Phishing

Golpe de phishing no Booking.com usa caracteres secretos para enganar vítimas

Um novo golpe de phishing está sendo utilizado por cibercriminosos que se aproveitam da popularidade do Booking.com para enganar usuários. Os atacantes enviam e-mails para pessoas que possuem anúncios na plataforma, informando que houve uma reclamação sobre seu anúncio e que devem agir rapidamente para evitar a suspensão. O link contido no e-mail parece legítimo, mas, ao analisá-lo mais de perto, é possível notar que um caractere hiragana japonês foi utilizado no lugar da barra normal, o que é uma técnica conhecida como ’typosquatting’. Essa prática visa confundir as vítimas, levando-as a clicar em links maliciosos que instalam malware em seus dispositivos. O pesquisador de segurança que relatou o incidente, JAMESWT, observou que o site falso pode servir como um instalador de malware, como infostealers e trojans de acesso remoto (RAT). Para se proteger, os usuários são aconselhados a revisar cuidadosamente mensagens recebidas, especialmente aquelas não solicitadas, e a verificar links e anexos antes de clicar. O ataque destaca a importância de uma vigilância constante em relação a comunicações digitais.

Criminosos vendem contas de e-mail do FBI por US 40 na dark web

Pesquisadores de cibersegurança alertam para a venda de contas de e-mail comprometidas do FBI e de outras agências governamentais dos EUA na dark web, com preços a partir de US$ 40. Essas contas são oferecidas em plataformas de mensagens criptografadas, como Telegram e Signal, e podem ser usadas para enviar solicitações de emergência fraudulentas a empresas de tecnologia. Os criminosos oferecem acesso completo às contas, permitindo o envio de mensagens, anexação de arquivos maliciosos e acesso a plataformas que exigem verificação governamental. A venda dessas credenciais representa um risco significativo, pois pode facilitar campanhas de malware em larga escala e a divulgação de dados sensíveis, como endereços IP e números de telefone. Os métodos utilizados para obter essas contas incluem o uso de malware, phishing e técnicas de engenharia social, que exploram vulnerabilidades humanas e técnicas. A crescente comercialização de contas de e-mail de instituições respeitáveis destaca a commoditização da confiança institucional, onde contas ativas e verificadas são reutilizadas para fraudes imediatas.

Hackers usam links de convite do Discord para roubar dados

Um novo ataque cibernético está explorando uma falha no sistema de convites do Discord, permitindo que hackers sequestram links de convites expirados para redirecionar usuários a servidores fraudulentos. Ao clicar em links antigos, as vítimas são levadas a um canal de verificação onde um bot as instrui a executar um comando PowerShell malicioso. Essa técnica, conhecida como ‘ClickFix’, engana os usuários a infectarem seus próprios sistemas com malwares como AsyncRAT e Skuld Stealer. A vulnerabilidade reside na forma como o Discord gerencia os links de convite, que, quando expirados, podem ser registrados por cibercriminosos. Pesquisadores identificaram mais de 1.300 downloads dos arquivos maliciosos, com vítimas em diversos países, incluindo Estados Unidos e Reino Unido. Para se proteger, é aconselhável desconfiar de links antigos e evitar executar comandos desconhecidos. Administradores de servidores devem priorizar o uso de links de convite permanentes, que são mais difíceis de serem sequestrados.

Golpes online em alta: saiba como se proteger

A crescente variedade de golpes online exige atenção redobrada dos internautas para proteger seus dados pessoais e financeiros. Entre os principais tipos de fraudes estão o falso suporte ao cliente, onde golpistas se passam por empresas conhecidas para obter informações sensíveis, e o malvertising, que utiliza anúncios infectados para instalar softwares maliciosos nos dispositivos dos usuários. Também são comuns os sites falsos de viagens que oferecem promoções inexistentes e mensagens enganosas sobre rastreamento de pacotes ou cobranças de pedágio, que geralmente solicitam cliques em links ou pagamentos para liberar entregas ou regularizar débitos. Para evitar prejuízos, adotar uma postura cética é fundamental. Desconfie de contatos inesperados por telefone, e-mail ou mensagens, e nunca clique em links duvidosos ou forneça dados pessoais sem antes confirmar a identidade do remetente através dos canais oficiais da empresa. Ao navegar na internet, é crucial verificar se o site é seguro, certificando-se de que o endereço comece com ‘https’. No caso de cobranças, como taxas de pedágio ou entrega, é recomendado entrar em contato com a empresa responsável por meio de canais oficiais para confirmar a veracidade da solicitação. Esteja sempre alerta e bem informado para se proteger das fraudes digitais em constante evolução.

