Phishing

Golpe da entrega da Jadlog usa código de rastreio válido, mas comete erro bobo

Uma nova variante do golpe conhecido como ‘golpe das entregas’ está circulando no Brasil, desta vez utilizando o nome da transportadora Jadlog. Os cibercriminosos têm se aproveitado da crescente movimentação do e-commerce, enviando mensagens que alegam que encomendas estão retidas e exigindo o pagamento de taxas inexistentes via Pix. O diferencial desta versão é a utilização de códigos de rastreamento válidos, que conferem um nível de credibilidade à fraude. No entanto, pequenos detalhes, como a apresentação de pacotes com etiquetas dos Correios, revelam a natureza fraudulenta do golpe. Os golpistas utilizam dados reais das vítimas, obtidos de vazamentos anteriores, para criar uma comunicação convincente. A abordagem é feita em horários estratégicos, como de madrugada, para explorar a vulnerabilidade cognitiva das pessoas. Apesar da sofisticação técnica, a falta de atenção a detalhes básicos e a reutilização de imagens para diferentes vítimas são falhas que podem ser percebidas por usuários mais atentos. Especialistas alertam que a combinação de dados vazados e técnicas de engenharia social torna esses golpes cada vez mais eficazes, exigindo cautela dos consumidores.

Hackers do TAG-150 Implantam Famílias de Malware Personalizadas para Atacar Organizações

Um novo ator de ameaças cibernéticas, conhecido como TAG-150, tem causado estragos desde março de 2025, utilizando uma infraestrutura sofisticada e uma variedade de famílias de malware personalizadas. Pesquisas do Insikt Group revelaram que a estrutura do TAG-150 é dividida em quatro camadas, incluindo servidores de comando e controle (C2) voltados para as vítimas, que gerenciam e implantam malwares como CastleLoader, CastleBot e o recém-descoberto CastleRAT, um trojan de acesso remoto (RAT) com variantes em Python e C. O CastleRAT se destaca pela sua sofisticação técnica, sendo capaz de coletar informações do sistema, executar comandos e evadir detecções. Os ataques geralmente começam com técnicas de phishing, onde vítimas são induzidas a executar comandos PowerShell disfarçados. A taxa de infecção entre as vítimas interativas é alarmante, alcançando 28,7%. Para dificultar a identificação, o TAG-150 utiliza serviços de privacidade e move sua infraestrutura frequentemente. Especialistas recomendam bloquear a infraestrutura identificada e monitorar canais de exfiltração de dados. O grupo deve continuar inovando e desenvolvendo novas famílias de malware, representando uma ameaça crescente para organizações em todo o mundo.

Grupo TAG-150 desenvolve malware CastleRAT e CastleLoader

O grupo de cibercriminosos TAG-150, ativo desde março de 2025, está por trás do malware CastleLoader e do trojan de acesso remoto CastleRAT. O CastleRAT, disponível nas versões Python e C, permite coletar informações do sistema, baixar e executar cargas adicionais, além de executar comandos via CMD e PowerShell. A análise da Recorded Future indica que o CastleLoader é utilizado como vetor de acesso inicial para uma variedade de malwares, incluindo trojans de acesso remoto e ladrões de informações. As infecções geralmente ocorrem por meio de ataques de phishing que imitam plataformas legítimas ou repositórios do GitHub. O CastleRAT possui funcionalidades avançadas, como registro de teclas e captura de telas, e utiliza perfis da Steam como servidores de comando e controle. Recentemente, foram identificadas técnicas de evasão, como o uso de prompts de Controle de Conta de Usuário (UAC) para evitar detecções. Além disso, novas famílias de malware, como TinkyWinkey e Inf0s3c Stealer, foram descobertas, aumentando a preocupação com a segurança cibernética. A situação exige atenção redobrada das empresas, especialmente em relação à proteção de dados e conformidade com a LGPD.

Nova campanha de malware usa arquivos SVG em ataques de phishing na Colômbia

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de malware que utiliza arquivos SVG como parte de ataques de phishing, disfarçando-se como o sistema judicial colombiano. Os arquivos SVG são enviados por e-mail e contêm um código JavaScript embutido que decodifica e injeta uma página de phishing em HTML, simulando um portal da Fiscalía General de la Nación. Essa página finge realizar o download de documentos oficiais, enquanto, em segundo plano, baixa um arquivo ZIP não especificado. A análise do VirusTotal revelou 44 arquivos SVG únicos, todos não detectados por motores antivírus devido a técnicas de ofuscação e polimorfismo. Além disso, a campanha também está associada a um malware chamado Atomic macOS Stealer (AMOS), que visa usuários de macOS, especialmente aqueles que buscam versões piratas de software. AMOS é capaz de roubar uma ampla gama de dados, incluindo credenciais e carteiras de criptomoedas. A Apple implementou proteções para bloquear a instalação de arquivos .dmg não notarizados, mas os atacantes estão adaptando suas táticas para contornar essas defesas, utilizando comandos no Terminal para instalar o malware. Essa evolução nas técnicas de ataque destaca a necessidade de estratégias de defesa em profundidade.

Amazon impede invasão ao Microsoft 365 por grupo russo

Pesquisadores da Amazon identificaram e neutralizaram uma tentativa de invasão ao Microsoft 365, realizada pelo grupo de hackers conhecido como Midnight Blizzard, ou APT29, que é apoiado pelo governo russo. Utilizando uma técnica chamada Oásis, os cibercriminosos replicaram sites que os alvos costumam acessar, facilitando o roubo de senhas e a autorização de dispositivos maliciosos. A investigação revelou que o grupo comprometeu diversos sites legítimos e ocultou códigos maliciosos em codificação base64. Os hackers redirecionaram cerca de 10% dos visitantes de domínios afetados para páginas que imitavam a verificação do Cloudflare, levando os usuários a um fluxo de autenticação falso da Microsoft. Após a descoberta, a Amazon isolou as instâncias EC2 utilizadas pelos criminosos e colaborou com a Cloudflare e a Microsoft para interromper as atividades. A empresa recomenda que os usuários verifiquem autorizações de dispositivos e ativem a autenticação de dois fatores para aumentar a segurança. Embora a campanha não tenha comprometido a infraestrutura da Amazon, a situação destaca a necessidade de vigilância constante contra ataques cibernéticos.

