Nuvem

Gerenciadores de Senhas em Nuvem Vulneráveis a Ataques de Recuperação

Um novo estudo revelou que gerenciadores de senhas baseados em nuvem, como Bitwarden, Dashlane e LastPass, são vulneráveis a ataques de recuperação de senhas sob certas condições. Os pesquisadores da ETH Zurich e da Università della Svizzera italiana identificaram 12 ataques distintos contra o Bitwarden, 7 contra o LastPass e 6 contra o Dashlane, que variam de violações de integridade a compromissos totais de cofres organizacionais. Os ataques exploram falhas no mecanismo de recuperação de contas, criptografia de nível de item, recursos de compartilhamento e compatibilidade com códigos legados. Embora os fornecedores tenham implementado contramedidas, os pesquisadores apontam que várias concepções errôneas criptográficas e padrões de design inadequados contribuíram para essas vulnerabilidades. O estudo também destaca que o 1Password, embora vulnerável, considera as falhas como limitações arquitetônicas conhecidas. Apesar da gravidade das descobertas, não há evidências de que essas vulnerabilidades tenham sido exploradas ativamente. As empresas estão trabalhando para corrigir as falhas identificadas e fortalecer suas arquiteturas de segurança.

Ambientes de Treinamento Expostos Risco Real em Nuvem

Um estudo da Pentera Labs revelou que aplicações de treinamento intencionalmente vulneráveis, como OWASP Juice Shop e DVWA, estão frequentemente expostas à internet em ambientes de nuvem. Essas aplicações, projetadas para fins educacionais e testes, são frequentemente implantadas com configurações padrão e permissões excessivas, permitindo que atacantes acessem identidades de nuvem privilegiadas. A pesquisa identificou quase 2.000 instâncias de aplicações expostas, com 60% delas hospedadas em infraestruturas gerenciadas por clientes em plataformas como AWS, Azure e GCP. Além disso, cerca de 20% dessas instâncias apresentaram evidências de exploração ativa, incluindo atividades de mineração de criptomoedas e shells web. O estudo destaca que ambientes de treinamento são frequentemente considerados de baixo risco e, portanto, não recebem a devida atenção em termos de monitoramento e gestão de segurança. Essa situação é preocupante, pois um único aplicativo exposto pode servir como ponto de entrada para comprometer toda a infraestrutura de nuvem de uma organização. O artigo enfatiza que a rotulagem de um ambiente como ’treinamento’ não diminui seu risco, especialmente quando conectado a identidades privilegiadas na nuvem.

Campanhas de phishing exploram plataformas de nuvem usadas por empresas

Pesquisadores da ANY.RUN identificaram um aumento significativo em campanhas de phishing que utilizam plataformas de nuvem legítimas, como Google, Microsoft e Cloudflare, visando o ambiente corporativo. Essas campanhas se aproveitam de vulnerabilidades de segurança para distribuir kits de phishing, contornando sistemas de segurança corporativos e comprometendo contas de funcionários para fraudes financeiras e disseminação de malware. A nova abordagem dos criminosos envolve o uso de URLs de provedores reais e uma entrega padrão em HTML, dificultando a detecção por ferramentas de segurança, que consideram as ações como legítimas. Além disso, os ataques frequentemente utilizam páginas de login falsas, especialmente direcionadas a usuários do Microsoft 365, para coletar dados sensíveis. O problema se agrava, pois a malícia só se revela quando os softwares comprometidos são executados, levando a infecções que podem passar despercebidas até que seja tarde demais. Essa evolução nas táticas de phishing representa um desafio crescente para a segurança cibernética das empresas, exigindo atenção redobrada dos profissionais da área.

A importância da visibilidade em ambientes de nuvem para a cibersegurança

A migração para a nuvem, embora prometida como uma solução simples e segura, tem gerado novos desafios de segurança, como a criação de pontos cegos e superfícies de ataque. A visibilidade em tempo real é essencial para a defesa cibernética, especialmente em arquiteturas de múltiplas nuvens e ambientes híbridos. A padronização dos logs nativos da nuvem é complexa devido à diversidade de provedores, mas a telemetria de rede se destaca como uma solução eficaz, permitindo que analistas identifiquem padrões suspeitos rapidamente. O artigo enfatiza a importância de monitorar o tráfego de rede, incluindo comunicações internas e externas, e sugere o uso de ferramentas como o Corelight NDR para melhorar a detecção de ameaças. Além disso, destaca a necessidade de um fluxo de trabalho eficaz para coletar e analisar dados de telemetria, estabelecendo bases de referência e monitorando atividades suspeitas. A segurança em ambientes de nuvem requer a aplicação de princípios de rede tradicionais para garantir uma defesa robusta contra ataques cibernéticos, especialmente em um cenário onde os atacantes utilizam inteligência artificial para contornar controles de segurança.