Nova técnica cria 'phishing perfeito' para roubar contas do Microsoft 365

Uma nova técnica de phishing está utilizando serviços de encapsulamento de links, como os da Proofpoint e Intermedia, para criar ataques mais eficazes direcionados a usuários do Microsoft 365. Entre junho e julho de 2025, a equipe de segurança de e-mail da Cloudflare descobriu uma campanha criminosa que mascara URLs maliciosas, levando as vítimas a páginas falsas com o intuito de roubar credenciais de acesso. Os cibercriminosos exploram a confiança que os usuários depositam em domínios reconhecidos, aumentando a probabilidade de cliques em links fraudulentos. A técnica envolve o uso de serviços de encurtamento de links, que são posteriormente encapsulados por sistemas de proteção, criando uma cadeia de redirecionamentos que oculta a verdadeira natureza do link. Isso torna os ataques mais convincentes e perigosos, levando a um aumento significativo das fraudes. O impacto é vasto, com riscos financeiros diretos e comprometimento de contas pessoais, potencializando o roubo de identidade. Em 2024, o e-mail foi responsável por 25% dos relatos de fraudes, com perdas financeiras significativas. As organizações enfrentam riscos elevados de violação de dados e sanções regulatórias, uma vez que o roubo de credenciais se tornou uma preocupação crescente. Para se proteger, é necessário implementar detecções baseadas em aprendizado de máquina e educar os usuários sobre como reconhecer sinais de ataques, já que técnicas tradicionais de filtragem estão se tornando ineficazes.

Fundadores da Samourai Wallet se declaram culpados por lavagem de dinheiro

Em 30 de julho, Keonne Rodriguez e William Lonergan Hill, cofundadores da Samourai Wallet, um misturador de criptomoedas que facilitou mais de US$ 200 milhões em transações ilegais, se declararam culpados perante a juíza do Tribunal Distrital dos EUA, Denise L. Cote, em Nova York. Rodriguez, CEO da Samourai, e Hill, CTO, admitiram sua participação em uma conspiração para operar um negócio de transmissão de dinheiro que envolvia, entre outras atividades, mercados ilegais na dark web e esquemas de phishing. Desde 2015, os dois desenvolveram o aplicativo móvel Samourai, projetado para transmitir lucros provenientes de crimes. O serviço incluía duas funcionalidades principais: o ‘Whirlpool’, um serviço de mistura de Bitcoin que obscurecia a origem dos fundos, e o ‘Ricochet’, que introduzia transações intermediárias para dificultar o rastreamento. Desde o lançamento do Ricochet em 2017 e do Whirlpool em 2019, mais de 80.000 Bitcoins, avaliados em mais de US$ 2 bilhões, passaram por esses serviços. Ambos os fundadores promoviam ativamente a utilidade da Samourai para esconder lucros ilícitos, reconhecendo que seus clientes incluíam participantes de mercados ilegais. Rodriguez, de 36 anos, e Hill, de 67, cada um se declarou culpado de um único crime de conspiração, que pode resultar em até cinco anos de prisão, além de concordarem em devolver US$ 237.832.360,55 ao governo dos EUA.

A ascensão das credenciais vazadas e suas implicações

Nos últimos anos, a segurança das credenciais tem se tornado uma preocupação crescente para organizações em todo o mundo. Um relatório da Verizon de 2025 revelou que 22% das violações de dados em 2024 foram causadas por credenciais vazadas, superando técnicas de phishing e exploração de software. Em 2025, a Cyberint, uma empresa de gestão de riscos, registrou um aumento de 160% nas credenciais vazadas em comparação ao ano anterior. Este cenário é agravado pela facilidade de roubo de credenciais, com malwares como infostealers permitindo que atacantes de baixa qualificação coletem dados de login de forma automatizada. As credenciais vazadas não só são utilizadas para invasões diretas de contas, mas também podem resultar em fraudes financeiras, campanhas de spam e extorsão. A Cyberint utiliza sistemas automatizados para monitorar uma ampla variedade de fontes e detectar essas exposições em larga escala, correlacionando padrões de domínio e reutilização de senhas. A falta de monitoramento em dispositivos pessoais de funcionários representa um desafio adicional, pois 46% das credenciais vazadas estavam associadas a dispositivos desprotegidos. Apesar de políticas de senhas e autenticação de múltiplos fatores, o roubo de credenciais continua sendo uma probabilidade real. Portanto, a capacidade de detectar e remediar rapidamente exposições é crucial para a defesa cibernética das organizações. O relatório completo oferece insights sobre como as empresas podem operacionalizar essa inteligência para proteger suas credenciais e reduzir riscos.