PagerDuty Confirma Violação de Dados com Acesso Não Autorizado a Salesforce

A PagerDuty confirmou uma violação de segurança que permitiu o acesso não autorizado a contas do Salesforce, devido a uma vulnerabilidade na integração OAuth do aplicativo Drift da Salesloft. Embora as credenciais principais da PagerDuty não tenham sido comprometidas, a empresa desativou proativamente a integração para proteger os dados dos clientes. O incidente começou em 20 de agosto de 2025, quando a PagerDuty foi notificada sobre uma falha de segurança. Em 23 de agosto, a Salesloft confirmou que atacantes haviam explorado essa falha, permitindo o sequestro do processo de troca de tokens no fluxo de autorização OAuth 2.0. A PagerDuty tomou medidas imediatas, revogando todos os tokens de acesso ativos e realizando uma auditoria em seus logs do Salesforce. Apesar de não haver exposição de senhas ou credenciais da plataforma, dados de clientes armazenados no Salesforce podem ter sido revelados. A PagerDuty recomenda que os usuários verifiquem solicitações de dados e reforcem a autenticação multifatorial em contas críticas, dada a possibilidade de tentativas de phishing e engenharia social.

Grupo ligado ao Irã realiza campanha de phishing contra embaixadas

Um grupo de ciberespionagem vinculado ao Irã foi identificado como responsável por uma campanha de spear-phishing coordenada, visando embaixadas e consulados na Europa e em outras regiões do mundo. A empresa de cibersegurança israelense Dream atribuiu a atividade a operadores alinhados ao Irã, conectados a um esforço mais amplo de espionagem cibernética. Os ataques utilizaram e-mails que se disfarçavam como comunicações diplomáticas legítimas, explorando tensões geopolíticas entre o Irã e Israel. Os e-mails continham documentos do Microsoft Word maliciosos que, ao serem abertos, solicitavam aos destinatários que habilitassem macros, permitindo a execução de um código VBA que implantava um malware. Os alvos incluíram embaixadas, consulados e organizações internacionais em várias partes do mundo, com foco particular na Europa e na África. A campanha foi realizada a partir de 104 endereços de e-mail comprometidos, incluindo um que pertencia ao Ministério das Relações Exteriores de Omã. O objetivo final dos ataques era estabelecer persistência no sistema da vítima, contatar um servidor de comando e controle e coletar informações do sistema. A ClearSky, outra empresa de cibersegurança, também observou que técnicas semelhantes foram usadas em ataques anteriores, sugerindo uma continuidade nas táticas dos atores de ameaça iranianos.

Google desmente rumores sobre alerta de segurança do Gmail

Recentemente, circularam rumores de que o Google havia enviado um alerta de segurança urgente a todos os usuários do Gmail. No entanto, a empresa confirmou que não houve tal notificação em massa. O Gmail utiliza uma estratégia de defesa em camadas, que inclui autenticação de remetente através de protocolos como SPF, DKIM e DMARC, além de análise de conteúdo para detectar anexos maliciosos e URLs embutidos. O sistema de detecção de anomalias, apoiado por modelos de aprendizado de máquina, analisa bilhões de sinais anônimos para identificar comportamentos incomuns. Essa abordagem impede que mais de 99,9% das ameaças de phishing e malware cheguem às caixas de entrada dos usuários. O Google também recomenda que os usuários adotem métodos de autenticação modernos, como Passkeys, que eliminam os riscos associados ao roubo de senhas. Além disso, o Gmail oferece avisos de phishing e incentiva os usuários a reportarem mensagens suspeitas, contribuindo para a melhoria contínua dos algoritmos de detecção. Para aumentar a segurança, o Google sugere que os usuários verifiquem cuidadosamente os endereços dos remetentes e mantenham seus dispositivos atualizados.

Ameaça de Segurança no WhatsApp Novo Golpe Permite Hackers Controlarem Chats Privados

Uma nova campanha de phishing sofisticada está afetando usuários do WhatsApp, onde mensagens enganosas de contatos, como “Oi, encontrei sua foto por acaso!”, são utilizadas para induzir cliques em links maliciosos. Ao clicar, as vítimas são redirecionadas para uma página falsa de login do Facebook, onde, ao inserir suas credenciais, os hackers conseguem explorar a funcionalidade de vinculação de dispositivos do WhatsApp. Isso permite que os atacantes assumam o controle total das conversas, mídias e contatos da vítima.

Grupo Silver Fox explora driver vulnerável para fraudes financeiras

O grupo de cibercriminosos conhecido como Silver Fox tem utilizado um driver vulnerável, o “amsdk.sys”, associado ao WatchDog Anti-malware, em um ataque do tipo Bring Your Own Vulnerable Driver (BYOVD). Este driver, que é um dispositivo do kernel do Windows assinado pela Microsoft, apresenta falhas que permitem a desativação de soluções de segurança em sistemas comprometidos. A campanha, identificada pela Check Point, visa neutralizar produtos de proteção de endpoint, facilitando a instalação de malware sem acionar defesas baseadas em assinatura.

Google nega ataque hacker que expôs 2,5 bilhões de usuários do Gmail

O Google desmentiu rumores sobre um ataque hacker que teria exposto 2,5 bilhões de contas do Gmail. Em uma declaração oficial, a empresa afirmou que suas proteções são robustas e eficazes, bloqueando mais de 99,9% das tentativas de phishing e malware. Os boatos surgiram após a divulgação de dois incidentes de segurança que afetaram apenas alguns clientes corporativos, sem comprometer a segurança das contas do Gmail e do Google Workspace. O primeiro incidente envolveu acesso indevido a dados públicos de clientes na plataforma Salesforce, enquanto o segundo se referiu a uma instância do Salesloft Drift, que não afetou outras contas no domínio do Workspace. O Google enfatizou que continua a investir em segurança e recomenda que os usuários adotem práticas como o uso de chaves de acesso para aumentar a proteção de suas contas.

Cibercriminosos Transformam Plataformas de E-mail em Armas de Phishing

Pesquisadores de cibersegurança da Trustwave SpiderLabs identificaram um aumento alarmante em ataques de phishing, onde criminosos cibernéticos estão explorando plataformas de marketing por e-mail e serviços em nuvem legítimos para contornar controles de segurança e enganar vítimas. O sistema de escaneamento de URLs da empresa detectou um aumento significativo em campanhas sofisticadas que utilizam a reputação de plataformas populares para evitar detecções e roubar credenciais corporativas.

Os atacantes estão abusando de serviços de marketing por e-mail, como o domínio de rastreamento ‘klclick3.com’, para criar e-mails de phishing que disfarçam URLs maliciosos como notificações de correio de voz. Além disso, a infraestrutura da Amazon Web Services (AWS) está sendo utilizada para hospedar conteúdo malicioso, explorando a confiança inerente à plataforma. As campanhas recentes incluem e-mails com temas de “Pagamento” que redirecionam para sites de phishing que imitam serviços legítimos, como o Roundcube Webmail.

