Notificações

Google reduz 7 bilhões de notificações indesejadas no Chrome

No primeiro trimestre de 2026, o Google anunciou que os sistemas antiabuso do Chrome diminuíram em mais de 7 bilhões por dia as notificações indesejadas no Android. A empresa destacou que o abuso de notificações tem sido uma ferramenta crescente para a distribuição de fraudes, malware e tentativas de phishing. Para combater esse problema, o Google implementou um modelo de defesa chamado “queijo suíço”, que utiliza múltiplas camadas de proteção para interceptar abusos em diferentes estágios. O Chrome agora revoga automaticamente permissões de notificações de sites inativos ou que geram alertas suspeitos, permitindo que os usuários revisem essas permissões no Safety Hub. Além disso, o navegador analisa comportamentos em redes de sites relacionados para identificar grupos que distribuem notificações enganosas. O volume de notificações e o tempo gasto pelos usuários em um site são alguns dos fatores considerados para limitar a atividade de sites considerados disruptivos. Essa abordagem não apenas melhora a segurança, mas também reduz o consumo de bateria dos dispositivos dos usuários, garantindo que apenas conteúdos relevantes sejam entregues. O Google também revisou a interface de permissões de notificações para torná-la menos intrusiva, ajudando os usuários a decidir se desejam receber notificações sem interromper sua navegação.

Apple corrige falha de segurança em notificações do iOS e iPadOS

A Apple lançou uma atualização de software para iOS e iPadOS visando corrigir uma vulnerabilidade nas Notificações que permitia que mensagens marcadas para exclusão fossem retidas no dispositivo. A falha, identificada como CVE-2026-28950, foi classificada como um problema de registro de dados, que agora conta com melhorias na redação de dados. A vulnerabilidade afeta diversos modelos de iPhone e iPad, incluindo iPhone 11 e posteriores, iPad Pro (3ª geração e posteriores), e outros dispositivos mais recentes. A atualização foi motivada por um incidente em que o FBI conseguiu extrair mensagens do aplicativo Signal de um iPhone, mesmo após a exclusão do aplicativo, utilizando dados armazenados na base de notificações do dispositivo. Embora o Signal já ofereça opções para ocultar o conteúdo das mensagens nas notificações, o caso destaca a importância do acesso físico ao dispositivo para a extração de dados sensíveis. A Apple garantiu que, após a instalação do patch, todas as notificações preservadas inadvertidamente serão excluídas, e futuras notificações não serão mantidas para aplicativos deletados.