas. É importante ressaltar que a Ledger oferece um aplicativo para Mac em seu site, mas não na App Store, onde apenas uma versão compatível com iOS está disponível. Esse incidente destaca a vulnerabilidade dos usuários a aplicativos maliciosos e a necessidade de cautela ao baixar softwares relacionados a criptomoedas.

FBI e Indonésia desmantelam plataforma global de phishing W3LL

O Escritório do FBI em Atlanta, em colaboração com autoridades indonésias, desmantelou a plataforma global de phishing conhecida como W3LL, resultando na apreensão de infraestrutura e na prisão do suposto desenvolvedor. A W3LL Store era um kit de phishing e um mercado online que permitia a cibercriminosos roubar milhares de credenciais, resultando em tentativas de fraude que ultrapassaram 20 milhões de dólares. O kit, que era vendido por 500 dólares, possibilitava a criação de réplicas convincentes de portais de login corporativos, permitindo a captura de tokens de sessão de autenticação e a elisão de autenticações multifatoriais. Entre 2019 e 2023, o marketplace facilitou a venda de mais de 25 mil contas comprometidas. Mesmo após o fechamento da W3LL Store, as operações continuaram através de plataformas de mensagens criptografadas. O FBI destacou que a plataforma não se limitava ao phishing, mas funcionava como um serviço completo de cibercrime, com implicações sérias para a segurança cibernética global.

Instituições financeiras da América Latina sob ataque do JanelaRAT

O malware JanelaRAT, uma variante modificada do BX RAT, tem se tornado uma ameaça crescente para bancos e instituições financeiras na América Latina, especialmente no Brasil e no México. Este trojan é projetado para roubar dados financeiros e de criptomoedas, monitorar entradas do mouse, registrar teclas digitadas, capturar telas e coletar metadados do sistema. A Kaspersky reportou que, em 2025, foram registrados 14.739 ataques no Brasil e 11.695 no México, embora o número de compromissos bem-sucedidos ainda seja desconhecido. O JanelaRAT utiliza um mecanismo de detecção de barra de título personalizado para identificar sites de interesse nos navegadores das vítimas e executar ações maliciosas. A distribuição do malware ocorre principalmente através de arquivos MSI falsificados que se disfarçam como software legítimo. Após a execução, o malware estabelece comunicação com um servidor de comando e controle (C2) e monitora as atividades da vítima, visando interações bancárias sensíveis. O JanelaRAT é capaz de realizar uma série de ações, como capturar telas, simular cliques e até mesmo manipular o Gerenciador de Tarefas do Windows para evitar detecção. Dada a sofisticação e a evolução contínua das campanhas de JanelaRAT, a ameaça representa um risco significativo para a segurança cibernética das instituições financeiras na região.

Golpistas usam cobrança falsa para enganar eleitores em 2026

Em um cenário de eleições em 2026 no Brasil, golpistas estão utilizando mensagens fraudulentas para enganar cidadãos, simulando cobranças para regularização eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alertou sobre campanhas de phishing que se aproveitam da urgência do processo eleitoral. As mensagens, que chegam principalmente pelo WhatsApp, informam sobre supostas irregularidades no título de eleitor, exigindo um pagamento para regularização. Os criminosos se passam pelo TSE, utilizando uma linguagem alarmante e links fraudulentos que levam a armadilhas financeiras. O TSE reforça que não realiza cobranças por mensagens e que a regularização é um serviço gratuito, acessível apenas por canais oficiais. Para se proteger, os cidadãos devem evitar clicar em links desconhecidos e nunca fornecer dados pessoais ou financeiros. A consulta sobre a situação eleitoral deve ser feita exclusivamente através do site ou do aplicativo e-Título, garantindo assim a segurança das informações pessoais.

FBI e Polícia da Indonésia desmantelam operação global de phishing

O FBI, em colaboração com a Polícia Nacional da Indonésia, desmantelou uma operação global de phishing que utilizava um kit chamado W3LL para roubar credenciais de contas de milhares de vítimas, resultando em tentativas de fraude que ultrapassam US$ 20 milhões. A operação levou à prisão do suposto desenvolvedor, identificado como G.L., e à apreensão de domínios-chave associados ao esquema. O kit W3LL permitia que criminosos criassem páginas de login falsas, enganando as vítimas para que entregassem suas credenciais. Vendido por cerca de US$ 500, o kit oferecia uma plataforma completa de cibercrime, incluindo ferramentas personalizadas de phishing e listas de e-mails. Desde 2017, o operador do W3LL Store, que atendia cerca de 500 cibercriminosos, facilitou a venda de mais de 25.000 contas comprometidas. O FBI destacou que a operação não apenas visava credenciais do Microsoft 365, mas também utilizava técnicas avançadas para contornar autenticações multifatoriais. Apesar do fechamento do W3LL Store em 2023, a operação continuou a operar por meio de plataformas de mensagens criptografadas, atingindo mais de 17.000 vítimas em um ano.