Cibercriminosos exploram anúncios online para invadir sistemas de hotéis

Uma operação de phishing em larga escala está atacando a indústria de hospitalidade por meio de anúncios maliciosos em motores de busca. Os cibercriminosos estão se passando por pelo menos treze provedores de serviços de hotéis e aluguel de férias para roubar credenciais e invadir sistemas de gerenciamento de propriedades baseados em nuvem. A campanha utiliza malvertising, enganando usuários que buscam empresas legítimas. Anúncios patrocinados aparecem acima dos resultados autênticos, direcionando as vítimas para domínios que imitam sites legítimos. As páginas de phishing apresentam formulários de login falsos projetados para coletar nomes de usuário, endereços de e-mail, números de telefone e senhas. Os atacantes demonstram táticas avançadas para contornar a autenticação multifatorial (MFA), solicitando códigos de “senha única” e oferecendo opções de “Login com Código SMS” e “Código de E-mail” para capturar tokens de autenticação em tempo real. A análise técnica sugere que os responsáveis pela campanha têm origens russas, utilizando uma infraestrutura sofisticada para monitorar o engajamento das vítimas. A operação representa riscos significativos para a indústria, expondo informações pessoais e dados de pagamento dos hóspedes. Especialistas recomendam que as organizações priorizem métodos de autenticação resistentes a phishing e monitorem registros de domínios suspeitos.

Amazon desmantela rede de hackers APT29 da Rússia

A equipe de inteligência de ameaças da Amazon interrompeu recentemente uma campanha sofisticada de watering hole orquestrada pelo grupo de hackers APT29, vinculado ao estado russo e conhecido como Midnight Blizzard. Utilizando sites comprometidos e explorando o fluxo de autenticação de código de dispositivo da Microsoft, a campanha visava coletar credenciais e expandir os esforços de coleta de inteligência global do grupo.

A nova tática do APT29 envolve a injeção de JavaScript ofuscado em sites legítimos, redirecionando cerca de 10% dos visitantes para domínios maliciosos que imitavam páginas de verificação da Cloudflare. A análise técnica revelou truques avançados de evasão, como redirecionamento de apenas uma fração do tráfego e uso de cookies para bloquear redirecionamentos repetidos.

Grupo de hackers da Coreia do Norte lança campanha de phishing com RokRAT

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de phishing atribuída ao grupo ScarCruft, vinculado à Coreia do Norte, com o objetivo de disseminar o malware RokRAT. Codificada como Operação HanKook Phantom, a campanha visa indivíduos associados à National Intelligence Research Association, incluindo acadêmicos e ex-oficiais do governo sul-coreano. Os ataques começam com um e-mail de spear-phishing que contém um anexo ZIP disfarçado de documento PDF, que, ao ser aberto, não só exibe um boletim informativo como também instala o RokRAT no sistema da vítima. Este malware é capaz de coletar informações do sistema, executar comandos arbitrários e capturar telas, além de exfiltrar dados através de serviços de nuvem como Dropbox e Google Cloud. Uma segunda fase da campanha utiliza um arquivo LNK para executar um script PowerShell, que também instala um documento Word falso e um script em lote ofuscado. A análise revela que o ScarCruft continua a empregar táticas de phishing altamente personalizadas, visando setores governamentais e acadêmicos da Coreia do Sul para espionagem e coleta de inteligência.

O que é Engenharia Social? Aprenda a se proteger de golpes

A Engenharia Social é uma técnica de manipulação psicológica utilizada por golpistas para obter informações pessoais e financeiras de suas vítimas. Ao invés de depender de tecnologia complexa, esses criminosos exploram a confiança e a urgência, criando cenários que induzem as pessoas a agir rapidamente, como mensagens que alertam sobre contas bloqueadas ou prêmios inesperados. Os métodos mais comuns incluem phishing, spear phishing, vishing, smishing, baiting e pretexting, cada um com suas particularidades. Para se proteger, é fundamental estar atento a sinais de alerta, como erros de gramática, endereços de e-mail suspeitos e solicitações de informações sensíveis. Além disso, recomenda-se a ativação da autenticação de dois fatores e a verificação de comunicações através de canais oficiais. A conscientização sobre esses golpes é crucial, pois mesmo pessoas experientes em tecnologia podem ser enganadas. Compartilhar informações sobre Engenharia Social pode ajudar a proteger amigos e familiares, especialmente os mais vulneráveis, como crianças e idosos.

O que é phishing e como se proteger?

O phishing é uma técnica de ataque cibernético que utiliza engenharia social para enganar usuários e roubar informações sensíveis, como dados bancários e pessoais. Os criminosos criam mensagens falsas, geralmente via e-mail ou SMS, que parecem legítimas, induzindo as vítimas a clicar em links ou fornecer informações. Os ataques de phishing podem ser classificados em várias categorias, incluindo phishing tradicional, spear phishing, whaling, smishing e vishing, cada um com diferentes níveis de sofisticação e alvo. Para se proteger, é essencial ativar a autenticação de dois fatores, usar senhas fortes e únicas, e manter softwares atualizados. Além disso, é importante educar amigos e familiares sobre os riscos e sinais de alerta, como remetentes suspeitos e erros de gramática em comunicações. Caso alguém caia em um golpe, é fundamental agir rapidamente para minimizar os danos.

Hackers exploram software obsoleto em operação TAOTH para roubo de dados

Uma nova campanha de cibercrime, chamada TAOTH, foi descoberta, utilizando um servidor de atualização do Sogou Zhuyin Input Method Editor (IME) descontinuado para infectar usuários com malwares avançados. Desde outubro de 2024, os atacantes exploraram o mecanismo de atualização do aplicativo Sogou Zhuyin, que permite a digitação em mandarim, para entregar cargas maliciosas. O domínio expirado ‘sogouzhuyin[.]com’ foi repurposto para disseminar instaladores de software legítimos que se tornaram maliciosos horas após a instalação, ativando uma atualização contaminada através do arquivo ‘ZhuyinUp.exe’. Os malwares observados incluem TOSHIS, DESFY, GTELAM e C6DOOR, que possibilitam vigilância extensiva e roubo de dados, especialmente entre usuários em Taiwan e na comunidade taiwanesa no exterior. Além disso, os atacantes usaram campanhas de spear-phishing para atingir dissidentes e líderes empresariais na China e em outros países da região. A análise técnica revelou que o TOSHIS atua como um carregador, enquanto o DESFY coleta informações de arquivos, e o GTELAM exfiltra nomes de documentos. A operação TAOTH é atribuída a grupos de ameaças que falam chinês, conhecidos por suas intrusões baseadas em cadeia de suprimentos e e-mail.

