Phishing por código de dispositivo uma ameaça em ascensão
O phishing por código de dispositivo, que explora a autorização de dispositivos do OAuth 2.0 para roubar tokens de acesso, evoluiu rapidamente de uma técnica de red-team para uma ameaça em larga escala. Inicialmente projetado para dispositivos com restrições de entrada, como TVs inteligentes e impressoras, esse método foi adotado por uma variedade de aplicativos, especialmente logins em interfaces de linha de comando (CLI). Desde 2020, quando foi descrito pela primeira vez, o uso dessa técnica por atores estatais e grupos criminosos cresceu exponencialmente, com a Barracuda relatando 7 milhões de ataques em apenas quatro semanas. A técnica contorna todos os métodos de autenticação multifatorial (MFA), incluindo chaves de segurança, atacando a camada de autorização após o login. A comercialização do phishing como serviço (PhaaS) facilitou a criação e distribuição de kits de phishing, com mais de 25 kits distintos sendo rastreados atualmente. Embora 99% dos ataques detectados visem a Microsoft, qualquer aplicativo que implemente o OAuth 2.0 pode ser um alvo. Essa mudança para ataques à autorização representa uma nova fase nas ameaças cibernéticas, exigindo que as equipes de segurança se adaptem rapidamente às novas dinâmicas.