Operação internacional identifica 20 mil vítimas de fraudes com criptomoedas

Uma ação internacional de combate à fraude, liderada pela Agência Nacional do Crime do Reino Unido (NCA), revelou mais de 20.000 vítimas de fraudes com criptomoedas no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. A operação, chamada ‘Operação Atlantic’, ocorreu no mês passado e envolveu a NCA, o Serviço Secreto dos EUA, a Polícia Provincial de Ontário e a Comissão de Valores Mobiliários de Ontário, além de parceiros do setor privado. Durante a operação, foram congelados mais de 12 milhões de dólares em lucros criminosos provenientes de ataques de ‘phishing de aprovação’, onde golpistas enganam as vítimas para obter acesso às suas carteiras de criptomoedas. Também foram identificados mais de 45 milhões de dólares em criptomoedas roubadas relacionadas a esquemas de fraude em todo o mundo. A NCA destacou que a colaboração entre o setor público e privado foi fundamental para o sucesso da operação, que ajudou a proteger milhares de vítimas e interromper redes de fraude. Além disso, o FBI, em uma operação paralela chamada ‘Operação Level Up’, identificou mais de 8.000 vítimas de fraudes de investimento em criptomoedas, com perdas estimadas em mais de 511 milhões de dólares. O relatório de crimes na internet de 2025 do FBI revelou um aumento significativo nas queixas relacionadas a fraudes com criptomoedas, totalizando 61.559 reclamações e perdas de 7,228 bilhões de dólares em 2024.

Grupo de cibercriminosos rouba salários de funcionários canadenses

O grupo de cibercriminosos conhecido como Storm-2755 está realizando ataques direcionados a funcionários canadenses, roubando seus pagamentos salariais após sequestrar suas contas. Os atacantes utilizam páginas de login maliciosas do Microsoft 365 para roubar tokens de autenticação e cookies de sessão, redirecionando as vítimas para domínios que hospedam formulários falsos. Essa técnica permite que eles contornem a autenticação multifatorial (MFA) ao reproduzir tokens de sessão roubados, evitando a necessidade de reautenticação. Após acessar as contas, os criminosos criam regras de caixa de entrada para ocultar mensagens de recursos humanos relacionadas a depósitos diretos, dificultando a percepção das vítimas. Em seguida, enviam e-mails fraudulentos para a equipe de RH, solicitando a atualização das informações bancárias. Caso as táticas de engenharia social falhem, os atacantes acessam diretamente plataformas de software de RH, como o Workday, para alterar manualmente os dados de depósito. Para mitigar esses ataques, a Microsoft recomenda bloquear protocolos de autenticação legados e implementar MFA resistente a phishing. O FBI registrou mais de 24.000 queixas de fraudes relacionadas a compromissos de e-mail empresarial (BEC) no ano passado, resultando em perdas superiores a US$ 3 bilhões, evidenciando a gravidade dessa ameaça.

Plataforma de phishing VENOM ataca executivos de alto escalão

Um novo grupo de cibercriminosos está utilizando uma plataforma de phishing como serviço (PhaaS) chamada VENOM, que visa coletar credenciais de executivos de alto escalão, como CEOs e CFOs, em diversas indústrias. A operação, que está ativa desde novembro do ano passado, se destaca por sua abordagem direcionada e personalizada, utilizando e-mails que imitam notificações do Microsoft SharePoint. Esses e-mails são elaborados com detalhes que aumentam a credibilidade, incluindo códigos QR que redirecionam as vítimas para páginas de captura de credenciais.