Campanha de espionagem utiliza servidor de atualização abandonado

Uma campanha de espionagem cibernética, identificada como TAOTH, foi revelada por pesquisadores da Trend Micro, destacando o uso de um servidor de atualização abandonado do software Sogou Zhuyin para disseminar diversas famílias de malware, como C6DOOR e GTELAM. Os alvos principais incluem dissidentes, jornalistas e líderes de tecnologia na China, Taiwan, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul. Os atacantes se apropriaram de um domínio que não recebia atualizações desde 2019, utilizando-o para distribuir atualizações maliciosas a partir de outubro de 2024. A cadeia de infecção começa quando usuários baixam o instalador legítimo do Sogou Zhuyin, que, após a instalação, busca atualizações maliciosas. As famílias de malware implantadas têm funções variadas, como acesso remoto e roubo de informações, utilizando serviços de nuvem para ocultar suas atividades. A Trend Micro recomenda que organizações realizem auditorias regulares em seus ambientes e revisem as permissões de aplicativos em nuvem para mitigar esses riscos.

Amazon interrompe campanha de phishing ligada ao APT29 da Rússia

No dia 29 de agosto de 2025, a Amazon anunciou a interrupção de uma campanha de phishing conhecida como “watering hole”, atribuída ao grupo de hackers APT29, vinculado à inteligência russa. Essa campanha utilizou sites comprometidos para redirecionar visitantes a uma infraestrutura maliciosa, enganando usuários a autorizarem dispositivos controlados pelos atacantes através do fluxo de autenticação de código de dispositivo da Microsoft. APT29, também conhecido como Cozy Bear, tem sido ativo em ataques direcionados a entidades ucranianas e na coleta de dados sensíveis. Recentemente, o grupo adotou métodos de phishing, como o phishing de código de dispositivo, para obter acesso não autorizado a contas do Microsoft 365. A campanha da Amazon destacou a evolução das táticas do APT29, que agora inclui técnicas de evasão, como a codificação Base64 para ocultar código malicioso. Apesar das tentativas do grupo de mudar para novas infraestruturas, a equipe de inteligência da Amazon continuou a rastrear e interromper suas operações, evidenciando a persistência da ameaça. O ataque redirecionou cerca de 10% dos visitantes de sites legítimos para domínios controlados pelos atacantes, que imitavam páginas de verificação da Cloudflare, visando coletar códigos de dispositivo legítimos dos usuários.

Hackers se passam por suporte técnico no Microsoft Teams para roubar controle de tela

Um novo vetor de ataque cibernético tem se destacado, onde hackers estão se passando por pessoal de suporte técnico no Microsoft Teams para roubar o controle de tela dos usuários. Este tipo de phishing, que antes era restrito a e-mails, agora se aproveita das configurações padrão de comunicação externa do Teams, permitindo que os atacantes se façam passar por funcionários de TI. Com a crescente adoção do trabalho remoto, muitas organizações mantêm as mensagens e chamadas externas habilitadas por padrão, o que facilita a intrusão. Os atacantes podem iniciar chats ou chamadas de voz, muitas vezes contornando avisos de segurança que aparecem brevemente antes de desaparecerem. Além disso, eles têm utilizado técnicas para compartilhar arquivos maliciosos disfarçados como documentos legítimos, complicando a detecção. Para mitigar esses riscos, as equipes de operações de segurança (SOCs) devem monitorar domínios externos suspeitos e padrões de nomes que imitam o suporte técnico, além de implementar estratégias de detecção e resposta rápidas. A conscientização dos usuários sobre as táticas de impersonação é crucial para fortalecer a segurança nas comunicações corporativas.

Grupo ShadowSilk ataca entidades governamentais na Ásia Central

Um novo grupo de ciberataques, conhecido como ShadowSilk, tem como alvo entidades governamentais na Ásia Central e na região Ásia-Pacífico. De acordo com a Group-IB, cerca de trinta vítimas foram identificadas, com as intrusões focadas principalmente na exfiltração de dados. O grupo compartilha ferramentas e infraestrutura com outros grupos de ameaças, como YoroTrooper e Silent Lynx. As vítimas incluem organizações governamentais de países como Uzbequistão, Quirguistão e Paquistão, além de setores como energia e transporte.

Grupo Blind Eagle ataca governo colombiano com malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram cinco grupos de atividades associados ao ator de ameaça persistente conhecido como Blind Eagle, que operou entre maio de 2024 e julho de 2025, principalmente visando entidades do governo colombiano. A empresa Recorded Future Insikt Group, que monitora essas atividades sob a designação TAG-144, observou que os ataques utilizam técnicas como trojans de acesso remoto (RATs) e engenharia social via phishing. Os alvos incluem autoridades judiciais e fiscais, além de setores como finanças, energia e saúde. Os ataques frequentemente utilizam e-mails fraudulentos que imitam agências governamentais locais, levando as vítimas a abrir documentos maliciosos. A infraestrutura de comando e controle do grupo é complexa, utilizando endereços IP de provedores colombianos e serviços de DNS dinâmico para ocultar suas operações. Recentemente, o grupo tem utilizado scripts em PowerShell para implantar RATs como Lime RAT e AsyncRAT. A análise indica que cerca de 60% das atividades do Blind Eagle focaram no setor governamental, levantando questões sobre suas motivações, que podem incluir espionagem estatal além de objetivos financeiros.

Malware de Linux infecta PCs através de arquivos RAR recebidos por e-mail

Pesquisadores da Trellix identificaram um novo ataque direcionado a usuários de Linux, que utiliza phishing por e-mail para disseminar malware. O ataque se destaca pelo uso de um arquivo RAR com um nome malicioso, que injeta comandos shell e arquivos bash codificados em Base64. O malware, denominado VShell, cria um backdoor que permite o controle remoto do sistema infectado. O ataque explora uma vulnerabilidade comum em scripts shell, onde os nomes de arquivos não são devidamente verificados pelos antivírus, permitindo que o malware passe despercebido. Os criminosos utilizam engenharia social, enviando e-mails que se disfarçam de pesquisas de produtos de beleza, oferecendo recompensas em dinheiro para atrair as vítimas a baixar o arquivo malicioso. Para se proteger, é recomendado desconfiar de recompensas financeiras em e-mails de remetentes desconhecidos e evitar baixar arquivos sem verificar sua origem e conteúdo.

Malware Hook Evolui - Trojan Bancário Android Ganha 107 Recursos de Controle Remoto

A equipe de pesquisa zLabs da Zimperium revelou uma evolução significativa do trojan bancário Hook para Android, agora na versão Hook v3, que incorpora 107 comandos remotos, sendo 38 novos recursos que ampliam suas capacidades. Entre as inovações mais preocupantes estão as sobreposições de estilo ransomware, que exibem mensagens de extorsão em tela cheia com detalhes de pagamento em criptomoeda, e um mecanismo agressivo de bypass de tela de bloqueio, que engana as vítimas a inserirem suas credenciais. Além disso, o malware pode exibir uma tela de escaneamento NFC falsa para roubar dados de pagamento sensíveis.

