Mercado De Trabalho

Dados revelam que profissionais de cibersegurança se sentem desvalorizados

Um recente relatório da Harvey Nash destaca que os profissionais de cibersegurança estão enfrentando um aumento significativo de estresse, sentindo-se subvalorizados e mal remunerados. A pesquisa aponta que, enquanto as habilidades em inteligência artificial (IA) e dados estão em alta demanda, os trabalhadores de cibersegurança estão sendo pressionados a lidar com uma carga de trabalho crescente, sem o suporte adequado. Muitas empresas estão contratando profissionais com menos experiência devido à escassez de talentos, o que agrava a situação. Além disso, a falta de confiança das empresas em sua capacidade de responder a incidentes de segurança e as limitações orçamentárias dificultam a competitividade em termos de salários. O relatório também revela que a flexibilidade no trabalho, como opções híbridas, se tornou uma exigência para muitos profissionais, com 52% dos entrevistados no Reino Unido afirmando que não considerariam empregos que não oferecessem essa flexibilidade. A pesquisa conclui que a insatisfação no trabalho pode levar a uma alta rotatividade, o que representa um risco significativo para a segurança cibernética das organizações.

Larry Fink diz que eletricistas e encanadores são os verdadeiros heróis

Larry Fink, CEO da BlackRock, destacou a importância de profissões como eletricistas e encanadores em um cenário onde a inteligência artificial (IA) está transformando o mercado de trabalho. Ele argumenta que a sociedade tem supervalorizado empregos de colarinho branco, como os de bancos e advocacia, enquanto subestima o valor das profissões que exigem habilidades manuais. Fink acredita que a demanda por trabalhadores qualificados nessas áreas crescerá à medida que a IA se expande, mesmo com a incerteza em torno de algumas funções de escritório. Ele também criticou a forma como a cultura popular retrata essas profissões, sugerindo que é necessário reequilibrar a percepção social sobre elas. Além disso, Fink alertou para os altos custos de energia como um obstáculo significativo para a expansão da infraestrutura de IA, enfatizando a necessidade de investimentos em fontes de energia renováveis, como solar e nuclear. Ele mencionou que a BlackRock está investindo nesse setor, adquirindo centros de dados para apoiar o crescimento da IA.

Guia de carreira como iniciar na cibersegurança do zero

O artigo aborda a crescente demanda por profissionais de cibersegurança, especialmente no Brasil, onde o país se tornou um alvo frequente de cibercriminosos. Com um déficit estimado de 140 mil vagas até 2025, a necessidade de especialistas é urgente, especialmente em áreas defensivas como o Blue Team. O texto destaca a importância de uma base técnica sólida, sugerindo que iniciantes aprendam linguagens de programação, como Python, e conceitos fundamentais de redes e sistemas operacionais. Além disso, menciona as três principais vertentes da cibersegurança: Red Team, Blue Team e GRC, cada uma com suas especificidades e demandas no mercado. O artigo também discute a relevância de formação acadêmica versus certificações, enfatizando que, embora a familiaridade com tecnologia seja essencial, a transição de áreas como Humanas é possível com dedicação. Por fim, ressalta que a cibersegurança é uma área em expansão, com oportunidades significativas para quem busca ingressar nesse campo.

Cibersegurança cresce 200 e supera vagas de barista no Reino Unido

A área de cibersegurança no Reino Unido está passando por um crescimento significativo, com um aumento de 194% no número de profissionais nos últimos quatro anos, conforme um relatório da Socura. O número de especialistas em segurança digital saltou de 28.500 para 83.700, superando a quantidade de arquitetos, veterinários e baristas. Essa expansão coloca a cibersegurança como a quinta profissão que mais cresce no país, atrás apenas de técnicos de pré-impressão, especialistas financeiros e contábeis, técnicos de construção e engenheiros civis. Apesar desse crescimento, a pesquisa destaca um problema de diversidade de gênero, com apenas 21% dos profissionais sendo mulheres, uma queda em relação a 24% há quatro anos. No entanto, a presença feminina na área de TI aumentou 163% entre 2021 e 2025. O relatório sugere que, atualmente, há um profissional de cibersegurança para cada 68 empresas no Reino Unido, evidenciando a crescente demanda por especialistas em um cenário de ameaças digitais cada vez mais complexas.

IA vai roubar empregos? O futuro é mais colaborativo do que você imagina

O podcast Canaltech discute a perspectiva da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho, com base em uma pesquisa do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). A pesquisa sugere que, ao invés de substituir empregos, a IA deve expandir oportunidades de trabalho em 2026. O repórter Marcelo Fischer entrevista Gabriel Gomes de Oliveira, professor da Universidade Estadual de Campinas, que destaca que a colaboração entre humanos e máquinas será fundamental. O episódio também aborda outras questões relevantes, como promessas da Apple sobre a Siri com IA, demissões na Rockstar e vazamentos de dados na dark web. A discussão enfatiza que a adoção da IA pode levar a um ambiente de trabalho mais colaborativo, onde as habilidades humanas são complementadas pela tecnologia, ao invés de serem substituídas por ela.