Oposição Política

Uso de ferramentas da Cellebrite por autoridades russas em ativista

Em junho de 2021, autoridades russas utilizaram ferramentas forenses da Cellebrite para acessar o iPhone do ativista opositor Andrey Pivovarov, mesmo após a empresa ter anunciado que interromperia a venda de seus produtos para a Rússia e Belarus. A análise, publicada pelo Citizen Lab, baseia-se em evidências encontradas no próprio dispositivo e em um relatório oficial do governo russo que menciona o uso do software UFED da Cellebrite. Pivovarov, que liderava o grupo Open Russia, foi detido em 31 de maio de 2021 e teve seus dispositivos confiscados sem consentimento. A investigação subsequente buscou dados de contatos políticos e figuras da oposição, utilizando o UFED para extrair informações de aplicativos como WhatsApp e Telegram. Apesar da proibição de vendas, a Cellebrite afirmou que qualquer uso de seu hardware na Rússia após março de 2021 é ’totalmente não autorizado’. O caso destaca a vulnerabilidade de dispositivos em custódia e a eficácia de ferramentas forenses mesmo sem suporte oficial. O Citizen Lab recomenda medidas de segurança para quem pode ser alvo de apreensões, como o uso de senhas fortes e a ativação de modos de segurança nos dispositivos.