Roubo de Credenciais - Cibercriminosos Explorando Administradores do ScreenConnect

Uma nova campanha de roubo de credenciais, identificada como MCTO3030 pela equipe de pesquisa de ameaças da Mimecast, está atacando administradores dos serviços em nuvem ConnectWise ScreenConnect. Desde 2022, essa operação tem utilizado táticas avançadas de phishing direcionado, visando profissionais de TI com privilégios de superadministrador. Os ataques são realizados através do Amazon Simple Email Service (SES), permitindo alta taxa de entrega ao explorar uma infraestrutura respeitável para contornar mecanismos de filtragem. Os e-mails, que imitam alertas de segurança corporativa, induzem os destinatários a clicar em um botão de “Revisar Segurança”, redirecionando-os para páginas de login falsas do ScreenConnect. Essas páginas utilizam frameworks EvilGinx para capturar credenciais de login e códigos de autenticação multifatorial (MFA) em tempo real, permitindo que os atacantes obtenham acesso total, mesmo com MFA em vigor. Com as credenciais de superadministrador, os cibercriminosos podem se mover lateralmente em ambientes corporativos, potencialmente implantando clientes remotos e distribuindo cargas maliciosas, como ransomware. A Mimecast recomenda que as organizações adotem medidas de defesa, como MFA resistente a phishing e restrições de acesso para superadministradores.

Geradores de sites por IA se tornam ferramentas de phishing para hackers

A crescente popularidade de serviços de criação de sites por inteligência artificial, como a Lovable, trouxe à tona preocupações significativas de segurança cibernética. Um relatório da Proofpoint revelou que, desde fevereiro, dezenas de milhares de URLs geradas na plataforma têm sido utilizadas em campanhas de phishing, instalação de malwares e roubo de dados. Os sites fraudulentos imitam páginas de marcas conhecidas e utilizam mecanismos como captchas para evitar a detecção por bots. Quatro campanhas distintas foram identificadas, incluindo uma que visava roubar credenciais de login da Microsoft e outra que imitava a empresa de logística UPS para coletar dados pessoais e informações de pagamento. A Lovable implementou medidas de segurança em junho, mas a Proofpoint alerta que ainda é possível criar sites fraudulentos na plataforma. Essa situação evidencia como a tecnologia pode ser explorada para fins criminosos, exigindo atenção redobrada de empresas e usuários para evitar danos.

Nova técnica de phishing rouba senhas da Microsoft via anúncios falsos

Um novo golpe de phishing foi identificado, utilizando links legítimos do site office.com redirecionados por meio de publicidade falsa para roubar credenciais de usuários do Microsoft 365. A técnica, descoberta pela Push Security, consiste em evitar a detecção de endereços maliciosos e contornar a verificação multifator (MFA) da Microsoft. O ataque começa quando um usuário, ao buscar por ‘Office 265’ (um erro de digitação), clica em um link patrocinado que parece legítimo. Inicialmente, o usuário é redirecionado para o site oficial da Microsoft, o que dificulta a identificação do golpe. Os hackers criaram um domínio próprio que redireciona para uma página de phishing, que, embora não contenha elementos maliciosos visíveis, é projetada para enganar sistemas de detecção. A Push Security alerta que os alvos não são específicos, sugerindo que os hackers estão testando a eficácia dessa nova abordagem. Para se proteger, recomenda-se que empresas verifiquem os parâmetros de redirecionamento de anúncios que levam ao office.com e que usuários evitem clicar em links publicitários, optando por resultados orgânicos.

Nova campanha de phishing usa mensagens falsas para espalhar malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de phishing que utiliza mensagens de voz e ordens de compra falsas para disseminar um carregador de malware chamado UpCrypter. Os ataques têm como alvo setores como manufatura, tecnologia, saúde, construção e varejo, com maior incidência em países como Áustria, Canadá e Índia. A campanha se inicia com e-mails de phishing que induzem os destinatários a clicar em links que levam a páginas de phishing convincentes, onde são solicitados a baixar arquivos JavaScript maliciosos. O UpCrypter atua como um canal para ferramentas de acesso remoto, permitindo que atacantes assumam o controle total de sistemas comprometidos. O malware é distribuído em arquivos ZIP que contêm scripts ofuscados, que realizam verificações para evitar a detecção por ferramentas de análise forense. Além disso, a campanha se insere em um contexto mais amplo de ataques que exploram serviços legítimos, como o Google Classroom, para contornar protocolos de autenticação de e-mail. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de mitigação eficazes para proteger as organizações contra essas ameaças emergentes.

Hackers usam novos truques para roubar logins da Microsoft

Pesquisadores de cibersegurança da Push Security alertaram sobre um novo esquema de phishing que tem como alvo credenciais de login da Microsoft. Os criminosos cibernéticos criaram páginas falsas que imitam as telas de login do Microsoft 365, utilizando uma ferramenta chamada Active Directory Federation Services (ADFS) para enganar os usuários. Em vez de enviar as vítimas diretamente para o site de phishing, os atacantes configuraram suas contas Microsoft para redirecionar os usuários para essas páginas fraudulentas, fazendo com que os links parecessem legítimos, já que começavam com ‘outlook.office.com’. Além disso, a distribuição do link não ocorreu por e-mail, mas sim através de malvertising, onde vítimas que buscavam por “Office 265” eram direcionadas a uma página de login falsa. O uso de um blog de viagens falso como intermediário ajudou a ocultar o ataque. Essa abordagem sofisticada permitiu que o esquema contornasse muitas ferramentas de segurança, aumentando sua taxa de sucesso em comparação com métodos tradicionais de phishing. Para se proteger, equipes de TI devem bloquear anúncios suspeitos e monitorar o tráfego de anúncios, enquanto os usuários devem ter cuidado ao digitar termos de busca, pois um simples erro de digitação pode levar a um anúncio falso que compromete dispositivos e contas.

Grupo APT Transparent Tribe ataca sistemas do governo indiano

O grupo de ameaças persistentes avançadas (APT) conhecido como Transparent Tribe, também chamado de APT36, tem direcionado ataques a sistemas Windows e Linux BOSS (Bharat Operating System Solutions) de entidades governamentais indianas. Os ataques são iniciados por meio de e-mails de spear-phishing que contêm arquivos de atalho de desktop maliciosos. Esses arquivos, disfarçados como documentos PDF, ao serem abertos, baixam e executam cargas maliciosas. O malware, que se comunica com um servidor de comando e controle, permite acesso remoto e coleta de dados. Além disso, o malware estabelece persistência através de um cron job, garantindo que a carga maliciosa seja executada automaticamente após reinicializações do sistema. A campanha também visa roubar credenciais e códigos de autenticação de dois fatores (2FA) de usuários, utilizando páginas falsas que imitam comunicações oficiais. A sofisticação do grupo, que adapta suas táticas conforme o ambiente da vítima, aumenta suas chances de sucesso e a dificuldade de detecção por controles de segurança tradicionais. Os ataques recentes têm como alvo organizações de defesa e entidades governamentais, utilizando domínios falsificados para enganar os usuários.

