Ollama

Infraestrutura de IA exposta representa risco crescente à segurança

Uma investigação conjunta da SentinelOne e Censys revelou que a implementação de inteligência artificial (IA) de código aberto criou uma vasta camada de infraestrutura de computação de IA não gerenciada, com 175.000 hosts únicos do Ollama em 130 países. A maioria das exposições está na China, seguida por países como EUA, Alemanha e Brasil. Esses sistemas operam fora dos controles de segurança padrão, apresentando riscos significativos. Quase 50% dos hosts observados possuem capacidades de chamada de ferramentas, permitindo a execução de código e acesso a APIs, o que altera o modelo de ameaça. A falta de autenticação e a exposição à rede aumentam o risco de LLMjacking, onde recursos de infraestrutura de IA são explorados por agentes maliciosos. A operação chamada ‘Operation Bizarre Bazaar’ tem como alvo endpoints de serviços LLM expostos, comercializando o acesso a essas infraestruturas. A natureza descentralizada do ecossistema Ollama complica a governança e abre novas avenidas para injeções de prompt e tráfego malicioso. Para os defensores, é crucial tratar os LLMs com os mesmos controles de autenticação e monitoramento aplicados a outras infraestruturas acessíveis externamente.

Mais de 1.100 servidores de IA da Ollama expostos online, 20 vulneráveis

Pesquisadores da Cisco Talos identificaram mais de 1.100 instâncias do framework Ollama, utilizado para hospedar modelos de linguagem, acessíveis publicamente na internet. Aproximadamente 20% desses servidores estavam operando sem qualquer forma de autenticação, tornando-os vulneráveis a ataques severos. Em uma varredura rápida usando o Shodan, foram encontrados 1.139 endpoints expostos, dos quais 214 permitiam consultas de modelos sem credenciais. Essa falta de controle de acesso possibilita ataques de extração de modelo e a injeção de conteúdo malicioso. Mesmo os 80% restantes, que estavam inativos no momento da descoberta, apresentam riscos significativos, como uploads não autorizados de modelos e ataques de exaustão de recursos. A análise geoespacial revelou que a maioria dos servidores expostos está localizada nos Estados Unidos, China e Alemanha, evidenciando falhas na segurança da infraestrutura de IA. Para mitigar essas vulnerabilidades, recomenda-se a implementação de mecanismos de autenticação robustos, isolamento de rede e auditorias regulares de exposição. Essas medidas são essenciais para proteger a integridade dos modelos de IA e evitar abusos.