A Importância da Resiliência em Sistemas de Identidade na Nuvem

Recentes interrupções em serviços de nuvem, como AWS e Azure, destacam a vulnerabilidade das infraestruturas de identidade que dependem desses provedores. Quando serviços de autenticação e autorização falham, o impacto vai além da simples indisponibilidade; trata-se de um incidente crítico que pode paralisar operações de negócios e afetar a segurança. A arquitetura de identidade moderna, que utiliza componentes como datastores e balanceadores de carga, é suscetível a falhas em qualquer parte da cadeia de dependência. Isso revela um ponto único de falha que muitas organizações só percebem durante uma interrupção. Além disso, a abordagem tradicional de alta disponibilidade, que se concentra em failover regional, pode não ser suficiente, pois falhas em serviços compartilhados podem afetar múltiplas regiões simultaneamente. Para mitigar esses riscos, é essencial projetar sistemas de identidade resilientes, que reduzam a dependência de um único provedor e permitam operações limitadas durante interrupções. A gestão proativa da identidade deve ser uma prioridade para garantir a continuidade dos negócios e a segurança operacional.

Malware nativo da nuvem ameaça sistemas Linux

Pesquisadores da Check Point Research (CPR) descobriram o VoidLink, um novo framework de malware projetado especificamente para ambientes de nuvem que operam com Linux. Este malware, que se infiltra silenciosamente nas infraestruturas digitais, representa uma evolução nos ataques cibernéticos, focando em compromissos de longo prazo e ocultos. O VoidLink é escrito na linguagem Zig e é capaz de identificar plataformas como Kubernetes e Docker, ajustando seu comportamento conforme o ambiente. Além disso, ele coleta credenciais de sistemas de controle de versão, como o Git, o que sugere que desenvolvedores de software podem ser alvos de espionagem ou ataques futuros. O malware possui características semelhantes a rootkits, permitindo a expansão de suas funções através de um sistema de plugins em memória. Embora ainda não haja evidências de infecções ativas, o framework pode ser oferecido como um serviço no futuro. Para mitigar essas ameaças, é essencial que as organizações adotem uma abordagem de segurança que inclua visibilidade contínua e inteligência de ameaças em tempo real, especialmente em ambientes de nuvem e Linux.

Malware VoidLink Ameaça Avançada em Ambientes Linux na Nuvem

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre o VoidLink, um novo e sofisticado framework de malware projetado para acesso prolongado e furtivo a ambientes de nuvem baseados em Linux. Descoberto em dezembro de 2025, o VoidLink é uma ferramenta modular que inclui carregadores personalizados, implantes, rootkits e plugins, permitindo que seus operadores adaptem suas capacidades ao longo do tempo. O framework é escrito na linguagem Zig e é capaz de detectar e se adaptar a ambientes de nuvem como AWS, Google Cloud e Microsoft Azure, além de coletar credenciais de sistemas de controle de versão como Git.

As lacunas ocultas na segurança da nuvem

O cenário de cibersegurança está passando por uma transformação significativa, especialmente com a adoção crescente de arquiteturas multicloud e aplicações em contêineres. O modelo tradicional de segurança, que se baseia em um perímetro rígido, está se mostrando inadequado para as novas realidades, onde o tráfego interno se desloca por infraestruturas públicas, frequentemente sem a devida visibilidade ou controle. Muitas empresas enfrentam dificuldades em integrar firewalls de nuvem em suas estratégias de segurança, resultando em lacunas que podem ser exploradas por atacantes. Além disso, o tráfego de saída, que é a principal via utilizada por invasores para comunicação e exfiltração de dados, muitas vezes não é adequadamente monitorado. A fragmentação das estratégias de segurança, causada pela diversidade de provedores de nuvem e pela complexidade das tecnologias emergentes, cria pontos cegos críticos. Para enfrentar esses desafios, as organizações precisam adotar um modelo de segurança que integre controles diretamente na infraestrutura da nuvem, priorizando a visibilidade e o controle do tráfego, especialmente o lateral, e eliminando a confiança implícita entre as cargas de trabalho. Essa abordagem não apenas protege melhor os dados, mas também permite que as equipes de segurança respondam rapidamente a ameaças, mantendo a agilidade necessária para a inovação.