Navegadores com IA ainda não são seguros o suficiente, diz estudo

Um estudo da empresa de cibersegurança Guardio revela que navegadores de internet que utilizam inteligência artificial (IA) ainda não estão prontos para realizar tarefas sensíveis, como compras online e gerenciamento de e-mails, devido a vulnerabilidades que podem ser exploradas por golpistas. Tecnologias como Comet, do Perplexity, Copilot, do Microsoft Edge, e Aura, da OpenAI, foram testadas e mostraram-se suscetíveis a ataques de phishing e engenharia social. Em um dos testes, a IA Comet completou uma compra em um site falso sem solicitar confirmação do usuário, expondo dados sensíveis como informações de cartão de crédito. Outro teste demonstrou que a IA foi enganada por um e-mail de phishing que parecia legítimo, resultando no fornecimento de credenciais do usuário. A Guardio alerta que esses testes preliminares indicam que há mais problemas em potencial, sugerindo que os usuários evitem delegar tarefas críticas à IA e adotem medidas de segurança, como a autenticação de dois fatores. O estudo destaca a necessidade de cautela ao usar navegadores com IA para evitar o roubo de dados e outras fraudes.

Servidores VPS Alvo de Hackers para Acessar Contas SaaS

Uma nova campanha de ciberataques foi identificada pela empresa de cibersegurança Darktrace, onde hackers utilizaram a infraestrutura de Servidores Privados Virtuais (VPS) para comprometer contas de Software como Serviço (SaaS) em diversos ambientes de clientes. A investigação, realizada em maio de 2025, revelou que os atacantes se aproveitaram de provedores de VPS, como Hyonix e Host Universal, para contornar controles de segurança tradicionais e manter acesso persistente a contas de e-mail comprometidas.

Cibersegurança Novo malware Linux utiliza phishing para ataque

Pesquisadores em cibersegurança identificaram uma nova cadeia de ataque que utiliza e-mails de phishing para entregar um backdoor de código aberto chamado VShell. O ataque começa com um e-mail contendo um arquivo RAR malicioso, que inclui um nome de arquivo projetado para executar comandos no shell. O nome do arquivo contém código compatível com Bash, que é ativado quando o shell tenta interpretar o nome do arquivo. Essa técnica de injeção de comandos se aproveita de uma falha comum em scripts shell, permitindo que o malware seja executado sem ser detectado por antivírus, já que esses geralmente não escaneiam nomes de arquivos. Após a execução, o malware se comunica com um servidor de comando e controle para baixar um binário ELF, que então executa o VShell, um poderoso malware de acesso remoto. O ataque é disfarçado como um convite para uma pesquisa de produtos de beleza, atraindo vítimas com uma recompensa monetária. A análise destaca a evolução perigosa na entrega de malware Linux, onde um simples nome de arquivo pode ser usado para executar comandos arbitrários, representando uma ameaça significativa para dispositivos Linux em geral.

Usuários de Windows e Mac Alvo - Hackers Explorando o Truque ClickFix

Recentemente, a Microsoft Threat Intelligence relatou um aumento significativo em ataques de engenharia social conhecidos como ClickFix, que visam usuários de Windows e Mac em todo o mundo. Esses ataques exploram a tendência dos usuários de resolver problemas técnicos menores, enganando-os para que executem comandos maliciosos disfarçados de etapas legítimas de solução de problemas. O ciclo típico de um ataque ClickFix começa com e-mails de phishing ou anúncios maliciosos que redirecionam os usuários para páginas de captura que imitam serviços confiáveis, como Google reCAPTCHA.

Quebras de Segurança Móveis Direcionadas - APTs Sul-Asiáticas Usam Novas Ferramentas

Um grupo avançado de ameaças persistentes (APT) sul-asiático está realizando uma campanha de espionagem direcionada a indivíduos ligados a forças militares em países como Sri Lanka, Bangladesh, Paquistão e Turquia. A operação combina técnicas tradicionais de phishing com a implantação de malware móvel, comprometendo smartphones de pessoas próximas ao setor militar e extraindo comunicações sensíveis, listas de contatos e documentos operacionais. Os atacantes utilizaram documentos PDF com temas militares como vetores de acesso inicial, redirecionando as vítimas para uma infraestrutura sofisticada de domínios de phishing. Mais de 40 domínios falsos foram identificados, imitando organizações de defesa da região. O componente móvel da APT é centrado em uma versão modificada do Rafel RAT, disfarçada como aplicativos legítimos, que solicita permissões extensivas para comprometer completamente os dispositivos. A análise dos dados comprometidos revelou uma coleta de inteligência significativa, incluindo mensagens SMS e documentos operacionais, com a maioria das vítimas localizadas no Sul da Ásia, especialmente em Bangladesh e Paquistão. A persistência e sofisticação da campanha indicam que se trata de um ator estatal ou próximo a um estado, realizando operações estratégicas de coleta de inteligência no setor de defesa sul-asiático.

Ações policiais falham enquanto fraudes por ghost tapping prosperam

Um novo tipo de fraude conhecido como “ghost tapping” está se espalhando rapidamente, especialmente no Sudeste Asiático, desde 2020. Essa prática envolve o uso de dados de cartões de pagamento roubados, frequentemente obtidos por meio de phishing e engenharia social, que são carregados em celulares descartáveis, conhecidos como “burner phones”. Os criminosos conseguem contornar a segurança interceptando senhas de uso único enviadas às vítimas e, em seguida, utilizam esses dados para realizar compras em lojas ou retirar dinheiro de caixas eletrônicos. As mercadorias adquiridas, como joias e eletrônicos, são rapidamente revendidas em canais clandestinos, como o Telegram. Apesar das ações policiais, as redes de fraude se adaptaram, migrando para plataformas alternativas que continuam a facilitar essas transações fraudulentas. A falta de verificações rigorosas de identidade em muitos estabelecimentos torna a detecção de fraudes no ponto de venda extremamente difícil. Em Cingapura, por exemplo, a polícia registrou centenas de incidentes relacionados a dados de cartões de pagamento, resultando em perdas significativas. A situação exige que bancos, varejistas e provedores de pagamento adotem medidas mais robustas de segurança e autenticação para proteger os consumidores e mitigar os riscos associados a essa nova onda de fraudes.