Vazamento de dados da Figure expõe 967 mil registros de e-mail

Em fevereiro de 2026, a empresa de serviços financeiros Figure sofreu uma violação de dados que expôs cerca de 967.200 registros de e-mail. O incidente não envolveu exploração de vulnerabilidades, mas sim a exposição direta de dados, permitindo que adversários realizassem ataques como credential stuffing e phishing direcionado. Os atacantes podem usar os e-mails expostos para testar combinações de senhas em portais corporativos, resultando em uma taxa de sucesso de 2 a 3%, o que poderia significar até 29.000 credenciais válidas. Além disso, ferramentas de inteligência artificial permitem a criação rápida de campanhas de phishing personalizadas, aumentando a eficácia dos ataques. A análise destaca que a autenticação multifator (MFA) tradicional não é suficiente para interromper esses fluxos de ataque, pois os adversários podem usar técnicas como relay de phishing, onde as credenciais são capturadas em tempo real. O artigo enfatiza a necessidade de uma arquitetura de autenticação mais robusta, que inclua verificação biométrica e chaves privadas de hardware, para garantir que o usuário autorizado esteja presente no momento da autenticação. Com a crescente preocupação sobre a segurança de dados e a conformidade com a LGPD, as organizações precisam reavaliar suas estratégias de autenticação para proteger informações sensíveis.

Campanha de espionagem cibernética atinge jornalistas no MENA

Uma campanha de hack-for-hire, supostamente ligada ao governo indiano, visou jornalistas, ativistas e oficiais do governo no Oriente Médio e Norte da África (MENA). Entre os alvos estavam os jornalistas egípcios Mostafa Al-A’sar e Ahmed Eltantawy, que sofreram ataques de spear-phishing em 2023 e 2024, tentando comprometer suas contas da Apple e Google. Os ataques incluíram mensagens fraudulentas que redirecionavam os alvos a páginas falsas para coletar credenciais e códigos de autenticação de dois fatores (2FA). Um jornalista libanês também foi alvo de uma campanha de phishing em 2025, que resultou na violação total de sua conta Apple. Embora os ataques não tenham conseguido comprometer as contas dos jornalistas egípcios, a evidência sugere que os atores de ameaça podem usar essas táticas para entregar malwares e exfiltrar dados sensíveis. A análise da Lookout atribui essas atividades a um grupo de espionagem conhecido como Bitter, que tem estado ativo desde 2022, levantando preocupações sobre a vigilância regional e a segurança de dados pessoais. A campanha destaca a crescente utilização de malware móvel como uma ferramenta de espionagem contra a sociedade civil.

Eurail sofre vazamento de dados de mais de 300 mil usuários

A Eurail B.V., operadora de viagens europeia, anunciou que um ataque cibernético ocorrido em dezembro de 2025 resultou no roubo de informações pessoais de mais de 300 mil indivíduos. A empresa, que oferece passes digitais para viagens de trem em 33 ferrovias nacionais, revelou que os atacantes acessaram dados sensíveis, incluindo nomes completos, detalhes de passaporte, números de identificação, IBANs de contas bancárias, informações de saúde e dados de contato. O incidente foi divulgado em fevereiro de 2026, quando a Eurail confirmou que os hackers publicaram uma amostra dos dados roubados no Telegram e estavam tentando vendê-los na dark web. A empresa alertou os clientes sobre possíveis ataques de phishing e recomendou a atualização de senhas e o monitoramento de atividades bancárias. Embora a Eurail tenha afirmado que não armazenava informações financeiras ou cópias de passaporte nos sistemas comprometidos, a Comissão Europeia emitiu um alerta sobre a possível exposição de dados de saúde de jovens que receberam passes através do programa DiscoverEU. O incidente destaca a vulnerabilidade de sistemas que lidam com informações pessoais e a necessidade de vigilância constante contra ameaças cibernéticas.

Grupo UNC6783 compromete BPOs para extorquir dados sensíveis

O grupo de ameaças conhecido como UNC6783 está atacando provedores de terceirização de processos de negócios (BPO) para obter acesso a empresas de alto valor em diversos setores. Segundo o Google Threat Intelligence Group, essa tática tem sido utilizada para exfiltrar dados sensíveis e extorquir as vítimas. O analista principal da GTIG, Austin Larsen, destaca que o grupo geralmente utiliza engenharia social e campanhas de phishing para comprometer os BPOs. Além disso, há relatos de que os hackers têm contatado diretamente funcionários de suporte e helpdesk das organizações-alvo para obter acesso direto. O grupo pode estar vinculado a um ator conhecido como Raccoon, que já atacou vários BPOs. As táticas incluem direcionar funcionários de suporte a páginas de login falsas do Okta, que imitam os domínios das empresas-alvo. O kit de phishing utilizado pode roubar conteúdos da área de transferência, permitindo que os atacantes contornem a autenticação multifator (MFA). Após o roubo de dados, os atacantes exigem pagamentos através de endereços ProtonMail. O Google recomenda a implementação de chaves de segurança FIDO2 para MFA, monitoramento de chats ao vivo e auditorias regulares das inscrições de dispositivos MFA como medidas de defesa contra esses ataques.