Google lança tecnologia de privacidade com Private AI Compute

No dia 12 de novembro de 2025, o Google apresentou uma nova tecnologia chamada Private AI Compute, que visa processar consultas de inteligência artificial (IA) em uma plataforma segura na nuvem. A empresa afirma que essa tecnologia desbloqueia a velocidade e o poder dos modelos de nuvem Gemini para experiências de IA, garantindo que os dados pessoais dos usuários permaneçam privados e inacessíveis, nem mesmo ao Google.

O Private AI Compute é descrito como um ’espaço seguro e fortificado’ para o processamento de dados sensíveis, utilizando unidades de processamento de tensor Trillium (TPUs) e enclaves de inteligência Titanium (TIE). Essa infraestrutura é projetada para aproveitar a velocidade computacional da nuvem, mantendo as garantias de segurança e privacidade do processamento local.

Identidades de máquina a nova era da segurança em nuvem

Com o aumento exponencial de identidades de máquina em ambientes de nuvem, as empresas estão experimentando ganhos significativos de produtividade ao eliminar credenciais estáticas, como chaves de API e senhas. Embora soluções de gerenciamento de segredos, como HashiCorp Vault e CyberArk, tenham sido adotadas, elas ainda dependem de segredos estáticos que requerem gerenciamento cuidadoso. A transição para identidades gerenciadas, que emitem credenciais temporárias e rotacionadas automaticamente, representa uma mudança de paradigma. Provedores de nuvem como AWS, Azure e Google Cloud estão liderando essa transformação, oferecendo soluções que simplificam a autenticação e a autorização entre diferentes plataformas. No entanto, a realidade é complexa, pois APIs de terceiros e sistemas legados ainda exigem segredos compartilhados. A falta de visibilidade sobre o uso atual de credenciais é um desafio significativo, e plataformas como GitGuardian ajudam as organizações a mapear suas identidades não humanas antes da implementação de sistemas modernos. A redução do uso de segredos estáticos pode melhorar a segurança e a eficiência operacional, mas requer uma abordagem estratégica para a migração e gerenciamento de segredos remanescentes.

Grupo cibercriminoso Jingle Thief mira fraudes com cartões-presente

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um grupo de cibercriminosos chamado Jingle Thief, que tem como alvo ambientes de nuvem de organizações nos setores de varejo e serviços ao consumidor, visando fraudes com cartões-presente. Os atacantes utilizam técnicas de phishing e smishing para roubar credenciais e comprometer organizações que emitem esses cartões. Após obter acesso, eles buscam maximizar seu nível de acesso para emitir cartões não autorizados, que são revendidos em mercados paralelos, devido à sua natureza de difícil rastreamento.

Risco zero não existe alívio para quem precisa decidir

O artigo de Arthur Capella discute a crescente complexidade da cibersegurança em um ambiente de trabalho distribuído e digitalizado, onde a migração para a nuvem e a adoção de inteligência artificial (IA) aumentam tanto o valor quanto o risco. A superfície de ataque se expandiu mais rapidamente do que a capacidade das empresas de medir e responder a essas ameaças. A gestão de exposição é apresentada como uma disciplina estratégica, essencial para priorizar riscos com base no impacto nos negócios, em vez de se concentrar apenas em uma lista de vulnerabilidades. O autor destaca a escassez de profissionais qualificados em cibersegurança e a limitação orçamentária como desafios constantes. Além disso, enfatiza que apenas 3% das vulnerabilidades frequentemente resultam em riscos significativos, tornando a priorização crucial. O artigo conclui que, em vez de tentar eliminar todos os riscos, as empresas devem focar em fechar as portas que realmente importam, equilibrando inovação e segurança.

Microsoft Azure enfrenta interrupção global afetando serviços em todo o mundo

No dia 9 de outubro de 2025, a Microsoft Azure, uma das principais plataformas de computação em nuvem, sofreu uma interrupção significativa que afetou clientes na Europa e na África. O problema começou por volta das 07:40 UTC, resultando em uma perda de capacidade de cerca de 30% em instâncias do Azure Front Door, a rede de entrega de conteúdo da empresa. Regiões como Norte da Europa, Oeste da Europa, França Central e partes da África do Sul foram as mais impactadas. Os usuários enfrentaram falhas de conectividade, e muitos não conseguiram acessar o portal do Azure, o que dificultou ações administrativas e de gerenciamento. A Microsoft descartou que as recentes implementações de código fossem a causa do problema, sugerindo que a falha poderia estar relacionada a componentes fundamentais da rede. A empresa se comprometeu a fornecer atualizações regulares e a realizar uma análise detalhada após a restauração dos serviços. Este incidente ressalta os riscos associados à dependência de um único provedor de nuvem e a necessidade de estratégias de resiliência robustas, como implantações em múltiplas regiões e arquiteturas híbridas.