Campanha de Phishing Utiliza IA para Imitar Sites do Governo Brasileiro

Pesquisadores de cibersegurança estão alertando sobre uma nova campanha que utiliza ferramentas legítimas de construção de sites com inteligência artificial generativa, como DeepSite AI e BlackBox AI, para criar páginas de phishing que imitam agências governamentais brasileiras. Essas páginas falsas visam enganar usuários desavisados a realizarem pagamentos indevidos através do sistema de pagamento PIX, conforme reportado pela Zscaler ThreatLabz. Os sites fraudulentos imitam o Departamento de Trânsito e o Ministério da Educação, coletando informações pessoais sensíveis, como CPF e endereços residenciais, sob o pretexto de realizar exames psicométricos ou garantir uma oferta de emprego. Para aumentar a legitimidade, as páginas de phishing coletam dados de forma progressiva, imitando o comportamento de sites autênticos. Análises do código fonte revelaram características de ferramentas de IA, como comentários excessivamente explicativos e elementos não funcionais. Além disso, a campanha de phishing valida os CPFs por meio de uma API controlada pelos atacantes. Em outra frente, o Brasil enfrenta uma campanha de malspam que distribui o trojan Efimer, disfarçado como comunicações de advogados, para roubar criptomoedas. O malware propaga-se por sites WordPress comprometidos e e-mails falsos, utilizando técnicas variadas para coletar informações e infectar dispositivos. Com cerca de 5.015 usuários afetados, a maioria das infecções está concentrada no Brasil e em outros países. Os pesquisadores alertam que, embora os ataques atuais estejam gerando quantias relativamente pequenas, eles podem resultar em danos mais significativos no futuro.

Campanha de Phishing com IA Alvo de Alerta no Brasil

Pesquisadores de cibersegurança estão soando o alarme sobre uma campanha de phishing que utiliza ferramentas de inteligência artificial generativa para criar páginas falsas que imitam agências do governo brasileiro. Essas páginas enganosas, que se passam por sites do Departamento Estadual de Trânsito e do Ministério da Educação, visam coletar informações pessoais sensíveis e induzir usuários a realizar pagamentos indevidos através do sistema PIX. A campanha é impulsionada por técnicas de envenenamento de SEO, aumentando a visibilidade dos sites fraudulentos e, consequentemente, o risco de sucesso dos ataques.

Grave Aumento de Vazamento de Credenciais Ameaça Segurança Corporativa

O vazamento de credenciais corporativas se tornou uma ameaça crescente e alarmante, com um aumento de 160% em 2025 em comparação ao ano anterior, segundo dados da Cyberint. Este fenômeno, impulsionado por automação e acessibilidade, representa um risco significativo para as organizações, uma vez que credenciais vazadas são frequentemente utilizadas para invasões de contas, campanhas de phishing e extorsão. A facilidade com que atacantes de baixo nível podem acessar e explorar essas informações, muitas vezes vendidas em mercados clandestinos, destaca a urgência de medidas preventivas robustas para mitigar esse perigo.

Grave Vazamento de Dados Atinge Google em Ataque de Engenharia Social

Em junho, o Google foi vítima de um ataque sofisticado de engenharia social, conhecido como vishing, conduzido pelo grupo de ameaças UNC6040. Os criminosos conseguiram acessar uma instância do Salesforce da empresa, roubando dados de clientes de pequenas e médias empresas. Este vazamento de dados representa uma violação grave, com o potencial de expor informações sensíveis e impactar a confiança dos clientes. O Google respondeu rapidamente ao incidente, realizando uma análise de impacto e implementando medidas de mitigação para conter a ameaça. No entanto, a situação destaca a necessidade urgente de reforçar as defesas contra ataques de engenharia social, que continuam a evoluir em complexidade e sofisticação. Organizações devem estar em alerta máximo e adotar práticas de segurança robustas para proteger seus dados contra tais violações.

Nova Técnica de Phishing Explora Vulnerabilidades em Serviços de Proteção

Uma alarmante campanha de phishing foi identificada entre junho e julho de 2025, onde cibercriminosos exploraram serviços de encapsulamento de links da Proofpoint e Intermedia para mascarar URLs maliciosas. Essa técnica subverte tecnologias projetadas para proteger usuários, transformando domínios confiáveis em vetores de ataque, e destaca uma vulnerabilidade crítica na arquitetura de segurança de e-mail, onde a confiança implícita em domínios reconhecidos pode ser explorada para roubo de credenciais do Microsoft 365.

Passkeys: Uma Solução Urgente para Vulnerabilidades de Senhas

As senhas tradicionais têm sido uma vulnerabilidade significativa na segurança cibernética, frequentemente exploradas em violações de dados e ataques de phishing. A introdução das passkeys, desenvolvidas pela FIDO Alliance e apoiadas por gigantes como Apple, Google e Microsoft, representa uma abordagem técnica e urgente para mitigar esses riscos. Utilizando criptografia de chave pública, as passkeys eliminam a necessidade de compartilhar segredos, protegendo contra erros humanos e sites fraudulentos. A chave privada nunca deixa o dispositivo do usuário, garantindo uma camada adicional de segurança contra interceptações e comprometimentos.