Grupo APT28 lança campanha de phishing visando Ucrânia e aliados

O grupo de ameaças avançadas APT28, também conhecido como Forest Blizzard, está associado a uma nova campanha de spear-phishing que visa a Ucrânia e seus aliados, utilizando um malware inédito chamado PRISMEX. Essa campanha, que se acredita estar ativa desde setembro de 2025, tem como alvo setores estratégicos na Ucrânia, incluindo defesa e serviços de emergência, além de parceiros logísticos na Polônia, Romênia e outros países. Os pesquisadores da Trend Micro destacam que a APT28 tem explorado rapidamente vulnerabilidades recém-divulgadas, como CVE-2026-21509 e CVE-2026-21513, para comprometer sistemas antes que as correções sejam disponibilizadas. O PRISMEX utiliza técnicas avançadas de esteganografia e hijacking de componentes para ocultar suas atividades, permitindo a execução de payloads maliciosos sem alertar os usuários. A campanha também é notável por sua capacidade de realizar tanto espionagem quanto sabotagem, com a possibilidade de causar interrupções operacionais significativas. A utilização de serviços de nuvem legítimos para comando e controle (C2) representa uma nova abordagem na execução de ataques cibernéticos, aumentando a complexidade da defesa contra essas ameaças.

Sites falsos simulam sistema do Imposto de Renda para aplicar golpes

A Kaspersky identificou 61 sites fraudulentos que imitam o sistema da Receita Federal, visando aplicar golpes durante o período de declaração do Imposto de Renda 2026. Os golpistas utilizam táticas de phishing para coletar credenciais do Gov.br e disseminar fraudes financeiras. A campanha começou em março, aproveitando o aumento da procura por informações sobre a declaração. Os criminosos criam domínios que exploram palavras-chave relacionadas ao Imposto de Renda, como ‘IRPF’ e ‘regularização’, e enviam e-mails falsos que simulam notificações da Receita Federal, alegando pendências e oferecendo descontos em multas. Para se proteger, especialistas recomendam o uso de canais oficiais da Receita Federal e a ativação da autenticação em duas etapas nas contas do Gov.br. Além disso, é fundamental desconfiar de mensagens suspeitas e acessar diretamente o site da Receita pelo navegador, evitando links de e-mails ou SMS.

Cibercrimes nos EUA causam perdas de quase US 21 bilhões em 2025

O Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos reportou que as vítimas de crimes cibernéticos perderam quase US$ 21 bilhões em 2025, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, quando as perdas foram de US$ 16,6 bilhões. O número de queixas recebidas pelo Internet Crime Complaint Center (IC3) também cresceu, superando 1 milhão de reclamações. As fraudes de investimento foram responsáveis por 49% dos incidentes, resultando em perdas de US$ 8,6 bilhões, enquanto os crimes relacionados a criptomoedas causaram a maior perda individual, ultrapassando US$ 11 bilhões. Os ataques de phishing, extorsão e fraudes de investimento foram os mais comuns. O FBI também destacou que os cidadãos com mais de 60 anos foram os mais afetados, com perdas de US$ 7,7 bilhões. Além disso, pela primeira vez, o relatório incluiu fraudes relacionadas à inteligência artificial, que resultaram em 22.300 queixas e perdas de US$ 893 milhões. O FBI intensificou suas ações para bloquear ataques e notificar vítimas, tendo congelado US$ 679 milhões de transações fraudulentas em 2025.

Hackers exploram notificações do LinkedIn para roubar credenciais

Hackers estão utilizando notificações falsas do LinkedIn, disfarçadas como alertas de emprego, para enganar usuários e obter informações sensíveis de login. Pesquisas da Cofense revelam que esses ataques se aproveitam da urgência e curiosidade dos destinatários, levando-os a clicar em links maliciosos. Os e-mails fraudulentos frequentemente imitam comunicados de recrutadores de empresas respeitáveis, utilizando logotipos e formatações convincentes. Domínios como ‘inedin[.]digital’ são criados para parecerem legítimos, aumentando a confiança dos usuários. Além disso, os atacantes personalizam as mensagens com dados pessoais disponíveis publicamente, como endereços residenciais, para aumentar a credibilidade. A análise rápida desses ataques é crucial, pois atrasos podem resultar em credenciais comprometidas. Especialistas recomendam que os usuários verifiquem a autenticidade das notificações do LinkedIn e evitem clicar em links suspeitos. A implementação de softwares antivírus atualizados e a verificação cuidadosa de URLs são medidas essenciais para proteger contra esses ataques.