Kit de R 265 corrompe memória e permite invasão a servidores Intel e AMD

Pesquisadores das Universidades de Birmingham e KU Leuven identificaram uma nova vulnerabilidade chamada Battering RAM, que afeta processadores Intel e AMD, especialmente em ambientes de nuvem. O ataque utiliza um interposer, um dispositivo físico de baixo custo (cerca de R$ 265), que, ao ser ativado, redireciona endereços protegidos da memória para locais controlados por hackers. Isso compromete a segurança das Extensões de Guarda do Software Intel (SGX) e da Virtualização Encriptada Segura com Paginação Aninhada Segura da AMD (SEV-SNO), que são fundamentais para a criptografia de dados em nuvem. O ataque é especialmente preocupante para sistemas que utilizam memória RAM DDR4 e pode permitir que provedores de nuvem maliciosos ou insiders com acesso limitado insiram backdoors nas CPUs. Apesar de a Intel, AMD e Arm terem sido informadas sobre a vulnerabilidade, a proteção contra o Battering RAM exigiria um redesenho completo das medidas de segurança atuais. Essa descoberta segue uma pesquisa anterior sobre técnicas que vazam memória de máquinas virtuais em serviços de nuvem públicos.

Nova vulnerabilidade Battering RAM compromete segurança de nuvem

Pesquisadores da KU Leuven e da Universidade de Birmingham descobriram uma nova vulnerabilidade chamada Battering RAM, que permite contornar as defesas mais recentes dos processadores em nuvem da Intel e AMD. Utilizando um interposer de baixo custo, que pode ser montado por menos de 50 dólares, o ataque redireciona endereços de memória protegidos para locais controlados por atacantes, comprometendo dados criptografados. Essa falha afeta todos os sistemas que utilizam memória DDR4, especialmente aqueles que dependem de computação confidencial em ambientes de nuvem pública. O ataque explora as extensões de segurança de hardware da Intel (SGX) e a virtualização criptografada segura da AMD (SEV-SNP), permitindo acesso não autorizado a regiões de memória protegidas. Embora a Intel e a AMD tenham sido notificadas sobre a vulnerabilidade, ambas consideram ataques físicos fora do escopo de suas defesas atuais. A descoberta destaca as limitações dos designs de criptografia de memória escaláveis utilizados atualmente, que não incluem verificações de frescor criptográfico, e sugere que uma reestruturação fundamental da criptografia de memória é necessária para mitigar essa ameaça.

As 10 Melhores Empresas de Teste de Penetração em Nuvem em 2025

O artigo destaca a crescente importância dos testes de penetração em nuvem, especialmente em um cenário onde empresas estão migrando rapidamente para plataformas como AWS, Azure e Google Cloud. Essa transição, embora traga benefícios como escalabilidade e eficiência de custos, também expõe as organizações a novas vulnerabilidades. O teste de penetração em nuvem se torna essencial para identificar falhas como configurações inadequadas e permissões excessivas de gerenciamento de identidade (IAM). Em 2025, as melhores empresas de teste de penetração em nuvem combinam expertise técnica com ferramentas especializadas, oferecendo desde validações automatizadas até avaliações profundas que simulam táticas de atacantes reais. O artigo apresenta uma tabela comparativa das dez principais empresas, incluindo SentinelOne, CloudBrute e Nessus, destacando suas características e abordagens únicas. A complexidade dos ambientes em nuvem e a velocidade de desenvolvimento das aplicações tornam a validação contínua de segurança uma necessidade crítica para evitar brechas de dados. Com a responsabilidade compartilhada entre provedores de nuvem e clientes, a segurança das configurações se torna uma prioridade para evitar incidentes de segurança.

Cibersegurança na nuvem o maior risco pode estar no que você considera seguro

O artigo de Arthur Capella discute os riscos de segurança na nuvem, destacando que a evolução dessa tecnologia, embora traga benefícios, também aumenta as oportunidades para atacantes. O Relatório de Riscos de Segurança na Nuvem 2025 da Tenable revela que erros comuns, como credenciais esquecidas e configurações inadequadas, expõem dados críticos diariamente. O autor enfatiza a necessidade de uma abordagem proativa para a segurança, que inclua visibilidade unificada dos ativos, configurações seguras por padrão, monitoramento constante e priorização na correção de vulnerabilidades. Essas práticas são essenciais para proteger ambientes em constante mudança e garantir que as empresas possam inovar com confiança. A segurança não deve ser vista como um obstáculo, mas como um facilitador para a adoção de novas tecnologias, permitindo que as organizações avancem no mundo digital de forma segura.