Armadilhas de QR Code - Como Hackers Transformam Escaneamentos em Roubo de Dados

Os ataques de phishing utilizando QR codes, conhecidos como ‘quishing’, estão se tornando cada vez mais sofisticados, com hackers empregando técnicas avançadas para contornar medidas de segurança tradicionais. Pesquisadores de segurança identificaram dois métodos inovadores: os QR codes divididos e os QR codes aninhados. No primeiro método, os códigos maliciosos são fragmentados em duas imagens distintas, dificultando a detecção por scanners de segurança que reconhecem apenas imagens isoladas. Um exemplo recente envolve um golpe de redefinição de senha da Microsoft, onde os atacantes usaram mensagens personalizadas para enganar as vítimas. O segundo método, os QR codes aninhados, apresenta um código malicioso dentro de um código legítimo, criando ambiguidade na detecção. Isso pode confundir tanto os sistemas de segurança quanto os usuários, pois um código aponta para um URL malicioso enquanto o outro leva a um site legítimo. Diante da evolução dessas táticas, é crucial que as organizações adotem estratégias de defesa em múltiplas camadas, incluindo treinamento de conscientização em segurança e autenticação multifatorial. A implementação de sistemas de IA multimodal também é recomendada para melhorar a detecção de phishing baseado em imagens, especialmente aqueles que utilizam QR codes.

Ataque hacker ao Google expõe dados de 2,5 bilhões de usuários

Em um incidente de segurança significativo, o Google confirmou que o grupo hacker ShinyHunters acessou uma base de dados corporativa da empresa, especificamente uma instância da Salesforce, expondo informações de 2,5 bilhões de usuários. Os dados acessados incluem nomes, informações de contato e descrições de pequenos e médios negócios. Embora senhas e dados sensíveis não tenham sido comprometidos, a invasão aumenta a vulnerabilidade dos usuários a ataques de phishing. O Google agiu rapidamente para mitigar os danos e analisou o impacto do ataque. Os usuários estão sendo alertados sobre tentativas de phishing, onde golpistas se passam por funcionários da empresa para roubar informações. Para se proteger, o Google recomenda a ativação da Verificação de Segurança e do Programa de Proteção Avançada, além do uso de métodos de autenticação mais seguros, como chaves de acesso. Este incidente destaca a importância da segurança cibernética e a necessidade de vigilância constante por parte dos usuários e das empresas.

Falha de segurança no McDonalds permitiu pedidos de comida grátis

Uma hacker ética, conhecida como Bobdahacker, descobriu várias falhas críticas nos sistemas do McDonald’s, incluindo o aplicativo de delivery e sites de parceiros. A primeira vulnerabilidade identificada permitia que usuários fizessem pedidos de comida gratuitamente, pois as checagens de segurança eram realizadas apenas no lado do cliente, sem validações no servidor. Além disso, a empresa não possuía um arquivo security.txt, dificultando a comunicação sobre vulnerabilidades. Outras falhas incluíam a possibilidade de criar contas no site de marketing da empresa sem ser funcionário, senhas em texto claro e chaves de API expostas. Apesar de algumas correções terem sido feitas, a segurança do site ainda é considerada insuficiente. A hacker também encontrou problemas em um chatbot de IA usado para contratações, que tinha uma senha extremamente fraca. A falta de um canal claro para reportar vulnerabilidades e a resposta lenta da empresa levantam preocupações sobre a segurança dos dados e a possibilidade de ataques de phishing.

Ferramentas Web impulsionadas por IA se tornam maliciosas - Hackers inserem malware em sites

Pesquisas recentes da Proofpoint revelam que criminosos cibernéticos estão explorando construtores de sites impulsionados por inteligência artificial, como o Lovable, para criar campanhas de phishing e redes de distribuição de malware. O Lovable permite que usuários gerem sites a partir de descrições em linguagem natural, o que facilitou a criação de sites de phishing profissionais em questão de minutos. Em fevereiro de 2025, uma operação de phishing afetou mais de 5.000 organizações, utilizando e-mails maliciosos que redirecionavam vítimas para páginas falsas de autenticação da Microsoft. Além disso, campanhas de fraude financeira e ataques focados em criptomoedas também foram documentados, com criminosos criando réplicas convincentes de plataformas de finanças descentralizadas. Após a divulgação das vulnerabilidades, o Lovable implementou sistemas de detecção em tempo real e planos para aumentar a segurança, mas a pesquisa destaca a crescente preocupação com o abuso de ferramentas de IA no cibercrime. Organizações devem considerar políticas de lista de permissões para plataformas de IA frequentemente abusadas, enquanto os fornecedores de segurança monitoram esses vetores de ameaça emergentes.

Novo malware QuirkyLoader entrega ameaças via e-mails maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo carregador de malware chamado QuirkyLoader, utilizado em campanhas de spam por e-mail desde novembro de 2024. Este malware tem sido responsável pela entrega de diversos tipos de payloads, incluindo ladrões de informações e trojans de acesso remoto, como Agent Tesla e AsyncRAT. As campanhas envolvem o envio de e-mails maliciosos que contêm arquivos compactados com um DLL, um payload criptografado e um executável legítimo. A técnica de side-loading de DLL é utilizada para carregar o malware, injetando-o em processos legítimos como AddInProcess32.exe e InstallUtil.exe. Em julho de 2025, duas campanhas foram observadas, uma direcionada a funcionários da Nusoft Taiwan e outra aleatória no México. Além disso, novas táticas de phishing, como o uso de QR codes maliciosos, estão sendo empregadas para contornar medidas de segurança. Essas ameaças representam um risco significativo, especialmente para organizações que utilizam serviços de e-mail comuns, pois podem comprometer dados sensíveis e a segurança da informação.

Cuidado Cibercriminosos se Passando por Suporte do Google para Roubar Dados

Um novo ataque de engenharia social sofisticado está direcionado a usuários de contas do Google, onde golpistas se fazem passar por representantes de suporte da empresa para obter informações de login. O ataque começa com tentativas não autorizadas de recuperação de conta, originadas de locais internacionais, como França e Inglaterra, que criam uma sensação de urgência. Após alguns dias, as vítimas recebem chamadas de um número que parece ser o suporte legítimo do Google, +1 (650) 253-0000. O golpista, que fala com um sotaque americano convincente, menciona as tentativas de acesso não autorizado e pede permissão para enviar um prompt de recuperação de conta ao dispositivo da vítima. Durante a ligação, o golpista inicia um processo legítimo de recuperação de conta, fazendo com que a notificação pareça autêntica. No entanto, aceitar essa solicitação concede controle total da conta ao atacante. Os usuários devem estar cientes de que o Google nunca faz chamadas não solicitadas sobre questões de segurança e devem sempre iniciar qualquer processo de recuperação por conta própria. É crucial que os usuários rejeitem qualquer solicitação de recuperação recebida durante chamadas não solicitadas.