Grupo da Coreia do Norte usa GitHub para ataques cibernéticos

Recentemente, grupos de ameaças associados à Coreia do Norte têm utilizado o GitHub como infraestrutura de comando e controle (C2) em ataques direcionados a organizações na Coreia do Sul. Segundo a Fortinet, a cadeia de ataque começa com arquivos de atalho do Windows (LNK) ofuscados, que são distribuídos por meio de e-mails de phishing. Esses arquivos iniciam o download de um documento PDF falso e um script PowerShell que opera em segundo plano. O script realiza verificações para evitar a análise, terminando sua execução se detectar processos relacionados a máquinas virtuais ou ferramentas forenses. Caso contrário, ele extrai um script Visual Basic e estabelece persistência, garantindo que o payload do PowerShell seja executado automaticamente a cada 30 minutos. Além disso, o script coleta informações do sistema comprometido e as exfiltra para um repositório do GitHub, utilizando um token de acesso codificado. Essa técnica de usar plataformas confiáveis como o GitHub para controle de malware é uma estratégia que permite aos atacantes se camuflar e manter controle sobre os sistemas infectados. O uso de ferramentas nativas do Windows, em vez de malware personalizado, aumenta a eficácia dos ataques, reduzindo a taxa de detecção. A situação é preocupante, pois demonstra a evolução das táticas de grupos patrocinados pelo estado, como o Kimsuky, que também têm explorado outras técnicas de infecção baseadas em LNK.

Golpistas enganam usuários do Caixa Tem com ligações falsas

Recentemente, uma nova modalidade de golpe, conhecida como vishing, tem enganado usuários do aplicativo Caixa Tem, utilizado para serviços sociais e transações bancárias. Os criminosos realizam ligações simulando ser funcionários da Caixa Econômica Federal, informando que a conta da vítima está bloqueada ou com problemas. Durante a conversa, eles solicitam que a vítima compartilhe a tela do celular, altere seu e-mail e senha, ou envie códigos de verificação, permitindo que os golpistas acessem a conta e transfiram o dinheiro via Pix para contas de laranjas. Essa operação foi identificada pelo pesquisador de segurança Clandestine e é alimentada por vazamentos de dados de beneficiários. Além disso, há um esquema de comercialização de pacotes de vishing, que inclui ferramentas para camuflar a origem das ligações e realizar chamadas automáticas. Para se proteger, os usuários devem desconfiar de ligações que solicitam informações pessoais de forma urgente.

Campanha de phishing utiliza notificações falsas no LinkedIn

Uma nova campanha de phishing direcionada a usuários do LinkedIn tem utilizado notificações falsas para roubar credenciais de login e dados profissionais. Segundo o Cofense Phishing Defense Center, os criminosos criam e-mails que imitam alertas legítimos da plataforma, enganando até mesmo os usuários mais cautelosos. Esses e-mails, que apresentam um design semelhante ao do LinkedIn, informam sobre mensagens urgentes de representantes de empresas renomadas, levando as vítimas a clicar em links maliciosos. Ao clicar, o usuário é redirecionado para uma página de login fraudulenta, onde suas informações de acesso são capturadas. O domínio utilizado pelos golpistas, que se assemelha ao verdadeiro, é uma tática para enganar os desavisados. A campanha destaca a importância da conscientização sobre segurança digital, especialmente em plataformas profissionais, onde informações sensíveis são frequentemente compartilhadas.

Hackers ligados ao Irã usam truques da Guerra Fria para roubar segredos

Um grupo de hackers associado ao Irã, conhecido como Charming Kitten, tem utilizado táticas de engenharia social para comprometer usuários de plataformas da Apple e Microsoft. Em vez de explorar vulnerabilidades técnicas, os atacantes criam identidades falsas e estabelecem relações de confiança com as vítimas, levando-as a revelar credenciais ou instalar softwares maliciosos. Essa abordagem, reminiscentes das estratégias de espionagem da Guerra Fria, permite que os hackers operem de forma eficaz em um ambiente digital, afetando usuários em todo o mundo.

