Microsoft Threat Intelligence

Grupo de ransomware Storm-1175 lança nova variante chamada StormEncryptor

Um ator de ameaças motivado financeiramente, anteriormente associado à operação de ransomware Medusa, agora está implantando uma nova variante de ransomware chamada StormEncryptor. A Microsoft Threat Intelligence está monitorando esse ator como Storm-1175, que é considerado baseado na China. Os ataques recentes foram precedidos pela exploração de uma vulnerabilidade de bypass de autenticação (CVE-2026-18577) na ferramenta de monitoramento remoto N-central. O StormEncryptor é um malware em C++ que criptografa arquivos, adicionando a extensão ‘.encrypted’ e deixa uma nota de resgate em cada diretório escaneado, dando às vítimas três dias para negociar o pagamento do resgate. Após acessar a rede alvo, o atacante utiliza ferramentas como AnyDesk e Mimikatz para gerenciar remotamente e extrair credenciais. A Microsoft alerta que o Storm-1175 se move rapidamente da inicialização do ataque para a exfiltração de dados e implantação do ransomware, recomendando que administradores de sistemas tomem medidas imediatas para proteger suas redes. A N-able já lançou um hotfix para a vulnerabilidade CVE-2026-18577, recomendando que os clientes apliquem a correção imediatamente.

Operação ClickFix no macOS Malware se esconde atrás de domínios falsos

Uma nova operação de malware chamada ClickFix, que afeta usuários do macOS, foi identificada por especialistas da Microsoft. A operação utiliza mais de 250 domínios front-end para identificar visitantes antes de exibir um ‘isca’ de malware. O ataque é projetado para ocultar a página maliciosa de ferramentas de análise automatizadas, enquanto apresenta a usuários selecionados do Mac um download de software falso. O ataque requer que o usuário copie e execute um comando ofuscado no Terminal, que, uma vez executado, baixa scripts e inicia um infostealer, coletando credenciais, dados de navegadores e informações sensíveis. A Microsoft não divulgou o número de vítimas ou os setores afetados, mas alertou que os usuários não devem seguir instruções que solicitem a colagem de texto no Terminal. A operação representa uma evolução nas campanhas de infostealer para macOS, que agora utilizam comandos do Terminal para buscar scripts remotos, em vez de enviar imagens de disco para instalação manual. A empresa recomenda que os defensores monitorem atividades incomuns no Terminal após navegação na web e sugere que a melhor abordagem é caçar a infraestrutura do ataque em vez do malware em si.