Oceanlotus

Grupo OceanLotus realiza ataques cibernéticos no Vietnã

O grupo de ameaças cibernéticas OceanLotus, alinhado ao Vietnã, foi responsável por duas campanhas distintas de espionagem cibernética, utilizando um backdoor conhecido como SPECTRALVIPER. As operações visaram uma corporação de construção de infraestrutura e transporte no Vietnã entre meados de 2024 e fevereiro de 2026, além de um ataque à cadeia de suprimentos que explorou o FireAnt Metakit, uma plataforma popular entre investidores de ações no país. A ESET, empresa de cibersegurança, observou uma mudança no foco operacional do grupo, que agora prioriza a espionagem doméstica em vez de alvos externos. O ataque ao FireAnt Metakit, que começou em outubro de 2025, utilizou um URL de atualização legítimo para distribuir SPECTRALVIPER a um subconjunto de investidores. A falta de validação de integridade no arquivo de configuração permitiu que o malware fosse executado como uma atualização legítima. Além disso, OceanLotus manteve acesso a uma empresa de construção até fevereiro de 2026, explorando vulnerabilidades em servidores SQL da Microsoft. A ESET sugere que o grupo adotou uma abordagem mais seletiva após a exposição de sua empresa de fachada em 2020, focando em alvos domésticos e demonstrando táticas agressivas e sofisticadas.

Pacotes maliciosos no PyPI entregam nova família de malware ZiChatBot

Pesquisadores de cibersegurança identificaram três pacotes no repositório Python Package Index (PyPI) que têm como objetivo oculto a entrega de uma nova família de malware chamada ZiChatBot, afetando sistemas Windows e Linux. Segundo a Kaspersky, embora os pacotes ‘uuid32-utils’, ‘colorinal’ e ’termncolor’ apresentem funcionalidades legítimas, sua verdadeira intenção é disseminar arquivos maliciosos. O malware ZiChatBot se diferencia por não se comunicar com um servidor de comando e controle (C2) tradicional, utilizando em vez disso APIs REST do aplicativo de chat Zulip. Os pacotes foram carregados entre 16 e 22 de julho de 2025, e, ao serem instalados, extraem um dropper DLL no Windows e um dropper de objeto compartilhado no Linux, que se auto-exclui após a execução. A Kaspersky sugere que a campanha pode estar ligada ao grupo de hackers OceanLotus, que já foi observado utilizando métodos semelhantes para comprometer a comunidade de cibersegurança na China. Essa nova abordagem de ataque representa uma evolução nas táticas do grupo, que busca ampliar seu escopo de alvos.