Golpes de SMS falsos sobre infrações de trânsito nos EUA

Recentemente, golpistas têm enviado mensagens de texto falsas, se passando por tribunais estaduais dos EUA, alertando sobre supostas infrações de trânsito. Essas mensagens, que incluem um QR code, pressionam os destinatários a realizar um pagamento de $6,99 em um site de phishing, onde informações pessoais e financeiras são coletadas. A nova campanha, que começou há algumas semanas, já afetou residentes de vários estados, incluindo Nova York, Califórnia e Texas. Ao contrário de campanhas anteriores, que apenas incluíam links, esta nova abordagem utiliza uma imagem de um aviso judicial falso com um QR code embutido. Após escanear o código, a vítima é direcionada a um site que imita agências governamentais, onde é solicitado que forneça dados pessoais e informações de cartão de crédito. Especialistas alertam que, ao receber mensagens de números desconhecidos solicitando pagamentos, é fundamental ignorá-las, já que agências estatais não utilizam esse método para solicitar informações pessoais. Essa prática representa um risco significativo de roubo de identidade e fraudes financeiras.

Como identificar um chat falso de suporte e proteger seus dados

O artigo aborda a crescente preocupação com chats falsos de suporte que visam roubar dados pessoais dos usuários. Muitas vezes, esses chats se disfarçam como atendimentos legítimos, levando os usuários a baixar a guarda. O texto destaca a importância de verificar como o usuário chegou até o chat, enfatizando que links recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais são frequentemente armadilhas. Além disso, é ressaltado que atendimentos verdadeiros nunca pedem informações sensíveis, como senhas ou dados de cartão, e que sinais de alerta incluem urgência excessiva, erros de digitação e insistência em canais de comunicação alternativos. Para garantir a segurança, recomenda-se acessar o suporte diretamente pelo site oficial do serviço. Caso o usuário já tenha compartilhado informações, o artigo orienta a interromper a conversa, alterar senhas e notificar instituições financeiras. A mensagem central é que a confiança digital deve ser construída com verificação rigorosa, não apenas com base na aparência.

Aumento de ataques de phishing via código de dispositivo em 2023

Os ataques de phishing que abusam do fluxo de autorização de dispositivo do OAuth 2.0 aumentaram mais de 37 vezes em 2023. Nesse tipo de ataque, o criminoso envia um pedido de autorização de dispositivo a um provedor de serviços e recebe um código, que é enviado à vítima sob diversos pretextos. A vítima é enganada a inserir o código em uma página de login legítima, autorizando assim o dispositivo do atacante a acessar sua conta. Essa técnica, documentada pela primeira vez em 2020, tem sido amplamente adotada por cibercriminosos, incluindo hackers estatais e motivados financeiramente. A Push Security observou um aumento significativo na detecção de páginas de phishing relacionadas a esses ataques, com o kit EvilTokens se destacando como um dos principais responsáveis por essa tendência. Outros kits, como VENOM e SHAREFILE, também estão emergindo no mercado, oferecendo ferramentas para cibercriminosos de baixa habilidade. Para mitigar esses ataques, recomenda-se que os usuários desativem o fluxo de autorização de dispositivo quando não necessário e monitorem logs em busca de eventos de autenticação inesperados.

Grupo de ameaças TA416 mira organizações governamentais na Europa

Desde meados de 2025, um ator de ameaças alinhado à China, identificado como TA416, intensificou suas atividades contra organizações governamentais e diplomáticas na Europa, após um período de dois anos com pouca atividade na região. Pesquisadores da Proofpoint relataram que as campanhas de TA416 incluem múltiplas ondas de entrega de malware e web bugs direcionadas a missões diplomáticas da União Europeia e da OTAN. O grupo tem utilizado técnicas sofisticadas, como o abuso de páginas de desafio do Cloudflare e redirecionamentos OAuth, além de atualizar frequentemente seu payload PlugX. Além disso, TA416 também tem realizado campanhas no Oriente Médio, possivelmente para coletar informações sobre o conflito entre EUA, Israel e Irã. As táticas observadas incluem o uso de arquivos de projeto C# para facilitar a entrega do malware, que é conhecido por estabelecer canais de comunicação criptografados com servidores de comando e controle. A evolução das operações cibernéticas chinesas, que se tornaram mais adaptativas e centradas na identidade, destaca a necessidade de vigilância constante por parte das organizações, especialmente aquelas que operam em setores críticos.

