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PaperCut alerta sobre exploração de vulnerabilidade em software de impressão

A PaperCut emitiu um alerta urgente sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade em todas as versões de seu software de gerenciamento de impressão, PaperCut NG e PaperCut MF, em ataques de dia zero. A empresa confirmou que já houve incidentes com clientes e recomenda que organizações com servidores expostos à Internet restrinjam imediatamente o acesso às interfaces web a endereços IP confiáveis. Embora a PaperCut não tenha divulgado detalhes sobre a falha ou como está sendo explorada, sua equipe de segurança conseguiu reproduzir a vulnerabilidade com informações fornecidas por um cliente universitário. Para mitigar os riscos, a empresa lançou patches de emergência para clientes com servidores públicos. Além disso, foram compartilhados indicadores de comprometimento, como atividades suspeitas do processo legítimo pc-app.exe e erros específicos nos arquivos de log do servidor. A PaperCut ainda não revelou a identidade dos atacantes ou se dados estão sendo roubados. A situação é crítica, especialmente considerando que a empresa já enfrentou ataques anteriores relacionados a vulnerabilidades semelhantes, como a CVE-2023-27350, que permitiu a execução remota de código por atacantes não autenticados.

Falha crítica de segurança afeta servidores da Check Point

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes técnicos sobre uma falha crítica recentemente corrigida que afeta o Check Point Security Management Server e o Multi-Domain Security Management Server (MDS). A vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-16232, possui uma pontuação CVSS de 9.3 e permite que um atacante remoto não autenticado obtenha um token de login da aplicação, conseguindo assim autenticar-se com privilégios administrativos completos. A exploração bem-sucedida requer acesso à rede do servidor de gerenciamento e uma configuração que não restrinja Clientes Confiáveis. A Check Point já identificou alguns clientes sendo alvo dessa falha como um zero-day. A análise da Rapid7 revelou que a causa raiz é uma ‘fronteira de confiança quebrada’ no processo de autenticação da aplicação. O patch lançado pela Check Point garante que os clientes remotos utilizem o DN do certificado do par remoto autenticado, rejeitando qualquer discrepância. Os clientes são aconselhados a aplicar as correções disponíveis o mais rápido possível para mitigar a vulnerabilidade.

Microsoft lança maior atualização de segurança da história

A Microsoft lançou sua maior atualização de segurança até hoje, abordando 622 vulnerabilidades, incluindo duas falhas críticas que estão sendo ativamente exploradas: CVE-2026-56164, no SharePoint Server, e CVE-2026-56155, nos Serviços de Federação do Active Directory. Ambas permitem a elevação de privilégios, com a primeira permitindo que atacantes não autenticados escalem privilégios remotamente, enquanto a segunda requer um atacante já autenticado. A atualização é especialmente urgente para usuários do SharePoint, que alcançou o fim do suporte estendido. Além disso, a Microsoft finalizou a desativação do RC4 no Kerberos, o que pode causar falhas de autenticação se não houver uma auditoria prévia. O volume de atualizações é incomum para julho, um mês tradicionalmente leve, e reflete um aumento na detecção de vulnerabilidades, impulsionado por novas tecnologias de IA. As empresas devem priorizar a aplicação dos patches, especialmente para as falhas em SharePoint e AD FS, que já estão sendo exploradas por atacantes.

Microsoft corrige 206 vulnerabilidades de segurança em seu software

Em 10 de junho de 2026, a Microsoft lançou atualizações para corrigir um total recorde de 206 vulnerabilidades de segurança em seu portfólio de software. Dentre essas falhas, 39 foram classificadas como Críticas e 167 como Importantes. As vulnerabilidades incluem problemas de escalonamento de privilégios, execução remota de código e divulgação de informações. A falha mais crítica, CVE-2026-45657, com uma pontuação CVSS de 9.8, permite que atacantes executem código remotamente ao enviar tráfego de rede malicioso para sistemas vulneráveis. Outras falhas significativas incluem CVE-2026-47291 e CVE-2026-44815, ambas com pontuação 9.8, que podem resultar em execução de código não autorizado. Além disso, a Microsoft abordou vulnerabilidades relacionadas ao BitLocker e problemas de negação de serviço. O aumento no número de correções é atribuído ao uso de inteligência artificial na descoberta de vulnerabilidades, uma tendência que deve continuar. Especialistas alertam que a rápida liberação de patches pode levantar preocupações sobre a qualidade das correções. As atualizações são essenciais para proteger sistemas, especialmente aqueles que lidam com tráfego DHCP, que é crítico para a infraestrutura de rede.