Visibilidade de Código à Nuvem A Nova Base para Segurança de Aplicativos

O artigo destaca a crescente preocupação com a segurança de aplicativos na nuvem, especialmente em um cenário onde falhas de segurança podem custar milhões às empresas. Em 2025, o custo médio de uma violação de dados é estimado em US$ 4,44 milhões, com uma parte significativa desses problemas originando-se de erros de segurança em aplicativos. A visibilidade de código à nuvem é apresentada como uma solução eficaz para identificar riscos desde a fase de desenvolvimento até a operação na nuvem. O artigo menciona que 32% das organizações enfrentam dificuldades na gestão de vulnerabilidades, enquanto 97% lidam com questões de segurança relacionadas à inteligência artificial generativa. Um webinar programado para 8 de setembro de 2025 promete oferecer insights práticos sobre como implementar essa abordagem, visando melhorar a colaboração entre equipes de desenvolvimento, operações e segurança. Os participantes aprenderão a mapear riscos, acelerar correções e se preparar para novas ameaças, tudo isso sem sobrecarregar suas operações.

Nova Ameaça - Microsoft Detalha Uso de Nuvem pelo Storm-0501 para Ransomware

A Microsoft Threat Intelligence revelou que o grupo de cibercriminosos Storm-0501, conhecido por atacar escolas e prestadores de serviços de saúde nos EUA, evoluiu suas táticas, agora utilizando operações de ransomware nativas da nuvem. Em vez de depender apenas de malware para criptografar dispositivos locais, o grupo explora vulnerabilidades em ambientes de nuvem híbridos, realizando exfiltração de dados em larga escala e comprometendo recursos do Azure.

O ataque geralmente começa com a violação do Active Directory através de contas de administrador de domínio comprometidas, permitindo acesso ao Microsoft Entra ID. O Storm-0501 utiliza ferramentas como AzureHound para enumerar recursos na nuvem e escalar privilégios, muitas vezes através de contas mal configuradas que não exigem autenticação multifator (MFA). Após obter acesso total, o grupo realiza operações de descoberta e exfiltração, deletando backups e utilizando APIs legítimas do Azure para dificultar a recuperação dos dados. A extorsão final frequentemente ocorre por meio de mensagens no Microsoft Teams.

As 10 Melhores Empresas de Segurança Zero Trust em 2025

No cenário atual de cibersegurança, o modelo tradicional de segurança baseado em perímetro se mostra insuficiente. O conceito de segurança Zero Trust, que se baseia na premissa de ’nunca confiar, sempre verificar’, ganha destaque, especialmente em um mundo cada vez mais conectado e centrado na nuvem. Este artigo apresenta as 10 melhores empresas de segurança Zero Trust para 2025, que oferecem soluções abrangentes para gerenciar identidades, segmentar redes e proteger dados. Entre as principais tendências que impulsionam a adoção do Zero Trust estão o trabalho remoto, a migração para a nuvem, as ameaças internas e a sofisticação crescente dos ataques cibernéticos. As empresas listadas, como Zscaler, Palo Alto Networks e Microsoft, se destacam por suas plataformas que garantem acesso seguro e contínuo, além de monitoramento e prevenção de ameaças. A escolha de fornecedores adequados é crucial para a construção de uma infraestrutura resiliente e segura, especialmente em um contexto onde a conformidade com regulamentações, como a LGPD, se torna cada vez mais importante.

Grupo de espionagem cibernética da China explora vulnerabilidades na nuvem

Pesquisadores de cibersegurança alertam sobre atividades maliciosas do grupo de espionagem cibernética Murky Panda, vinculado à China, que utiliza relacionamentos de confiança na nuvem para invadir redes empresariais. O grupo é conhecido por explorar vulnerabilidades de dia zero e dia N, frequentemente obtendo acesso inicial por meio de dispositivos expostos à internet. Murky Panda, que já atacou servidores Microsoft Exchange em 2021, agora foca na cadeia de suprimentos de TI para acessar redes corporativas. Recentemente, o grupo comprometeu um fornecedor de uma entidade norte-americana, utilizando o acesso administrativo para criar uma conta de backdoor no Entra ID da vítima, visando principalmente o acesso a e-mails. Outro ator relacionado, Genesis Panda, tem explorado sistemas de nuvem para exfiltração de dados, enquanto Glacial Panda ataca o setor de telecomunicações, visando registros de chamadas e dados de comunicação. A crescente sofisticação desses grupos destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger ambientes de nuvem.