Boletim de Ameaças Vulnerabilidades e Malware em Alta

O boletim semanal de cibersegurança destaca diversas ameaças emergentes e vulnerabilidades críticas que afetam sistemas e aplicativos amplamente utilizados. Entre os principais pontos, estão as falhas de segurança no Progress ShareFile, que permitem execução remota de código sem autenticação, e a propagação do malware NoVoice, que se espalha por mais de 50 aplicativos Android, explorando vulnerabilidades antigas para obter acesso root. O FBI também alertou sobre os riscos de aplicativos móveis desenvolvidos no exterior, especialmente os da China, que podem coletar dados pessoais sem autorização. Além disso, foi criada uma nova unidade no Departamento de Estado dos EUA para combater ameaças cibernéticas emergentes. O artigo enfatiza a importância de aplicar patches e monitorar sistemas, especialmente em um cenário onde um único código malicioso pode comprometer milhares de aplicativos. A relevância dessas informações é alta para empresas brasileiras, considerando a necessidade de proteção contra essas ameaças.

Novo kit EvilTokens permite phishing de contas Microsoft

Um novo kit malicioso chamado EvilTokens foi identificado, integrando capacidades de phishing por código de dispositivo, permitindo que atacantes sequestrassem contas da Microsoft e realizassem ataques avançados de comprometimento de e-mail corporativo (BEC). Vendido a cibercriminosos via Telegram, o kit está em constante desenvolvimento, com planos de suporte para páginas de phishing do Gmail e Okta. Os ataques de phishing por código de dispositivo abusam do fluxo de autorização de dispositivo do OAuth 2.0, onde os atacantes enganam a vítima para autorizar um dispositivo malicioso. Pesquisadores da Sekoia observaram que as vítimas recebiam e-mails com documentos que continham QR codes ou links para templates de phishing do EvilTokens, disfarçados como conteúdo empresarial legítimo. Ao clicar, a vítima é redirecionada para uma página de phishing que imita serviços confiáveis, levando à autenticação em uma URL legítima da Microsoft. Isso permite que os atacantes obtenham tokens de acesso e refresh, garantindo acesso imediato aos serviços da conta da vítima. As campanhas têm um alcance global, com os Estados Unidos, Canadá e França entre os países mais afetados. O kit também oferece recursos avançados para automatizar ataques BEC, indicando que já está sendo utilizado em larga escala por atores de ameaças.

Campanha de phishing finge ser CERT-UA para distribuir malware na Ucrânia

O Computer Emergency Response Team da Ucrânia (CERT-UA) revelou uma nova campanha de phishing em que os atacantes se passaram pela própria agência para disseminar uma ferramenta de administração remota chamada AGEWHEEZE. Nos dias 26 e 27 de março de 2026, e-mails foram enviados a diversas organizações, incluindo instituições estatais e financeiras, com um arquivo ZIP protegido por senha, que supostamente continha um ‘software especializado’. O arquivo, intitulado ‘CERT_UA_protection_tool.zip’, na verdade, baixa um trojan de acesso remoto. O malware, desenvolvido em Go, se comunica com um servidor externo e permite uma série de operações maliciosas, como captura de tela e controle de processos. Embora a campanha tenha visado 1 milhão de caixas de entrada, o CERT-UA relatou que o impacto foi limitado, com poucos dispositivos infectados. A análise do site falso sugere que foi criado com ferramentas de inteligência artificial, e o grupo responsável, denominado Cyber Serp, afirma que não visa prejudicar cidadãos ucranianos. A situação destaca a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas e a necessidade de vigilância contínua.

Campanha de phishing atinge usuários de língua espanhola na América Latina

Uma nova campanha de phishing está atacando usuários de língua espanhola em organizações na América Latina e na Europa, visando a entrega de trojans bancários do Windows, como o Casbaneiro, através de um malware chamado Horabot. A atividade foi atribuída a um grupo de cibercrime brasileiro conhecido como Augmented Marauder e Water Saci, que foi documentado pela Trend Micro em outubro de 2025.

Os ataques começam com e-mails de phishing que usam mensagens de convocação judicial para enganar os destinatários a abrir um anexo PDF protegido por senha. Ao clicar em um link embutido no documento, a vítima é redirecionada para um link malicioso que inicia o download automático de um arquivo ZIP, levando à execução de scripts VBS que realizam verificações de ambiente e anti-análise. Esses scripts, então, baixam cargas úteis adicionais que incluem loaders baseados em AutoIt, que extraem e executam arquivos criptografados.