SAP corrige 15 vulnerabilidades críticas em junho de 2026

A SAP lançou correções para 15 vulnerabilidades em seu pacote de patches de segurança de junho de 2026, incluindo quatro falhas de gravidade crítica que afetam o SAP NetWeaver e o SAP Commerce Cloud. O NetWeaver é uma plataforma central de aplicações e middleware da SAP, enquanto o Commerce Cloud é uma plataforma de e-commerce para empresas. Entre as vulnerabilidades críticas estão: CVE-2026-44748, que permite a bypass de autenticação em ambientes SAML; CVE-2026-27671, uma falha de corrupção de memória que pode ser explorada sem autenticação; CVE-2026-22732, uma vulnerabilidade relacionada ao Spring Security; e CVE-2026-40128, que permite a travessia de diretórios. A SAP também abordou duas vulnerabilidades de alta gravidade e diversas questões de injeção SQL, XSS e bypass de autorização. As organizações que utilizam os produtos afetados devem priorizar a aplicação dos patches, especialmente as falhas CVE-2026-44748 e CVE-2026-27671, que podem ter um impacto significativo nos ambientes empresariais.

Gogs corrige falha crítica que permite acesso a repositórios privados

A plataforma Gogs, uma alternativa ao GitHub Enterprise, corrigiu uma vulnerabilidade crítica de injeção de argumentos que poderia permitir que atacantes autenticados acessassem repositórios, incluindo os privados. A falha, que ainda não possui um ID CVE, afeta todas as versões do Gogs até a 0.14.2 e 0.15.0+dev. De acordo com o pesquisador de segurança Jonah Burgess, a configuração padrão do Gogs, que permite registro aberto de usuários e sem limite na criação de repositórios, facilita a exploração da vulnerabilidade. Um atacante autenticado poderia criar uma conta, um repositório e ativar a mesclagem rebase, permitindo a execução de um ataque sem interação de outros usuários. A Gogs lançou a versão 0.14.3 em 7 de junho para corrigir a falha e recomenda que todos os usuários atualizem imediatamente. Para aqueles que não podem aplicar o patch, a Rapid7 sugere medidas de mitigação, como restringir o registro de usuários e a criação de repositórios. A falha é semelhante a outras já corrigidas pela equipe de segurança do Gogs, mas afeta um caminho de código diferente que não havia sido abordado anteriormente.

Trend Micro libera correções críticas para Apex Central - atualize já

A Trend Micro anunciou a liberação de um patch crítico para sua plataforma Apex Central, que é uma solução de gerenciamento de segurança centralizada para empresas. A vulnerabilidade identificada como CVE-2025-69258 permitia a injeção de DLLs não autenticadas e a execução remota de código, com uma gravidade avaliada em 9.8/10. Essa falha poderia ser explorada por atacantes remotos sem qualquer interação do usuário, permitindo que códigos maliciosos fossem executados com privilégios elevados. Além da CVE-2025-69258, o patch também corrige outras duas vulnerabilidades, CVE-2025-69259 e CVE-2025-69260, que também podem ser exploradas por atacantes não autenticados. A Trend Micro recomenda que as empresas apliquem o patch imediatamente, uma vez que medidas temporárias, como desconectar sistemas da internet, não são soluções definitivas. A empresa também sugere que os clientes revisem o acesso remoto a sistemas críticos e atualizem suas políticas de segurança de perímetro.

Microsoft corrige 63 vulnerabilidades de segurança em software

Na última terça-feira, a Microsoft lançou patches para 63 novas vulnerabilidades de segurança em seus softwares, incluindo uma que está sendo ativamente explorada. Dentre as falhas, quatro são classificadas como Críticas e 59 como Importantes. A vulnerabilidade zero-day CVE-2025-62215, com um score CVSS de 7.0, é uma falha de escalonamento de privilégios no Windows Kernel, permitindo que um atacante autorizado eleve seus privilégios locais. Para explorar essa falha, o invasor precisa já ter acesso ao sistema e utilizar um aplicativo especialmente elaborado para provocar uma condição de corrida. Além disso, foram corrigidas falhas críticas relacionadas a buffer overflow que podem resultar em execução remota de código. A vulnerabilidade no Kerberos (CVE-2025-60704), que permite a um atacante assumir o controle de um domínio, também é preocupante, pois pode ser explorada por quem já possui acesso inicial ao sistema. As atualizações são essenciais para proteger as organizações, especialmente aquelas que utilizam Active Directory. É fundamental que as empresas brasileiras realizem a atualização de seus sistemas para mitigar esses riscos.