Nova técnica de injeção de prompt ameaça segurança de IA

Pesquisadores em cibersegurança apresentaram uma nova técnica de injeção de prompt chamada PromptFix, que engana modelos de inteligência artificial generativa (GenAI) para realizar ações indesejadas. Essa técnica, descrita pela Guardio Labs como uma versão moderna do golpe ClickFix, utiliza instruções maliciosas disfarçadas em verificações de CAPTCHA em páginas da web. O ataque explora navegadores impulsionados por IA, como o Comet da Perplexity, que prometem automatizar tarefas cotidianas, permitindo que interajam com páginas de phishing sem o conhecimento do usuário. A técnica leva a um novo cenário denominado Scamlexity, onde a conveniência da IA se combina com uma nova superfície de fraudes invisíveis. Os testes mostraram que o Comet, em várias ocasiões, completou transações em sites falsos sem solicitar confirmação do usuário. Além disso, a técnica pode ser usada para enganar assistentes de codificação, como o Lovable, levando à exposição de informações sensíveis. A pesquisa destaca a necessidade de sistemas de IA desenvolverem defesas proativas para detectar e neutralizar esses ataques, especialmente à medida que os criminosos cibernéticos utilizam plataformas GenAI para criar conteúdo de phishing realista e automatizar ataques em larga escala.

Campanha de espionagem cibernética da Coreia do Norte atinge embaixadas

Entre março e julho de 2025, atores de ameaças da Coreia do Norte realizaram uma campanha coordenada de espionagem cibernética, visando missões diplomáticas na Coreia do Sul. Os ataques foram realizados por meio de pelo menos 19 e-mails de spear-phishing que se faziam passar por contatos diplomáticos confiáveis, com o intuito de enganar funcionários de embaixadas e do ministério das relações exteriores. Os pesquisadores da Trellix identificaram que os atacantes utilizaram o GitHub como um canal de comando e controle, além de serviços de armazenamento em nuvem como Dropbox e Daum Cloud para distribuir um trojan de acesso remoto chamado Xeno RAT. Este malware permite que os atacantes assumam o controle dos sistemas comprometidos. Os e-mails, escritos em vários idiomas, incluíam assinaturas oficiais e referências a eventos reais, aumentando sua credibilidade. A análise sugere que a campanha pode ter ligações com operativos baseados na China, levantando a possibilidade de uma colaboração entre grupos de hackers. A situação é preocupante, especialmente considerando o aumento de atividades de espionagem cibernética e fraudes envolvendo trabalhadores de TI norte-coreanos em empresas ao redor do mundo.

Golpe de phishing engana usuários do Booking.com com site falso

Um novo golpe de phishing está afetando usuários do Booking.com, um dos sites mais populares para reservas de hospedagem. O ataque foi identificado por um pesquisador de segurança e utiliza uma técnica chamada typosquatting, que explora a semelhança entre caracteres. Os criminosos enviam e-mails falsos alegando que houve uma reclamação sobre um aluguel, solicitando que a vítima clique em um link que parece levar ao site legítimo do Booking.com. No entanto, o link contém um caractere hiragana japonês que substitui a barra lateral na URL, enganando até mesmo usuários mais atentos. Ao clicar, as vítimas podem baixar um instalador malicioso que infecta seus dispositivos com malware, permitindo o roubo de informações e acesso remoto. O Booking.com, devido à sua popularidade, se torna um alvo frequente para esses tipos de fraudes. É essencial que os usuários verifiquem cuidadosamente os links e a autenticidade dos sites que acessam, buscando por erros de digitação ou caracteres estranhos nas URLs.

Noodlophile malware utiliza direitos autorais para enganar usuários

O malware conhecido como noodlophile está se tornando cada vez mais sofisticado em suas táticas de infecção, utilizando e-mails de notificação do Facebook para enganar usuários. Essa técnica, chamada spear-phishing, se baseia em engenharia social para criar mensagens que parecem extremamente legítimas. O objetivo principal do noodlophile é roubar informações armazenadas nos navegadores, incluindo cookies, histórico de navegação e senhas de serviços online. A fraude se apresenta como uma notificação de violação de direitos autorais, imitando nomes de empresas e IDs de páginas que o usuário administra, o que aumenta a credibilidade do golpe.

Hackers exploram links seguros da Cisco para evadir segurança

Pesquisadores de cibersegurança da Raven AI descobriram uma campanha de phishing sofisticada que explora a tecnologia Safe Links da Cisco, transformando um mecanismo de segurança confiável em um vetor de ataque. A campanha demonstra como os atacantes utilizam a infraestrutura de segurança legítima para contornar sistemas tradicionais de filtragem de e-mails, aproveitando a confiança dos usuários em marcas estabelecidas de cibersegurança.

O ataque utiliza a funcionalidade de reescrita de URL do Cisco Safe Links, que visa proteger os usuários ao redirecionar links suspeitos através da infraestrutura de análise de ameaças da Cisco. Os criminosos cibernéticos encontraram várias maneiras de gerar links seguros da Cisco que redirecionam para destinos maliciosos, explorando a confiança inerente dos usuários em URLs que começam com “secure-web.cisco.com”.

Ataque Malicioso no Android Explora Subsídio de Eletricidade na Índia

Pesquisadores de cibersegurança da McAfee descobriram uma campanha sofisticada de phishing no Android que visa usuários indianos, disfarçando-se como parte do programa de subsídio de eletricidade PM Surya Ghar do governo. O ataque utiliza uma operação de engenharia social em múltiplas etapas, incluindo vídeos no YouTube, sites falsos e aplicativos maliciosos hospedados no GitHub, com o objetivo de roubar informações financeiras e obter controle remoto dos dispositivos infectados.

A campanha começa com vídeos promocionais no YouTube que prometem subsídios de eletricidade por meio de um aplicativo móvel. Esses vídeos contêm URLs encurtadas que redirecionam as vítimas para sites de phishing que imitam de perto o portal oficial do programa. O site fraudulento apresenta instruções de registro falsas e um ícone enganoso do Google Play, que, ao ser clicado, baixa um arquivo APK malicioso.

Campanha Noodlophile usa phishing para implantar malware em empresas

O malware Noodlophile, ativo há mais de um ano, está sendo utilizado por cibercriminosos para realizar ataques direcionados a empresas nos EUA, Europa, países Bálticos e na região Ásia-Pacífico. Os atacantes estão empregando e-mails de spear-phishing disfarçados de notificações de infração de direitos autorais, que incluem detalhes específicos sobre as vítimas, como IDs de páginas do Facebook e informações sobre a propriedade das empresas. A campanha evoluiu, utilizando vulnerabilidades de software legítimas e mecanismos de entrega mais sofisticados, como o uso de grupos no Telegram para ocultar a localização do servidor que hospeda o malware. Os e-mails fraudulentos induzem um senso de urgência, levando os funcionários a baixar e executar arquivos maliciosos que, por sua vez, instalam o Noodlophile, um stealer que coleta dados de navegadores e informações do sistema. O código-fonte do malware sugere que os desenvolvedores estão continuamente aprimorando suas capacidades, incluindo captura de tela e keylogging. A campanha destaca a vulnerabilidade de empresas com forte presença em redes sociais, especialmente no Facebook, e representa uma ameaça crescente para a segurança cibernética.