Grupo cibercriminoso chinês utiliza domínios falsificados para distribuir malware

Uma campanha ativa de ciberataques tem como alvo usuários de língua chinesa, utilizando domínios com erros de digitação que imitam marcas de software confiáveis para disseminar um novo trojan de acesso remoto chamado AtlasCross RAT. A empresa de cibersegurança Hexastrike identificou que a operação abrange clientes de VPN, mensageiros criptografados, ferramentas de videoconferência e aplicativos de e-commerce, com onze domínios confirmados que se passam por marcas como Surfshark VPN, Signal e Microsoft Teams. A campanha é atribuída ao grupo de cibercrime chinês conhecido como Silver Fox, que evoluiu suas táticas a partir de variantes do Gh0st RAT. Os atacantes criam sites falsos para enganar usuários a baixarem arquivos ZIP que contêm instaladores trojanizados. O AtlasCross RAT possui capacidades avançadas, incluindo injeção de DLL em WeChat e manipulação de sessões RDP, além de técnicas de evasão de segurança. A descoberta deste malware destaca a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas, com implicações significativas para a segurança de dados e a conformidade com a LGPD no Brasil.

Toolkit de acesso remoto russo usa atalhos maliciosos no Windows

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um toolkit de acesso remoto de origem russa, denominado CTRL, que é distribuído por meio de arquivos de atalho (LNK) maliciosos disfarçados como pastas de chaves privadas. O toolkit, desenvolvido em .NET, inclui executáveis que facilitam phishing de credenciais, keylogging, sequestro de sessões RDP e tunelamento reverso via Fast Reverse Proxy (FRP). O ataque começa com um arquivo LNK que, ao ser clicado, inicia um processo em múltiplas etapas, levando à implantação do toolkit. O arquivo dropper aciona um comando PowerShell oculto que remove mecanismos de persistência existentes e baixa cargas úteis adicionais de um servidor remoto. O componente de coleta de credenciais simula uma janela de verificação de PIN do Windows, capturando informações sensíveis enquanto bloqueia tentativas de escape. O toolkit também permite o envio de notificações que imitam navegadores para roubo adicional de credenciais. A arquitetura do CTRL prioriza a segurança operacional, evitando padrões de comunicação detectáveis, o que representa um risco significativo para organizações que utilizam tecnologias Windows. A descoberta deste toolkit destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para mitigar riscos associados a ataques de malware sofisticados.

Como identificar arquivos ZIP suspeitos antes de abrir

Os arquivos ZIP são frequentemente utilizados para enviar documentos importantes, mas também podem ser uma porta de entrada para malwares. O artigo destaca a importância de verificar a origem e o contexto de envio desses arquivos antes de abri-los. É fundamental analisar o remetente, o conteúdo do e-mail e sinais visuais que possam indicar uma tentativa de phishing, como nomes genéricos de arquivos ou mensagens com erros de gramática. O artigo também menciona que erros ao tentar extrair arquivos ZIP podem ser um sinal de malware, e recomenda o uso de antivírus para escanear os arquivos antes de abri-los. Além disso, sugere que os usuários evitem abrir arquivos desconhecidos em máquinas corporativas e sempre confirmem a natureza do documento com o remetente. A cautela é essencial, pois hackers podem invadir contas de conhecidos para enviar arquivos infectados. O principal objetivo é promover uma abordagem proativa e informada na identificação de arquivos ZIP suspeitos.

O que é MFA fatigue e por que golpistas querem seu código de autenticação

O fenômeno conhecido como MFA fatigue, ou fadiga de autenticação multifatorial, refere-se à exploração do cansaço dos usuários diante de repetidas solicitações de autenticação em seus dispositivos. Os golpistas utilizam essa técnica de engenharia social para induzir os usuários a aprovar acessos indevidos, especialmente em momentos de distração. A autenticação de dois fatores (2FA) é uma medida de segurança importante, pois, mesmo que a senha de um usuário seja comprometida, o acesso ainda requer um código enviado ao celular. No entanto, os hackers têm desenvolvido métodos para contornar essa proteção, como o bombardeio de solicitações de autenticação e a criação de mensagens falsas de suporte. Isso pode levar os usuários a aprovar acessos fraudulentos sem perceber. Para se proteger, é essencial que os usuários estejam sempre atentos a notificações inesperadas e nunca compartilhem seus códigos de autenticação. A conscientização sobre esses ataques é crucial, pois a segurança não depende apenas da tecnologia, mas também do comportamento do usuário.