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Ordem Executiva dos EUA acelera migração para criptografia pós-quântica

Em 22 de junho de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que estabelece prazos rigorosos para que agências federais migrem ativos de alto valor e sistemas de alto impacto para criptografia pós-quântica (PQC). As datas limites são 31 de dezembro de 2030 para o estabelecimento de chaves e 31 de dezembro de 2031 para assinaturas digitais. Essa medida é uma resposta ao risco de adversários que podem coletar dados criptografados atualmente e decifrá-los no futuro, uma ameaça conhecida como ‘colher agora, decifrar depois’. A ordem executiva antecipa o cronograma de migração em quatro a cinco anos em relação ao plano anterior, que previa a conclusão até 2035. As agências devem nomear líderes de migração em 30 dias e revisar seus inventários em 90 dias. Além disso, a ordem se estende a contratantes federais, que terão até 2030 para se adequar aos novos padrões. O NIST já finalizou os padrões necessários, que incluem algoritmos como ML-KEM e ML-DSA. Essa mudança é crucial para garantir a segurança nacional em um cenário onde a computação quântica pode comprometer a criptografia atual.

Desafios da Segurança de Identidade com Adoção de Agentes de IA

Um novo relatório da Gartner destaca que a adoção de agentes de inteligência artificial (IA) nas empresas está avançando mais rapidamente do que as políticas de governança podem acompanhar. Esses agentes operam de maneira contínua, acessando múltiplas aplicações e gerando atividades em alta velocidade, o que resulta em uma camada invisível de atividade de identidade, chamada de ‘matéria escura de identidade’. Segundo a Orchid Security, cerca de 50% das atividades de identidade nas empresas ocorrem fora da visibilidade dos sistemas tradicionais de gerenciamento de identidade e acesso (IAM).

NIST não atribuirá mais pontuações de severidade a vulnerabilidades menores

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos EUA anunciou que, a partir de 15 de abril, deixará de atribuir pontuações de severidade a vulnerabilidades de baixa prioridade devido ao aumento significativo no volume de submissões. O NIST continuará a analisar e fornecer detalhes adicionais apenas para vulnerabilidades que atendam a critérios específicos, como aquelas listadas no catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploradas (KEV) da CISA ou que afetem software do governo federal dos EUA. Embora todas as vulnerabilidades submetidas sejam listadas na Base de Dados Nacional de Vulnerabilidades (NVD), as de baixa prioridade terão apenas a classificação de severidade fornecida pela Autoridade de Numeração CVE (CNA) que as avaliou. O NIST justificou essa mudança pelo crescimento de 263% nas submissões, o que tornou insustentável a manutenção do nível anterior de detalhamento. A nova abordagem permitirá que o NIST concentre seus esforços nas vulnerabilidades com maior potencial de impacto, embora reconheça que algumas vulnerabilidades de alto impacto possam não ser priorizadas. O NIST também aceita solicitações de enriquecimento para vulnerabilidades de menor prioridade por meio de e-mail.

NIST altera gestão de vulnerabilidades cibernéticas

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) anunciou mudanças significativas na forma como gerencia as vulnerabilidades e exposições de cibersegurança (CVEs) em sua base de dados nacional (NVD). Devido a um aumento de 263% nas submissões de CVEs entre 2020 e 2025, o NIST decidiu enriquecer apenas aqueles que atendem a critérios específicos, como a inclusão no catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploitadas (KEV) da CISA e software crítico utilizado pelo governo federal. As CVEs que não se enquadrarem nesses critérios serão marcadas como “Não Programadas”. Essa mudança visa priorizar as vulnerabilidades com maior potencial de impacto generalizado, embora o NIST reconheça que outras CVEs possam ter impactos significativos. Além disso, o NIST não fornecerá mais pontuações de severidade separadas para CVEs já avaliadas por autoridades de numeração de CVE. As mudanças têm como objetivo melhorar a eficiência na gestão de vulnerabilidades em um cenário de crescente volume de novas ameaças. Especialistas alertam que essa nova abordagem exigirá que as organizações adotem uma gestão de riscos mais proativa, focando em dados acionáveis em vez de uma lista abrangente de vulnerabilidades.

Estamos prontos para a era pós-quântica?

A criptografia é fundamental para a segurança digital, protegendo dados sensíveis contra acessos não autorizados. No entanto, a ascensão dos computadores quânticos representa um desafio significativo para os métodos tradicionais de criptografia, como RSA e ECC, que se baseiam em problemas matemáticos complexos. Esses computadores têm a capacidade de resolver esses problemas de forma muito mais eficiente, o que pode comprometer a segurança de dados criptografados. Especialistas preveem que computadores quânticos funcionais poderão estar disponíveis em até dez anos, levando a um cenário preocupante onde atacantes coletam dados criptografados na expectativa de decifrá-los no futuro.

NIST publica novo padrão de criptografia leve para segurança IoT

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) lançou a Publicação Especial NIST 800-232, que padroniza a família de algoritmos criptográficos Ascon, desenvolvidos para ambientes com recursos limitados, como dispositivos da Internet das Coisas (IoT). Esta iniciativa, que começou em 2015, culminou em um processo rigoroso de avaliação que selecionou o Ascon em fevereiro de 2023. Os algoritmos Ascon são projetados para atender às necessidades de segurança crítica em dispositivos IoT, onde padrões tradicionais, como AES-GCM e SHA-2, podem ser excessivamente pesados.